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Mulher tem mais dor de cabeça que homem, revela pesquisa


16/09/2011 - 9:38 -

Segundo estudo apresentado no XXV Congresso Brasileiro de Cefaleia pela neurologista da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Eliana Melhado, as mulheres sofrem mais com dores de cabeça em comparação com os homens, tendo como principais causas as alterações hormonais e o uso de contraceptivos.

Existem cerca de 200 tipos de cefaleia classificadas no mundo e dois tipos são exclusivas das mulheres: a cefaleia da pré-eclampsia e da eclampsia. “Grávidas que sofrem esse problema costumam ter dores de cabeças persistentes durante a gestaçãoâ€, explica Dra. Eliana. A grande representante do grupo das cefaléias primárias, a migrânea – mais conhecida como enxaqueca –, acomete cerca de 20% das mulheres e 6% dos homens.

Outras dores predominantemente femininas é a dor de cabeça chamada Hemicrânia paroxística que afeta apenas um lado da cabeça, mais a região frontal e o olho, acompanhada de lacrimejamento e vermelhidão nos olhos, queda da pálpebra, suor, coriza. Tem uma duração curta, e acontece com uma freqüência maior. A versão desse tipo de dor de cabeça que tem a duração maior – entre 15 minutos a três horas, em média – é chamada de cefaleia em salvas e acomete mais o sexo masculino. “O homem também é mais suscetível a dor de cabeça tensional do tipo crônica que tem como característica uma grande variação do nível de desconforto podendo durar até 24 horasâ€, diz a neurologista.

Já a incidência da dor de cabeça do tipo Cervicogênica, um tipo de cefaleia que inicia com uma dor na coluna cervical – causada ou não por lesão – e que chega a cabeça toda, é de quatro mulheres para um homem.

As jovens são mais predispostas à cefaleia causada pela anestesia peridural e a relacionada à hipertensão intracraniana idiopática. “Neste caso, a dor de cabeça é uma complicação dessa anestesiaâ€, detalha. Cefaleia pós traumática, a cefaleia atribuída ao transtorno da articulação temporomandibular e à nevralgia do trigêmeo também atingem mais o sexo feminino.

Dra. Eliana explica que é preciso fazer um estudo clínico de cada caso, mas fatores como obesidade, estresse, má alimentação, consumo de álcool e o cigarro influenciam muito no aparecimento dos sintomas em ambos os sexos.

 

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Gengibre: um analgésico eficaz e sem efeitos colaterais


22/08/2011 - 9:32 -

Tomar analgésicos pode ser perigoso devido aos efeitos colaterais, que em alguns casos, podem até ser mortais, adverte o médico norte-americano Al Sears, especialista em doenças inflamatórias. Ele aponta que vários medicamentos anti-inflamatórios têm sido associados a danos nos rins, anemia, palpitações cardíacas e hemorragia gastrointestinal. Isso é realmente  assustador!

Mas o Dr. Al Sears indica um analgésico que não tem efeitos colaterais. E o mais legal é que provavelmente você já tenha esse analgésico no seu armário de cozinha! Pasme, mas esse analgésico se chama Gengibre. Isso mesmo! Gengibre.

Durante séculos o Gengibre tem sido usado em toda a Ãsia para tratar dores nas articulações, resfriados e até mesmo indigestão.

O Gengibre cru ou cozido pode ser um analgésico eficaz, mesmo para condições inflamatórias como a osteoartrite. Isso porque a inflamação é a causa raiz de todos os tipos de problemas como artrite, dor nas costas, dores musculares, etc. Ele contém 12 compostos diferentes que combate a inflamação. Um desses compostos abaixa os receptores da dor e atua nas terminações nervosas. Juntos, eles trabalham quase o mesmo que as drogas anti-inflamatórias, tais como o ibuprofeno e a aspirina, mas sem os efeitos colaterais.

Assim, se a sua intenção é eliminar esses analgésicos, passe a consumir o Gengibre.

Segue algumas dicas para você ter uma boa dose diária de gengibre:

Ao fritar alguns alimentos junte o Gengibre e mexa bem: ele vai adicionar um sabor revigorante para qualquer prato d e carne e vegetais.

Complemento: A maioria das farmácias ou lojas de produtos naturais vendem gengibre em pó, em comprimidos ou cápsulas. Procure por um extrato com gingerols 5%.

Use uma compressa de gengibre sobre zonas doloridas: Isso vai estimular a circulação sanguínea e aliviar dores nas articulações.

Beber chá de gengibre: É barato. É muito fácil. O gosto é ótimo. E cura. Aqui está uma receita usada pelo Dr.

CHÃ DE GENGIBRE

Quatro copos de água;

* Um pedaço de aproximadamente 5 cm de Gengibre descascado e cortado em fatias;

* Limão ou Laranja e mel a gosto.

Ferva a água numa panela com fogo alto.

Assim que começar a fervura adicione as fatias de Gengibre, deixe em fogo baixo, cubra a panela para que os vapores não saiam e deixe fervendo por aproximadamente 15 minutos.

O chá está pronto! Basta coar, e adicionar o mel com o limão.

 

 

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Quando o consumidor pode processar por danos morais


18/08/2011 - 9:21 -

Muitas vezes o consumidor vivencia uma situação constrangedora em um estabelecimento comercial e nem imagina que pode estar sendo vítima de danos morais, que representam ofensa aos princípios de ordem moral, envolvendo danos à sua honra ou de sua família. Para simplificar, o dano moral acontece quando o consumidor é exposto a uma situação humilhante, vexatória ou degradante, podendo exigir na Justiça indenização pelos danos morais causados.

Mas, afinal, quais são as situações em que o consumidor pode entrar com processo a um estabelecimento comercial por danos morais? Para responder à questão, a Dra. Gisele Friso, advogada e consultora jurídica na G.Friso Consultoria Jurídica, especializada em Direito do Consumidor e Direito Eletrônico, cita algumas das diversas situações, nas relações de consumo, que podem ser consideradas abusivas por parte de fornecedores de produtos e serviços, resultando em danos morais:

- Dívida paga e nome permanece nos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc):

Quando o consumidor paga ou renegocia uma dívida, o fornecedor é obrigado a retirar o nome desse consumidor dos cadastros restritivos imediatamente. Se assim não proceder, estará causando danos a esse consumidor, sendo essa atitude (ou omissão) passível de indenização por danos morais. Outra situação muito comum é o caso de consumidores que não atrasam o pagamento da dívida, mas, por algum problema interno na empresa, a baixa do pagamento não é processada pelo sistema. Casos assim também ensejam danos morais.

- Inscrição indevida nos cadastros restritivos (SPC, SERASA, etc) por

dívida que não foi feita pelo consumidor (fraude, etc): Casos em que o consumidor jamais teve qualquer contato com o fornecedor e teve seus dados utilizados de forma fraudulenta (como abertura de conta corrente ou adesão a cartão de crédito com documentos falsificados) geram ao consumidor constrangimentos significativos e, consequentemente, danos morais, passíveis de indenização.

- Cheque – conta conjunta – Só o nome de quem assinou o cheque pode ir para os registros negativos (SPC, SERASA ,etc): Nos casos de conta conjunta, apenas aquele que assinou o cheque sem provisão de fundos pode ter o nome inserido nos cadastros restritivos. A solidariedade dos correntistas

titulares de conta conjunta só se dá em relação aos créditos da conta,

sendo que cada um é individualmente responsável pelos cheques que emitir.

Se o co-titular não emitente do cheque sem provisão de fundos tiver seu nome inserido em cadastros restritivos, caberá indenização por danos morais para ele, por ser considerada uma restrição indevida.

- Desconto de cheques pós-datados antes da data: O cheque é um título de crédito caracterizado por ser uma ordem de pagamento à vista, ou seja, pode ser sacado na data da emissão. Entretanto, os usos e costumes fizeram com que o cheque se descaracterizasse, pois é muito comum a aceitação de cheque pós-datado como forma de dilação de prazo para pagamento ou mesmo de parcelamento. Nesses casos, o fornecedor que aceitou o cheque pós-datado, na realidade, firmou um contrato com o consumidor, comprometendo-se a apenas apresentar o cheque no banco na data estabelecida entre ambos. Caso o fornecedor apresente o cheque antes dessa data, estará rompendo o contrato firmado, gerando ao consumidor o direito de recebimento de indenização por danos morais.

- Furto, assalto e acidentes nas dependências do estabelecimento comercial (Shopping, Banco, empresas etc.): Em tese, todos os fornecedores são responsáveis pela segurança do consumidor quando em suas dependências. No caso concreto, devem ser analisadas as circunstâncias do ocorrido. No caso de acidentes, por exemplo, deve ser analisado se não se trata de culpa exclusiva do consumidor, pois, nesses casos, o Código de Defesa do Consumidor determina a exclusão da responsabilidade do fornecedor. Mas se houve culpa concorrente (parte do estabelecimento, que não ofereceu a segurança devida, parte do consumidor, que corroborou para o ocorrido), ainda assim o estabelecimento será responsabilizado.

- Cobranças indevidas que expõem o consumidor ao ridículo: O Código de Defesa do Consumidor estabelece que o consumidor, ainda que esteja inadimplente, deve ser tratado com respeito e dignidade. Portanto, na cobrança de dívidas, o fornecedor não pode tratar o consumidor com desrespeito nem dispensar a ele tratamento vexatório ou humilhante.

Atitudes como ligar para vizinhos e parentes (ou mesmo para aquelas pessoas colocadas no cadastro do consumidor como referências pessoais) e deixar recados de cobrança, ligar para o trabalho do consumidor e falar com um terceiro sobre o débito, tratar o consumidor de forma humilhante quando da cobrança, geram danos morais passíveis de indenização.

- Cartão de crédito, débito ou cheque bloqueados sem aviso prévio: O

bloqueio de cartão de crédito, de débito ou mesmo de cheques sem motivo (e sem prévio aviso) geram inúmeros transtornos ao consumidor. Há casos de consumidores que estão em viagem no exterior e se veem com o cartão de crédito bloqueado, consumidores que estão pagando compras em mercados e se deparam com o cartão de débito ou cheques bloqueados sem nem saber ao certo o que está ocorrendo. Essas situações são vexatórias e passíveis de

indenização por danos morais por parte daquele que bloqueou indevidamente (ou sem prévio aviso) os recursos do consumidor – geralmente o banco.

- Extravio de bagagem: Se a bagagem foi extraviada, na maioria dos casos, não será imediatamente encontrada, o que comprometerá a viagem do consumidor – seja a lazer ou a trabalho. Imaginem um consumidor que está em viagem de lua-de-mel e se depara com uma situação assim? Ou aquele consumidor que planejou por meses – ou anos – a viagem dos sonhos? Dá para ter uma noção dos transtornos e da frustração. Isso gera danos morais, também passíveis de indenização.

Dra. Gisele de Lourdes Friso, advogada especializada em Direito do Consumidor. É professora convidada da ESA – Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil.

Em 2007, lançou o livro “Código de Defesa do Consumidor Comentado”, obra que comenta todos os artigos do Código de Defesa do Consumidor e jurisprudências correlatas, além de conter peças práticas e legislação extravagante. Já em 2008, lançou o Livro “Exame de Ordem e Concursos Públicos”, em co-autoria. A advogada é também Coordenadora da Comissão de Direito do Consumidor da OAB de Santo Amaro e membro da Comissão do Advogado Professor da OAB Central

 

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O peso do QI na recolocação profissional


27/07/2011 - 9:48 -

* por Tom Coelho

Já engordei as estatísticas do desemprego há alguns anos. Eram tempos em que atuava como executivo, ocasião na qual conheci o trabalho das empresas de recolocação profissional.

Foi quando aprendi a preencher adequadamente um currículo, além de ser orientado sobre como me portar em entrevistas. Também passei horas analisando companhias diversas, escolhendo aquelas nas quais gostaria de trabalhar para, ato contínuo, enviar-lhes meu precioso portfólio, agora maquiado e vitaminado, na expectativa de ser convocado.

Ledo engano. Já naqueles tempos, início dos anos 1990, os processos de recrutamento estavam mudando. Currículos aleatoriamente enviados pelo correio ou preenchidos pela internet podem se configurar em pura perda de tempo. Tornam-se lixo, físico ou eletrônico, antes mesmo que alguém leia o nome do remetente.

Pesquisa realizada em abril de 2011 pela Catho Online, com participação de 46.607 profissionais, indicou que 59,4% dos cargos foram preenchidos com base no QI do candidato. Não estamos falando do famigerado “quociente de inteligência”, mas, sim, do “quem indicou”. Networking, relacionamento, estas são as palavras de ordem. Há até quem opte por mudar de emprego graças à confiança depositada em quem lhe fez a indicação. Esses fatos levam-nos a algumas reflexões.

Sempre recebo mensagens de leitores comentando sobre sua insatisfação com a empresa em que trabalham. As queixas vão da falta de reconhecimento e ausência de desafios à baixa remuneração e inexistência de plano de carreira, passando inexoravelmente por problemas de relacionamento interpessoal, seja junto à direção, seja com os próprios colegas.

Estes profissionais vislumbram como única solução pedir demissão e buscar novos horizontes, como se o ambiente fosse a origem de todos os males, acreditando que em outra corporação os mesmos dissabores não acontecerão.

Pior, há aqueles que optam pelo desligamento sumário da companhia, passando por uma semana de regozijo até caírem em si e na realidade de que nos assuntos relacionados ao dinheiro, como diria Victor Hugo, é preciso ser prático.

Diante dos fatos, alguns cuidados devem ser tomados para que uma proposta pretensamente interessante não se apresente como uma armadilha:

1. Cheque a oportunidade de trabalho. Verifique se a mesma é concreta e, mais ainda, permanente. Pode tratar-se de uma posição temporária e que não lhe garantirá estabilidade.

2. Pesquise a empresa. A internet é fonte inesgotável de informações. Acesse o site da empresa e, depois, os buscadores, para obter mais informações sobre o perfil da companhia e sua posição relativa no mercado. Dê especial atenção aos valores declarados pela organização a fim de observar se estão alinhados com seus valores pessoais.

3. Dissocie relações afetivas e profissionais. Se a indicação dada foi

positiva, ótimo. E fim da história! Não convém associar o nome da pessoa que recomendou você ou lhe sugeriu a vaga durante o processo seletivo ou mesmo após o término deste. Seja grato, mas seja independente.

4. Prefira o pouco certo ao muito duvidoso. A menos que você disponha de uma boa herança ou alguém que lhe sustente, abdicar de uma remuneração lhe trará mais preocupação, angústia e ansiedade. Peça demissão somente após ter firmado sua recolocação.

5. Caia fora na hora certa. Isso não é um jogo de pôquer, mas é um jogo. Se a proposta de trabalho não corresponder às promessas feitas ou não atender aos seus anseios, prepare sua saída o quanto antes evitando prolongar sua insatisfação.

Recorde-se sempre da importância do networking. Na Era da Integração, num mundo sem fronteiras e regido pela conectividade, não são dados ou informações, máquinas e tecnologia, que fazem a diferença. São pessoas. E mais do que isso, relacionamentos. Prova disso é que a mesma pesquisa mencionada no início do artigo indica que mais de 70% dos desempregados utilizam sua rede de contatos networking como meio de procura de emprego.

Analogamente, 75% das empresas utilizam como instrumento para divulgação de vaga a indicação de pessoas de dentro e de fora da corporação.

Por isso, cultive o hábito de conversar com estranhos, pessoas que lhe avizinham num saguão de aeroporto ou numa simples fila no cinema ou no banco. Frequente outros ambientes, seja um restaurante, um bar ou um museu, e converse com quem lhe rodeia. E lembre-se sempre de portar cartões de visita. Destas relações fortuitas, pode surgir um novo curso em sua vida.

* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail  mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:  http://www.tomcoelho.com.br www.tomcoelho.com.br e  <http://www.setevidas.com.br> www.setevidas.com.br.

 

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Menopausa representa um risco maior para surgir o glaucoma


05/07/2011 - 8:27 -

A idade da menarca (primeira menstruação) e o uso prolongado de contraceptivos orais são fatores que podem influenciar no desenvolvimento do glaucoma primário de ângulo aberto. Os dados são de uma pesquisa realizada por Louis R. Pasquale, diretor de Serviço de Glaucoma do Massachusetts Eye and Ear Infirmary, em Boston.

O estudo é fruto de uma pesquisa anterior de Pasquale, onde sua equipe já havia avaliado a relação entre o envelhecimento reprodutivo feminino e o aparecimento do glaucoma primário de ângulo aberto. O pesquisador já havia descoberto que a entrada na menopausa representa um risco maior para o aparecimento deste tipo de glaucoma nas mulheres. No estudo anterior, os pesquisadores também descobriram que o uso de hormônios pós-menopausa foi associado a um risco menor de aparecimento do glaucoma.

Partindo deste estudo, os pesquisadores, liderados por Pasquale, buscaram identificar outras conexões possíveis para o surgimento do glaucoma, a partir dos fatores reprodutivos femininos. E para esmiuçar estas novas conexões foram analisados dados de todos os membros do Nurses’ Health Study, entre 1980-2006. Os participantes fazem parte de um grupo de enfermeiros americanos, que forneceram dados sobre sua saúde reprodutiva, a cada 2 anos, a partir de 1980. Além de dados sobre a saúde reprodutiva, oa participantes  informaram também todas as doenças que eles haviam desenvolvido, incluindo o glaucoma. A partir desta base, os pesquisadores fizeram análises estatísticas para avaliar a relação entre os atributos femininos de reprodução e o risco de desenvolvimento de glaucoma primário de ângulo aberto.

Após analisar as informações coletadas, os pesquisadores descobriram uma possível conexão entre os fatores reprodutivos femininos e o aparecimento de glaucoma. A equipe de Pasquale descobriu que mulheres cuja menarca havia acontecido antes do 13 anos tinham um aumento do risco da variação da pressão intra-ocular  e de desenvolver glaucoma. Os pesquisadores também descobriram que o uso de contraceptivos orais desempenharam um papel importante no aparecimento da doença. O uso de anticoncepcionais por 5 anos ou mais foi associado a um risco aumentado de desenvolver glaucoma primário de ângulo aberto.

Segundo Pasquale, os níveis de estrogênio desempenham um papel importante, a longo prazo, no desenvolvimento do glaucoma, pois as estruturas oculares, incluindo o nervo óptico, são sensíveis ao refluxo fisiológico e ao fluxo de estrógeno presente no ciclo menstrual. A hipótese dos pesquisadores é que a interrupção do fluxo menstrual e o refluxo de estrogênio alteram um mecanismo fisiológico importante, que coloca as mulheres em risco de serem acometidas pelo glaucoma. A equipe de Pasquale pretende aprofundar esta relação numa próxima pesquisa, que analisará o uso de contraceptivos orais e o aparecimento do glaucoma.

“Os resultados encontrados até agora, segundo os pesquisadores, já devem fazer com que os oftalmologistas levem em conta os fatores reprodutivos, quando estiverem examinando pacientes do sexo feminino. Mulheres, na perimenopausa, mesmo apresentando pressão intra-ocular normal, devem ser examinadas em relação à existência de glaucomaâ€, defende o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Entenda o papel dos fatores de risco

Idade, pressão intra-ocular (PIO) e certos parâmetros observados no campo visual têm sido considerados tradicionalmente importantes fatores de risco para o glaucoma. Estudos clínicos, como o Ocular Hypertension Treatment Study (OHTS), provaram que o campo visual e o aspecto do nervo óptico são fatores importantes que “definem†a doença, além da pressão intra-ocular.

“No entanto, as pesquisas realizadas ainda não esclareceram o que pode ocorrer com a visão do paciente, se estes fatores de risco não são considerados e tratados. Temos menos conhecimento ainda sobre os fatores de risco que levam à perda visual mesmo com a doença já em tratamento. A razão pode estar no fato de que poucos pacientes nos estudos de glaucoma chegam à cegueira, e isso pode ser atribuído ao curso do tratamento que eles recebem durante o estudoâ€, afirma o oftalmologista Ricardo Giacometti Machado, especialista em glaucoma do IMO.

Por isto, um dos grandes desafios da prevenção do glaucoma é convencer a população de que é muito importante ir ao oftalmologista, pelo menos uma vez ao ano, para que a pressão ocular seja medida. “Além disso, os que possuem fatores de risco como hipertensão, diabetes e glaucoma na família devem fazer avaliações, de seis em seis meses, para verificação da variação diária de pressão, do campo visual e da gonioscopia”, destaca Ricardo Machado.

A aquisição do conhecimento sobre a importância da hereditariedade também é muito importante para alertar descendentes sobre o risco de desenvolver o glaucoma primário, doença de caráter hereditário. Por isso, em famílias de portadores de glaucoma há a necessidade que todos façam os exames preventivos anualmente. “Crianças que nascem com os olhos embaçados ou muito grandes, que têm fotofobia intensa, que evitam abrir os olhos no sol ou não gostam de claridade e cujos olhos lacrimejam muito, precisam ser avaliadas por um oftalmologista. Estes sinais podem ser indício de glaucoma congênito. Esta é uma patologia rara, transmitida por herança genética, e está relacionada às alterações no desenvolvimento ocular presentes no nascimento. O diagnóstico e o tratamento do glaucoma congênito precoce podem evitar que as crianças fiquem cegas ainda no primeiro ano de vidaâ€, destaca o especialista em glaucoma do IMO.

 

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A origem do dia dos namorados em várias versões


09/06/2011 - 8:57 -

É bem provável que a festa dos namorados tenha sua origem em um festejo romano: a Lupercália. Em Roma, lobos vagavam próximos às casas e um dos deuses do povo romano, Lupercus, era invocado para manter os lobos distantes. Por essa razão, era oferecido um festival em honra a Lupercus, no dia 15 de fevereiro. Nesse festival, era costume colocar os nomes das meninas romanas escritos em pedaços de papel, que eram colocados em frascos. Cada rapaz escolhia o seu papel e a menina escolhida deveria ser sua namorada naquele ano todo.

O dia da festa se transformou no dia dos namorados, nos EUA e na Europa, o Valentine’s Day, 14 de fevereiro, em homenagem ao Padre Valentine. Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proibia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos. Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos. Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentine se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentine escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão em inglês “From your Valentine”. Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro.

O feriado romântico ou o dia dos namorados judaico: desde tempos bíblicos, o 15º dia do mês hebreu de Av tem sido celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto. Em Israel, tornou-se o feriado das flores, porque neste dia é costume dar flores de presente a quem se ama. Previamente, era permitido às pessoas só se casar com pessoas da sua própria tribo. De certo modo, era um pouco semelhante ao velho sistema de castas na Ãndia. O 15 de Av se tornou o Feriado de Amor, um feriado judeu reconhecido durante os dias do Segundo Templo. Em tempos bíblicos, o Feriado do Amor era celebrado com tochas e fogueiras. Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos. A significação e a importância do feriado aumentaram em anos recentes. Canções românticas são tocadas no rádio e festas ‘Feriado do Amor’ são celebrados à noite, em todo o país. (Jane Bichmacher de Glasman, autora do livro “À Luz da Menorá”).

No Brasil, a gênese da data é menos romântica. Alguns a atribuem a uma promoção pioneira da loja Clipper, realizada em São Paulo em 1948. Outros dizem que o Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória, que criou um slogan de apelo comercial que dizia “não é só com beijos que se prova o amor”. A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine’s Day – o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época em que o comércio de presentes não fica tão intenso. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes, que desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data. Outra versão reverencia a véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.

Adaptação: Lilian Russo

(Fontes: Revista Época, edição 160/2001; IBGE Teen e Revista Eletrônica Rio Total)

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Os chimpanzés conversam sobre o tempo


09/05/2011 - 9:21 -

Os chimpanzés têm uma clara “consciência de si mesmos” e, como os seres humanos, essa consciência está relacionada a sua faculdade de antecipar os efeitos de suas próprias ações sobre o meio onde vive, revela um estudo cujos resultados foram publicados nesta semana na conceituada revista britânica Proceedings of the Royal Society.

Muitos cientistas já haviam assinalado a capacidade de certos animais, em particular os grandes símios, de reconhecer-se em um espelho. O teste, simples e efetivo, mais utilizado é pintar uma marca no seu corpo que não podem ver sem olhar em um espelho e comprovar se tentam apagar ou não. O teste do espelho provou as capacidades cognitivas dos macacos, mas a controvérsia persistia sobre os mecanismos que permitem que se identificassem.

Nos humanos, a “agentividade”, ou capacidade de reconhecer-se como um agente independente que tem um efeito sobre o meio exterior, procede sobretudo da faculdade de relacionar o resultado esperado de uma ação com o resultado produzido. Por exemplo, em um videogame no qual participam vários jogadores, essa faculdade permite à cada jogador determinar rapidamente que personagem ele controla entre os vários que se movem na tela.

Para dissipar as dúvidas sobre os chimpanzés, dois especialistas japoneses de primatas, Takaaki Kaneko e Masaki Tomonaga, da Universidade de Tóquio, treinaram três fêmeas para que pudessem deslocar um cursor em uma tela com um mouse. Uma vez familiarizadas com o manejo da ferramenta, apresentaram na tela dois cursores de tamanho forma e cor idênticos: um controlado em tempo real pelo mouse e o outro era uma simples gravação do cursor deslocado pela mesma macaca nos dias precedentes. Isto é, o único meio que o chimpanzé teria para identificar o cursor que ele controlava era confrontar sua ação com o resultado mostrado na tela.

Segundo os cientistas japoneses, os testes são concludentes e demonstram que os chimpanzés analisam os efeitos de suas ações sobre o mundo exterior. Os resultados sugerem que os chimpanzés e os humanos compartilham os mesmos processos cognitivos fundamentais, têm uma clara consciência de si mesmos, segundo concluem os cientistas.

Por sua vez, o casal estadunidense formado por Deborah e Roger S. Fouts dedicou sua vida a combater a ideia de que a linguagem é o “último bastião” da singularidade humana e o resultado eles mostram nos mais de 40 anos de trabalho com chimpanzés que não apenas aprenderam a se comunicar com a linguagem de sinais, senão a mentir, a dizer “estou triste”, a pedir perdão e inclusive a fazer poesia.

Os Fouts continuaram os trabalhos iniciados nos anos sessenta por outro casal (Gardner) para o qual a NASA cedeu a chimpanzé Washoe após que a agência espacial abandonou sua pesquisa com “chimponautas”. Washoe foi introduzida em um ambiente humano onde só falavam a linguagem dos surdos-mudos. A primata aprendeu mais de uma centena de sinais somente vendo como a equipe se comunicava. Quando os Gardners decidiram cedê-la a um centro de Oklahoma, Roger não quis deixá-la sozinha naquele laboratório -onde poderia ser mal tratada e viveria em jaulas junto a seus congêneres aos quais ela própria chamava bichos negros- e conseguiu que a transladassem com ele para Washington para seguir pesquisando, até sua morte em 2007.

O casal de pesquisadores viu como Washoe transladou a linguagem a sua “família”, Tatu, Dar e Loulis -uma filhote adotada que também aprendeu os sinais sem intervenção human- até níveis surpreendentes: chegavam a falar entre eles sozinhos enquanto “liam” uma revista, já que são capazes de dar nome no que veem nas fotos (bebida, comida, sorvete, sapatos…).

- “Falam como se fossem uma família; discutem, apaziguam. Quando Loulis roubava uma revista de Washoe, ela lhe amaldiçoava e dizia ‘sujo’”, explicou Deborah. Inclusive falam sobre o tempo, fazem composições poéticas e inventam novos sinais entre si.

Fonte: Portal das Curiosidades

 

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Curiosidades bizarras e engraçadas


29/04/2011 - 9:13 -

*Se ficares a gritar por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terás produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café.
*Se te peidares constantemente durante 6 anos e 9 meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica.
*O coração humano produz pressão suficiente para jorrar o sangue para fora do corpo a uma distância de 10 metros.
*O orgasmo de um porco dura 30 minutos.
*Uma barata pode sobreviver 9 dias sem sua cabeça até morrer de fome.
*Bater a cabeça contra a parede continuamente gasta em média 150 calorias por hora.
*O louva-deus macho não pode copular enquanto a sua cabeça estiver conectada ao corpo. A fêmea inicia o ato sexual arrancando-lhe a cabeça.
*A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol.
*Alguns leões se acasalam até 50 vezes num dia.
*As borboletas sentem o gosto com os pés.
*O músculo mais forte do corpo é a língua.
*Pessoas destras vivem em média 9 anos mais do que as canhotas.
*Elefantes são os únicos animais que não conseguem pular.
*A urina dos gatos brilha quando exposta produz luz negra.
*O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro.
*Estrelas-do-mar não têm cérebros.
*Ursos polares são canhotos.
*Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer.
Fonte: Portal das Curiosidades

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Curiosidades sobre a bandeira do Brasil


12/04/2011 - 8:41 -

Curiosidades da bandeira do Brasil

A bandeira do Brasil como as de outros países é o símbolo da nação. Cada uma tem as suas cores, seus significados. A do Brasil é formada por um retângulo verde e sobre ele um losango amarelo, sobre os dois um círculo azul atravessado por um letreiro branco escrito as seguintes palavras em letra verde “Ordem e Progresso†e no circulo de cor azul também existe vinte e sete estrelas brancas.

Uma das curiosidades sobre a bandeira do Brasil é que é uma de poucas que não possuem a cor preta ou vermelha em nenhuma de sua parte, pois essas cores estão associadas à guerra e sangue.

A bandeira nacional do Brasil foi aceita desde 4 de novembro de 1889, mas dessa data até a aparência que ela tem atualmente, a bandeira passou por diversas mudanças, como aumentar as estrelas que as constituem, pois elas representam os estados brasileiros. E assim muitas outras mudanças até chegar aos dias de hoje.

Fonte: Guiadicas

 

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Leve seu filho ao oftalmologista mesmo sem sintomas


25/03/2011 - 10:14 -

Quando a criança é pequena geralmente ela não tem a noção exata do que seja uma visão perfeita, por isso talvez seja difícil fazer um diagnóstico, mas se você como mãe estiver atenta poderá perceber alguns pequenos sinais que indicarão que seu filho está com alguma dificuldade para enxergar como, por exemplo: como dor de cabeça depois da aula, ficar muito próximo de livros ou da televisão, não conseguir ver algo que você aponta a certa distância e olhos irritados. Além disso, o rendimento dele na escola pode cair e ele ter dificuldade e até mesmo não gostar de estudar.
Os principais problemas de visão que surgem nas crianças são a hipermetropia, miopia, astigmatismo e estrabismo; esses são os problemas mais comuns e afetam quase que 20% das crianças que estão em idade escolar.
Conhecida como “olho preguiçosoâ€, a ambliopia é uma deficiência na visão em que um ou os dois olhos não apresentam um amadurecimento normal. Deve ser detectada e tratada quando a visão ainda está em pleno desenvolvimento. Se não tratada até os sete anos, a visão fica definitivamente comprometida,podendo levar à cegueira.
Por isso a importância de um diagnóstico precoce nos primeiros anos de vida.
A incidência da ambliopia em crianças em idade escolar é de aproximadamente 4%. Um volume assustador considerando o tamanho da população brasileira. A doença é a causa mais frequente de perda de visão em crianças.
Entretanto, muitas vezes a deficiência passa despercebida pelos pais e pediatra. Detectar a ambliopia torna-se muito difícil caso não haja um sinal evidente que possa servir de alerta para os pais como o estrabismo, por exemplo, quando a criança apresenta um olho desviado. No caso de diferença de graus entre os dois olhos sem estrabismo associado, torna-se difícil a identificação da ambliopia, pois na maior parte das vezes não haverá sintomas, pois o olho bom supre a deficiência do olho ambliope.
É muito importante a avaliação de todas as crianças na pré- alfabetização, pois haverá tempo para a realização do tratamento e recuperação da visão
Tratamento - O tratamento é simples e consiste no uso dos óculos e do tampão, cujo período de uso vai variar de caso para caso, dependendo da severidade do problema e da idade do paciente. Tampa-se o olho bom para se desenvolver a visão no olho mais fraco.
A utilização de um oclusor (tampão) ocular é o tratamento mais indicado para a ambliopia. Mas como fazer uma criança usar – sem tirar – o tampão por seis, oito ou até 12 horas por dia? Durante dois, três ou mais anos? Isso é um desafio, principalmente, porque os modelos mais antigos, em maior número no mercado, incomodam e até chegam a machucar quando a criança tem que por e tirar esparadrapos diariamente. Além disso, há a aparência hospitalar, que estimula brincadeiras negativas por parte de outras crianças.
Nesse momento, o segredo é trabalhar a auto-estima da criança, tornando-a diferente de forma positiva. Pensando nisso, Simone Sgarbi, mãe da Camila, de 6 anos, cuja ampliopia foi detectada há dois, decidiu pesquisar um tampão que sua filha realmente usasse, e com prazer. Atacou em duas frentes: o conforto no uso e como torná-lo divertido.
Desenvolveu um tampão feito de borracha macia e que se encaixa nos óculos. E aí passou a fazê-lo nas mais diferentes cores, estampas e motivos. Um para cada dia, um para cada roupa, um para cada humor. Deu certo e a Camila adorou. Não só usa numa boa como até lembra à mãe o horário de colocar.
Foi assim que a empresa Tô de Olho Tampão nasceu, em conjunto com a sua sócia, a designer Paola Petti Cerveira, que desenhou e adaptou novos formatos mais anatômicos ao rosto da criança, tendo sempre o cuidado para que as estampas tenham temas alegres e coloridos.
Os tampões divertidos estão fazendo o maior sucesso entre pais e crianças, sem falar nos oftalmologistas e ortoptistas, que encontraram um novo apoio para ajudar nos tratamentos. “O que me importa mesmo é que todos os pais levem seus filhos ao oftalmologista antes dos quatro anos. A chance dos seus filhos terem o problema é real e só assim eles podem descobrir”, conclui Simone.

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