Drauzio Varella questiona eficácia de plantas medicinais
O uso de plantas medicinais é um dos traços da cultura brasileira. Todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios de determinado chá ou de medicamentos à base de plantas, os fitoterápicos. E não só no Brasil. Os fitoterápicos movimentam no mundo US$ 14 bilhões por ano. São obtidos de plantas e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo etc. Estima-se que no Brasil esse mercado gire em torno de US$ 400 milhões por ano e empregue 100 mil pessoas. De todos os remédios colocados nas prateleiras das farmácias brasileiras, 2,8% são feitos de vegetais. E as vendas crescem em torno de 12% ao ano, segundo a consultoria do setor farmacêutico IMS Health. No setor dos medicamentos sintéticos, chamados de alopáticos, o crescimento é menor, de 5%.
Os consumidores de ervas medicinais e fitoterápicos acreditam que eles são tão seguros e eficazes quanto as drogas convencionais vendidas nas farmácias ou distribuídas nos postos de saúde. Mas talvez não sejam.
Há duas semanas, o médico Drauzio Varella (foto) criticou a falta de sólidas evidências científicas que poderiam justificar o uso de fitoterápicos. Condenou a política do Ministério da Saúde de distribuição de medicamentos fitoterápicos no SUS e a lista de 66 plantas medicinais preparada pela Anvisa para orientar o uso de chás. A reação foi imediata. Drauzio foi acusado de ser mal-intencionado, de estar a serviço da indústria farmacêutica, de tentar atrapalhar a candidatura de Dilma Rousseff. A polêmica explodiu, envolvendo médicos, consumidores e até o Ministério da Saúde.
Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia, publicou uma carta aberta atacando o médico do Fantástico. “Achamos precipitada a sua opinião ao afirmar que a indicação de plantas e fitoterápicos é um erro”, disse ele. Drauzio respondeu: “Condeno a falta de estudos clínicos dignos desse nome. Enquanto admitirmos esse empirismo irresponsável, a fitoterapia jamais será levada a sério no Brasil.”
Drauzio pesquisa o potencial farmacológico das plantas há 15 anos. Faz expedições à Amazônia em busca de substâncias que possam demonstrar alguma eficácia contra o câncer. É um trabalho demorado. Até agora, as plantas coletadas deram origem a 2.200 extratos. Desses, 190 apresentaram alguma atividade contra células tumorais e oito serão testados em animais. Daí a desenvolver uma droga útil para seres humanos há um longo caminho. “Se eu tratasse meus pacientes de câncer com os extratos que mostraram atividade contra células malignas em nosso laboratório, seria considerado criminoso”, diz. “Por que essa regra não vale para os que receitam produtos que não passaram pelos estudos de toxicidade e pelas avaliações clínicas exigidas dos medicamentos convencionais?”
Fonte: Revista Época – Cristiane Segatto e Aline Ribeiro
Cabelo: tecido humano que mais cresce no corpo
A maioria dos seres humanos lava, corta e condiciona os cabelos regularmente. Mas além dos fatos básicos de estética e higiene, existem algumas curiosidades que em geral desconhecemos.
Estrutura básica dos fios de cabelo:
O ser humano médio possui 100.000 fios de cabelo.
Os ruivos, 90.000.
Os que tem cabelos pretos, 110.000.
Os louros, 140.000.
O diâmetro médio do fio de cabelo depende de vários fatores, principalmente da raça do indivíduo. Os louros variam entre 0,017 a 0,051 mm e os de cor escura, entre 0,064 e 0,1 mm.
Um simples fio de cabelo pode suportar em média até 100 gramas de peso antes de se romper. Isso significa que todos os cabelos da cabeça podem juntos, pelo menos teoricamente, suportar o peso de dois elefantes africanos adultos (5.000 kg cada).
Crescimento médio anual: 12 cm.
O cabelo feminino cresce mais devagar que o masculino.
O cabelo masculino é mais denso que o feminino.
Acima de 50% dos homens com idade na faixa de 50 anos, tem a queda de cabelos segundo um padrão definido masculino.
40 % das mulheres na época que atingem a menopausa terão um padrão feminino hereditário de queda dos cabelos.
Em geral, 90% dos fios de cabelo estão em crescimento e 10% em repouso.
Distúrbios da tireóide e deficiência de ferro no organismo são fatores reversíveis da queda do cabelo.
A maioria das drogas e vários tipos de medicamentos causam a queda dos cabelos.
Pode-se perder mais de 50 % dos cabelos antes que se torne evidente para as outras pessoas.
É normal a perda de 100 fios de cabelo por dia e esse número ainda varia segundo vários fatores, entre eles, a alimentação, o estado de saúde e hábitos individuais.
Diariamente nos adultos médios, a soma total do crescimento dos fios de cabelo atinge 35 metros.
O cabelo é o tecido humano que mais cresce no corpo.
Pontas de fios quebrados não podem ser consertadas e devem ser cortadas.
Cortar os cabelos não interfere com seu crescimento.
O cabelo cresce mais no clima quente do que no frio.
Nas pessoas idosas o cabelo cresce menos e torna-se menos denso.
A higiene correta não resseca os cabelos.
A lavagem frequente não aumenta a queda de cabelos.
Pentear é menos prejudicial do que escovar.
Massagear regularmente o couro cabeludo, aumenta o fluxo sanguíneo que irriga as raízes dos cabelos.
A poluição é prejudicial aos cabelos; ela enfraquece e tira seu esplendor. É particularmente prejudicial aos cabelos oleosos, uma vez que atrai e retém as impurezas contidas na atmosfera.
A umidade estica os fios do cabelo.
A textura ou trama do cabelo é determinada pelo diâmetro individual de cada fio.
O cabelo não revela a que sexo pertence a pessoa.
Cabelos de pessoas da raça negra crescem mais devagar e são mais frágeis que os de outras raças.
Cabelos de pessoas asiáticas crescem mais rápido e possuem maior elasticidade.
Africanos e europeus são mais propensos a ficar carecas do que os asiáticos.
Fonte: Você Sabia?
Sexta-feira, 13 de agosto! Dia de azar?
Hoje, sexta-feira, 13 de agosto, vem à tona uma avalanche de superstições. Espelhos quebrados, gatos pretos, não passar por debaixo das escadas trazem azar, reza o mito secular!
O ex-técnico Zagallo, da Seleção Brasileira de Futebol, é a exceção: para ele, o número 13 traz sorte!
Para os místicos este dia está associado à evolução de todo ser e também é um dos dias mais poderosos, pois o numero 13 somado é igual a 4 ( 1+3=4 ) e o numero 4 significa o tudo existente, os quatro elementos, água, fogo, terra e ar.
Mas a superstição da Sexta-feira 13 surgiu com os romanos. Não tinha nada de azarento. Com o passar do tempo, alguns acontecimentos dados nesta época marcaram este dia. Transformando a Sexta-feira 13 em um dia temido por muitas.
Um lenda européia diz que na Sexta-feira 13 “as bruxas estão a solta”.
A palavra superstição significa “vidente ou profeta”. A superstições aparecem como explicação para muitos fatos que desconhecemos.
Acreditem se quiser, mas as superstições e o azar estão ligados apenas a acomodação e a falta de fé, uma maneira de encontrarmos culpados para nossos insucessos ou fracassos, muitas das vezes resultantes de nossa própria falta de cuidado e esforço.
Quando nós não conseguimos o que queremos, botamos a culpa logo no azar, mas quando tudo nos dá certo, aí sim somos “SORTUDOS”.
Infelizmente, nós seres humanos, de tudo que nos acontece, sempre damos valor aos nosso fracassos e não vemos tudo de bom que podemos fazer.
A superstição é derivada apenas de nosso desconhecimento, mas quando nos tornamos mais conscientes de nossos atos, nossa forma-pensamento se fortalece.
- Quando um gato preto atravessa nosso caminho logo pensamos que teremos um dia inteiro de azar, mas podem ter certeza de que ele estará pensando que terá “azar” se você o chutar;
- Quando quebramos um espelho acidentalmente morremos de pavor achando que teremos 7 anos de azar, mas nós você não tivermos cuidado com nossas coisas poderemos ter um prejuízo 7 vezes maior que aquele;
- Ao passarmos por debaixo de uma escada também pensamos que nosso dia será desastroso , cheio de azar, mas podem ficar certos de que teremos um grande “azar” se tropeçarmos na escada e em cima dela estiver um pintor com várias latas de tinta!
Origem do guarda-chuva
O guarda-chuva surgiu no Antigo Egito e era utilizado tanto pela família real quanto pelos nobres como símbolo da posição que ocupavam na hierarquia teocrática. Hoje todo mundo usa, do cidadão mais abastado ao paupérrimo. “Mas quem usa mais é o pobre, que não tem um meio de transporte próprio para fugiu das intempéries do tempo”, acrescentou o historiador Élcio Valentin, do Museu Histórico Nacional do Guarda-Chuva.
Projetado originariamente para cobrir um homem de porte médio das chuvas, ele nunca esteve tão pequeno. Antigamente tinha de dois metros à dois metros e vinte de diâmetro e era feito com material resistente.
Os guarda-chuvas, ao contrário dos guarda-sóis, tendem a ser fabricados com materiais leves a fim de que possam ser facilmente transportados, mesmo quando abertos. O tecido protetor é atualmente feito de diversos materiais impermeáveis.
Fonte: Curiosidades e Origem das Coisas
Saiba como driblar o stress
Reconheça seus Limites: Quando você estiver com algum problema que não pode ser resolvido naquele momento, não lute contra ele. Aceite-o até chegar o momento certo de resolvê-lo.
Compartilhe seu Stress: Conversar com um amigo sobre seus problemas e preocupações podem ajudar você a aliviar suas tensões e a chegar a um insight que lhe auxiliará a encontrar uma solução. A ajuda de um profissional (psicólogo, psiquiatra ou assistente social) pode ajudá-lo a evitar problemas mais graves no futuro.
Cuide-se: Procure descansar o suficiente e alimentar-se bem. Se você não estiver descansado e alimentado adequadamente, terá menor capacidade de lidar com o stress.
Pratique Atividade Física: Quando você fizer qualquer atividade física (correr, caminhar, jogar tênis ou cuidar do jardim) estará aliviando a sensação de “opressão”, relaxando os músculos.
Lazer: Na sua agenda deve sempre ter um espaço para o trabalho e para o lazer, pois ambos são importantes para o bem estar. Diversificar a rotina diária ajuda a relaxar e evitar o stress.
Seja Participante: Ficar isolado pode trazer frustração. Tente manter um bom convívio social, seja prestativo a um vizinho, participe como voluntário das organizações assistenciais. Este é um bom motivo para fazer novas amizades e tornar a vida mais interessante.
Relaxe: Esqueça por alguns momentos da sua agenda, dos compromissos e das preocupações. Permita-se o prazer de apenas ser.
Evite a Automedicação: O medicamento poderá aliviar sua tensão temporariamente, mas não removerá a sua causa. Alguns medicamentos podem criar hábito e produzir mais do que aliviar o stress. Portanto use-os apenas com orientação médica.
Organize-se: Faça uma listagem das suas tarefas e execute-as pela ordem de importância.
Aceite Errar: Tente ser cooperativo e não confrontar a todo instante. Assim você e as pessoas de suas relações se sentirão mais agradáveis. Não tente estar certo sempre.
Chore: Chorar alivia a ansiedade e pode evitar uma enxaqueca.
Inspire: Inspirar profundamente alivia a tensão.
Crie um Ambiente Calmo: Nem sempre podemos evitar as dificuldades que encontramos. Porém, podemos sonhar e criar um cenário de muita tranquilidade para escapar uma situação conflitiva. Por exemplo: leia um bom livro, escute uma música agradável, crie uma sensação de paz e tranquilidade.
Fonte: Você Sabia?
Carro que vira avião será produzido nos EUA
A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aprovou a produção de uma aeronave também preparada para andar como um carro nas ruas.
O veículo recebeu aprovação para ser produzido como uma aeronave esportiva leve, apesar de pesar cerca de 50 quilos a mais do que o permitido na categoria.
Nesse tipo de categoria, é preciso apenas 20 horas de voo para se obter uma licença. Mas a Terrafugia, a empresa que criou o protótipo do Tansition, disse que era impossível colocar todos os equipamentos de segurança exigidos para um carro desse tamanho respeitando o limite de peso e acabou conseguindo que a autoridade reguladora da aviação no país abrisse uma exceção e aprovasse o monomotor.
Segurança
O Transition tem autonomia de voo de mais de 700 km, capacidade para duas pessoas, velocidade máxima de 185 km/h no ar e pode ser transformado de carro em avião em apenas 30 segundos pelo piloto, segundo a Terrafugia.
Movido a gasolina comum, o protótipo tem tração nas rodas dianteiras para circular nas ruas e um propulsor para o voo. Quando está em sua configuração como carro, com as asas dobradas, tem um tamanho que permite que seja guardado em uma garagem comum.
Segundo a Terrafugia, uma das principais vantagens do carro sobre aeronaves leves existentes é a segurança, já que o Transition pode ser dirigido na estrada no caso de mau tempo, em vez de ser impedido de voar ou de decolar em condições perigosas.
O carro voador custará em torno de US$ 200 mil (cerca de R$ 360 mil), e a empresa diz que já recebeu 70 encomendas, com os interessados pagando um depósito de US$ 10 mil (cerca de R$ 18 mil).
O veículo deverá começar a ser entregue no fim de 2011, segundo a Terrafugia.
Para os responsáveis pelo projeto, ele terá o potencial para “mudar o mundo da mobilidade pessoal”. “Os deslocamentos agora se tornam uma experiência integrada terra-ar sem dores de cabeça. É o que os entusiastas da aviação vêm buscando desde 1918″, disse Carl Dietrich, presidente da Terrafugia.
Barba, cavanhaque e bigode
O tema sempre gera polêmica. Você quer, mas sua namorada faz cara feia. Você insiste e as brigas entre o casal não demoram a surgir. Deixar a barba crescer é, realmente, uma decisão difícil. A maioria dos homens gosta, enquanto as mulheres reclamam seja por reprovação estética ou porque sentem-se incomodadas com os arranhões causados no contato com os pêlos cerrados.
Mas se você está convicto a bancar o visual mais sério (afinal, ter barba não significa simplesmente deixar os pêlos crescerem aleatoriamente), a cabeleireira Leila Bueno, da Clínica New Man, tem todas as dicas paramanter o perfil alinhado, sem cara de sujeira ou desleixo. Na entrevista abaixo, ela lista quais os tipos de barba possíveis, especifica com que formatos de rosto elas combinam, dá dicas para manutenção e revela que mensagens estão por trás da sua escolha favorita. Quais os tipos de barba possíveis? Em que tipo de rosto cada uma delas fica bem?
Barba serrada e com pêlos mais altos: ideal para o rosto quadrado ou triangular, porque disfarça osângulos muito fechados desses formatos, suavizando a aparência.
Pêlos mais baixos: homens de rosto quadrado ficam muito bem com aquela barba de três dias. Mas a dica, independente do formato do rosto, é sempre acompanhar as linhas da face. Isso deixa o visual com harmonia.
Existe algum formato de rosto que não combina com barba?
Rostos muito arredondados não ficam bem de barba, pois os pêlos dão ainda mais volume à aparência. Mas se você quiser usar mesmo assim, lembre-se de aparar os pêlos sempre acompanhando as linhas do rosto.
A idade interfere? Quem fica melhor de barba: homens mais novos ou mais velhos?
A idade interfere sim. Os homens mais novos ficam melhores de barba, aparentam ser mais maduros. Quando o homem optar por usar barba, entretanto, ele deve ter muito cuidado com a higiene. Lavá-la depois de comer é um cuidado básico, mas nem todo mundo faz isso (e os alimentos acumulados favorecem a proliferação de bactérias). Os microorganismos, algumas vezes, até mancham a pele. Muitos homens não tiram a barba por causa dessas marcas.
E cavanhaque, qualquer homem pode usar?
Homens com rosto quadrado ficam muito bem de cavanhaque. Mas quem for adepto dos pêlos no queixo deve lembrar que o cavanhaque é mais um elemento que dá volume ao rosto.
As costeletas ainda são usadas hoje em dia? Em que homens elas ficam bem?
As costeletas são usadas na medida de três dedos. Elas suavizam a expressão de quem tem o rosto muito redondo ou o queixo muito comprido. Para o uso da costeleta é importante a avaliação de um visagista (profissional que analisa o perfil da pessoa por inteiro: cabelo, rosto, pescoço). Esse especialista para ver se o seu tipo combina com a costeleta. Mas posso adiantar que rosto pequeno e muito cabelo não ficam bem com ela.
O corte de cabelo interfere na forma como a barba deve ser feita?
Sim. O cabelo muito baixo, por exemplo, não fica bom com barba comprida e cerrada. Já o cabelo com 5 ou 6 dedos de comprimento fica muito bom em barbas cerradas, mas o homem precisa ser magro e alto. Cabelos enrolados pedem barba com máquina 2, muito bem feita e com as linhas bem delineadas.
A barba pode ser usada como aliada para o tipo de impressão que você deseja passar?
Sim, os pêlos no rosto têm um significado imediatamente traduzido pelas pessoas. Cavanhaque: homem conquistador. Charmoso, mas pouco comprometido Barba bem baixinha e macia (máquina 1): nos homens jovens, aumenta o potencial de sedução.
Barba máquina 2: combinada ao cabelo com corte bem baixinho dá impressão de seriedade e fica muito bem socialmente. O mesmo modelo, deixado uns três dias sem fazer, mas ainda assim bem delineado, passa um estilo casual.
E o bigode: com que formato de barba e rosto ele cai bem?
O bigode já não se usa mais com tanta freqüência. Nos homens de buço largo, entretanto, ele é essencial, porque harmoniza melhor as proporções do rosto. Se este não é seu caso, evite. O bigode envelhece o visual.
Usando a navalha, a barba deve ser aparada com que intervalo? O mesmo vale para a lâmina?
Uma vez por semana é o ideal, para lâmina e navalha. Mas vale ressaltar que os dois métodos mudam a posição do pêlo, encravando. Se o homem não tiver paciência de cortar a barba com a lâmina ou navalha a favor da direção do pêlo e não escanhoar sempre, vai acabar ficando com a pele sensível e sempre machucada.
O uso de cera está liberado para qualquer tipo de pele?
Eu não aconselho a depilação com cera no rosto, pois pode causar sérios danos à pele, de alergias a queimaduras. Além disso, a cera pode deixar a pele do rosto flácida se for usada com freqüência.
Fonte: Minha Vida
Excesso de sódio na comida transforma coração em bomba-relógio
Andressa Basilio
Uma bela macarronada com molho a bolonhesa, bife empanado e salada bem temperada de entrada. Este cardápio saboroso provavelmente esteve presente em muitos dos seus almoços, não é? Parece que o segredo da boa comida está no tempero. Mas será que este prato não está carregando mais sódio do que deveria? O mineral regula as funções do organismo, como o ritmo cardíaco e o volume de sangue no corpo, porem se for consumido em excesso pode ser um gatilho para doenças cardiovasculares, como hipertensão e infarto.
A principal fonte de sódio é o sal de cozinha, mas ele está presente em muitos outros alimentos, sejam eles naturais ou industrializados, pois é um conservante natural. E o principal: não é por que o alimento é salgado que tem muito sódio. Muitas vezes o mineral fica camuflado. De acordo com dados da OMS, a população brasileira consome duas vezes mais sódio do que o recomendado.
Para adultos, o consumo diário do mineral deve ser de 4g, o equivalente a uma colher de sobremesa. “O sódio precisa estar em equilíbrio com o potássio, caso contrário pode desencadear doenças cardiovasculares. Além disso, como o mineral compete com o cálcio, o uso abusivo de sódio pode levar a menor absorção de cálcio, gerando problemas como osteoporose e raquitismo, entre outros”, explica a nutricionista Eliane Cristina de Almeida, da Unifesp.
Por estar presente em muitos alimentos, o mineral acaba se tornando uma ameaça para a saúde do organismo, na medida em que não conseguimos fazer um controle maior do quanto estamos consumindo. Se é difícil seguir esse padrão, podemos pelo menos, diminuir consideravelmente o consumo de sódio se aprendermos a olhar rótulos. A seguir, confira alguns alimentos campeões do sódio oculto.
Perdi a comanda! E agora?
Um caso recorrente: a pessoa sai para se divertir em uma danceteria (boate / barzinho) e, de repente, não encontra a comanda que lhe foi entregue na entrada para registrar a despesa. O que fazer? Use a Lei para se proteger!
Aspectos legais em caso de perda da comanda:
Às vezes, pode ter sido uma simples displicência de alguém que, sem querer, perdeu a comanda, assim como pode ter havido um premeditado furto do cartão por pessoas de má-fé. Isso é comum, pode acontecer com qualquer um de nós ou com nossos amigos.
Porém, para o dissabor de quem teve sua comanda extraviado, o estabelecimento impõe como condição para que o consumidor saia do local o pagamento de uma multa altíssima, que, em algumas casas noturnas, chega a R$ 400,00.
Desde já, vale esclarecer:
Não existe lei que obrigue quem perdeu a comanda a pagar uma quantia a título de multa ou taxa. Isso é pura extorsão. A cobrança de multa sobre a perda de comanda é um abuso e é considerada ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor. É obrigação do prestador de serviços vender fichas no caixa ou ter um sistema eletrônico de controle sobre as vendas de bebidas e comidas dentro de seu próprio recinto.
Se a casa não tem um controle sobre o que foi vendido, não pode explorar o cliente, pois, em direito do consumidor, o ônus da prova é sempre do comerciante ou prestador de serviços.
Porém, a realidade do mercado revela verdadeiros atentados contra os direitos do jovem consumidor que sai à noite para se divertir. Ao exigir a cobrança desta espécie de taxa, os responsáveis pelo estabelecimento invariavelmente acabam cometendo crimes contra a liberdade individual do cidadão. Levam a pessoa para ‘quartinhos’ ou ‘salas separadas’ e passam a intimidá-la através de seguranças brutamontes.
Insistir nessa prática extorsiva é considerado Constrangimento ilegal (Art. 146 do Código Penal), pois constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a fazer o que a lei não manda (no caso, a pagar uma multa extorsiva) é crime, podendo o gerente e o dono do estabelecimento serem presos e condenados à pena de detenção, que varia de 3 meses a 1 ano.
Em alguns casos, a coisa fica até mais grave, pois o consumidor que perdeu a comanda é impedido por seguranças de deixar a casa se não pagar a tal taxa abusiva. Isso é um absurdo e é considerado crime de Seqüestro e cárcere privado, (Art. 148 do Código Penal), que prevê pena de prisão de 1 a 3 anos ao infrator.
Nesses casos extremos de crimes contra a liberdade individual, o cliente tem que ser intransigente: deve pagar apenas o que Consumiu ou discar 190 e chamar a polícia imediatamente para registrar queixa contra seus ofensores. Agir passivamente neste caso é causar um prejuízo à sociedade, beneficiar os infratores.
Lembre-se, portanto, que exigir o pagamento de multas altíssimas para quem perdeu sua comanda é considerada prática abusiva (e conseqüentemente ilegal) pelo Código de Defesa do Consumidor e deve ser denunciada ao PROCON.
Por Sérgio Ricardo Tannuri (Advogado, especialista em Direito do Consumidor e Diretor da ACISCS – Associação Comercial e Industrial de São Caetano do Sul. TANNURI ADVOGADOS).
Odores da Idade Média
Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros.
Na Idade Média, não existiam dentifrícios ou escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico.
As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio.
Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene.
Vemos, nos filmes de hoje, as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene.
Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada.
O mau cheiro era dissipado pelo abanador.
Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos…
Quem já esteve em Versalies admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas “usados” como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia banheiro.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho, pa ra eles, o início do verão.
A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável.
Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro.
Daí termos maio como o “mês das noivas” e a origem do buquê de noiva explicada.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente.
O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa.
Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças.
Os bebês eram os últimos a tomar banho.
Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível “perder” um bebê lá dentro.
É por isso que existe a expressão em inglês “don’t throw the baby out with the bath water”, ou seja, literalmente “não jogue o bebê fora junto com a água do banho”, que hoje usamos para os mais apressadinhos.
Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais – cães, gatos e besouros se aquecerem.
Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o chão.
Assim, a nossa expressão “está chovendo canivete” tem o seu equivalente em inglês em “it’s raining cats and dogs” – “está chovendo gatos e cachorros”.
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho.
Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada.
Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos.
Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos.
Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque.
Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo “no chão” – numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho.
Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro.
O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não.
Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos.
Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos em ossários, e o túmulo utilizado para outro cadáver.
Às vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo.
Assim, surgiu a idéia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias.
Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar.
E ele seria “saved by the bell”, ou “salvo pelo gongo”, expressão usada por nós até os dias de hoje.






