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Coluna do Proffa

quarta-feira, novembro 25th, 2009

COLUNA DO PROFFA

COLUNA DO PROFFA

Rua Luzia Suruagy (a cem metros de um palácio)

- Por Eduardo Proffa -

Poderia ser uma rua qualquer, mas não! Ela é especial. Está a cerca de cem metros de um palácio… Tira-nos do sufoco diário, do trânsito caótico do meio-dia… Sua extensão é pequena e é estreita na largura… Lá no céu um mundo inteiro, cá na terra uma aventura… Vemos os olhos dessa rua, não têm brilho… Sentimos o seu cheiro, com máscara seria mais puro… Sua ornamentação é no mínimo exótica enfeitada por porcos em todos os lados com direito a tamanhos e texturas múltiplas… Vira e mexe estão ali entalados nas valetas ou abaixo da pequena ponte que temos obrigatoriamente que passar; seu valor inestimável na geografia possibilita o tráfego furtivo, ainda desconhecido da grande Maceió, que nos faz ultrapassar da Rua das Ãrvores ao Bomparto em minutos…

Inicia nos fundos do antigo Ceasa. Logo de primeira o odor lacrimal; em seguida, depois de alguns buracos para o desvio e o acumulo de lama que vem do braço de riacho, subimos a ponte onde do seu lado esquerdo tem uma barbearia (que geralmente está cheia), do lado direito um lixão exemplar, digno de um estado rico (que não é o nosso caso) e sem compromisso moral com a população (este sim), bem junto a um curral; algumas casas depois, a igreja evangélica; cinco metros após tem dois barzinhos, um defronte ao outro, normalmente com pessoas pra lá de sorridentes, não sabemos se pelo ar ou o aguardente, sabemos que em dia frio ou dia quente estão por lá; andando mais uns metros, do lado direito, um armarinho com sua vitrine a luz do dia mostrando suas roupas com uma plaqueta: “qualquer peça R$ 5,00â€; mais quinze metros um quebra-carro (Não companheiros, aquilo ali não é um quebra-mola!); se tropeçarmos, cairemos de frente ao bar da sinuca que é uma festa só: crianças e velhos numa fraternidade indefinida, como se a jogatina desse o puro alimento à própria vida; tem a serralharia no lado direito e a lojinha de eletrônica no lado esquerdo; do mesmo lado só que na frente, onde nunca vimos um pingo de gente tem a mercearia; no final da rua a padaria, a cabeleireira e a escola, e nós a fim de irmos embora para poder chegar em casa e brincar com nosso filho… E sonharmos novamente, de ser gigante, de ser herói, um astronauta ou um cowboy… Dar vida aos sonhos…

Sim! Já sonhamos em ser príncipe, morar em castelos e salvar as donzelas dos dragões…

Um forte abraço e Viva a Villa Caeté!

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