Mario Benedetti, da gente que eu gosto e um Livro pra Vinicius de Moraes.
GENTE
Eu gosto da gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir. Da gente que tem tato. Gosto da gente que possui sentido de justiça.
Gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão. Gosto de gente fiel e persistente, que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e idéias.
“A estes chamo de amigos.†– Mário Benedetti
LIVRO RETRATA A POESIA ESCRITA E CANTADA DE VINICIUS DE MORAES
Eucanaã Ferraz, poeta e professor de literatura da UFRJ, apresenta discografia e bibliografia do grande poeta Vinicius e das parcerias com Tom Jobim, com quem criou alguns clássicos da bossa-nova, e com Baden Powell, com quem criou os afro-sambas. Vinicius de Moraes (1913-80) é o caso tÃpico do artista que, ao longo do tempo, foi sendo sobreposto à própria obra.
Fala-se muito do poeta, mas lê-se insuficientemente sua poesia; sabemos de cor alguns de seus versos antológicos, mas não raro estancamos ali, sem seguir adiante, ou, se avançamos com a atenção devida, nem sempre nos arriscamos em textos menos consagrados. A popularidade do compositor-cantor deve-se ainda à sua presença em shows e nos meios de comunicação de massa, sobretudo nos anos 70. À época, quando a chamada MPB esteve intimamente associada ao movimento estudantil alvos permanentes da vigilância dos órgãos de repressão da ditadura militar. Vinicius, ao lado de seu parceiro Toquinho, lotava os auditórios universitários. Boates, cervejarias e casas de espetáculo nacionais e internacionais também faziam parte do circuito da dupla, que instaurava, em meio às sombras daqueles tempos, um rastro de liberdade e alegria por onde passasse.
Este breve livro tenta uma visão equilibrada, focalizando a palavra do poeta nos poemas (capÃtulo 1) e nas canções (capÃtulo 2). No primeiro caso, abrindo mão de quadros amplos, fases, influências, vão-se examinar determinadas constantes e/ou variantes temáticas e formais, privilegiando-se a leitura de poemas. No segundo, a atenção estará voltada para determinados traços caracterizadores do cancioneiro de Vinicius, com destaque para os momentos que solidificaram sua prática composicional.
Livro – Vinicius de Moraes
Autor – Eucanaã Ferraz
Editora – Publifolha, 114 páginas, R$ 18,90
Onde comprar – nas principais livrarias, pelo telefone 0800 – 140090.
chicoelpidio@hotmail.com
Cultura Brasileira – Dorival Caymmi
Dorival Caymmi deixou como legado um conjunto de canções intensamente original, diferente da obra de qualquer outro artista nacional ou estrangeiro, muitas dessas canções são clássicos que pertencem à memória coletiva e que ajudaram a construir a identidade brasileira. Soam tão familiares que parecem ter existido “desde sempre”.
O livro “Dorival Caymmi”, volume da série “Folha Explica” , examina de forma dinâmica os sambas “sacudidos”, as canções praieiras e os sambas-canção de Caymmi, além de relacionar a obra do compositor com questões decisivas da cultura brasileira, com a experiência histórica do Brasil, com a época moderna e com a tradição da música popular brasileira. O autor do livro é Francisco Bosco, ensaÃsta, letrista e escritor, colunista das revistas “Argumento” e “Cult”. Bosco diz que o livro também tenta revelar os procedimentos, as caracterÃsticas, as inflexões e a arte do cancionista. O objetivo, segundo Bosco, é “ajudar a esclarecer e, em o fazendo, reafirmar a singularidade desse conjunto precioso de canções”. O volume inclui discografia e cronologia do grande mestre da canção brasileira.
Editora – Publifolha, 120 páginas, R$ 18,90, a venda nas principais livrarias ou pelo telefone 0800 140090, além do site da Publifolha.
Projeto Viva Cultura
A Fundação Municipal de Ação Cultural fará mudanças no Maceió Viva Cultura, na categoria música. Em 2010, o projeto terá novidades, não será só apresentado no Posto Sete, no bairro da Jatiúca, fará também apresentações nas periferias da cidade, cujo objetivo será de apresentar as comunidades carentes os novos talentos alagoanos, congregar diferentes vertentes da nossa música, folguedos e manifestações folclóricas, música instrumental contemporânea e popular em suas vertentes, além de abrir edital para que novos artistas possam se inscrever e participar.
Exposição do Museu Karandash
Será aberta à s 16h30 do dia 7 de janeiro indo até o dia 15 fevereiro, no Memorial à República, em Jaraguá, com o patrocÃnio da Secretaria de Estado da Cultura, a exposição dos trabalhos de mais de 15 artistas, que dedicam parte de sua existência à arte popular de Alagoas. Maria Amélia e Dalton Costa, pensando em um espaço dedicado à s artes contemporâneas, criaram a galeria Karandash, hoje a galeria destaca-se como referência no universo popular brasileiro ao todo são mais de duas mil peças de consagrados mestres como: Fernando Rodrigues, Irinéia Nunes, Vitalino e outros.
Para abrilhantar a mostra, nada melhor que a boa música do Chau do Pife e a exibição do documentário Clarisse – um Patrimônio Vivo de Alagoas. A entrada na mostra é gratuita, vale conferir. De segunda à sexta-feira, das 9h à s 17h. Sábados, domingos e feriados, das 14h à s 18h.
FEIRA MÚSICA BRASIL – música tocando negócios
FEIRA MÚSICA BRASIL
Recife realiza a maior feira de música da América Latina, mais de 60 grandes produtoras e gravadoras brasileiras e estrangeiras, músicos, empresários ou produtores musicais têm a oportunidade de divulgar ou aprimorar seu trabalho e ainda fazer negócio na FEIRA MÚSICAL BRASIL 2009. Além de discutir o mercado musical e as novas tendências do setor, o evento promete grandes shows para o público durante os cinco dias de programação. A feira traz como atrações como Marcelo D2, Pitty e uma homenagem ao Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Serão promovidos ainda workshops e rodadas de negócios organizados pelo SEBRAE. Segundo Juliana Mee, coordenadora nacional da Carteira de Cultura do SEBRAE, será a oportunidade para empreendedores individuais do setor buscarem acesso a um mercado restrito. “A principal caracterÃstica da cultura brasileira é a diversidade. A nossa música precisa ser valorizada. O objetivo do evento é tornar o mercado acessÃvel para novos talentosâ€.
RÃDIOS DA ARPUB REALIZAM COBERTURA ESPECIAL DO EVENTO.
A Associação das Rádios Públicas do Brasil, integrante do conselho da Feira Música Brasil, preparou uma cobertura especial do evento. Diretamente do Terminal MarÃtimo, no Recife Antigo, local da Feira, as rádios associadas da entidade realizam transmissão ao vivo dos shows, via satélite, pelo canal Voz do Brasil, entre 20h e 23h50; transmitem quatro boletins diários, disponÃveis no site www.radioagencia.com.br, e o Programa Passando o Som, que vai ao ar das 16h à s 17h, além de entrevistas com os personagens que fazem parte da Feira.
FESTIVAL BANCO DO NORDESTE DA MÚSICA INSTRUMENTAL
O Festival BNB da Música Instrumental, a Mostra BNB da Canção Brasileira Independente e o Festival BNB do Rock-Cordel têm por objetivo promover o acesso democrático e estimular a produção artÃstica, valorizando a inventividade e a pluralidade de estilos, ritmos, linguagens e propostas musicais, e reafirmando a necessidade de mais espaços para os artistas nordestinos e de outras regiões do PaÃs. Os três Centros Culturais Banco do Nordeste recebem, a cada ano, mais de 180 formações musicais. Com shows e oficinas de formação artÃstica de acesso gratuito, os três eventos contam com a participação de conceituados intérpretes, compositores e instrumentistas que desenvolvem seus trabalhos dentro dos circuitos regionais, pelo Brasil e mundo afora.
FESTIVAL BNB DO ROCK-CORDEL
Caminhando para a sua quarta edição anual, este evento já se consolidou definitivamente no calendário musical da juventude nordestina. A diversidade de ritmos expressa a essência do evento. Gêneros musicais de diferentes matizes têm encontro marcado no Festival, que possibilita o encontro de guitarras distorcidas com tambores e alfaias, vozes guturais com agogôs e percussões, baterias velozes com rimas de cordel e hip hop, contrabaixos elétricos com teclados e emboladas.
FESTIVAL BNB DA MÚSICA INSTRUMENTAL
Este Festival tem confirmado a sua vocação para a promoção da diversidade musical e reiterado a importância da abertura de mais espaços para a movimentada cena instrumental brasileira. Embora contando com uma programação que desconhece fronteiras, a produção nordestina é destaque no evento, que recebe mais de 30 formações instrumentais, movimentando dezenas de músicos, de diferentes trajetórias, influências e propostas estéticas.
MOSTRA BNB DA CANÇÃO BRASILEIRA INDEPENDENTE
A Mostra reúne mais de 40 atrações oriundas de diversos estados brasileiros de norte a sul do PaÃs, no decorrer do mês de setembro. Participam da Mostra conceituados compositores e intérpretes, reconhecidos através de prêmios nacionais, com elogios da crÃtica especializada, e também responsáveis pela autoria e sucesso de canções difundidas por grandes nomes da MPB.
Os mais procurados DVDs e CDs deste ano
MARRIO BENEDETTI – (pra refletir)
Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe que tem que fazer e que faz. De gente que cultiva seus sonhos até que esses sonhos se apoderem de sua própria realidade.
CARTOLA E DONA ZICA
A entrevista de CARTOLA no Programa MPB ESPECIAL em 1973 da TV Cultura, contando casos e cantando algumas de suas principais composições, foi transformado pela Biscoito Fino em DVD. Dona Zica pouco aparece na entrevista, já Cartola domina a cena contando casos ocorridos durante a sua carreira, inclusive relembra o dia em que alguém propôs comprar um samba dele e quase levou um sopapo de volta e esbravejou: “O que? Querendo comprar samba, você está maluco? Não vendo coisa nenhuma.†Acabou vendendo o samba INFELIZ SORTE por 300 mil rés, muito dinheiro em 1932. O DVD “CARTOLA E DONA ZICA†É IMPERDÃVEL, pois além dos casos ainda desconhecidos contados pelo próprio compositor, toca e canta suas imortais composições.
SHOW INSTRUMENTAL
O guitarrista Zè Barros, apresenta-se quinta feira, 10 de dezembro, a partir das 19 horas no Teatro de Arena Sérgio Cardoso. Zé tem longa estrada musical, além de ter tocado ao longo de sua carreira em várias bandas de roque, e acompanhado inúmeros artistas alagoanos. O show é imperdÃvel.
STEVIE WONDER
Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas, nomeou o cantor americano Stevie Wonder, cego de nascença e militante da causa dos deficientes fÃsicos, Mensageiro da Paz na ONU. Stevie Wonder agradeceu a indicação e prometeu se empenhar para que essa nova função possa ser produtiva em relação aos objetivos que a mesma possui:
-Está além da minha capacidade compreender, que 10% das pessoas deste mundo não importem para os outros 90%. Não consigo acreditar nisto. Vou trabalhar para tornar o mundo mais acessÃvel. Eu cantarei músicas. Falarei sobre isso e cantarei sobre isso.
LENINE
“Labiata†é o nome do mais novo CD de um dos maiores talento musical do momento no Brasil. Os que já analisaram após ouvir tecem bons elogios, o CD está chegando as lojas e ambulantes, neste fim de ano.
SUSAN BOYLE
A cantora escocesa Susan Boyle, uma das maiores estrelas da era da Internet, quer converter sua fama global em vendas de discos com o lançamento de seu álbum de estréia – “I Dreamed a Dream”. O álbum de 12 faixas, cujo tÃtulo é o da canção do musical “Les Miserables” que a fez famosa, é um misto de covers pop como “You’ll See,” de Madonna e “Daydream Believer”, dos Monkees, além de canções cristãs de popularidade eterna como “Amazing Grace” e “Silent Night” (Noite Feliz).
Festivais de música movimentam este mês o nordeste
CEARÃ
Sob sua orientação do produtor Capucho, começa amanhã no litoral do Ceará o primeiro Festival Choro Jazz Jericoacoara. O Festival está sendo patrocinado pela Eletrobrás com o apoio da Prefeitura local, além das colaborações de artistas que conhecem o produtor e que bancam suas próprias passagens. Entre eles estão MaurÃcio Carrilho, Toninho Horta, Alessandro Penezzi, Alex Buck, Jean Garfunkel e Arismar do EspÃrito Santo. “A idéia não é parar só no festival, é transformar Jericoacoara numa cidade musical, criar uma escola de música, para dar dignidade para a molecada estudar.
RECIFE
No Recife, a Feira Música Brasil, que começa no dia 9 e vai até o dia 13, não só vai proporcionar o acesso a uma infinidade de shows, mas também discutir o mercado. Esse é um dos temas dos debates, que começam no dia 10 e vão levantar questões como marketing, divulgação e direito autoral na era digital, gestão de carreiras, o futuro das gravações fonográficas. Calcada em três eixos básicos – mercado, cultura digital e tendências -, a FMB foi realizada pela primeira vez há dois anos, nos mesmos locais do centro da capital pernambucana.
SALVADOR
De 20 a 23 de janeiro de 2010 acontece O Festival de Verão de Salvador, no Parque de Exposições, acontecerá de 20 a 23 de janeiro de 2010, tendo como atração principal o cantor internacional Akon, que se apresenta no palco principal no sábado dia 22. A programação tem nomes conhecidos do Carnaval de Salvador, como Banda Eva, Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Cláudia Leite; e do pop rock nacional, como NX Zero, Paralamas do Sucesso, Marcelo D2, Charlie Brown Jr., Vitor e Leo, entre outros.
ERASMO CARLOS LANÇA AUTOBIOGRAFIA
“Nunca antes na história desse paÃs vocês me viram tão feliz”. A frase, saÃda da boca de Erasmo Carlos, tem bons motivos para ser dita: depois de lançar o elogiado disco Rock’n’ Roll e estrear sua nova turnê com sucesso no Rio de Janeiro, o veterano cantor agora coloca nas suas lojas sua autobiografia, Minha Fama de Mau. De mau, no entanto, Erasmo só tem mesmo a fama. Ele é o primeiro a admitir que seu livro não tem o objetivo de “criar inimizade com ninguém”. “Músicos sempre estão contando casos. O livro saiu daÃ. Decidi contar os meus”, explica. “A primeira intenção foi me divertir. Depois, dividir essa diversão com o mundo”. Como não poderia deixar de ser, o amigo e parceiro Roberto Carlos aparece em diversas páginas. “Sei que muita gente vai ler esperando fofocas sobre o Roberto. Ou querendo saber se eu transei com a Wanderléa”, brinca. “Jamais escreveria algo assim. Já me ofereceram uma fortuna para escrever um livro chamado O Rei e Eu e eu não aceitei”.
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Distrito Federal e Minas Gerais vencem o Festival de Musica do SESI
A final do Festival SESI Música 2009, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, teve como vencedora a música “Eu tagarelaria, nós tagarelarÃamosâ€, de autoria do funcionário dos Correios do Distrito Federal, Aroldo Moreira. Em segundo lugar a canção “Nosso Amor Chegou ao Fim†de Paulo Pelissari da Empresa Plastwal Latino América, e em terceiro lugar, Marcos Pereira da Fibria Aracruz Celulose do EspÃrito Santo com a composição “Isabelasâ€. Cantando “Faz uma loucura por mimâ€, de Chico Roque e Sérgio Caetano, Gleison Reis, operador de máquinas da Comam Indústria, de Minas Gerais, sagrou-se melhor intérprete do festival e desabafou: “o que o SESI faz por nós trabalhadores do dia a dia, artistas e estrelas é inexplicável. O sonho existe dentro de todo mundo, mas precisamos de instituições como o SESI para mostrar nosso trabalhoâ€. Para a gerente de Cultura do SESI, Cláudia Ramalho, a segunda edição do festival superou as expectativas da organização. “O Festival se configura como uma experiência rica de valorização das pessoas. O que mais nos deixou impressionados foi a amizade e a troca de informações entre os trabalhadores e os artistasâ€, afirmou.
.O Festival SESI Música 2009 teve 1.467 trabalhadores de 811 empresas industriais. Neste ano foram realizadas 27 etapas estaduais, que mobilizaram mais de 29 mil empresas de todo o paÃs e um público superior a 28 mil pessoas. Setenta candidatos, representando 54 empresas foram selecionados para a etapa nacional.
Jurado do Festival, Kiko Zambianchi, disse que não havia participado de eventos musicais voltados exclusivamente a trabalhadores industriais. Segundo ele, o Festival oferece um espaço para que talentos sejam descobertos e possam impulsionar uma carreira musical. “Nunca tinha visto um festival com trabalhadores. O povo tem uma musicalidade muito forte. Muitos deles poderiam seguir carreira musicalâ€, disse. A final do Festival teve a apresentação de Hamilton de Holanda e Quinteto, Ivan Lins e Roberta Sá. “Estou muito feliz de fazer parte desse projeto. Deixo como mensagem que é preciso trabalhar todos os dias um pouco para chegar ao objetivo final. O brasileiro é muito talentoso, mas música não é só talento, tem que ter trabalhoâ€, Roberta Sá.
A primeira edição, em 2008, contou com a inscrição de 330 trabalhadores e teve a participação de 5,3 mil espectadores nos três dias de evento
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Fim de ano – shows e comemorações
O reduto histórico de Zumbi dos Palmares, Serra da Barriga – receberá neste dia 20 de novembro, um enorme público para as comemorações do Dia da Consciência Negra. A comemoração será iniciada à s 4h, com uma cerimônia restrita aos grupos religiosos de raiz africana. Já à noite na Praça Basiliano Sarmento, centro de União dos Palmares, a banda maranhense Tribo de Jah, encerrará as atividades tocando muito reggae até o amanhecer.
O cantor e compositor Ibys Maceió encontra-se em São Paulo participando da gravação do cd “PEQUENO ENSAIO DE UM POETA EM CONSTRUÇÃOâ€, do alagoano Rogério Noia da Cruz. O trabalho tem como convidados grandes personalidades da música nacional, dentre eles: Renato Teixeira, Dominguinhos, Carmen Queiroz, Adriana Moreira, Dona Inah, Oswaldinho da CuÃca e outros O projeto da capa é do consagrado Elifas Andreato, o cd é misto de músicas e poesias e em breve estará sendo lançado em todo o paÃs.
Fernando Melo e Luiz Bueno, nacionalmente conhecidos como DUOFEL fará no dia 25 de novembro, às 21 horas, show no Teatro Gustavo Leite. No repertório só Beatles, a apresentação faz parte dos 30 anos de existência da mais bem sucedida dupla instrumental brasileira.
Apresentando o seu novo cd “COMPASSOâ€, a cantora e compositora Ângela Ro Ro, se apresentará em Maceió no dia 28 deste mês. O show será no SESC Poço e faz parte do Projeto MPB Brasil Anos 80.
Heitor Villa-Lobos, justa homenagem.
Os 50 anos da morte do principal representante nacional da música clássica, compositor Heitor Villa-Lobos, estão sendo celebrados nesta terça-feira (17) no Brasil, com uma programação que inclui concertos de quase todas as orquestras sinfônicas e filarmônicas do paÃs.
Hoje à noite será realizada a maior homenagem, com o concerto “Cinqüentenário de Heitor Villa-Lobos” pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional no Museu da República em BrasÃlia. A apresentação vai misturar interpretações de obras do compositor com imagens e vÃdeos dos 50 anos de BrasÃlia, data que começará a ser comemorada no inÃcio de 2010. Na programação Estão previstas na programação três das “Bachianas Brasileiras”, como são conhecidas as principais obras do artista que também é considerado o principal compositor da música clássica de todo América Latina.
História de Villa-Lobos
Heitor Villa-Lobos nasceu em 5 de março de 1887 no Rio de Janeiro e morreu na mesma cidade em 17 de novembro de 1959, aos 72 anos. Ele revolucionou a música clássica brasileira ao incluir canções folclóricas, populares e indÃgenas no seu repertório, inspirações que surgiram a partir de uma viagem de mais de dois anos pelo interior do paÃs em sua juventude. Na década de 1920, apoiado pelo pianista polonês Arthur Rubinstein, viajou a Paris para continuar os estudos musicais na França, onde conheceu os principais artistas da época como o pintor espanhol Pablo Picasso. Villa-Lobos, autor de pelo menos 1,2 mil peças, várias ainda inéditas, foi uma figura importante na renovação cultural brasileira na Semana de Arte Moderna de 1922.
As comemorações começaram há duas semanas com a inauguração do tradicional Festival Villa-Lobos, o evento mais importante da música clássica no Rio de Janeiro e que neste ano chegou a sua 47ª edição. Neste ano, o festival incluiu a apresentação de 17 quartetos de cordas do compositor que, pela primeira vez, são executados totalmente no Brasil, já que eram mais conhecidos no exterior. O concerto desta noite em BrasÃlia será repetido nos próximos dias no Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Manaus.
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João Donato e Cauby Peixoto
Há três meses, precisamente no dia 17 de agosto de 2009, João Donato completou 75 anos de vida, 60 deles dedicados à genuÃna música moderna. E isso não é apenas um jeito de falar, pois ano passado, o compositor, pianista e arranjador brasileiro compôs e se apresentou ao lado de músicos de estilos e gerações das mais variadas no mundo inteiro: Orquestra Sinfônica da Rússia, Fernanda Takai, Carlos Lyra, Nelson Motta, Bud Shank, Bebel Gilberto, Roberto Menescal, Marcelo D2, Paula Lima, Till Brönner, Roberta Sá, EmÃlio Santiago, Joyc etc.
Sua primeira gravação profissional, ocorreu em 1949 tocando acordeon, no disco de estréia do flautista Altamiro Carrilho. A transversalidade da obra de Donato atravessa mais de meio século e deságua nele mesmo. Músicos, pesquisadores, crÃticos e escritores tentam explicar o paradoxo da simplicidade da música simples criada e executada no seu piano. Em referência aos dons naturais do parceiro, Gilberto Gil apelidou-o de João Dó Nato. É Gil quem explica: “Certa vez, eu fiz essa brincadeira com o nome do meu querido João para expressar a nÃtida impressão que ele me dá de ter com a música uma ligação fÃsica. Na verdade não foi uma brincadeira partindo de quem, como eu, sabe que João forma com a música uma espécie de ovo mágico, ele e a música, gema e clara desse ovo. É o mesmo Donato de sempre, chocado e nascido nota musicalâ€. Juntos, Donato e Gil compuseram algumas das mais permanentes canções da música brasileira, “A pazâ€, “Lugar comumâ€, “Terremoto†e “Emoriôâ€.
Cauby Peixoto
Nasceu em uma famÃlia de músicos, sendo o tio, Nonô (Romualdo Peixoto), grande pianista, que popularizou o samba no instrumento, e o primo, Ciro Monteiro, um dos ases do samba sincopado. Trabalhou no comércio até começar a participar de programas de calouros no rádio em 49, no Rio. Em 1951 gravou seu primeiro disco. Continuou como crooner em boates, já em São Paulo, interpretando especialmente músicas em inglês até ser ouvido pelo que viria a ser seu futuro empresário e mentor, Di Veras. Ele o levou para gravar na Columbia e seu primeiro sucesso estrondoso veio com “Blue Gardenia”, versão brasileira da música cantada por Nat King Cole. Em pouco tempo Cauby se transformou em um Ãdolo, atuando especialmente na Rádio Nacional, em muito por causa da estratégia de marketing que o lançou, e que incluÃa repertório, roupas e atitudes especÃficos criados por seu empresário. Sua interpretação mais famosa até hoje é de “Conceição” (Jair Amorim/ Dunga), gravada pela primeira vez em 1956. Nos anos 50 e 60 fez turnês pelo Brasil e Estados Unidos, onde gravou várias faixas com o nome Ron Coby e participou cantando em mais de dez filmes para o cinema. Apareceu também nas revista “Time” e “Life” como “o Elvis Presley Brasileiro”. Em 64, abriu a boate Drink, ao lado dos irmãos Moacyr (pianista), Araken (pistonista) e Andyara (cantora), atuando lá por quatro anos, onde chegou a gravar um LP ao lado da cantora Leny Eversong. Depois prosseguiu atuando em boates e viveu certo ostracismo na mÃdia, e voltou ao sucesso em 1980 com “Bastidores” (Chico Buarque) e “Loucura” (Joanna/ Sarah Benchimol), do disco “Cauby! Cauby!”, comemorativo dos 25 anos de carreira.
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Hora de despertar – Nossos intérpretes, nossa música.
Há alguns anos, quando os artistas alagoanos peregrinavam nas rádios pedindo aos programadores a inclusão de seus discos na programação, a resposta era inevitável: “o som não é muito bom, não tem qualidade.†Essa história começou a ser mudada com o advento do cd player, substituindo o vinil, aà então os incentivadores: Amarivaldo, Rui Agostinho e Givaldo Kleber, todos da Rádio Educativa FM, acreditando no potencial desses artistas, começaram por conta própria a inserir na programação a prata da casa, procedimento que ainda permanece. Seguindo a mesma linha da Educativa FM, as emissoras: Web rádio Maceió, Mar Azul e Rádio Serraria FM, abrem espaços em sua programação para que artistas desconhecidos tenham oportunidade de divulgar suas criações e ao vivo reivindicar patrocÃnio para realização de eventos; são procedimentos como estes, que emissoras do porte da Pajuçara FM, Gazeta de Alagoas, Rádio Jornal e outras, deveriam seguir para o fortalecimento da cultura alagoana.
Ultrapassado esse primeiro obstáculo, mesmo estando afastado do meio musical alagoano, tenho adquirido e ouvido os trabalhos aqui produzidos, entretanto, observei que alguns dos nossos artistas ao gravarem ou ao realizarem shows, incluem apenas algumas músicas inéditas.
Ora, o que esperam ao regravarem músicas já consagradas de compositores como Chico Buarque, Tom Jobim ou Djavan? Reconhecimento, um comentário elogioso, ou quem sabe, uma crÃtica mais contundente de um observador mais atento? Esquecem nossos interpretes, que esse procedimento é nefasto ao atual movimento musical alagoano e em nada contribui para o seu crescimento, basta ouvir os CDs de: Junior Almeida, Macleim, Eliezer Setton, Ibys Maceió, Telma Soares, Antônio do Carmo, Grupo Labareda do Forro, Banda Sifão, Grupo Terra e tantos outros, que só gravam músicas inéditas, sejam de sua autoria ou de outros compositores, é esse o caminho para sair da mesmice.
O que sempre estamos presenciando e cansados de ouvir são os convites formulados pelos restaurantes e bares, apresentando shows com artistas locais Interpretando músicas já consagradas.
Será que não está na hora de termos identidade própria e dar ênfase a apresentações mais corajosas? Nossos artistas apresentando músicas inéditas, dando interpretações próprias, mostrando a sua cara e do que é capaz.
É pagar pra ver, eu particularmente acredito nos nossos intérpretes, só falta coragem, talento tem de sobra.
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