Hoje no horário do almoço, por volta das 13:00 horas, me vi preso em mais um engarrafamento na Avenida Fernandes Lima e comecei a meditar. Qual seria a causa do trânsito tão lento em um horário fora de pico? Pensei em fazer o retorno na Praça Centenário e tentar outra alternativa para chegar à Gruta de Lourdes mas acabei desistindo já que na outra mão tudo estava parado.
Lembrei do meu compadre dizer que havia uma passeata no centro da cidade e fiquei imaginando os efeitos desta manifestação na minha vida e na de milhares de cidadãos Maceioenses.
Comecei a me perguntar, qual poderia ser o motivo de mais uma manifestação “democrática” pra uns e “ditatorial” pra outros? Seriam os técnicos da saúde reinvidicando maiores salários? Ou os professores do ensino médio? Quem sabe seria o movimento dos sem terras brigando com o movimento de libertação dos sem terras e com o movimento das mulheres camponesas? Ou seria um movimento dos taxistas contra o preço do GNV?
Enfim, em Alagoas a população já sofre com os mandos e desmandos dos políticos e demais “Otoridades”, sofre com o desemprego, sofre com a violência, e tal e etc e ainda tem que agüentar movimentos de minorias da minoria contra causas pessoais que nada tem a ver com a grande maioria do restante da população, mas que paralisa grande parte do já caótico trânsito central e adjacências da cidade de Maceió, afetando de forma ilegal o direito de ir e vir do cidadão.
Urge que o poder público e a assembléia legislativa regulamente estas manifestações justas na sua essência, mas ilegais, imorais e anti-democráticas na sua forma. Nenhuma manifestação de classe por mais justa que seja pode interromper e prejudicar a grande maioria da população nos seus afazeres cotidianos. É fundamental que em Maceió o direito de ir e vir de cada cidadão seja respeitado por todos. Ou estou errado? Eis a questão, Ubi Veritas?

