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Código de trânsito: educação, repressão, arrecadação ou propina?

sexta-feira, novembro 27th, 2009

rita camataEnquanto se discuti multas maiores e penas mais severas para os infratores do trânsito a justiça e o ministério público ameaçam colocar na rua assassinos condenados por não existir condições dignas no sistema prisional para reeducá-los.

Ou estou ficando doido ou então no Brasil os poderes executivo, legislativo e judiciário não lêem jornais e muito menos assistem televisão.

Na prática o que vai acontecer com o aumento das multas é aguçar ainda mais a ganância da indústria das multas, aumentar o valor das propinas pagas e sugeridas, potencializar o “carteiraço†e tumultuar ainda mais o sistema carcerário, porém o objetivo maior que é melhorar as condições de trânsito vai ficar cada vez mais distante.

Quando se tenta obrigar as motos a seguirem os princípios básicos do atual código nacional de trânsito com relação à distância de segurança que elas devem manter dos demais veículos o assunto vira tabu. O veto dado pelo presidente Fernando Henrique surtiu um efeito perpétuo, como se moto não fosse veículo automotor.

Além disto, muito poder na mão de autoridades policiais despreparadas é um risco para a sociedade e um afastamento do ambiente democrático. Basta o motorista se recusar a fazer o teste do bafômetro para ser considerado embriagado … será a palavra dele contra a do policial.

Se os motoristas continuam sendo flagrados dirigindo com o teor de álcool no sangue acima do permitido é por que as campanhas de educação estão falhando, e nada tem sido feito no intuito de modificá-las, torná-las mais inteligentes e efetivas.

Já dizia Einstein, é estupidez esperarmos resultados diferentes fazendo as coisas do mesmo modo, ou não? Ubi Veritas?

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Extintor de incêndio deixa deficiente pegando fogo.

terça-feira, novembro 17th, 2009

Presenciei hoje pela manhã uma cena que serviu para confirmar o que todos sabemos. A exigência do extintor de incêndio tem o mesmo efeito que a extinta obrigação da maleta de primeiros socorros, ou seja, só serve como motivo de multas no caso de motoristas desatentos.

Hoje, na Avenida Rotary a duas esquinas da Fernandes Lima, por volta de 9:00, uma moto caiu sob a perna deficiente do motoqueiro que a conduzia, pegou fogo e três extintores de automóvel não foram capazes de combater o pequeno incêndio.

O fogo só foi debelado quando um comerciante trouxe o extintor do seu estabelecimento e conseguiu apagar o início de incêndio. Confesso que fiquei paralisado, não sabia se descia para também esvaziar o meu extintor naquelas poucas chamas me sentido aquele herói fracassado que não consegue mas pelo menos tenta ajudar mais um infeliz, não sabia se filmava a cena, enfim, diante da minha hesitação alguém apareceu com um equipamento de verdade e resolveu o problema, que, diga-se de passagem, uma dúzia de extintores que carregamos em nossos carros por obrigação, não seriam capazes de resolver.

O meu compadre teve o mesmo problema com sua Gran Cherokee por duas vezes. Na primeira conseguiu apagar o incêncio com um extintor de grande porte e na segunda foi obrigado a apagar o incêndio com uma mangueira de água, porém trata-se de uma Gran Cherokee, mas uma moto?!

Meus caros amigos me ajudem, devemos carregar extintores que realmente apagam o incêndio em veículos automotores ou devemos continuar trocando anualmente nossos “extintores de mãoâ€, se é que podemos chamá-los assim, simplesmente para não levarmos pra casa uma autuação de trânsito? Ou quem sabe o Contran simplesmente poderia abolir esta exigência ridícula. Eis a questão, Ubi Veritas?

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