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Roberto Carlos é eliminado em programa de calouros.

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Segundo Warlen Fernandes Soares Maques, pedagoga, especializada em Psicopedagogia, refletir sobre a avaliação tem se tornado uma prática constante no contexto educacional. Contudo muitas nuances permeiam esta prática e a distanciam de seu ato de acolher o aluno frente ao novo. Ela entende que o ato de avaliar seja um ato de acolhida. Acolher o aluno no momento de suas necessidades individuais e coletivas. Não deveria estar associado a práticas coercitivas e/ou punitivas. Segundo ela o ato de avaliar é muitas vezes utilizado como uma ferramenta que indica muito mais o que o aluno não aprendeu do que visualiza o processo que a criança traça para chegar às suas conclusões – este sim seria um caminho para uma avaliação constitutiva do saber. A avaliação tal qual se apresenta mexe com a auto-estima do aluno. A auto-estima é um sentimento de percepção de si e um querer-se bem, e em uma linguagem mais apropriada está ligada à forma como o aluno se percebe e é percebido pelo grupo.

Bom, isto posto vem a questão, e como avaliar os candidatos a futuros avaliadores dos nossos futuros alunos? Tenho visto algumas aberrações que me deixam preocupado. Já comentei aqui que o estado gasta dois anos pra formar um mestre e mais quatro pra formar um doutor e coloca-lo à disposição das Instituições de Ensino Superior. As universidades federais, principalmente das regiões menos desenvolvidas do país, desprezam esta ação do governo federal e abrem vagas para especialistas ou no máximo mestres e algumas raras situações vagas para doutores, deixando fora do mercado um número considerável de doutores e mestres já prontos. Na hora de avaliar os candidatos a docentes colocam na banca professores recém contratados, sem qualquer experiência docente, e que são obrigados a avaliar profissionais com titulação superior à deles e vários anos de experiência docente. Resultado, tais bancas avaliam segundo as suas convicções e acabam contratando bons alunos que têm todos os pontos do programa do concurso na ponta da língua porém sem qualquer experiência em ensino, pesquisa e extensão para, sem nenhum treinamento e preparação, encararem as novas turmas de alunos que estão sendo abertas, colocando em risco o plano de expanção das universidades federais colocado em prática pelo governo federal. Esta situação vai criando uma bola de neve, pois, os novos contratados são colocados em novas bancas para avaliarem novos docentes responsáveis por novas turmas de novos alunos que serão futuros profissionais entregues ao mercado de trabalho.

Meus caros avaliar significa aquilatar, comparar com um padrão, quando não existe um padrão não existe avaliação, o que existe na realidade é a tentativa de legitimar um ato normativo previsto na lei 8666, esquecendo-se que no seu artigo 51, § 5o ela diz que “no caso de concurso, o julgamento será feito por uma comissão especial integrada por pessoas de reputação ilibada e reconhecido conhecimento da matéria em exame, servidores públicos ou não.”

Ubi veritas? A verdade esta nas universidades que continuam selecionado segundo suas convicções? Com o ministério público federal que nada vê, e portanto nada faz? Não sei … e que Deus abençoe nossos futuros alunos.

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