Je suis…
Que nada se some, ao que não se pode diminuir…
que sempre se esvaia o desnecessário, impróprio,
que entrem em conflito as minhas certezas,
que sejam maiores as minhas virtudes,
e o conhecimento não me traia,
que me covença a verdade,
e que possa ser simples,
sem grandes mentiras,
que se subtraia,
assim,
meu
eu.
Assim… só
Eu não sou dois, e quando digo isso já sou três, pois não existiria eu sem que antes outro eu existisse.
E eu não sou par, pois tudo que é par é completo, e não há nada que exista em mim se não sombra de incompletude.
Não pertenço a ninguém, e se o faço ou o pareço fazer,não é por mal, é porque mesmo as flores quanto os espinhos tendem a estar no mesmo sÃtio, não porque se gostem, mas por estarem destinados a isto.
Eu não sou nem pequeno nem grande, depende muito mais do que se toma como padrão.
E eu não sou padrão, pois vejo que por fora e dentro de mim nada exista que não seja nuance.
E eu não sou mais eu…
Porque assim como as águas de um rio mudam de curso, assim eu sigo, deixando para trás quem um dia já fui, para entender aquilo que ainda virei a ser.
Mas tudo isso assim…  só.
Com a tristeza de quem não chorou e a alegria de quem ainda não sorriu.
Mantenha os pés no chão e os olhos para o céu

Ele brincava de contar estrelas,
até que um dia percebeu que eram muitas e um tanto outras estavam fora de seu campo de visão,Existia também uma pedra na areia, e milhares dela pelo decorrer daquele lugar.Do céu uma grande luz posta entre escuridão iluminava, e tantas outras menores também.
Ele desejou o céu, as estrelas, aquela luz, com toda sua infinitude. Desejou também a noite, aquela escuridão, pois assim, seria impossÃvel não notar algo que reluzisse por entre aquele mar de trevas .Deitava naquela grama todas as noites, para ver o que o dia escondia. Apenas a noite. Nem na penumbra, nem na luz, nem na falsa escuridão. A verdadeira escuridão carrega em si, muito mais que ausência de luz.
AntÃtese
Um Lápis,
um pincel,
uma caneta qualquer,
a pena.
Fragmentos da realidade.
Intrinsecamente eu vivo,
extrinsecamente me perco.
Indubitavelmente perene,
como são as águas que me levam.
Se me pego no ato falho de escrever,
me deparo com minha pequena, grande, fragilidade.
As Linhas.
Sou frio, sou quente,
singular e plural.
LongÃnquo, tão breve.
Nada aqui é paradoxal,
depende por quais olhos melhor enxergas.
Não tão belo assim
Não sei o que me move,
só sinto que me movo.
Talvez seja esse o benefÃcio da infância,
não saber pra onde estar sendo levado, apenas deixar-se levar.
Às vezes sinto que o mal está tão perto, tudo está tão escuro, que começo ver em mim escuridão, resquÃcios de podridão, sombras sem motivo, trevas sem fim.
TerrÃvel!, pensei.
Quando notei, estava tão próximo da luz…
Edward Cavalcanti
Blogspot
www.juliocesarcavalcanti.blogspot.com
Aqui seguem algumas palavras, se bonitas… não sei, mas são sinceras, e isso basta!
Sabe quando você se sente vazio, sem direção, sem estÃmulo algum…
Eu me sinto assim, mas diferente das outras vezes, agora eu sei o por quê.
Você só precisa buscar algo, bem dentro de você, esse algo tem que ser maior que você mesmo, maior que sua preguiça, maior que seus medos, maior que o cansaço, maior que o passado. Eu realmente descobri o que preciso. Preciso viver pra algo que seja maior que minhas convicções, e quando fizer isso, eu chegarei onde quiser, onde poderei olhar atrás e lembrar do quão bom é poder superar a si mesmo. Ai eu entendi, o que sempre me falaram, e aprendi, que meu maior obstáculo não são as pessoas ao meu redor, meu maior obstáculo sou eu mesmo, e que sou a única pessoa que pode me deter.
The Raw material of love
Charity suffereth long, and is kind; charity envieth not, charity vaunteth not itself, is not puffed up.
Doth not behave itself unseemly, seeketh not her own, is not easily provoked, thinketh no evil;
Rejoiceth not in iniquity, but rejoiceth in the truth; Beareth all things, believeth all things, hopeth all things,
endureth all things.
Corinthians 13:4-7
A matéria prima do amor

“O amor é sofredor, é benigno;  o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
1 CorÃntios 13:4-7
Estou indo embora
Tudo bem não era pra ser. E existe grande diferença entre não poder ser e não querer que seja. Sempre vale a tentativa, vale mais ainda não tentar se enganar quando algo tem de ter um fim. Fins também acrescentam, quando não destroem; nos mostram que sempre é possÃvel um outro começo, mais uma vez. Ainda hoje não vi coisa que não finde, que ultrapasse o teste do tempo. Mas de uma coisa sou ciente, existem começos que não alteram o fim, e fins que não obedecem começos. Mas o que não existe é o amor matar; Porque de amor não se morre, morre-se de decepção.












