O padre Bidião convocou toda tropa de adeptos para uma ceia natalina. Ninguém ousou fazer desfeita ao respeitado religioso, vez que todos foram instados e atenderam aos reclamos da Prazeres do Céu que naquela hora se apresentava toda sensual feito uma Rita Guedes subindo pelas paredes de tão excitantemente motivada pela ocasião. Só por isso começou a dar o maior bode. As mulheres devotadas estavam todas prontas para atender ao chamamento do clérigo, porém com um pé atrás com o amostramento da beata aguçando o dente dos marmanjos. Só por isso, muitos beliscões e pilãozadas soaram a 3 por 4.
Aos poucos e de forma tímida, um por um dos integrantes do Big Shit Bobras foi dando as caras. Parecia mais que o festejo ia dar chabú. Nada. Os primeiros a darem sinal de vida foi Ximênia numa arenga da peste arrastando Zé Bilola meio que amuado, vez que preferia ficar coçando os ovos.
Logo a Marcialita surgiu com caçaroladas boas no quengo do Doro que arrastava um botijão de mais de 10 litros não se sabendo do que se tratava o conteúdo de tão pesado volume. Logo se juntaram aos dois presentes para esquentar o blá blá blá.
- É isso mermo, mulé, homi tem que se ser tratado aos empurrões -, apoiava Xmênia aos reclamos da Marcialita.
Os dois casais logo entabularam entendimentos nas mangações e fofocagem com a chegada dos casais Rolivanio/Vaginalda e Penisvaldo/Bucetildes que se achegaram quais mauricinhos e patricinhas, às risadagens e triques-triques.
- Nessis aí tem cu no meio -, cochichou Doro pro Zé Bilola.
- Arrespeiti a genti, seu safado -, reclamou Marcialita.
- Eu só acho eles muito dos metidos -, bafejou Ximênia.
Eis que Xica-Doida adentra toda esbaforida perguntando pelo Biritoaldo. Ninguém sabe, ninguém viu. Ficou certa de que estava levando um toque de arrodeio dele, chegando toda inheta, parecia estar com um cotoco no rabo de esperar pelo cabra que só chegou lá pras tantas, quase perdendo as entradas do regabofe.
Não demorou muito e lá vinha Jurema trazendo Mamão aos tropicões e pendurado pelas orelhas, acompanhado pelas gaiatices da Zefa aos esfregões no Afredo Bocoió, a Toinha com Robi Magaiver todo atarantado por causa duns pipocos de espoletas brabas e imitando Latino na dança do bebo com uma letra que falava da grampola da tatarineta, mais a Volange que sacudia a reca final: Zé-Corninho, Tolinho e Bestinha, todos cantando o sucesso nacional “Aonde a vaca vai, os bois vai atrás”.
Pronto, já estava armado o circo. Faltava quem? Ah, foi chegando a Vera toda invocada e botando ordem tudo, parecendo mais que incorporou ao mesmo tempo Marcia Goldsmith, Cristina Rocha e se achando a Tatá Werneck, sem poder sossegar o facho. Organizou tudo em fila e intimou a Prazeres do Céu para dar inicio na emboança. Deu-se o anúncio da chegada do Padre Bidião que desceu de uma nave espacial com o maior espalhafato e se dirigiu ao púlpito improvisado para sapecar as primeiras orações.
- Quem quer dinheiro? -, gritou o padre à la Silvio Santos.
Foi um burburinho danado. E o sacerdote não aliviou propondo a primeira prova entre os homens com uma quebra-de-braço. Todos entenderam que o ganhador iria levar uma bolada boa nos bolsos. Era a hora do merchandising quando o pároco com ares de Chacrinha anunciou que para as mulheres haveria a prova da dança da boquinha da garrafa com rebolation e tudo. Foi um fuzuê. Depois de horas de catrevagem e exibicionismo, o padre mandou trazer o tapete vermelho para os primeiros ganhadores. Foi uma ovação.
- Ô, seu pade, num tem um vinhozinho para animá o couro, não? -, reclamou Zé-Corninho.
Foi então que Doro tomou a dianteira e tirando o padre da saia-justa pela anuência de sua situação chata e abstêmia, fez rolar uns canecos arrumados às pressas para servir a legítima Teibei. O primeiro gole pro vigário Bidião que batizou todo mundo com a distinta, fez ovação aos céus, sacudiu uns pingos no chão pro desalmado e ingeriu o resto num gole só.
Vixe! Nem conto. Foi aí que começou o randevuz com escorregões, achegamentos, empurrões e um teitei da praga. Todos viraram nos 300 com o fuá que solou no maior rastapé. Era cada umbigada de se balançar no arrastado do chinelo.
Depois de muito bafafá, chegou a hora de organizar a ceia. Tudo bebaço. O cardápio, animador. Claro, foi o Doro quem havia preparado os quitutes, tudo meleguento e parece que passado do ponto. Quando a turma se armou para voar em cima das guloseimas, houve uma desarrumação porque não era a hora de saciar a gula. Antes, porém, a missa. Aí foi que deu o problema. Todos pensavam tratar-se da celebração da eucaristia, uma homilia próxima da Missa do Galo, coisa cristã. Não era, vez que o padre se achava o próprio deus e arriou a lenha em todas as religiões, praguejando todos os impropérios contra todos.
- Isso é um bostarol!!!! -, reclamou Mamão. Aí virou programa do Ratinho.
- Isso é uma confraternização ou briga-de-foice? -, perguntou Afredo Bocoió.
Mais 3 lapadas boas da Teibei goela abaixo com os tira-gostos do Doro e a Torre de Babel estava re-instaurada. E contando com a participação especial de umas 35 clones boazudas e uns 20 ETs que apareceram do nada embanando tudo.
Foi aí que o padre deu uma de Hermeto Pascoal, subiu no púlpito e mandou descer os OVNIs com uma música estranhíssima, quebrando tudo. Todos se embalavam de não saber se eram gente ou bicho, encangados uns aos outros, tudo num arrocho de não se saber o que estava acontecendo.
Foi um aluamento geral da noite virar dia e o dia virar noite de instante em instante.
Resultado: todos se envultaram e até hoje não reapareceram o que causou um estardalhaço de subir a audiência da emissora local, a ponto de pocar os transmissores e alto-falantes todos e não mais funcionarem nem rádio, nem televisão, nem nada. Uma doideira pra lá de retumbante.
No final o Big Shit Bobras só serviu mesmo para ocupar a vida dos voyeurs, curiosos, fofoqueiros e desocupados que não pararam de repetir uns aos outros toda ocorrência e se esqueceram do natal. Nessa, Papai Noel dançou.
PS: veja mais no http://tudoglobal.com/tataritaritata/22820/big-shit-bobras-%E2%80%93-o-bbb-do-povo.html?doing_wp_cron e feliz natal e próspero ano novo!
Beijabrações, www.luizalbertomachado.com.br




