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Vejam indicados para a disputa pelo 6º Prêmio Contigo! de Cinema

segunda-feira, setembro 12th, 2011

Cenas de Tropa de Elite 2 e Malu de Bicicleta, filmes que lideram a disputa pelo Prêmio Contigo!

Na noite desta segunda-feira (12), acontece a sexta edição do Prêmio Contigo! de Cinema, no Teatro Tom Jobim, na zona sul do Rio de Janeiro. Além da entrega dos troféus aos vencedores, a cerimônia lembrará o Cinema Novo, que é o tema da noite. Pelo terceiro ano consecutivo, a atriz Dira Paes será a anfitriã  e caberá a ela chamar ao palco os apresentadores de cada categoria e anunciar as atrações da noite.

O Prêmio Contigo! de Cinema está dividido em 12 categorias: filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, direção de fotografia, trilha sonora, figurino, roteiro, documentário e diretor de documentário. Os indicados foram selecionados por uma comissão de jornalistas da revista. A partir dessa primeira lista, um júri composto por críticos de cinema de várias publicações escolheu os vencedores.

Além dessa votação, internautas foram convidados a votar através do site da publicação em seus preferidos para melhor filme, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Por conta disso, nessas categorias, haverá dois vencedores: um escolhido pelo júri e outro pelo público. Conheça os indicados:

Melhor Filme
5x Favela, Agora por Nós Mesmos
Bróder
Bruna Surfistinha
De Pernas pro Ar
Eu e Meu Guarda-Chuva
Lope
Malu de Bicicleta
Meu Mundo em Perigo
Nosso Lar
Tropa de Elite 2

Melhor Atriz
Ana Lúcia Torre (“Reflexões de um Liquidificador“)
Ana Paula Arósio (“Como Esquecer“)
Deborah Secco (“Bruna Surfistinha”)
Fernanda de Freitas (“Malu de Bicicleta”)
Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”)
Simone Spoladore (“Não se Pode Viver sem Amor“)

Melhor Ator
Caio Blat (“Bróder”)
Eucir de Souza (“Meu Mundo em Perigo”)
Marcelo Serrado (“Malu de Bicicleta”)
Marco Nanini (“O Bem Amado“)
Pedro Cardoso (“Todo Mundo tem Problemas Sexuais“)
Wagner Moura (“Tropa de Elite 2″)

Melhor Atriz Coadjuvante
Cássia Kis Magro (“Bróder”)
Elke Maravilha (“A Suprema Felicidade”)
Fabíula Nascimento (“Bruna Surfistinha”)
Maria Paula (“De Pernas pro Ar”)
Sonia Braga (“Lope”)
Tainá Muller (“As Mães de Chico Xavier“)

Melhor Ator Coadjuvante
Ângelo Antônio (“Não se Pode Viver sem Amor”)
Bruno Garcia (“De Pernas pro Ar”)
Daniel Dantas (“Eu e meu Guarda-Chuva”)
Irandhir Santos (“Tropa de Elite 2″)
Matheus Nachtergaele (“O Bem Amado”)
Milhem Cortaz (“Meu Mundo em Perigo”)

Melhor Diretor
Andrucha Waddington (“Lope”)
Flávio Tambellini (“Malu de Bicicleta”)
Jefferson De (“Bróder”)
José Eduardo Belmonte (“Meu Mundo em Perigo”)
José Padilha (“Tropa de Elite 2″)
Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”)

Melhor Roteiro
João Jardim (“Amor?“)
Jorge Dúran e Dani Patarra (“Não se Pode Viver sem Amor”)
José Antônio de Souza (“Reflexões de um Liquidificador”)
José Eduardo Belmonte e Mário Bortolotto (“Meu Mundo em Perigo”)
José Padilha e Bráulio Montovani (“Tropa de Elite 2″)
Marcelo Rubens Paiva (“Malu de Bicicleta”)

Melhor Fotografia
Gustavo Hadba (“Malu de Bicicleta”)
Lauro Escorel (“A Suprema Felicidade“)
Lula Carvalho (“Tropa de Elite 2″)
Paulo Vainer (“Eu e meu Guarda-Chuva”)
Pedro Farkas (“O Sol do Meio-Dia”)
Ricardo Della Rosa (“Lope”)

Melhor Figurino
Andréa Simonetti (“Eu e meu Guarda-chuva”)
Beatriz Pieratti (“Bollywood Dream – O sonho Bollywoodiano“)
Claudia Kopke (“O Bem Amado”)
Luciana Buarque (“Nosso Lar”)
Reka Koves (“De Pernas pro Ar”)
Rita Murtinho e Valéria Stefani (“A Suprema Felicidade”)

Melhor Trilha Sonora
Branco Mello e Emerson Villani (“Eu e Meu Guarda-Chuva”)
Cristóvão Bastos (“A Suprema Felicidade”)
Dado Villa-Lobos (“Malu de Bicicleta”)
Guto Graça Mello e MV Bill (“5X Favela, Agora por nós Mesmos”)
João Marcelo Bôscoli (“Bróder”)
Lenine (“Amor?”)

Melhor Documentário
O Abraço Corporativo
Dzi Croquettes
José e Pilar
Uma Noite em 67
Programa Casé – O que a Gente não Inventa, não Existe
Terra Deu, Terra Come

Melhor Diretor de Documentário
Estevão Ciavatta (“Programa Casé – O que a Gente não Inventa, não Existe”)
Miguel Gonçalves Mendes (“José e Pilar”)
Renato Terra e Ricardo Calil (“Uma Noite em 67″)
Ricardo Kauffman (“O Abraço Corporativo”)
Rodrigo Siqueira (“Terra Deu, Terra Come”)
Tatiana Issa e Raphael Alvarez (“Dzi Croquettes”)

Fonte: UOL

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Veja as primeiras imagens oficial de ‘Faroeste Caboclo – O Filme’

quinta-feira, agosto 18th, 2011

Faroeste Cabloco – O Filme, a adaptação ao cinema da famosa canção da banda brasileira de rock Legião Urbana, ganhou suas primeiras imagens.

A trama acompanha João de Santo Cristo, que sai de Salvador e vai para Brasília traficar drogas. Na capital do País, o protagonista se apaixona por Maria Lúcia e se envolve em uma disputa com Jeremias, um traficante rival. Os três personagens principais serão interpretados por Fabrício Boliveira (João de Santo Cristo), Ãsis Valverde (Maria Lúcia) e Felipe Abib (Jeremias).

A música foi escrita por Renato Russo, em 1979, e incluída apenas no álbum de 1987 “Que País É Este”.

O orçamento do filme gira em torno dos R$ 5 milhões.

O roteiro foi escrito por Marcos Bernstein e Victor Atherino. A direção é do estreante René Sampaio.

Faroeste Caboclo – O Filme ainda não tem data prevista para a estreia.

 

 

 

Veja as imagens:

Fonte: Cinema 10

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Stallone pede desculpas por comentários sobre o Brasil

terça-feira, julho 27th, 2010

Em entrevista coletiva na última quinta-feira, 22 de julho, para divulgar Os Mercenários na San Diego Comic Con, o ator Sylvester Stallone fez comentários de extremo mau gosto sobre o Brasil, país em que rodou parte do longa.

“Você pode explodir o país inteiro e eles vão dizer ‘obrigado, e aqui está um macaco para você levar de volta para casa’â€, afirmou o ator.

Como não poderia deixar de ser, o comentário foi pessimamente recebido no Brasil, levando inclusive a frase “Cala Boca Sylvester Stallone†ao posto de assunto mais comentado no Twitter pelos brasileiros.

Não perdendo tempo, a assessoria de imprensa de Os Mercenários divulgou já na sexta-feira um pedido de desculpas do ator: “Eu sinceramente peço desculpas ao povo brasileiro e à produção do filme. Todas as minhas experiências no Brasil foram fantásticas e recomendei a todos meus amigos filmarem lá. Ontem, estava tentando fazer um tipo de humor que não deu certo. Eu não tenho nada além de respeito pelo grande país que é o Brasil. Mais uma vez, peço desculpas. Amor, Sly.â€

Os Mercenários tem estreia prevista no Brasil para o próximo dia 13 de agosto.

Fonte: adorocinema.com

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Festival de Gramado anuncia filmes selecionados

segunda-feira, julho 19th, 2010

O Festival de Gramado anunciou, nesta segunda-feira, os longas e curtas-metragens selecionados para sua 38ª edição, que acontece de 6 a 14 de agosto. O ator Paulo César Pereio será o grande homenageado do evento, recebendo o Troféu Oscarito.

São sete os longas-metragens brasileiros que irão concorrer ao Kikito este ano: “180º”, de Eduardo Vaisman; “Diário de uma busca”, de Flávia Castro; “Enquanto a noite não chega”, de Beto Souza; “Não se pode viver sem amor”, de Jorge Durán; “O último romance de Balzac”, de Geraldo Sarno; “Ponto Org”, de Patrícia Moran; e “O contestado – Restos mortais”, de Sylvio Back.

Participam da mostra de filmes estrangeiros o colombiano “El vuelco del cangrejo”, de Oscar Ruiz Navia; o venezuelano “Historia de un día”, de Rosana Matecki; o argentino “La vieja de atras”, de Pablo José Meza; o nicaraguense “La yuma”, de Florence Jaugey; o chileno “Mi vida con Carlos”, de German Berger; e o uruguaio “Ojos bien abiertos”, de Gonzalo Arijon.

A competição de curtas conta com “Amigos bizarros do Ricardinho”, de Augusto Canani (RS); “Minha alma é irmã de Deus”, de Luci Alcântara (PE); “Babás”, de Consuelo Lins (RJ); “Carreto”, de Cláudio Marques e Marília Hughes (BA); “Em trânsito”, de Cavi Borges (RJ); “Eu não quero voltar sozinho”, de Daniel Ribeiro (SP); “Haruo Ohara”, de Rodrigo Grota (SP); “mar exílio”, de Eduardo Morotó (RJ); “naiá e a Lua”, de Leandro Tadashi (SP); “Ninjas”, de Dennison Ramalho (SP); “Os anjos do meio da praça”, de Alê Camargo e Camila Carrossine (SP); “Pimenta”, de Eduardo Mattos (SP); “Pinball”, de Ruy Veridiano (SP); “Ratão”, de Santiago Dellape (DF); “Um animal menor”, de Pedro Harres e Marcos Contreras (RS); e “Vento”, de Marcio Salem (SP).

Da Agência O Globo

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Hector Babenco é homenageado em Paulínia

sexta-feira, julho 16th, 2010

Fernanda Torres e Lázaro Ramos apresentaram a abertura do Festival de Cinema

Andréia Takano

Fábio Guinalz/AgNews
Hector Babenco foi o destaque a abertura do evento de cinema, que foi apresentado por Fernanda Torres e Lázaro Ramos

Fernanda Torres e Lázaro Ramos foram os apresentadores da noite de abertura do 3º Festival de Cinema de Paulínia (SP), no Teatro Municipal. Bárbara Paz, que chegou acompanhada do homenageado da noite, Hector Babenco, faz parte do juri de longas metragens. Antes da homenagem foi exibido um vídeo com cenas dos filmes da carreira do cineasta, além de depoimentos de famosos como Paulo José e Arnaldo Jabour.

“Assim vocês me matam. Quando me convidaram, só consegui perguntar: ‘Mas o que será que eu fiz de errado pra merecer isso?’. Em toda minha carreira, fiz o que quis, nunca estudei cinema nem fui de me submeter as regras. Eu amo o cinema, amo o brasil e é aqui que quero continuar trabalhando”, afirmou, durante seu discurso.

Mais notícias, fotos e perfil de Fernanda Torres

Fábio Guinalz/Agnews
O diretor discursou, na noite de quinta-feira (15)

Fábio Guinalz/Agnews
Os atores animaram o festival
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Cartas para Julieta promete ser sucesso de bilheteria

sexta-feira, junho 11th, 2010

Cartas para Julieta - Sophie (Amanda Seyfried) é uma aspirante a escritora de revistas que, juntamente com Victor (Gael García Bernal), que sonha em ter seu próprio restaurante, viaja rumo a Itália. O local parece perfeito para trazer o sonhado romance ao relacionamento, especialmente pelo destino final ser a cidade de Verona, palco da famosa história de Romeu & Julieta. Só que Victor está muito mais interessado em encontrar fornecedores para seu futuro restaurante, o que decepciona a moça. Para se distrair, ela se junta a um grupo de voluntários que responde cartas enviadas para Julieta, endereçadas a Verona, procurando conselhos amorosos. Uma das cartas foi enviada em 1951, por Claire Smith (Vanessa Redgrave). Ela se apaixonou por um italiano na juventude, mas deixou escapar a oportunidade devido à distância existente entre eles. Julieta responde esta carta e, para sua surpresa, Claire decide viajar até Verona em busca de um amor até então considerado perdido. (Foto: Divulgação/ Paris Filmes) 

Comentário de Rubens Ewald Filho

De todos os filmes românticos da última safra, este foi o mais bem recebido pela crítica americana, possivelmente em respeito a Vanessa Redgrave (em parte, certamente, pela sucessão de mortes que teve em sua família: seus dois irmãos e também a filha). Mesmo sem maquiagem, ela está magnífica neste filme solar.

Dirigido por Gary Winick - que fez antes o imperdoável Noivas em Guerra e produzido pela atriz Ellen Barkin -, é descaradamente romântico e filmado quase inteiramente na Toscana – por coincidência, o mesmo lugar em que Silvio de Abreu localizou parte de sua novela Passione.

Acontece em Verona, a terra onde Shakespeare situou seu famoso Romeu e Julieta. Embora a história do casal apaixonado seja fictícia, existe por lá uma casa de Julieta, onde mulheres deixam cartas e onde abnegadas funcionárias públicas as respondem.

A bela Amanda Seyfried (Mamma Mia) faz uma garota que trabalha na revista  “New York†e que vai com o noivo para a Itália, porque ele quer abrir um restaurante italiano em NY (o mexicano Gael Garcia Bernal faz o papel, perdendo de vez a pretensão de ser gala, é baixinho demais para a tarefa).

Lá  ela por acaso encontra uma carta que ficou escondida durante 50 anos onde uma jovem inglesa jura seu amor a um rapaz italiano! Ela consegue localizar a mulher, agora viúva e feita com muita doçura e delicadeza por Vanessa (quase sem maquiagem, sem esconder a idade, mas ainda linda e encantadora).

Quem vem junto é  o neto dela, um chato de galochas, feito por um frangote que não segura a responsabilidade de ser galã (o australiano loiroso Christopher Egan).

É lógico que eles vão eventualmente se apaixonar, digo Amanda e Egan, mas enquanto isso, a gente passeia muito pela região e o charme da história é que o ex-namorado italiano é feito por Franco Nero, o ex-Django e que na vida real, foi marido de Vanessa (e hoje os dois, já maduros, voltaram a se casar em 2006).

Ou seja, a história tem sua lógica e sentido. O amor pode existir na vida real e por que não então também no cinema?

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Lula, o filho do Brasil – Armação política ou simples coincidência?

terça-feira, janeiro 5th, 2010

Lula o filho do BrasilO filme de Fábio Barreto, Lula, O Filho do Brasil, chegou aos cinemas no dia 1º de janeiro de 2010, cercado de polêmicas. Duramente criticado por ter sido lançado em ano eleitoral, o longa do cineasta agradou e desagradou muita gente. Contudo, uma coisa precisa ser dita sobre a produção: o filme não apelou para a pieguice.

Comparado por muitas pessoas com Dois Filhos de Francisco, de Breno Silveira, o filme sobre Lula está longe de emocionar da mesma maneira, mas quanto ao sucesso com o público só o tempo dirá.

Uma aura de polêmica tomou conta de Lula, o Filho do Brasil. Não pelo filme em si, mas pelo momento em que foi lançado: em pleno ano eleitoral. Pior ainda, no ano em que será definido o sucessor de Lula, a estrela do longa metragem. Peça publicitária, propaganda política, manipulação eleitoreira… todas estas acusações já foram e serão feitas pelos próximos meses. É inevitável.

Não é de hoje que o cinema anda de mãos dadas com a política. Desde usar o assunto como denúncia, como fez Costa-Gavras em Z e Desaparecido, até tentativas de usar a sétima arte para influenciar as pessoas, como Michael Moore assumidamente fez com Fahrenheit 11 de Setembro em sua campanha anti-Bush. Lula, o Filho do Brasil, ao menos oficialmente, não tem esta intenção. Caso fosse sobre qualquer outro político nacional, não geraria tamanho protesto. Mesmo se o retratado fosse o presidente da república. A questão não é o cargo, mas sim o alvo, ou melhor, sua popularidade. Se por um lado o filme se aproveita da simpatia pré-existente para angariar público, por outro ele auxilia a popularizar e mitificar a figura central. Este é o grande temor.
Um medo fundamentado, diga-se de passagem. Lula, o Filho do Brasil é o típico filme de superação, onde o herói enfrenta e vence diversos obstáculos. Quem conhece a história de Lula sabe que eles não são poucos nem pequenos. Soma-se a isto a identificação do brasileiro com a história, por vivenciar tais problemas em seu dia a dia, e pronto. O próprio cinema nacional teve recentemente um caso de sucesso que seguiu esta fórmula, com 2 Filhos de Francisco. Não é a toa que a expectativa geral é que os atuais recordes sejam quebrados com o filme.

Mas, deixando de lado a questão política, é preciso dizer que trata-se de um bom filme. Amparado principalmente por duas belas interpretações, de Glória Pires e Rui Ricardo Diaz, e por uma elaboração cuidadosa, que gerou cenas que marcam. Uma delas é o discurso de Lula no estádio do Pacaembu, pelo recurso utilizado para transmitir o que era dito a todos os presentes. Simples, criativo e fiel à realidade. O próprio início do longa metragem, retratando a dura vida no sertão nordestino e o abandono do pai, interpretado por Milhem Cortaz, em uma seqüência quase sem diálogos, merece atenção.

É possível também reconhecer diversas características do verdadeiro Lula, como as analogias com o futebol e o uso de metáforas simplórias. Neste ponto quem se destaca é dona Lindu, com seus diversos provérbios populares. Um deles, “é só teimar”, é uma espécie de síntese do longa metragem, uma aula transmitida ao filho sobre a necessidade de perseverar. O final, onde são usadas cenas reais com a narração de Rui Ricardo Diaz, é a consagração deste pensamento.
É claro que há também mudanças de forma a valorizar os feitos do protagonista, de torná-lo mais heróico. A defesa da mãe, dizendo que homem não bate em mulher, é uma delas. As cenas em que Lula rejeita o uso da violência ou a corrupção no sindicato também servem como exemplo. Ressaltar o perfil e os feitos do protagonista é algo comum em cinebiografias, mas que aqui ganha um maior impacto exatamente pelo peso político que o filme possui. É, também, inevitável não associá-lo ao ambiente político o qual está sendo lançado. Se irá influenciar em algo, ou o quanto irá influenciar, apenas o futuro responderá. De qualquer forma, trata-se de um bom teste para a democracia brasileira.

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Lula, o filho do Brasil, tem primeira exibição nesta noite

terça-feira, novembro 17th, 2009

Com estreia marcada só para janeiro, "Lula, o filho do Brasil" rouba atenção em Brasílianum pau de arara, e virou presidente da República, será exibido publicamente pela primeira vez nesta terça-feira. O menino teve um grande destino; o filme também não quer pouco: quer emocionar plateias e influenciar na sucessão presidencial.

A exibição será uma sessão de gala do festival de cinema de Brasília para 1300 convidados, mas não contará nem com a estrela principal, Lula, nem com a pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. Os principais ministros também não pretendem comparecer. O governo não quer fazer um evento político na estréia, mas tem todo interesse que o “Lula, o filho do Brasil†seja uma bilheteria de sucesso.

A produção do filme, aconselhada pelo governo, não quis que o longa metragem concorresse no festival para evitar o público comum. Nada contra a película, o medo é da plateia. O público do festival de cinema da capital é conhecido por protagonizar cenas constrangedoras a diretores de filmes, atores e homenageados das telas. Vaias uníssonas durante exibições dos filmes em cartaz – ano após ano – tornaram o evento um dos mais temidos do País. Poderiam agora receber uma sonoridade a favor, mas melhor não arriscar.

O Palácio do Planalto nega qualquer temor de expor o presidente a um público crítico, ou mesmo a uma lista fechada de convidados como é a festa de hoje. Mas interlocutores do governo afirmam que não seria apropriado a aparição do presidente no Teatro Nacional, mesmo que sua popularidade bata recorde atrás de recorde de aprovação. Lula, como explicou um auxiliar próximo, escolheu “chorar sozinho†e deverá assistir ao filme no próximo dia 28 em São Bernardo do Campo, com familiares e amigos próximos.

Mas qual o interesse político na estreia do filme a onze meses da próxima eleição e quando a campanha já está nas ruas? O publicitário Duda Mendonça, marqueteiro de Lula na campanha de 2002, gostou do filme, deu sugestões ao diretor Fábio Barreto, mas não gosta de falar em público sobre o tema. Tem confidenciado a amigos que será, sim, uma arma política para 2010. “Não tem exageros. Não passa do ponto. Vai até o Lula sindicalista, não entra no Lula políticoâ€, diz.

Mais do que isso. Para um petista histórico, será a “cereja no bolo†na hora de cristalizar a imagem do presidente Lula como fora de série, um brasileiro que superou todas as dificuldades para se tornar um vitorioso. “É importante para o eleitor visualizar a importância histórica da chegada de Lula no poder e manutenção de seu projetoâ€, afirma.

Tudo para que o presidente consiga eleger o seu sucessor e confirme a aprovação do seu governo nas urnas. Por isso algumas partes mais incômodas da sua biografia foram deixadas de lado, como o namoro com Mirian Cordeiro, mãe de sua filha Lurian. Outros episódios – como aquele em que os grevistas matam um empresário, lançando-o do alto da fábrica – foram tratados de forma a não causar constrangimentos ao herói.

Quando aquele menino entrou no pau de arara com a mãe Lindu e seus irmãos ninguém imaginaria o improvável destino reservado a ele. Mas os idealizadores do filme sabem o que querem de sua obra. Primeiro o filme arrebanhou um rico financiamento. Que empresário negaria patrocínio a uma biografia do presidente da República no exercício do cargo? Além disso, o longa foi feito deliberadamente para emocionar e para que pessoas comuns possam se espelhar e sonhar. Sendo assim, tenta ter um efeito político.

Seu vitorioso personagem tem uma interpretação própria do fim do roteiro: acha que a consagração final da sua atuação como governante virá se ele eleger seu sucessor. Ou sucessora. O filme vem bem na hora de fortalecer o mito que já está no trabalho de arrebanhar votos.

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