Posts para a tag ‘bilheteria’

Eclipse fica abaixo da expectativa nas bilheterias

segunda-feira, julho 5th, 2010

Depois de entrar em cartaz na última quarta-feira com a segunda maior bilheteria da história em um único dia (US$ 68,5 milhões), o filme “A saga Crepúsculo: Eclipse” não manteve a força nas bilheterias e fechou o fim de semana com US$ 161 milhões arrecadados nas salas de cinema de Estados Unidos e Canadá. Apesar da esperada liderança no ranking de venda de ingressos, desbancando “Toy story 3″, o resultado ficou abaixo da expectativa de superar os cinco primeiros dias de “Transformers: a vingança dos derrotados”, que levou US$ 200 milhões no ano passado — a melhor marca entre os longas que estrearam numa quarta-feira.

A estréia de “Eclipse” havia obtido a segunda maior arrecadação da história no primeiro dia, perdendo apenas para a “Lua nova”, seu antecessor na série sobre vampiros românticos. A segunda parte na continuação vendeu US$ 72,7 milhões em ingressos quando entrou em cartaz, no ano passado.

Uma das razões encontradas pelos representantes da Summit Entertainment, que distribuiu ‘‘Eclipse”, foi a dispersão do público devido às comemorações do 4 de julho, Dia da Independência americana.

Depois de duas semanas no topo, “Toy story 3″ caiu para a terceira colocação, com US$ 30,2 milhões, atrás de outra estreia, “O último mestre do ar”, que faturou US$ 40,7 milhões desde sexta-feira. A terceira parte de “Toy story” acumula agora US$ 289 milhões, perto de ultrapassar o segundo filme da série, que arrecadou US$ 293 milhões. “Procurando Nemo” é o recordista da Disney, com US$ 339,7 milhões.

Create PDF    Enviar artigo em PDF   

Cartas para Julieta promete ser sucesso de bilheteria

sexta-feira, junho 11th, 2010

Cartas para Julieta - Sophie (Amanda Seyfried) é uma aspirante a escritora de revistas que, juntamente com Victor (Gael García Bernal), que sonha em ter seu próprio restaurante, viaja rumo a Itália. O local parece perfeito para trazer o sonhado romance ao relacionamento, especialmente pelo destino final ser a cidade de Verona, palco da famosa história de Romeu & Julieta. Só que Victor está muito mais interessado em encontrar fornecedores para seu futuro restaurante, o que decepciona a moça. Para se distrair, ela se junta a um grupo de voluntários que responde cartas enviadas para Julieta, endereçadas a Verona, procurando conselhos amorosos. Uma das cartas foi enviada em 1951, por Claire Smith (Vanessa Redgrave). Ela se apaixonou por um italiano na juventude, mas deixou escapar a oportunidade devido à distância existente entre eles. Julieta responde esta carta e, para sua surpresa, Claire decide viajar até Verona em busca de um amor até então considerado perdido. (Foto: Divulgação/ Paris Filmes) 

Comentário de Rubens Ewald Filho

De todos os filmes românticos da última safra, este foi o mais bem recebido pela crítica americana, possivelmente em respeito a Vanessa Redgrave (em parte, certamente, pela sucessão de mortes que teve em sua família: seus dois irmãos e também a filha). Mesmo sem maquiagem, ela está magnífica neste filme solar.

Dirigido por Gary Winick - que fez antes o imperdoável Noivas em Guerra e produzido pela atriz Ellen Barkin -, é descaradamente romântico e filmado quase inteiramente na Toscana – por coincidência, o mesmo lugar em que Silvio de Abreu localizou parte de sua novela Passione.

Acontece em Verona, a terra onde Shakespeare situou seu famoso Romeu e Julieta. Embora a história do casal apaixonado seja fictícia, existe por lá uma casa de Julieta, onde mulheres deixam cartas e onde abnegadas funcionárias públicas as respondem.

A bela Amanda Seyfried (Mamma Mia) faz uma garota que trabalha na revista  “New York†e que vai com o noivo para a Itália, porque ele quer abrir um restaurante italiano em NY (o mexicano Gael Garcia Bernal faz o papel, perdendo de vez a pretensão de ser gala, é baixinho demais para a tarefa).

Lá  ela por acaso encontra uma carta que ficou escondida durante 50 anos onde uma jovem inglesa jura seu amor a um rapaz italiano! Ela consegue localizar a mulher, agora viúva e feita com muita doçura e delicadeza por Vanessa (quase sem maquiagem, sem esconder a idade, mas ainda linda e encantadora).

Quem vem junto é  o neto dela, um chato de galochas, feito por um frangote que não segura a responsabilidade de ser galã (o australiano loiroso Christopher Egan).

É lógico que eles vão eventualmente se apaixonar, digo Amanda e Egan, mas enquanto isso, a gente passeia muito pela região e o charme da história é que o ex-namorado italiano é feito por Franco Nero, o ex-Django e que na vida real, foi marido de Vanessa (e hoje os dois, já maduros, voltaram a se casar em 2006).

Ou seja, a história tem sua lógica e sentido. O amor pode existir na vida real e por que não então também no cinema?

Create PDF    Enviar artigo em PDF   

Estréia: filme de Lula decepciona

sexta-feira, janeiro 8th, 2010

SÃO PAULO – A largada frustrou a expectativa. O Brasil está na moda, Lula é aclamado como uma das pessoas mais poderosas do mundo pela imprensa internacional e o cinema brasileiro teve um ano de gala nas bilheterias. Mesmo assim, apesar de todo estardalhaço e com tudo conspirando a favor, “Lula, o filho do Brasil†estreou abaixo do esperado.

Em seu primeiro final de semana, o filme de Fabio Barreto (que continua internado em estado grave) foi exibido em 354 salas do País – ao contrário das 500 especuladas inicialmente – e, em três dias de exibição, levou 193 mil pessoas aos cinemas. O paralelo com “Se Eu Fosse Você 2″ é inevitável. Lançada no mesmo período do ano passado, a comédia de Daniel Filho se tornou a maior abertura da Retomada – 570 mil espectadores – e, nas semanas seguintes, chegou a um público recorde de 6 milhões. Outros sucessos do cinema nacional também tiveram melhor sorte no primeiro final de semana: “Carandiru” fez 470 mil e “Dois Filhos de Francisco”, 315 mil.

A história real de como Lula saiu do sertão pernambucano e se tornou um influente líder sindical, temperada por dois casamentos e uma tocante relação com dona Lindu, sua mãe, custou R$ 16 milhões, recorde para a indústria nacional, dos quais R$ 4 milhões exclusivos para marketing. Nem a concorrência com os camelôs é uma ameaça. A reportagem do iG não encontrou o filme para venda nas principais avenidas de São Paulo e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria do Ministério da Justiça está alerta para cópias nos cinemas. O que aconteceu, então, para uma das maiores promessas do ano decepcionar na estreia?

Na opinião de Pedro Butcher, editor da Filme B, empresa especializada em números do mercado cinematográfico, a estratégia de lançamento do filme foi arriscada demais. “Lula” teve sua pré-estreia muito antes, na abertura do Festival de Brasília, em novembro, e ganhou sessões especiais nas semanas seguintes. A enxurrada de críticas negativas e reportagens que surgiram a partir daí, boa parte questionando um possível interesse eleitoreiro do longa-metragem, chamaram muita atenção antes da estreia. “Claro que essas exibições iam gerar reações das mais variadas”, aponta Butcher, “não sei se foi uma ideia muito boa”.

A recepção negativa surpreendeu até a Downtown Filmes, distribuidora da cinebiografia. A expectativa inicial, de um potencial enorme, se tornou o temor de um fracasso retumbante. “Diante do massacre a que o filme foi submetido pelos meios de comunicação em torno de questões políticas, temíamos pelo pior”, reconhece Bruno Wainer, diretor da empresa. “Nunca vi isso, acho extremamente injusto com o projeto.”

Segundo ele, a projeção é de que “Lula, o filho do Brasil” tenha acumulado 400 mil ingressos até ontem – mais que o dobro da bilheteria do final de semana. “Em relação à expectativa às vésperas do lançamento, já respirei aliviado. Depois de um mês e meio de gente acusando o filme de tudo que é jeito, isso é um milagre, uma prova de resistência. Não foi um número tão ruim para jogar a toalha, nem tão sólido para abrir champagne”, argumenta.

Para o crítico Ricardo Calil, colunista do iG, é fato que a cinebiografia não foi o “estouro” que previa Luiz Carlos Barreto, cujo otimismo sugeria até a quebra do recorde de 12 milhões de espectadores de “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, dirigido por seu outro filho, Bruno. “Dá para cravar com relativa certeza que isso não vai acontecer. O primeiro final de semana indica que nem com um milagre o filme vai chegar nesse resultado.”

Como se não bastasse, neste início de 2010 a concorrência no circuito exibidor está sendo maior do que o normal. Pedro Butcher explica que janeiro em geral é um período bom para o cinema brasileiro, livre de grandes lançamentos – concentrados em junho e julho, verão no hemisfério norte –, uma entressafra entre blockbusters e os concorrentes ao Oscar. A zebra ficou por conta de “Avatar”, que estreou atipicamente em dezembro e caminha a passos largos para se tornar o segundo filme mais visto de todos os tempos. “É uma produção lançada fora de época que está funcionando muito bem, fica difícil ceder”, diz Butcher.

PDF Creator    Enviar artigo em PDF