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Vejam indicados para a disputa pelo 6º Prêmio Contigo! de Cinema

segunda-feira, setembro 12th, 2011

Cenas de Tropa de Elite 2 e Malu de Bicicleta, filmes que lideram a disputa pelo Prêmio Contigo!

Na noite desta segunda-feira (12), acontece a sexta edição do Prêmio Contigo! de Cinema, no Teatro Tom Jobim, na zona sul do Rio de Janeiro. Além da entrega dos troféus aos vencedores, a cerimônia lembrará o Cinema Novo, que é o tema da noite. Pelo terceiro ano consecutivo, a atriz Dira Paes será a anfitriã  e caberá a ela chamar ao palco os apresentadores de cada categoria e anunciar as atrações da noite.

O Prêmio Contigo! de Cinema está dividido em 12 categorias: filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, direção de fotografia, trilha sonora, figurino, roteiro, documentário e diretor de documentário. Os indicados foram selecionados por uma comissão de jornalistas da revista. A partir dessa primeira lista, um júri composto por críticos de cinema de várias publicações escolheu os vencedores.

Além dessa votação, internautas foram convidados a votar através do site da publicação em seus preferidos para melhor filme, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Por conta disso, nessas categorias, haverá dois vencedores: um escolhido pelo júri e outro pelo público. Conheça os indicados:

Melhor Filme
5x Favela, Agora por Nós Mesmos
Bróder
Bruna Surfistinha
De Pernas pro Ar
Eu e Meu Guarda-Chuva
Lope
Malu de Bicicleta
Meu Mundo em Perigo
Nosso Lar
Tropa de Elite 2

Melhor Atriz
Ana Lúcia Torre (“Reflexões de um Liquidificador“)
Ana Paula Arósio (“Como Esquecer“)
Deborah Secco (“Bruna Surfistinha”)
Fernanda de Freitas (“Malu de Bicicleta”)
Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”)
Simone Spoladore (“Não se Pode Viver sem Amor“)

Melhor Ator
Caio Blat (“Bróder”)
Eucir de Souza (“Meu Mundo em Perigo”)
Marcelo Serrado (“Malu de Bicicleta”)
Marco Nanini (“O Bem Amado“)
Pedro Cardoso (“Todo Mundo tem Problemas Sexuais“)
Wagner Moura (“Tropa de Elite 2″)

Melhor Atriz Coadjuvante
Cássia Kis Magro (“Bróder”)
Elke Maravilha (“A Suprema Felicidade”)
Fabíula Nascimento (“Bruna Surfistinha”)
Maria Paula (“De Pernas pro Ar”)
Sonia Braga (“Lope”)
Tainá Muller (“As Mães de Chico Xavier“)

Melhor Ator Coadjuvante
Ângelo Antônio (“Não se Pode Viver sem Amor”)
Bruno Garcia (“De Pernas pro Ar”)
Daniel Dantas (“Eu e meu Guarda-Chuva”)
Irandhir Santos (“Tropa de Elite 2″)
Matheus Nachtergaele (“O Bem Amado”)
Milhem Cortaz (“Meu Mundo em Perigo”)

Melhor Diretor
Andrucha Waddington (“Lope”)
Flávio Tambellini (“Malu de Bicicleta”)
Jefferson De (“Bróder”)
José Eduardo Belmonte (“Meu Mundo em Perigo”)
José Padilha (“Tropa de Elite 2″)
Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”)

Melhor Roteiro
João Jardim (“Amor?“)
Jorge Dúran e Dani Patarra (“Não se Pode Viver sem Amor”)
José Antônio de Souza (“Reflexões de um Liquidificador”)
José Eduardo Belmonte e Mário Bortolotto (“Meu Mundo em Perigo”)
José Padilha e Bráulio Montovani (“Tropa de Elite 2″)
Marcelo Rubens Paiva (“Malu de Bicicleta”)

Melhor Fotografia
Gustavo Hadba (“Malu de Bicicleta”)
Lauro Escorel (“A Suprema Felicidade“)
Lula Carvalho (“Tropa de Elite 2″)
Paulo Vainer (“Eu e meu Guarda-Chuva”)
Pedro Farkas (“O Sol do Meio-Dia”)
Ricardo Della Rosa (“Lope”)

Melhor Figurino
Andréa Simonetti (“Eu e meu Guarda-chuva”)
Beatriz Pieratti (“Bollywood Dream – O sonho Bollywoodiano“)
Claudia Kopke (“O Bem Amado”)
Luciana Buarque (“Nosso Lar”)
Reka Koves (“De Pernas pro Ar”)
Rita Murtinho e Valéria Stefani (“A Suprema Felicidade”)

Melhor Trilha Sonora
Branco Mello e Emerson Villani (“Eu e Meu Guarda-Chuva”)
Cristóvão Bastos (“A Suprema Felicidade”)
Dado Villa-Lobos (“Malu de Bicicleta”)
Guto Graça Mello e MV Bill (“5X Favela, Agora por nós Mesmos”)
João Marcelo Bôscoli (“Bróder”)
Lenine (“Amor?”)

Melhor Documentário
O Abraço Corporativo
Dzi Croquettes
José e Pilar
Uma Noite em 67
Programa Casé – O que a Gente não Inventa, não Existe
Terra Deu, Terra Come

Melhor Diretor de Documentário
Estevão Ciavatta (“Programa Casé – O que a Gente não Inventa, não Existe”)
Miguel Gonçalves Mendes (“José e Pilar”)
Renato Terra e Ricardo Calil (“Uma Noite em 67″)
Ricardo Kauffman (“O Abraço Corporativo”)
Rodrigo Siqueira (“Terra Deu, Terra Come”)
Tatiana Issa e Raphael Alvarez (“Dzi Croquettes”)

Fonte: UOL

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Veja as primeiras imagens oficial de ‘Faroeste Caboclo – O Filme’

quinta-feira, agosto 18th, 2011

Faroeste Cabloco – O Filme, a adaptação ao cinema da famosa canção da banda brasileira de rock Legião Urbana, ganhou suas primeiras imagens.

A trama acompanha João de Santo Cristo, que sai de Salvador e vai para Brasília traficar drogas. Na capital do País, o protagonista se apaixona por Maria Lúcia e se envolve em uma disputa com Jeremias, um traficante rival. Os três personagens principais serão interpretados por Fabrício Boliveira (João de Santo Cristo), Ísis Valverde (Maria Lúcia) e Felipe Abib (Jeremias).

A música foi escrita por Renato Russo, em 1979, e incluída apenas no álbum de 1987 “Que País É Este”.

O orçamento do filme gira em torno dos R$ 5 milhões.

O roteiro foi escrito por Marcos Bernstein e Victor Atherino. A direção é do estreante René Sampaio.

Faroeste Caboclo – O Filme ainda não tem data prevista para a estreia.

 

 

 

Veja as imagens:

Fonte: Cinema 10

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Cine SESI abrigará a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

sexta-feira, novembro 19th, 2010

O Cine SESI abrigará de 29 de novembro a 09 de dezembro de 2010 a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. É o segundo ano consecutivo em que os Saudáveis Subversivos assumem a produção da Mostra em Maceió, neste ano com o apoio do derepente.org.

A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul chega a sua 5º edição neste ano tem como destaque a Retrospectiva Histórica Direito à Memória e à Verdade, reunindo alguns títulos clássicos da cinematografia sul-americana e uma mostra Contemporânea, que exibe diversas obras premiadas internacionalmente e inéditas no país.
Com entrada gratuita em todas as sessões sempre as 17 e 19 horas, a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul exibe, a partir de 29 de novembro, 41 títulos em 20 capitais brasileiras. No total, estão representados nesta quinta edição da Mostra dez países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
Realizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira e patrocínio da Petrobras através da Lei Rouanet, o evento é dedicado a obras que abordam questões referentes aos Direitos Humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos. Entre outros, estão presentes na programação temas como o direito à terra, ao trabalho, à inclusão social, à diversidade étnica, à diversidade religiosa, à solidariedade intergeracional da cidadania LGBT, o direito à memória e à verdade, direitos dos povos indígenas, das pessoas com deficiência, da pessoa idosa, da criança e do adolescente, da população carcerária, da população afrodescendente e dos refugiados.

Em todas as cidades acontecem sessões com audiodescrição e closed caption, garantindo o acesso a pessoas com deficiência visual e ou auditiva. O agendamento das sessões podem ser realizados através do email: contato@derepente.org ou pelos telefones: (82) 8805-2232 – Glauber Xavier / (82) 8112-4737 Larissa Lisboa.
A 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil e da Sociedade Amigos da Cinemateca. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Aquisição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho. Mais informações podem ser acessadas no site www.cinedireitoshumanos.org.br, www.derepente.orgwww.saudaveissubversivos.org .

Serviço:

5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

29 de novembro a 09 de dezembro de 2010

Cine SESI – Centro Cultural SESI. Maceió-AL

Av. Dr. Antônio Gouveia, 1113, Pajuçara.

ENTRADA FRANCA

29/11 – SEGUNDA-FEIRA

19h – Sessão de Abertura
VIDAS DESLOCADAS – João Marcelo Gomes (Brasil, 13 min, 2009, doc)
PERDÃO, MISTER FIEL – Jorge Oliveira (Brasil, 95 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 14 anos

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30/11 – TERÇA-FEIRA

17h
A BATALHA DO CHILE II – O GOLPE DE ESTADO – Patricio Guzmán (Chile/ Cuba/ Venezuela/ França, 90 min, 1975, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

19h
KAMCHATKA – Marcelo Piñeyro (Argentina/ Espanha/ Itália, 103 min, 2002, fic)
Classificação indicativa: livre

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01/12 – QUARTA-FEIRA

17h - Audiodescrição
AVÓS – Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
ALOHA – Paula Luana Maia, Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
CARRETO – Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO – Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
Classificação indicativa: 12 anos

19h
ABUTRES – Pablo Trapero (Argentina/ Chile/ França/ Coréia do Sul, 107 min, 2010, fic)
Classificação indicativa: 16 anos

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02/12 – QUINTA-FEIRA

17h
A VERDADE SOTERRADA – Miguel Vassy (Uruguai/ Brasil, 56 min, 2009, doc)
ROSITA NÃO SE DESLOCA – Alessandro Acito, Leonardo Valderrama (Colômbia/ Itália, 52 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

19h
HÉRCULES 56 – Silvio Da-Rin (Brasil, 94 min, 2006, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

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03/12 – SEXTA-FEIRA

15h – Audiodescrição
PRA FRENTE BRASIL – Roberto Farias (Brasil, 105 min, 1982, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
Classificação indicativa: 14 anos

17h
A CASA DOS MORTOS – Debora Diniz (Brasil, 24 min, 2009, doc)
CLAUDIA – Marcel Gonnet Wainmayer (Argentina, 76 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 14 anos

19h
ALOHA – Paula Luana Maia / Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
AVÓS – Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
CINEMA DE GUERRILHA – Evaldo Mocarzel (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

21h
GROELÂNDIA – Rafael Figueiredo (Brasil, 17 min, 2009, fic)
MUNDO ALAS – León Gieco, Fernando Molnar, Sebastián Schindel (Argentina, 89 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

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04/12 – SÁBADO

17h
DIAS DE GREVE – Adirley Queirós (Brasil, 24 min, 2009, doc)
PARAÍSO – Héctor Gálvez (Peru/ Alemanha/ Espanha, 91 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 12 anos

19h
CARNAVAL DOS DEUSES – Tata Amaral (Brasil, 9 min, 2010, fic)
MEU COMPANHEIRO – Juan Darío Almagro (Argentina, 25 min, 2010, doc)
LEITE E FERRO – Claudia Priscilla (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 16 anos

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05/12 – DOMINGO

17h
A HISTÓRIA OFICIAL – Luis Puenzo (Argentina, 114 min, 1985, fic)
Classificação indicativa: 12 anos

19h
XXY – Lúcia Puenzo (Argentina/ França/ Espanha, 86 min, 2006, fic)
Classificação indicativa: 16 anos

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06/12 – SEGUNDA-FEIRA

15h
MÃOS DE OUTUBRO – Vitor Souza Lima (Brasil, 20 min, 2009, doc)
JURUNA, O ESPÍRITO DA FLORESTA – Armando Lacerda (Brasil, 86 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

17h
HALO – Martín Klein (Uruguai, 4 min, 2009, fic)
ANDRÉS NÃO QUER DORMIR A SESTA – Daniel Bustamante (Argentina, 108 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 12 anos

19h
MARIBEL – Yerko Ravlic (Chile, 18 min, 2009, fic)
O QUARTO DE LEO – Enrique Buchichio (Uruguai/ Argentina, 95 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 14 anos

21h
O FILHO DA NOIVA – Juan José Campanella (Argentina/ Espanha, 124 min, 2001, fic)
Classificação indicativa: livre
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07/12 – TERÇA-FEIRA

17h
DOIS MUNDOS – Thereza Jessouroun (Brasil, 15 min, 2009, doc)
AMÉRICA TEM ALMA – Carlos Azpurua (Bolívia/ Venezuela, 70 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

19h
VLADO, 30 ANOS DEPOIS – João Batista de Andrade (Brasil, 85 min, 2005, doc)
Classificação indicativa: 14 anos
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08/12 – QUARTA-FEIRA

17h
ENSAIO DE CINEMA – Allan Ribeiro (Brasil, 15 min, 2009, fic)
108 – Renate Costa (Paraguai/ Espanha, 91 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

19h
CARRETO – Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
BAILÃO – Marcelo Caetano (Brasil, 17 min, 2009, doc)
DEFENSA 1464 – David Rubio (Equador/ Argentina, 68 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
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09/12 – QUINTA-FEIRA

17h
O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS – Cao Hamburger (Brasil, 110 min, 2006, fic)
Classificação indicativa: 10 anos

19h
EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO – Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
IMAGEM FINAL – Andrés Habegger (Argentina, 94 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

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Tropa de Elite 2 chega a 4 milhões de espectadores

terça-feira, outubro 19th, 2010

Fonte: R7

Após desbancar sucessos recentes de bilheteria, como Chico Xavier e Nosso LarTropa de Elite 2, longa do diretor José Padilha, chega à marca dos 4 milhões de espectadores, em pouco mais de uma semana de exibição (a estreia foi em 8 de outubro).

Segundo levantamento, as produções Se Eu Fosse Você 2 (6,1 milhões), 2 Filhos de Francisco (5,3 milhões) e Carandiru (4,7 milhões) conseguiram segurar as pontas no topo do ranking nacional. Porém, os números passados vêm de uma soma total do tempo em que os filmes ficaram em cartaz. 

No caso de Tropa 2, não. Ele pode conseguir algo histórico se continuar no ritmo em que está. Se em 11 dias o longa-metragem chegou a essa marca não é de duvidar que ele ultrapasse a concorrência, mas nada é certo.

No momento, 737 salas estão exibindo o trabalho de Padilha, considerando que os cinemas começaram com 696 salas de projeção exibindo a história do Capitão Nascimento (Wagner Moura).

Tropa de Elite 2 mostra a transformação de Nascimento em coronel. Seus inimigos ficaram bem mais perigosos. Dez anos se passaram e ele cresceu na carreira: virou o comandante geral do BOPE e, depois, subsecretário de Segurança do Rio de Janeiro. Com isso, o BOPE cresce e o tráfico de drogas começa a passar por maus bocados nas mãos do coronel. Políticos e policiais corruptos se envolvem e tornam a vida de Nascimento um perigo.

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‘Tropa de Elite 2′ nas ruas

quinta-feira, outubro 7th, 2010

Paulínia – Um pai geralmente evita declarar se um dos filhos é o preferido, mas José Padilha não tem tal cerimônia quando o assunto é ‘Tropa de Elite’. “Gosto mais do segundo que do primeiro”, diz ele, comparando seus dois filmes sobre a saga do Capitão Nascimento. “Ficou muito melhor, a fotografia está maravilhosa, estou orgulhoso. A questão política vai se sobressair, mas espero que as pessoas também falem de cinema, de como ele foi bem feito”.

‘Tropa de Elite 2’ ocupa, a partir de amanhã, 636 salas das cerca de 3.500 Brasil afora — número mais expressivo que ‘Lula — O Filho do Brasil’, que abriu em 500. Contando com as 390 onde ‘Nosso Lar’ ainda está em cartaz, serão quase mil salas no País projetando o cinema nacional neste fim de semana. Na pré-estreia, na última terça-feira, os 1.200 lugares do Teatro Municipal de Paulínia, no interior de São Paulo, foram insuficientes para tanta curiosidade, afinal, muito pouco do filme era conhecido — até mesmo pela maior parte do elenco. Teve até detector de metais para evitar os celulares ou câmeras, procedimento padrão em grandes pré-estreias no exterior.

“É claro que, logo que entrar em cartaz, ‘Tropa 2’ vai ser filmado e pirateado, vamos ser realistas. As leis no Brasil são coniventes com a pirataria. Não acontece nada com os pirateiros. No mínimo, deveriam estar preocupados com os direitos trabalhistas, já que estamos com um governo dito trabalhista. Quando vou à Uruguaiana, vejo meus filmes nos camelôs na frente dos policiais, que deveriam estar ali prendendo eles. O chefe da pirataria no Rio é sargento da PM, todo mundo sabe”, acusou o diretor. “Eu posso evitar o evitável, mas quem tem que cuidar do assunto no Brasil é a policia e as leis. O máximo que posso fazer agora é reclamar”, resigna-se”, diz o diretor.

Na pré-estreia, muitos lugares foram improvisados de última hora, nos corredores. Até o rapper Gabriel O Pensador — amigo pessoal do diretor —, que chegou atrasado,por pouco não teve que assistir ao filme de pé ou sentado no chão. “Minha dúvida agora é onde a gente vai sentar”, brincou Padilha, ao lado do elenco e da equipe.

O advento das milícias — policiais mancomunados com o poder público que passam a lucrar com a prestação de (des)serviços à população carente — é escancarado. “Eleição é negócio e o voto é a mercadoria mais valiosa das comunidades”, decreta o Coronel Nascimento no filme, enquanto Wagner Moura, o ator, revela expectativa sobre o impacto na sociedade. “É um projeto que mistura entretenimento com reflexão. Me interessei pelo debate que foi gerado no primeiro e estou com a mesma expectativa agora. Mesmo que, novamente, nos chamem de fascistas”, disparou, comentando as críticas que ‘Tropa 1’ recebeu sobre suposta apologia ao crime.

Na exibição em Paulínia, o público antecipou o que deve se repetir nos cinemas por todo o País: aplaudiu perversamente cenas de ultraviolência em que o herói Nascimento se consagra, especialmente na que ele dá uma surra no secretário de segurança. “Acredito no cinema político, tenho comprometimento com meu público e com meu País, que amo”, afirmou Padilha.

Apesar de se passar no Rio, a denúncia do longa não é exclusividade da capital carioca. “Pensei que poderia se passar perfeitamente na minha cidade”, avalia, revelando suas origens recifenses no sotaque, o ator Irandhi Santos, o político de esquerda Fraga, declaradamente inspirado no deputado estadual Marcelo Freixo.

Padilha garante também que o lançamento logo depois das eleições, e entre o primeiro e o segundo turno para a definição do próximo presidente, foi puro acaso: “Tivemos muita dificuldade de datas, por causas diversas, como a Copa do Mundo e o próximo ‘Harry Potter’ que vem aí”, explicou. “Agora, se o filme fizer a Dilma ou o Serra finalmente falarem sobre segurança pública, já será ótimo”.

‘Tropa de Elite 2’ não é um filme de favela. É a visão de um policial que vai subindo na hierarquia e entendendo o grande esquema do qual é apenas uma peça, movida por gente mais poderosa acima dele. O conflito agora não é do bom contra o mau, mas do bom contra o que deveria ser bom. Além da esperada pancadaria, a continuação traz também mais histórias de amizades profundas, de amor e mais humor.

Nesta saga de Nascimento, ele nota que o Bope evoluiu muito, passando das oito viaturas do primeiro filme para helicópteros e caveirões. O blindado de guerra da polícia promove boas cenas de invasão da favela, escoltando os ‘caveiras’ entre os corredores estreitos. Efeitos e matança ganham em magnitude — só há uma cena da indigesta tortura com saco plástico.

A primeira aparição na tela é um fundo preto e a frase: “Apesar de possíveis coincidências com a realidade, este filme é uma obra de ficção”. E, assim, ‘Tropa de Elite 2’ vai entrelaçando diversas situações, envolvendo a violência, o tráfico e a atuação das milícias no Rio de Janeiro.

Feita a ressalva inicial, corta logo para a cena da emboscada em que o carro do Coronel Nascimento (Wagner Moura), que depois se encaixa na secretaria de segurança, como subsecretario de Inteligência, é crivado de balas. Se ele morre ou fica paraplégico, só vai ser explicado no final, calma.

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José Padilha usou policiais paulistas para evitar pirataria de “Tropa de Elite 2″

quinta-feira, setembro 16th, 2010

Até de fascista o cineasta José Padilha foi chamado por causa de “Tropa de Elite” (2007), um dos dez maiores sucessos do cinema brasileiro desde a “Retomada” e Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2008. Longe de chateá-lo, na época, isso o deixou surpreso. Três anos depois, a menos de um mês do lançamento de “Tropa de Elite 2″, ele explica que não vê por onde seu filme possa ser classificado como defensor de uma forma de regime político partidário que nasceu na Itália na primeira metade do século 20.

ASSISTA AO TRAILER DE “TROPA DE ELITE 2″

“O meu filme é sobre a polícia do Rio de Janeiro, uma organização esculhambada, em que os caras são corruptos e que tem um grupo de malucos que tortura”, disse ele em entrevista exclusiva ao UOL Cinema, no escritório da assessoria de imprensa do filme, em São Paulo. “O Bope não quer fechar o Parlamento [e nem exportar o modelo facista para outros países, como aconteceu na Itália]. Não tem nada a ver com o facismo o filme ‘Tropa de Elite’. É uma ótima controvérsia, sem o menor fundamento. Mas que botou o filme na ordem do dia.”

VEJA OS MELHORES MOMENTOS DA ENTREVISTA EXCLUSIVA COM JOSÉ PADILHA, DIRETOR DE “TROPA DE ELITE 2″

  • PIRATARIA

  • O QUE VOCÊ VAI VER

“Tropa de Elite” já havia entrado na ordem do dia. E nas bancas de camelôs do Rio, de São Paulo e do resto do Brasil. O filme de Padilha começou sua trajetória de sucesso como alvo de pirataria. Isso, no entanto, não impediu que rendesse mais de R$ 20 milhões e vendesse cerca de 2,5 milhões de ingressos em sua carreira comercial nas salas de cinema. Para evitar que essa escrita se repetisse, a finalização de “Tropa de Elite 2″ foi cercada de cuidados. Prova disso é que a imagem do filme só recebeu o som definitivo no mesmo dia em que o cineasta concedeu a entrevista.

“A gente alugou um apartamento, que não era a minha produtora, onde fizemos a montagem do filme”, contou ele. “Esse apartamento era monitorado por câmeras. Todo o apartamento, a ilha [de edição] inclusive, não tinha acesso a internet. E as pessoas que estavam autorizadas a entrar e sair do apartamento eram quatro e cada uma tinha sua senha, senão disparava um alarme. Mesmo as pessoas de mais confiança, porque se tratava de uma regra.” Até policiais foram usados na operação, segundo ele. “Policiais paulistas, claro, não ia dar o meu filme nas mãos de PM’s do Rio.”

Quando “Tropa de Elite 2″ entrar em cartaz, no dia 8 de outubro, o espectador avançará dez anos no tempo em relação ao primeiro filme. E a ação transcorrerá durante cinco anos que culminam em um processo eleitoral. O capitão Nascimento, agora promovido a coronel, abandonou a corporação e foi guindado à esfera política. “Você vai ver um universo ampliado”, diz Padilha. “A moral do filme não é carioca mais, é brasileira. Você vai ver o capitão Nascimento entrando numa zona que é desconfortável para ele, em que não sabe o que está acontecendo direito. Você vai ver os valores dele serem questionados pelo resultado do que ele faz.”

VEJA OS MELHORES MOMENTOS DA ENTREVISTA EXCLUSIVA COM JOSÉ PADILHA, DIRETOR DE “TROPA DE ELITE 2″

  • O FILME

  • ATORES

Wagner Moura volta ao papel de Nascimento, assim como André Ramiro ao de Matias e todos os atores e personagens que sobreviveram ao primeiro filme. “Nós queríamos isso mesmo: fazer uma continuação, com a mesma galera, os mesmos atores”, explicou o cineasta. “É como se fosse ‘O Poderoso Chefão’ 1 e 2. Quem não morreu no primeiro, a gente achou um jeito de encaixar no segundo.”

 Padilha destaca também a participação de novos atores, como Irandhir Santos, que faz o papel de um deputado de esquerda inspirado em um personagem do cenário político carioca; Sandro Rocha, cujo personagem, um sargento, aparece de relance no primeiro filme e no segundo filme tem sua participação ampliada, e Seu Jorge, que faz o bandido Beirada, obviamente inspirado em um personagem da crônica policial brasileira e carioca com muita notoriedade. “O Irandhir e o Sandro Rocha são a bola da vez do cinema brasileiro”, disse ele. “O Irandhir todo mundo sabe, mas o Sandro ainda não. Quero que vejam e me digam [se eu estava certo ou não].”

Em 2007, “Tropa de Elite” estreou no Festival do Rio 2010. A sequência terá uma pré-estreia fechada em Paulínia, no início de outubro, semanas antes de entrar em cartaz. De acordo com Padilha, não se trata de não confiar na organização do festival carioca. “Tenho certeza de que eles seriam super cuidadosos, mas eu teria que deixar cópias com eles e não ia ter o controle”, confessou. “Paulínia, além de ser um local muito legal, é apenas uma sala, são convidados e a gente tem como monitorar.” Com relação aos festivais internacionais, também não há nada definido, segundo o diretor. “Pretendo mostrar para Berlim, para Sundance e para todos os festivais, claro”, disse ele. “Mas ainda não tenho nada definido.”

Padilha já está com um novo projeto encaminhado. Chama-se “Nunca Antes na História desse País”, com roteiro de Luis Eduardo Soares. E vai tratar do mensalão. Ainda com poucos recursos captados, entrará na agenda do cineasta só depois do lançamento de “Tropa de Elite 2″. Ao ser questionado sobre como será o novo trabalho, ele apenas sorri e diz: ”Assista a esse, que vai entrar em cartaz, você vai ter um pequeno aperitivo”.

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Veneza premia o cinema independente dos EUA

segunda-feira, setembro 13th, 2010

Afinal, foi uma grande operação entre amigos e que beneficiou os norte-americanos que predominavam na competição do Festival em Veneza, com seis concorrentes. O júri presidido pelo diretor Quentin Tarantino premiou Sofia Coppola, vencedora do Leão de Ouro pelo drama “Somewhere” e até inventou um segundo Leão de Ouro especial, este pelo conjunto de sua obra, para outro norte-americano, o veterano Monte Hellman, que aqui concorreu com o experimental “Road to Nowhere”- um filme tão inventivo e complexo que mesmo seus atores confessaram não tê-lo entendido na coletiva de imprensa.

A premiação para estes dois, amigos de Tarantino e, certamente, representantes da vertente mais independente do cinema dos EUA, desmentiu os boatos que circularam insistentemente hoje no Lido, sede do festival, que davam conta de que as principais premiações iriam na direção do espanhol Álex de la Iglesia – que no final, venceu mesmo dois prêmios importantes, os de melhor direção e roteiro, com sua frenética tragicomédia política “Balada Triste de Trompeta” – e do russo “Silent Souls”, de Aleksei Fedorchenko, que afinal teve que contentar-se com o troféu de melhor contribuição técnica, atribuída à fotografia, assinada por Mikhail Krichman.

Outro boato que afinal se confirmou foi a premiação como melhor ator para mais um norte-americano, Vincent Gallo, como protagonista do drama polonês (mas também com dinheiro norueguês, húngaro e irlandês) “Essential Killing”, do veterano Jerzy Skolimowski. O cineasta polonês arrebatou também outro prêmio importantíssimo, o Especial do Júri.

Como Gallo, alegadamente, não frequenta tapetes vermelhos, foi Skolimowski quem subiu ao palco da Sala Grande, no Palazzo del Cinema, para fazer o agradecimento, que foi bem irônico: “Tenho a certeza de que Vincent vai agradecer a seu diretor, roteirista e ao produtor que foi procurar o dinheiro para pagar seu salário”. O diretor falava, claro, de si mesmo, já que desempenhou todas essas funções para concretizar o drama, que retrata a situação-limite de um afegão (Gallo), fugitivo de uma prisão militar clandestina em plena Europa.

Novas atrizes

Foi uma grande surpresa também a premiação da jovem atriz francesa Ariane Labed com a Copa Volpi de melhor interpretação feminina, pelo filme grego “Attenberg”, de Athina Rachel Tsangari. Muita gente apostava na cubana Yahima Torres, protagonista do forte drama francês “Venus Noire”, de Abdellatif Kechiche, ou mesmo em Alba Rohrwacher, do concorrente italiano “La solitudine dei numeri primi”, de Saverio Costanzo. Nada disso. O júri preferiu a jovem Ariane que, segundo o jurado Gabriele Salvatores, “carrega nas costas boa parte do peso do filme”. Na história, Ariane interpreta uma jovem de 23 anos que se divide entre assumir a própria sexualidade (ela ainda é virgem) e a doença fatal de seu pai, numa Grécia contemporânea e cética em relação ao seu passado histórico.

Outra jovem atriz premiada foi Mila Kunis, coadjuvante do drama norte-americano “Black Swan”, de Darren Aronofsky, que abriu o festival, no último dia 1º. Foi dado a Mila o Prêmio Marcello Mastroianni, dedicado a um intérprete novato (não necessariamente estreante, como é o caso de Mila, uma ucraniana de 27 anos que tem feito sucesso no cinema dos EUA, em filmes como a aventura de ação “O Livro de Eli”, ao lado de Denzel Washington). Ela mandou seu agradecimento por um filmete, que foi exibido na premiação.

Muita gente, portanto, saiu da festa do Lido de mãos vazias. Apesar das apostas de parte da crítica, isto aconteceu com os concorrentes orientais, como os até aqui bem-cotados chineses “Detective Dee and the Mystery of Phantom Flame”, de Tsui Hark, e o político “The Ditch”, de Wang Bing. Os franceses (como o citado “Venus Noire” e a elogiada comédia “Potiche”, de François Ozon), e os quatro concorrentes italianos (“La Pecora Nera”, “Noi Credevamo”, “La Passione” e o citado drama de Saverio Costanzo) foram solenemente esnobados. O mesmo aconteceu com o único latino-americano da seleção principal, o sólido drama político chileno “Post Mortem”, de Pablo Larraín (diretor de “Tony Manero”).

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Nova geração de cineastas do mundo compete em Veneza

terça-feira, agosto 24th, 2010

Uma nova geração de cineastas disposta a romper com qualquer esquema e receita disputa este ano o cobiçado Leão de Ouro da 67ª edição do Festival de Cinema de Veneza, entre eles o chileno Pablo Larraín e a americana Sofia Coppola.

Pela primeira vez em vários anos, a mostra competitiva do festival veneziano, que dura de 1º a 11 de setembro, se abriu ao cinema latino-americano.

O chileno Larraín compete com “Post Mortem”, uma “história de amor”, nas palavras do diretor, ambientada em 1973, ano do golpe militar. A trama se passa no subsolo de um Hospital Militar, onde se deve realizar a autópsia no corpo do presidente Allende, que se suicidou ao ver o Palácio La Moneda invadido pelos militares.

O cineasta latino-americano, nascido em 1976, disputará o Leão de Ouro com outros 22 filmes de 11 países, entre os quais seis americanos, quatro italianos, três franceses, dois japoneses e um chinês.

“Renovamos a presença da América Latina no concurso, reforçando nossa rede de contatos na região. Quisemos rejuvenecer a mostra”, afirmou Marco Muller, que dirige o festival desde 2004, ao comentar a nova edição da mostra.

O Brasil, embora não esteja na mostra competitiva, será representado no tradicional festival, que dura de 1º a 11 de setembro, nas seções Horizontes, com o experimental “O Mundo é Belo”, de Luiz Pretti; e Hours-concours, com “Lope”, uma co-produção entre Brasil e Espanha, dirigida por Andrucha e estrelada por Sonia Braga, entre outros.

Além disso de mais aberto, a juventude será um traço marcante desta edição.

“A idade média dos diretores na mostra competitiva é 47 anos. Se excluirmos Monte Hellman (78 anos), a média caio para 45 anos”, disse o diretor da célebre mostra veneziana, Marco Muller, ao ilustrar o programa da nova edição do festival.

Assim, continuou, “será uma edição ágil, com diretores que pularam barreiras, que não se interrogam sobre o gênero ou a escola a que pertencem”.

O chamado festival-laboratório, como chamou Muller, apresenta as “diferentes almas” do cinema contemporâneo, cada vez mais experimental, capaz de ser ao mesmo tempo obra de arte e indústria multimilionária.

A competição será aberta com a exibição de “Black Swan”, do genial Darren Aronofsky, considerado um suspense lésbico.

O cinema americano será representado com seis filmes na competição, entre eles a comédia dramática de Sofia Coppola (“Somewhere”), o novo filme de Vincent Gallo (“Promises written in water”) e a obra do eclético artista Julian Schnabel sobre os jovens palestinos (“Miral”).

O tunisiano Abdellatif Kechiche (“Cous Cous”) voltará a Veneza com “Venus Noire”, contando a história da exuberante “Venus hotentote”, que no começo do século 19 viajou da sua África natal para a fria Europa, atrás do sonho da alcançar a fama como bailarina, mas foi vendida e exposta como animal de circo, estudada por suas avantajadas formas e genitais.

O francês François Ozon apresentará “Potiche” com o casal Catherine Deneuve e Gerard Depardieu sobre uma dona de casa que troca seu marido empresário após uma greve, enquanto o espanhol Alex de la Iglesia exibirá o drama da guerra civil espanhola com “Balada Triste de Trompeta”, com Carmen Maura entre os protagonistas.

A Itália terá quatro filmes de autores que ainda não chegaram aos 50 anos, entre os quais está o diretor Saverio Constanzo, com uma adaptação do ‘best-seller’ “A solidão dos números primos”.

A maioria (79) dos 83 filmes escolhidos para as quatro seções oficiais serão estreias mundiais, entre as quais os 50 da seção Horizontes, que este ano terá vários filmes de ficção, documentários e curtas.

Na lista consta o primeiro filme dominicano a participar do festival, “Jean Gentil”, de Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas, sobre o Haiti, bem como o filme “Verano de Goliat”, do mexicano Nicolas Pereda.

O júri do festival, presidido pelo americano Quentin Tarantino, contará ainda com o mexicano Guillermo Arriaga e o italiano Gabriele Salvatore.

Na mostra independente “A Jornada dos Autores” compete como primeiro filme pelo Leão do Futuro – Prêmio Luigi De Laurentiis, dotado de 100.000 dólares, a animação colombiana “Pequeñas Voces” de Jairo Carrillo e Oscar Andrade.

O filme conta a história do conflito armado no país e do drama dos deslocados pela perspectiva infantil.

Fonte: UOL

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Festival de cinema brasileiro em Miami homenageará Andréa Beltrão

sábado, agosto 14th, 2010

A atriz Andréa Beltrão será homenageada pela 14ª edição do Brazilian Film Festival of Miami, maior premiação do cinema nacional no exterior, que começou nesta sexta-feira na cidade norte-americana e vai até o dia 21.

Além da mostra competitiva, o festival apresentará uma seleção de filmes em uma mostra paralela. No total, são 40 produções nacionais que concorrem a premiação em 18 categorias.

Os filmes que concorrem na mostra competitiva serão exibidos no Colony Theatre, em Miami Beach. Enetre eles, estão “O Bem Amado”, “Salve Geral”, “Tempos de Paz”, “Os Inquilinos”, “Olhos Azuis”, “Sonhos Roubados”, “Os Normais 2″, “Elvis e Madona” e “Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos”.

Entre os documentários, estão no páreo “Rita Cadillac – A Lady do Povo”, “Mamomas Para Sempre”, “Dzi Croquettes”, “Tamboro” e “Beyond Ipanema – Ondas Brasileiras na Música Global”.

Já os curtas-metragens concorrentes são: “Avaca”, “Depois do Almoço”, “Nesta Data Querida”, “Superbarroco”, “O Teu Sorriso”, “O Troco”, “Quem Vai Comer Minha Mulher”, “Recife Frio” e “Relações Virtuais”.

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Stallone pede desculpas por comentários sobre o Brasil

terça-feira, julho 27th, 2010

Em entrevista coletiva na última quinta-feira, 22 de julho, para divulgar Os Mercenários na San Diego Comic Con, o ator Sylvester Stallone fez comentários de extremo mau gosto sobre o Brasil, país em que rodou parte do longa.

“Você pode explodir o país inteiro e eles vão dizer ‘obrigado, e aqui está um macaco para você levar de volta para casa’”, afirmou o ator.

Como não poderia deixar de ser, o comentário foi pessimamente recebido no Brasil, levando inclusive a frase “Cala Boca Sylvester Stallone” ao posto de assunto mais comentado no Twitter pelos brasileiros.

Não perdendo tempo, a assessoria de imprensa de Os Mercenários divulgou já na sexta-feira um pedido de desculpas do ator: “Eu sinceramente peço desculpas ao povo brasileiro e à produção do filme. Todas as minhas experiências no Brasil foram fantásticas e recomendei a todos meus amigos filmarem lá. Ontem, estava tentando fazer um tipo de humor que não deu certo. Eu não tenho nada além de respeito pelo grande país que é o Brasil. Mais uma vez, peço desculpas. Amor, Sly.”

Os Mercenários tem estreia prevista no Brasil para o próximo dia 13 de agosto.

Fonte: adorocinema.com

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