Voar juntos, mas não amarrados

O abandono que gera dependência
Estava refletindo sobre uma situação muito frequente nos hospitais de urgência: o “piti”, também conhecido como “peripaque”.
O portador de tal mazela é o tipo de paciente mais negligenciado e, ainda assim, frequentador assíduo dos hospitais gerais. Tal paciente dá de cara com o desprezo e falta de paciência dos médicos atarefados e comprometidos com doenças importantes de verdade ali no plantão; sofrem com a falta de atendimento, mesmo quando atendidos. Recebem terapêuticas doses de injeções com água destilada, beliscões e gritos. Além dos reconfortantes prognósticos: “você não tem nada”, “é coisa da sua cabeça” ou até um “isso é frescura”.
A realidade dos serviços de urgência do nosso país é de superlotação, falta de recursos, péssimas condições de trabalho e remuneração pífia dos profissionais. Esses fatores somam-se dando como resultado a qualidade da assistência prestada a qualquer paciente, mas quando esse paciente é um “peripaque” tais fatores multiplicam-se elevados a potência da falta de empatia. O resultado raramente é tratamento.
…e assim, refletindo, veio-me à cabeça uma passagem do livroPsicopatologia e semiologia dos transtornos mentais por Paulo Dalgalarrondo:
A Histeria conta uma história. O afeto intolerável e a situação conflitante tornam-se inconscientes, através do recalcamento. O vínculo com a consciência se faz através dos sintomas: esconde e insinua a situação conflitante. As manifestações corporais são o retorno do recalcado. A via é simbólica, oposta à via anatômica. O corpo narra, fala, descarrega. O afeto é convertido na qualidade física da manifestação corporal. O corpo dramatiza como num jogo de mímica, à procura de um decifrador. Corpo simbólico, história, corpo mímica, pedindo e evitando ao mesmo tempo ser desvendado. Não há lesão orgânica. A via é a da escrita. A anatomia é singular, relacionada à história da sexualidade e da vida do paciente. Contudo, o vínculo com a realidade é mantido. E quem a vivencia precisa de ajuda. Que não a neguemos.
Hipnose: a pá que cava tesouros escondidos
A maioria das pessoas já ouviu falar de hipnose, mas poucas sabem realmente do que se trata. Você pode já ter assistido a um programa de televisão em que alguém era hipnotizado e comia uma cebola sentindo o sabor de uma maçã, ou alguma outra demonstração similar. Tais indivíduos podem até dominar determinadas técnicas, mas carecem de senso ético. A hipnose é um fenômeno que demonstra que nossas capacidades vão muito além do que estamos acostumados a experimentar no cotidiano; através dela podemos trazer à tona recursos internos que não acessamos normalmente. Utilizá-la em demonstrações fúteis, sensacionalistas, sem um fim relevante, é utilizá-la de forma leviana.
Para nós, psicólogos, o uso da hipnose é aprovado e regulamentado pela Resolução CFP Nº 013/00 de 20 de Dezembro de 2000, como um recurso terapêutico auxiliar. É importante para as pessoas que buscam ajuda profissional assegurar-se de que o escolhido é habilitado, informar-se e, se necessário, denunciar aos órgãos responsáveis. Mas o que é, afinal, a hipnose?
Podemos conceituá-la como um estado alternativo de consciência, atenção e percepção, “no qual as limitações que uma pessoa tem, no que diz respeito à sua estrutura comum de referências e crenças, ficam temporariamente alteradas, de modo que a pessoa se torna receptiva aos padrões, às associações e aos moldes de funcionamento que conduzem à solução de problemas”, de acordo com Milton Erickson, o criador da hipnose moderna. Hipnose moderna? E como é isso?
A forma mais conhecida de hipnose, inclusive devido aos programas de televisão anteriormente citados, é aquela a qual chamamos de clássica: o sujeito permanece numa posição passiva, na qual é submetido diretamente às sugestões do hipnotizador, que determina “como”, “quando” e “o quê” ele experimenta. O mesmo padrão de tratamento, com as mesmas sugestões é aplicado a todos os indivíduos com aquele diagnóstico de “depressão”, “fobia”, “tabagismo”, etc.
Milton Erickson (1901 – 1980) criou novas formas de utilizar a hipnose, proporcionando um transe natural no qual o foco de atenção é interior. A hipnoterapia ericksoniana é um procedimento individualizado, ou seja, feito sob medida para aquela pessoa, naquele momento. Não tratamos “a depressão” mas sim aquele indivíduo, que vivencia aquelas dificuldades, do seu jeito particular e vai participando ativamente do processo, que não é determinado pelo terapeuta, mas orientado no sentido de facilitar que o mesmo entre em contato com seus recursos inconscientes que podem levá-lo à solução de suas dificuldades.
O uso do termo “terapeuta” no lugar de “hipnotizador” atenta para o fato de que somos profissionais de saúde, portanto, nosso objetivo é sempre proporcionar bem-estar e melhorar a qualidade de vida das pessoas. A hipnose é ainda temida por muitos devido a idéias equivocadas tais como “a pessoa fica inconsciente e é controlada”; “a pessoa conta todos os seus segredos”; “a pessoa pode não voltar mais”. Na verdade, no estado de transe hipnótico não perdemos a consciência e não fazemos nada que não queiramos fazer; as sugestões podem ser aceitas ou não. E é impossível não voltar do transe; no máximo, podemos dormir e depois acordar normalmente. Além desses, há muitos outros mitos que podemos ir esclarecendo aos poucos.
Por ora, apresentamos a hipnose como um recurso facilitador, que acelera o processo terapêutico e pode trazer resultados fantásticos se bem utilizada. Amplas são as suas possibilidades de aplicação, abrangendo os mais diversos problemas de saúde e situações de vida, tais como estresse, transtornos alimentares, ansiedade, depressão, fobias, pânico, problemas de pele, disfunções sexuais, distúrbios do sono, dor, luto, baixa autoestima, timidez, entre tantos outros. O tesouro guardado todos nós temos. Mas para encontrá-lo é preciso pegar uma pá e cavar.
Visite o blog da autora do texto: http://ericksonianamente.blogspot.com/
Aumenta violência nas APSs em 2010

O ano de 2010 mal começou e a violência dentro das agências da Previdência Social recrudesceu de forma alarmante. Há duas semanas que a polícia tem intervindo diariamente na APS/BI do Glicério em São Paulo, onde os tumultos e as tentativas de agressão, não só contra peritos médicos, mas contra todos os servidores do INSS são constantes. Em Salvador nesta terça-feira, um segurando inconformado com o indeferimento do seu PR (Pedido de Reconsideração), foi aos guichês de atendimento e promoveu um verdadeiro ato de vandalismo, quebrando cinco computadores, as bancadas e vidraças da área de atendimento aos segurados.
Nos dois casos os motivos que propiciaram a violência são distintos. No primeiro, em São Paulo, como acontece também no resto do país, o INSS está marcando perícias em número superior à capacidade de atendimento da Agência. No caso de Salvador o problema é a manutenção da entrega da CRER, que é o resultado da concessão ou não do benefício, direto ao segurado dentro das Agências. No Rio de Janeiro um caso preocupante: segurado armado coloca um revolver na mesa da perita. Por sorte da médica e dos funcionários do INSS, ele era um policial e tirou sua arma apenas para fazer a perícia. Mas na realidade todos os dispositivos de segurança falharam ao permitir que uma pessoa armada entrasse nas dependências de uma instituição pública.
Segundo a Diretoria da ANMP, no caso do excesso de perícias marcadas, além da má gestão do Instituto, que não consegue fazer de forma organizada o agendamento dos segurados, há também uma questão de interesse em expor a perícia médica previdenciária, que está dentro do Movimento de Excelência do Ato Médico Pericial desde outubro do ano passado. “É uma decisão que beira a imoralidade. O INSS marca agendas além do limite de capacidade de atendimento para fazer com que os segurados se sintam indignados por não serem atendidos, por terem que retornar e enfrentar novas filas e para que estes segurados acabem pressionando e até mesmo agredindo os servidores administrativos e peritos médicos. Esta situação tem ser denunciada para ter um fim”, diz o presidente da ANMP, Luiz Carlos de Teive e Argolo.
Na APS/BI do Glicério a ordem da Gerente é fazer com que todos os segurados agendados entrem na Agência e fiquem lá dentro esperando para ver se serão atendidos ou não. Este procedimento já gerou vários tumultos e a política tem sido acionada diariamente para resolver o problema. Para evitar maiores problemas os próprios servidores administrativos estão se recusando a marcar para o dia seguinte o excedente dos segurados que não foram atendidos. Esta falta de um prazo para a remarcação está levando os segurados ao justificado desespero. “O INSS não deveria brincar assim com as necessidades dos segurados. Utiliza-los para atingir seus fins”, afirma Argolo.
No caso da APS/BI de Salvador o problema é antigo e atinge a todos os peritos do Brasil.Há mais de quatro anos a ANMP luta para evitar que os resultados das perícias sejam entregues nas Agências. Com muita luta da ANMP e após o sacrifício de vidas o INSS já determinou, há mais de três anos, que os resultados dos requerimentos dos segurados desempregados e autônomos sejam entregues em domicílio. A entrega para segurados empregados, avulsos e domésticos continua sendo feito nas agências. O próprio ministro Pimentel, em entrevista à TV, já afirmou que não cabe aos peritos entregarem a CRER. Apesar disto nenhuma providência foi tomada e todos os servidores, peritos ou não, estão sujeitos a atos de violência como os registrados em Salvador nesta semana.
“Enquanto o INSS não melhorar sua gestão os problemas de agendamento vão continuar e quem paga a conta são os segurados. O problema é sério, mas a orientação da ANMP é pela preservação da vida não só dos peritos, mas de servidores e segurados do INSS. Enquanto houver qualquer sinal de insegurança o trabalho deve ser suspenso e só retomar dentro da total normalidade. A perícia já pagou com a vida de dois profissionais médicos em Minas Gerais. Não vamos mais aceitar este tipo de risco para a categoria. O INSS tem que agir de forma séria e acabar com os problemas no agendamento”.
Diretoria ANMP
Fonte: www.perito.med.br
Preocupação estética entre adolescentes leva à busca de remédios
A disseminação do padrão estético ideal na sociedade tem afetado diretamente as adolescentes do Brasil. Esta influência foi percebida através da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense), divulgada pelo IBGE, mostrando que 33% das meninas do 9º ano do ensino, em média com 12 anos de idade, buscam emagrecer e que 6,9% delas vomitaram ou tomaram remédios de uso controlando para não ganhar peso.
O resultado da pesquisa serve de alerta à venda indiscriminada destes medicamentos, que, apesar de ser controlada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pode ocorrer de forma ilegal, principalmente através da internet.
Um dos principais meios de comunicação onde o “padrão estético ideal” é culturalmente incutido e divulgado é a televisão. E neste ponto entra outra temática abordada pelo IBGE – o número de adolescentes que, ao invés de praticar atividades físicas, adota como passatempo a televisão.
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Foi observado que 79,5% dos adolescentes costumam assistir televisão em dias de semana comuns, durante duas ou mais horas. Em Teresina, a porcentagem passa um pouco da média nacional, chegando a 80% dos entrevistados. Estudantes de escola privada são os que mais assistem televisão – 83,5%, contra 78,2% de escolas públicas da capital. |
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Esta pesquisa foi feita pela primeira vez com 61 mil estudantes do 9º ano de 6.780 escolas públicas e particulares, entre março e junho de 2009. A maioria deles (90%) tinha entre 13 e 15 anos. Eles responderam anonimamente a questionário sobre o contexto social e familiar, uso de drogas, violência, saúde bucal e atitude corporal.
Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria
Veja em PsiqWeb: A Tirania do Corpo Perfeito, Vigorexia, Anorexia
Sentir raiva é ruim, esconder a raiva é pior ainda
Homens que não expressam abertamente sua raiva diante de situações onde se sentem muito prejudicados, como por exemplo, se forem tratados injustamente no trabalho, duplicam o risco de um ataque cardíaco, conforme sugere uma pesquisa sueca. Os pesquisadores analisaram 2.755 trabalhadores do sexo masculino em Estocolmo que não tinham tido um ataque cardíaco.
As pessoas pesquisadas foram questionadas sobre como lidavam com o conflito no trabalho, fosse com superiores ou com colegas. Os pesquisadores dizem que o estudo mostra uma forte relação entre a raiva reprimida e doenças cardíacas.
As pessoas foram divididas em dois grupos; aquelas que lidavam racionalmente com os conflitos possíveis de gerar raiva, opinando ou manifestando descontentamento e aquelas que, embora sendo mobilizadas emocionalmente, deixavam as coisas passarem, não manifestavam qualquer reação emocional ao conflito. As pessoas do grupo, digamos, passivas, desenvolveram sintomas como cefaléia, dor de estômago ou apresentaram mau humor em casa.
| Esse estudo começou em 1992 e terminou em 2003. Até o último ano de observação 47 das 2.755 pessoas estudadas tiveram um ataque cardíaco ou morte por doença cardíaca. Os homens que deixavam as coisas passarem sem dizer nada diante de situações estimulantes de raiva tiveram o dobro do risco de um ataque cardíaco ou morte por doença cardíaca grave, em comparação com os homens que agiam, questionavam e lidavam racionalmente com a situação. | ![]() |
Os pesquisadores acreditam que a raiva pode produzir tensões fisiológicas se não for externada, e estas tensões internas levam ao aumento da pressão arterial que, eventualmente, acabam prejudicando o sistema cardiovascular. ODr. Constanze Leineweber, do Stress Research Institute de Estocolmo, que liderou esse estudo disse: “… apesar de existir uma pesquisa anterior apontando sobre isso, a surpresa foi que a associação entre a raiva reprimida e doenças do coração não parecia ser tão forte como se demonstrou agora”. Fonte:BBC .
A Raiva não é contra-indicada ao ser humano apenas por questão ética, mas, sobretudo, por seu aspecto médico. A Raiva mata ou, pelo menos, aumenta os riscos de ter algum problema sério de saúde, desde uma simples crise alérgica, ou grave úlcera digestiva, até um fulminante ataque cardíaco.
Visite PsiqWeb
Pensamento do dia: Vem que a minha sardinha é mais gostosa

Saudações a todos os insanos que me lêem…hoje logo cedo (nem tanto) liguei meu computador e acessei o meu twitter e lá havia uma mensagem de um site/portal de psicologia desejando-me um “feliz ano novo… e em 2010 diga não ao ato médico, a luta continua”.
… logo me passou pela cabeça: que forma de desejar felicidades não?! Parece mais com os famosos cartões políticos de fim de ano: “felicidades e ano que vem conto com vc na urna”…enfim, logo me veio à cabeça: engraçado, toda profissão tem seu “ATO” e todas são “contra” a aprovação do “ato médico”, pensamento do dia: vem que a minha sardinha é mais gostosa.(!?!?)
Então decidi pesquisar pela net pra ver o que de novo há sobre tal ato e tentar ver quais são os principais questionamentos sobre o mesmo. Logo me detive em 2 pontos muito debatidos do ato médico:
Art. 4º – São atividades privativas do médico:
I – Formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica;
§ 2º Não são privativos dos médicos os diagnósticos psicológico, nutricional e socioambiental e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva e psicomotora.
Uns vêem contradição entre as duas citações acima; eu vejo complementaridade.
E (tcharam!) eis que eu percebo a principal polêmica em torno da aprovação do ATO médico: a interpretação!
O Conselho Federal de Medicina formulou um texto que discute um pouco sobre essa polêmica “diagnóstica”, decidi compartilhar aqui no blog uma parte do mesmo:
II) Nem todo diagnóstico é diagnóstico médico
O argumento mais comumente utilizado por algumas profissões que se contrapõem ao projeto de lei do Ato Médico é o que diz ser este projeto prejudicial à sociedade ao considerar o diagnóstico das doenças uma prerrogativa específica dos médicos. Em primeiro lugar, é necessário divulgar que nenhuma das outras profissões da área de saúde, à exceção da Odontologia, possui a prerrogativa de diagnosticar doenças. Todas as demais, em suas leis, participam da assistência à saúde de modo e maneira bem específicos, sem qualquer referência ao diagnóstico de doenças. Cada profissão detém suas possibilidades diagnósticas definidas na legislação que as instituiu. E isso se conservará intocado, mesmo com a aprovação da lei dos médicos.
Em segundo lugar, é preciso diferenciar o que seja o reconhecimento de um estado doentio e o diagnosticar doenças, com o sentido estrito de diagnóstico médico. Tome-se, por exemplo, uma avó de uma grande família. Por sua experiência e por já ter visto diversas situações anteriores, algumas delas confirmadas por médicos, ao se defrontar com um neto apresentando febre alta, tosse com catarro purulento, dor no peito e prostração, ela, por certo, será capaz de identificar uma possível pneumonia – o que simplesmente explicita o reconhecimento de um estado mórbido. Do ponto de vista profissional, diagnosticar implica possuir competência técnico-científica para proceder ao diagnóstico diferencial entre os diversos tipos de pneumonias, bem como as demais infecções respiratórias, e prescrever o tratamento de modo profissional, como uma modalidade de trabalho social reconhecido e autorizado. Este ato implica efetivo conhecimento da fisiopatologia, capacidade de realizar exames comprobatórios e profundo saber em farmacologia para proceder ao tratamento adequado, além de conhecimento científico para, frente a uma intercorrência, adotar as necessárias alterações de conduta que o caso possa exigir. E ter autorização legal para exercer aquela atividade profissionalmente.
O diagnóstico médico, procedimento profissional típico da Medicina, não deve ser confundido com outras modalidades de atividade diagnóstica de outras profissões (que podem ou não ser compartilhadas com os médicos), como o diagnóstico fisiológico, o diagnostico psicológico ou qualquer outra modalidade de diagnóstico que a lei atribua a outra profissão.
Diagnóstico fisiológico ou funcional consiste na identificação do rendimento de uma estrutura ou função somática. Diagnóstico psicológico ou psicodiagnóstico corresponde ao diagnóstico funcional no terreno da conduta e do psiquismo. Permite identificar traços ou tipos de personalidade ou características de conduta de alguém. Nenhum destes casos envolve o diagnóstico de doenças.
Minha opinião?
Com certeza existem erros. Com certeza existem acertos. Com certeza a discussão é válida, mas somente para que se chegue a um denominador comum , que satisfaça de alguma forma a todas as diferenças e à sua maior vítima: o povo.
O que me intriga mesmo é tanta polemização em torno de um ato que regulamenta a profissão médica. Não vejo como radicalismos possam solucionar esse problema, a começar pelo próprio slogan “Não ao ato médico“; é muito mais extremo do que sua justificativa. É negar TODA a regulamentação de uma profissão milenar, afinal de contas, as palavras têm força!
Tanta polemização extremista em defesa da sociedade? Do SUS? Ou seria o extremismo a alegoria adotada pra gritar o não dito? Vai saber né, só sei que para mim extremismos cheiram a egos feridos!
…Aaah já ia esquecendo, FELIZ ANO NOVO a todos, 2010 realizações para todos no ano que está chegando e muito sucesso.
Infeliz natal
HOHOHO
…como diria o bom velhinho,
feliz natal!
Hoje é um dia belo, pelo qual muitos de nós esperamos o ano todo, afinal de contas aí vem papai noel, com seu trenó iluminado e suas renas voadoras levando alegria, esperança e solidariedade aos quatro cantos do mundo!
Espera aí….péra péra péra…
é tudo muito lindo, bonito demais, sensacional! mas como assim? o natal transforma a humanidade não é mesmo?!
Aquele seu parente chato, que nem você nem ninguém suporta, vai hoje pra sua casa e por alguns minutos todos sorrirão ao pronunciar, em uníssono, o quase que obrigatório: FELIZ NATAL! …sim mas só hoje, porque é natal!
Aquele programa jornalístico de TV que você acompanhou o ano todo, de repente vira uma “central da solidariedade”, com inúmeros exemplos de pessoas felizes que mudaram o natal de pessoas infelizes; cadê o bloco policial? onde estão as guerras? pra onde foram os traficantes que todo dia eu vejo nesse horário? …sim mas só hoje, porque é natal!!!
Aquelas crianças do outro lado da janela do carro pedindo esmola nos sinais de repente são vistas e agora sim “tadinhas mal têm o que comer” são tratadas com carinho e até ganham um presentinho de natal! … sim mas só hoje, porque é natal!!!
Aahh…e aquele belíssimo cartão de natal, com cenas bucólicas de pinheiros enfeitados, duendes saltitantes carregando os presentes da fábrica do noel, que você recebe daquele deputado, senador ou governador, com os mais sinceríssimos votos de felicidades, paz e “ano que vem conto com a sua presença na urna”. É realmente gratificante receber um desses! …sim mas só hoje, porque é natal!!!
Eu sempre me confundo com o dia 1º de abril, é verdade, eu olho o calendário que marca o dia de hoje, 24 de dezembro, e logo penso: “opa, amanhã é dia 1º de abril” hohoho, como diria o bom velhinho!
De fato é uma época muito bonita, muitos sonhos se realizam, muitos exemplos podem ser adotados, e a mensagem de solidariedade é realmente tocante, uma pena é que tudo isso acontece só hoje, porque é natal!
Especialistas tiram dúvidas sobre os sintomas e a prevenção da dengue

Corpo e patas pretas com listras brancas caracterizam o mosquito vetor da dengue
Como eu identifico o Aedes aegypti?
O Aedes aegypti mede cerca de 0,5 cm de comprimento e é parecido com o pernilongo comum, mas têm características que o diferenciam, como corpo e patas pretas com listras brancas. A picada dele também é semelhante a de qualquer outro mosquito, com sensação de incômodo e leve dor. Vale lembrar que apenas as fêmeas infectadas com o vírus da dengue transmitem a doença através de suas picadas.
O mosquito pode picar durante o dia ou à noite?
O Aedes aegypti é um inseto de hábitos diurnos encontrado principalmente nas zonas urbanas. Apenas as fêmeas picam os seres humanos, uma vez que necessitam de sangue para amadurecer seus ovos. As picadas concentram-se na região dos pés, tornozelos e pernas e acontecem em geral no começo da manhã e no fim da tarde.
O mosquito da dengue também pode transmitir outras doenças?
Além da dengue, o Aedes aegypti também é o vetor da febre amarela. Já a malária é transmitida por outro mosquito, o Anopheles, que faz parte da mesma família do Aedes, aCulicidae.
Quais são as principais medidas para combater a dengue?
O controle da dengue passa necessariamente pela eliminação dos criadouros do mosquito que transmite a doença. Para tanto, é importante evitar qualquer acúmulo de água limpa, local onde os ovos se desenvolvem. Outras estratégias coadjuvantes são a utilização de repelentes nas áreas expostas do corpo, colocação de telas de proteção em portas e janelas e utilização de roupas longas, de preferência em cores claras, que não atraem tanto o mosquito. Ambientes com ar condicionado, mais frios e secos, geralmente são menos atraentes para o mosquito da dengue, que gosta de calor e umidade.
Usar repelente ajuda a evitar a picada? Pode fazer mal à saúde?
A utilização de repelentes é um bom método paliativo; não elimina o mosquito, mas o mantém afastado. Os mais indicados são os que contém DEET (dietiltoluamida), que não têm contra-indicação para pessoas com mais de dois meses de idade. Deve ser usado nas áreas do corpo que ficam descobertas e durante o dia. O uso prolongado de alguns tipos de repelente pode levar ao risco de intoxicação. É bom consultar um médico para avaliar o risco/benefício da utilização do produto.
É verdade que borra de café ajuda a combater a larva do mosquito da dengue?
Pesquisas realizadas na Unesp (Universidade Estadual Paulista) indicam que quatro colheres de sopa de borra de café para cada copo de água são capazes de bloquear o desenvolvimento da larva do mosquito da dengue. Contudo, não há consenso entre os pesquisadores de que a prática é realmente eficaz. De qualquer forma, a utilização da borra de café não substitui as medidas de combate aos criadouros do mosquito da dengue.
Já existe uma vacina contra a dengue?
Ainda não há no mercado uma vacina eficaz no combate à dengue. Uma das principais dificuldades para o desenvolvimento da vacina é que ela precisaria garantir proteção contra os quatro diferentes vírus causadores da doença, já que a imunização contra apenas um dos vírus pode aumentar o risco de ocorrência da dengue hemorrágica quando em contato com um dos demais vírus. Multinacionais e institutos de pesquisa, como a Fiocruz e a Universidade de São Paulo, estão realizando pesquisas na área e existe a estimativa de que em quatro anos já se tenha chegado a uma vacina eficaz contra os quatro vírus.
Quais são os sintomas da dengue?
Os principais sintomas da dengue clássica, ou seja, a dengue menos grave, são febre alta com início repentino, dor intensa nos músculos e nas articulações, dor de cabeça, especialmente atrás dos olhos, fraqueza e manchas avermelhadas na pele. Outros sintomas, como náusea, vômito e diarréia também podem ocorrer.
Como eu sei se estou com dengue hemorrágica?
A dengue hemorrágica é uma complicação da dengue clássica. Além da febre alta, ela causa sangramentos, vômitos e fezes com sangue, além de hematomas no corpo. Outros sintomas como dor abdominal intensa, tontura e queda de pressão também são sinais de alerta. Assim que surgirem os primeiros sintomas de dengue, é importante procurar orientação médica, pois só um médico pode realizar um diagnóstico preciso, através da análise das queixas do paciente e de exames laboratoriais. Muitas vezes, a doença se agrava no quarto dia de manifestação dos sintomas, em paralelo ao desaparecimento da febre, por isso é importante estar atento aos demais sintomas.
Como é o tratamento de pacientes com dengue?
Não existe um tratamento específico para o combate ao vírus da dengue. O tratamento visa amenizar os sintomas e as possíveis complicações da doença. Para a dengue clássica, o tratamento é ambulatorial, ou seja, o paciente não precisa ficar internado, mas deve manter acompanhamento médico periódico. As principais recomendações são a ingestão de grandes quantidades de água, para manter a hidratação do corpo, e a utilização de medicamentos para controle da febre e das dores no corpo, de acordo com orientação médica. Nos casos de dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue, o paciente permanece internado, recebe hidratação intravenosa e, se necessário, componentes do sangue, como plasma e plaquetas, para auxiliar na contenção dos sangramentos.
Se eu tomar aspirina e estiver com dengue hemorrágica, o que acontece?
Sempre que houver suspeita de dengue, deve-se evitar a ingestão do ácido acetilsalicílico, presente em antiinflamatórios e analgésicos como a aspirina. Isso porque o ácido altera a coagulação do sangue, favorecendo o aparecimento ou a intensificação de hemorragias. Pessoas com suspeita de dengue, clássica ou hemorrágica, devem procurar assistência médica o mais rápido possível e, em caso de ingestão acidental de medicamentos com o ácido acetilsalicílico na fórmula, informar o médico sobre o fato.
Fonte: Anvisa, Ministério da Saúde, Andrea D’Ávila Freitas (UERJ), Edmilson Migowski (UFRJ), Gustavo Johanson (Unifesp), Luiz Tadeu Moraes Figueiredo (USP)
Quem vai ao psiquiatra é doido é?

Olá queridos insanos e insanas…
…estava eu fazendo minhas pesquisas e navegando pelo mundo virtualmente insano quando me deparei com este belo texto da psiquiatra Dra. Glaise Franco, de Aracaju, respondendo, de forma simples e elucidativa, a um tabu acompanhado de preconceitos (ou falta de conceitos?) muito comum:
Quem vai consultar psiquiatra é doido?
Não. Por uma razão simples: aqueles a quem chamam de “doido”, isto é, a pessoa que perdeu o juízo de realidade, são incapazes de perceberem-se como tal, logo não se acreditam doentes, ou necessitando de tratamento, ou ajuda médica.
Apesar de ser de DESCONHECIMENTO inclusive da maioria das outras especialidades médicas,a maior causa de procura à consultórios psiquiátricos são os TRANSTORNOS DE ANSIEDADE. Os TRANSTORNOS DE HUMOR também são outra importante causa de procura.
Quadros clínicos coroados por sintomas psicóticos são minoria. Então, embora algumas pessoas imaginem que um consultório psiquiátrico é um local barulhento, cheio de gente gritando, insana, na verdade, para estas pessoas o nosso consultório psiquiátrico é uma decepção porque: costuma ser um local calmo, onde cada paciente aguarda na sala de espera seu horário (hora marcada), ouvindo som ambiente (do pop à MPB), enquanto folheia revistas, etc.
Agitação, gritaria, pessoas psicóticas – estas são cenas de pronto-socorro psiquiátrico em dia de pacientes graves. Assim como ninguém vai ao consultório de um cirurgião e lá chegando entrará, às pressas, um paciente esfaqueado sangrando como se estivesse em um dos filmes da franquia “sexta-feira 13”: o paciente sangrando é um caso gravíssimo e irá ao pronto-socorro.
fonte: http://glaise.softdr.com/pages/home.php






