Estamos nos aproximando do fim das eleições presidenciais de 2010. Como tem acontecido nos últimos oito anos, esta eleição também é um sinal evidente e claro da degradação ética da polÃtica no Brasil. O mais grave é constatar que quase a totalidade desse processo, é decorrente do comportamento do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e de grande parte dos amigos polÃticos que ele cooptou durante seu governo. Bem, falar sobre Lula, criticando-o, sempre foi uma tarefa perigosa, face ao patrulhamento à s vezes agressivo de seus seguidores, mesmo aqueles que se dizem ou aparentam ser, intelectualmente mais preparados. Mais sério ainda é criticar nos dias de hoje, quando começa a se delinear com firmeza, um movimento dentro do Governo Lula e de seus fiéis, para controlar a imprensa.
Mesmo assim, é muito importante, até para que existam opiniões divergentes diante da unanimidade que se deseja impor, que falemos sobre alguns pontos que são apresentados ao povo como verdades inquestionáveis.
Um primeiro mito que se criou nestas eleições é o de que Lula lutou contra a ditadura. Todos sabem que não foi bem assim. Lula foi o primeiro e mais importante lÃder sindical do Brasil. Por causa da atuação dele, mesmo durante o perÃodo da ditadura, as relações entre patrão e empregados, até no serviço público, mudaram para melhor em favor dos trabalhadores e da prestação dos serviços. Ele foi muito competente como sindicalista. Já como polÃtico, foi um fiasco total. Eleito deputado federal com a esperança de muitos de que na Câmara passaria a lutar contra as coisas erradas, nunca fez sequer um pronunciamento que servisse para denunciar as irregularidades que eram e continuam sendo praticadas no Congresso Nacional. Como Constituinte, nada fez também, a não ser, ser contra tudo e não se envolver com nada. Ao desistir de se candidatar a reeleição para deputados, pronunciou a sua única frase como parlamentar: a Câmara é um lugar onde existem uns 300 (trezentos) picaretas. Com esta frase, ele na verdade já estava formando o time de deputados que o seguem fielmente hoje, acrescido dos petistas e demais fiéis de outros partidos polÃticos. Para completar, na luta pelas diretas já, ele mal era visto nos palanques.
Como presidente da República, Lula também deixa muito a desejar. Pretendendo ser o que ele nunca foi, que é ser polÃtico, na presidência ele viveu em eterno palanque. Sua maior caracterÃstica é mentir sobre tudo, desrespeitar a Lei sempre e proteger a todos de seu cÃrculo de amizade diante até de constatações de furto de dinheiro público, má administração do patrimônio público e uso indevido de recursos do Governo. Vive a dizer que o Brasil é o que é graças a ele, fazendo uma campanha ofensiva que leva ao povo uma mentira como verdade, sustentada com o bolsa famÃlia para os pobres e as facilidades de acesso a recursos federais para banqueiros e empreiteiros. Há um acobertamento da real situação dos pobres, hoje totalmente endividados com a compra de bens pelos quais não podem pagar. O Ãndice de endividamento cresce no PaÃs e logo, logo, será criado o cartão crediário para pagar dÃvidas. O Governo Lula, teve como grande mérito, manter a polÃtica econômica do Governo FHC e não se deixar levar pelas teses terroristas de Dilma e José Dirceu. No resto, foi um Governo de incentivo a falta de ética e de aceitação da imoralidade na gestão de serviços públicos. Outra farsa bem trabalhada é a que se refere ao prestÃgio internacional que Lula deu ao Brasil. Qual? O que ele tem na Venezuela? Ou em Cuba? Ou na BolÃvia? Ou na Argentina? Ou no Irã? Ou em Serra Leoa? Ora, meus amigos, nos paÃses sérios da Europa e no Canadá, Lula é tido como um piadista bem intencionado que diz o que é normal a qualquer motorista de táxi, com todo respeito, que é: a pobreza tem que ser reduzida, deve haver emprego para todos, o governo tem que cuidar da saúde do povo, etc.etc.etc.
A campanha tem trazido outras mentiras também que são ditas pelo Lula e repetidas pela sua indicada, como por exemplo, aquelas que se referem a privatizações no governo FHC. Falando com justiça, não se deixa de aceitar a crÃtica de que, nem tanto como os lobistas do lulismo, alguns ganharam muito na intermediação dos negócios, o que foi reprovável. DaÃ, no entanto se dizer que as privatizações das Teles, das concessionárias de energia e da Vale do Rio Doce foram erros, é uma maldade de elevado grau contra a inteligência do povo. O maior exemplo do sucesso das privatizações está no enriquecimento extraordinário de um dos filhos do presidente Lula, conhecido como Lulinha o qual, em poucos meses, saiu de um emprego de biólogo no zoológico de São Paulo, para uma carreira fulminante de executivo de empresa de telecomunicações e transmissão de dados. O que é interessante captar dos discursos vazios de Lula e Dilma contra a privatização, é que durante os oito anos de governo deles, nada foi feito para corrigir os erros que eles tanto falam. Ao contrário, temos no Brasil a maior tarifa de celulares do mundo. E aÃ? O que foi feito pelo Governo Lula, sob circunstâncias suspeitas, foi recriar a TELEBRAS em arranjo com uma empresa privada de baixo nÃvel.
O problema não está apenas nesta análise do Governo Lula, onde tenta se mostrar que ele é uma farsa e que o seu legado para o Brasil será extremamente nocivo, principalmente se houve seqüência na aplicação de suas idéias. A eleição da Dilma não garante esta seqüência nem de longe, é pior ainda. A aliança de sangue com o PMDB deixa claro que não haverá seriedade e nem responsabilidade no Governo, o jogo será de ganha x ganha, para eles. A candidata Dilma, como se viu até agora pelos resultados fracos do Minha Casa Minha Vida e do PAC I, também é uma farsa. Não tem experiência positiva nenhuma na administração pública e quando secretária de estado, fez parte de um dos piores governos do Rio Grande do Sul.
É triste observar que o que apresentam como histórico para que Dilma Rousef seja aceita como presidente do Brasil tem como fundamento duas coisas discutÃveis e relativas. A primeira qualificação que lhe dão é ter sido torturada na ditadura. Sem dúvida, um crime abominável e inaceitável. Tão sério quanto colocar bombas em bancas de revista, aeroportos, rodoviárias e vias públicas para mutilar e matar inocentes. Porém, é lamentável ver que em 2010 está se fazendo referência a uma situação vivida há quase quarenta anos atrás e que tinha pelo menos dois lados: os que eram contra a ditadura e queriam que o Brasil se desenvolvesse como democracia de fato e de direito; e aqueles que, como a candidata Dilma, queriam ter no Brasil, uma ditadura comunista sanguinária e perseguidora, nos moldes Cubanos e Soviéticos. A segunda qualificação é que ela é uma mulher. Pobres mulheres trabalhadoras brasileiras. Se for por isso, melhor seria ter a Ana Maria Braga ou a Xuxa ao Marlene Matos ou irmã do Airton Senna.
O voto do dia 31 de outubro próximo poderá nos levar a dois caminhos totalmente distintos e opostos. Serra, apesar de não ser uma liderança nova, está mais capacitado para dirigir o Brasil com ética e busca de eficiência da execução da missão do Governo Federal. Dilma, significará um grave retorno a perÃodos que a história, no mundo todo, já condenou, além de ser uma pessoa que tem primado pela mentira durante toda a campanha.

