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Ainda as chuvas.

quinta-feira, junho 24th, 2010

Diante de tanto sofrimento e de inacreditável cenário de destruição, ainda fica no ar a pergunta não esclarecida pelos estudiosos da meteorologia e da hidrologia: porque, de repente, tantos rios acumularam volume de água tão elevado? Do lado de Alagoas, os rios Paraíba e Mundaú, ambos nascidos em Pernambuco, se encarregaram de provocar um verdadeiro Tsunami nas cidades de Quebrangulo, Paulo Jacinto, Cajueiro, São José da Laje, União dos Palmares, Santana do Mundáu, Branquinha e Murici. Em Pernambuco os rios Una, Ipojuca, Tapacurá e Sirinhaém, por onde passaram cheios, deixaram destruição e miséria que será difícil de se contornar por muitos anos.

Uma barragem teria rompido? Esta pergunta tem resposta fácil, pois, os rios que provocaram a catástrofe tem todos eles bacias hidrográfica independentes e, portanto, se houvesse uma onda de cheia resultante do rompimento de barragens ou da abertura brusca de comportas de grande porte, seria necessário que isso tivesse ocorrido em todos os rios ao mesmo tempo. E mais ainda, as barragens deveriam ter grande porte. Primeiro, é interessante saber que os trechos que provocaram as cheias não possuíam barragens em seu leito ou em afluentes representativos; segundo, seria necessário uma convergência de rompimentos simultâneos de barragens em vários rios que só poderia acontecer se fosse provocado pelo homem em explosões de paredões e maciços de barragens ao mesmo tempo. Assim, a hipótese de barragens terem rompido parece ser insustentável.

Então, foi um excesso de chuvas na cabeceira ou nascentes dos rios? Bem, se não foi isso, poderemos começar a acreditar que foi um segundo dilúvio para purgar pecados de pobres sofredores que mal tem o que comer e poucas perspectivas de vida melhor, lhes são dadas. Na verdade, apesar da pouca participação de meteorologistas nos noticiários escritos, falados ou televisionados para explicar o que aconteceu, é fácil supor pela quantidade de chuva que caiu entre os dias 17 e 18 que houve sim, um anormal e concentrado volume de chuvas caindo sobre as nascentes dos rios.

Seria possível evitar a cheia? Não, só que ela não teria as proporções que teve; Seria possível evitar os prejuízos materiais e as mortes? Não, seria possível reduzir a sua quantidade. Como isto poderia ser feito? Com as Secretarias de Recursos Hídricos passando a se preocupar mais com a gestão dos corpos d água do que com a construção de sistemas de abastecimento de água, entrando em disputa permanente com os prestadores desses serviços sem a menor necessidade. Ter um plano de diretor de bacias e um plano de gestão de recursos hídricos é um bom passo para que se gerencie bem uma bacia hidrográfica, no entanto, não é condição para que se tenha monitoramento, controle e operação adequada dos recursos hídricos.

UM POUCO DE POLÃTICA…

Ontem foi divulgado mais um resultado de pesquisa eleitoral para presidente e, infelizmente para o povo brasileiro de bem, como gostavam de dizer os petistas, o presidente Lula, ou melhor seu boneco ventríloquo chamado Dilma Roussef, está com 40% contra os 35% de José Serra.

Lamentavelmente é fato constatar que o presidente Lula é um mestre na política nacional. Consolidado como líder maior e querido daqueles mesmos políticos que há anos vivem nos Palácio do Planalto ele, vendo que “criou” um mundo perfeito em Brasília, fundou a DINASTIA LULA. Inteligente, para se eleger em 2002, Lula se uniu aos de sempre e submeteu-se aos financiadores de campanha dominantes. Mudou o discurso petista que sempre foi falso em sua essência e resolveu que ia governar de modo que o que era ruim ficasse pior ou permanecesse na mesma e o que era bom, fosse entendido como algo criado por ele. Assim, a corrupção, por exemplo,não foi sequer perturbada. Ao contrário, virou um jóia da coroa do governo petista(?). Não existe, ninguém vê, ninguém sabe. Desta forma, é difícil imaginar até quando a dinastia Lula se sustentará, pois, para que mudar se os pobres melhoraram de vida, os ricos estão cada vez mais ricos, os amigos do poder e políticos de quase todos os partidos nunca auferiram tantos “lucros”?A missão do José Serra é quase  a de um cruzado: enfrentar um “sistema” que, se apropriando de tudo que os outros fizeram de correto e bom, tem como líder um indivíduo messiânico, místico e mítico.


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As cheias em Alagoas e Pernambuco.

terça-feira, junho 22nd, 2010

Tudo começou no dia 18 e tornou o amanhecer do dia 19 um inacreditável cenário de guerra atômica em muitas cidades da zona da mata e do agreste alagoano e pernambucano. A grande imprensa nacional, diferente do show de transmissão feito quando há cheias no vale do Itajaí ou mais recentemente no Rio de Janeiro, mal citava o que estava ocorrendo nas cidades nordestinas. Na verdade, apenas hoje, os jornais de televisão mais importantes começaram a mostrar a destruição de casas e vidas, pessoas sem nada a não ser a roupa do corpo, de uma hora para outra, miseravelmente mais pobres do que de costume. Uma catástrofe como nunca se viu nesses Estados.

A solidariedade, como sempre e com justiça, aflora nessas horas e o grande apelo passa a ser o de atender as necessidades básicas e imediatas: roupa, comida, abrigo, remédios e água. Os que moravam em casas localizadas em áreas de risco ou voltam logo para suas casas recuperadas na base do jeitinho ou ficam anos morando em abrigos públicos a espera de uma nova moradia. Além da solidariedade e como consequência dela, vem o sentimento de aceitação da realidade dentro do espírito católico que prega que quanto mais um ser humano sofre, mais feliz ele será no céu. E ai, ao invés de se lutar para que o poder público não só construa novas casas em lugares menos arriscados, como também, que os gestores públicos e políticos implantem e sigam leis,normas e políticas que levem ao povo segurança e qualidade de vida, ocorre a submissão geral a um sistema de vida onde prevalece o interesse local ao contrário do comunitário.

As cheias, com a desolação e sofrimento que trazem, são apenas o retrato de um passado de administrações equivocadas nas cidades e do descaso para com  o meio ambiente. Representam  ainda um presente que não recolhe do passado nenhuma lição e que considera o futuro como algo que não existe. As cheias são a constatação das falhas da sociedade no uso dos recursos naturais, na convivência com o meio ambiente e no relacionamento com cada uma dos habitantes das cidades. As áreas urbanas continuarão crescendo e será cada vez mais necessário ter clareza de que não se pode mais brincar de gestor público ou, do contrário, além de cheias, teremos a manutenção de condições de vida medievais de volta à modernidade dos grandes centros urbanos.

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Sofrendo ou cantando na chuva?

segunda-feira, junho 21st, 2010

Acho que já poderiam ter composto aqui no Brasil uma música com o título sofrendo na chuva. Não faz seis meses e se via o sofrimento no Rio de Janeiro com o prefeito da cidade agindo com a presteza comum aos políticos brasileiros, comunicando garbosamente que o Presidente Lula já estava enviando milhões de reais para reconstruir tudo que fora destruído. Nada chegou até hoje… Ótimo, todos de volta às mesmas encostas e margens de riachos, córregos e rios, devidamente acomodados e torcendo para que uma próxima chuva não tarde, pois, ela é uma das formas de reformar o barraco, ganhar alguns móveis novos, roupas usadas aproveitáveis e, com sorte e um título de eleitor em perfeitas condições, ganhar até uma casa nova. Todos cantando na chuva…

O que acontece hoje já está mais do que explicado pelos estudiosos e sempre acontecerá por ser um fenômeno natural. É claro que estes, algumas vezes superam a normalidade esperada, porém, nunca estão fora das probabilidades de ocorrência. A cada cinqüenta ou a cada cem ou a cada quinhentos anos, ou até mil, dez mil anos, uma vez pelo menos ocorrerá.  O problema está exatamente no despreparo das cidades para enfrentarem esses fenômenos. E aqui, vale destacar o papel importante da sociedade, ou melhor, do povo para ficar mais explícita a ideia e dos prefeitos, os quais, para ficar mais claro também, serão denominados de políticos.

Quando a chuva forte vem começam as reclamações. O povo cobrando as promessas feitas nas campanhas e os políticos dizendo que os culpados foram os que estavam antes de seus mandatos. Nem uma coisa nem outra podem justificar as reclamações, afinal, a má gestão dos políticos é o retrato de um peculiar cruzamento entre as más intenções do eleitorado, o qual, buscando apenas seus benefícios vota e elege mentirosos, bandidos, enrolões, ladrões do dinheiro do povo e até fichas –suja, com os políticos cheios de boas intenções declaradas em palanques e repetidas em inúmeras entrevistas, porém, dificilmente postas em prática porque o próprio status da relação povo x poder público não deseja qualquer solução que não passe pelo atendimento imediato dos interesses locais e particulares. Na verdade, em geral, é uma enganação: uns fingem que querem fazer o bem para todos e outros acreditam que satisfeitas suas necessidades locais todos estão sendo beneficiados. Todos dançando na chuva…

Cidades de Alagoas e Pernambuco foram arrasadas em uma cheia pior que as mais recentes. Muitas dessas cidades são pobres, possuem prefeituras sem estrutura administrativa quase nenhuma e suas populações sobrevivem do “cartão de crédito†do Lulismo que é o Bolsa Família. A pergunta que sempre surge depois da catástrofe recorrente, é como evitar que ela se repita? Bem, do ponto de vista técnico tudo parece ser simples: planejar as cidades de forma diferente, evitando construir prédios de qualquer tipo em áreas de risco; remanejar as populações para longe dessas áreas e revitalizar as áreas de risco levando-as de volta às suas condições de normalidade ambiental. Do ponto de vista político-administrativo a coisa não é tão simples, pois, a própria população instalada em áreas de risco não acha muito justo ser transportada para a periferia das periferias onde até pegar um ônibus, quando se tem dinheiro, é um sacrifício. O desafio é muito grande para todos e uma saída é sem dúvidas estabelecer regras de gestão de recursos hídricos e cidades de modo que se possa conviver com os riscos utilizando-se das técnicas da engenharia e da arquitetura para que se possa gerenciar melhor os espaços urbanos.

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Meu morro, minha vida.

terça-feira, abril 20th, 2010

Em tudo mundo subdesenvolvido ou, para não ficar muito por baixo, em países em desenvolvimento como o Brasil, todas as vezes que acontece um desastre resultante da ação de fenômenos climáticos como enchentes, secas prolongadas,ventanias, furacões, terremotos ou nevascas a primeira coisa que se busca é um culpado. Quem deveria ter feito algo e não fez? Essa é a pergunta que começa a circular, normalmente voltada para o passado, o que parece ser lógico. Ninguém pergunta usando o verbo no presente:quem está fazendo algo para impedir que diante de ocorrências naturais previsíveis haja menos mortes e danos materiais?

Hoje se chora com razão os mais de duzentos mortos no Rio de Janeiro e a grande preocupação é saber quem deixou que aquele terreno público onde existia um lixão a céu aberto, fosse ocupado e urbanizado. Esta pergunta é inócua e intempestiva, pois, se alguma providência legal fosse ser tomada, teria que responsabilizar muitos dirigentes, empregados e funcionários públicos, além de pessoas privadas e associações, pastorais e outras ONG´s, as quais, em algum instante, levaram à construção de casas de alvenaria em terrenos instáveis, brigaram pela instalação de energia elétrica e água encanada, pavimentação das ruas e becos e, por fim, até pela legalização dos lotes invadidos.

A invasão de terrenos públicos fez escola na cidade do Rio de Janeiro, onde em 1950 houve o primeiro “Censo das Favelas”, quando se constatou que havia 35 mil barracos feitos de madeira, telhado de zinco e chão de terra. A partir de 1950, por meio de Decreto estadual, estabeleceu-se a proibição de construção em terrenos públicos sem autorização da polícia,sim, dela mesma. Com o Governo militar as restrições aumentaram, porém, movimentos como a Pastoral das Favelas, visando dar aos moradores dessas localidades condições dignas de moradia, ao invés de trabalhar para tirá-los de lá, se uniram a advogados para tentar regularizar a posse das terras públicas invadidas incentivando a substituição dos barracos pelas casas de alvenaria. Uma nobre missão que por ser passional e movida pelo exagerado sentimento de piedade cristã, deixou milhares de famílias vivendo em situação de risco de morte permanente.

Encerrado o Governo militar, o populismo tomou conta do Rio de Janeiro e a capital passou a ser o maior exemplo de descontrole e desrespeito ao que é público. Os morros se tornaram redutos eleitorais importantes e o banditismo que já avançava sorrateiramente na cidade, encontrou nos governos estaduais um parceiro perfeito para atuar como agente paralelo e independente do poder público. Milhões foram gastos para dar aos morros cariocas invadidos o aspecto de zona urbana regular e até projetos sérios financiados pelos Bancos Mundial e Interamericano, se perderam no turbilhão de ações negativas de gestão pública.

O Rio de Janeiro é uma cidade realmente maravilhosa e, apesar da destruição do espaço urbano, encanta pelo contraste entre o natural, o antigo, o moderno e os morros. Não é a toa que as favelas cariocas foram exportadas para todas as capitais do Brasil e cidades maiores. Desde 1942 as favelas da cidade do Rio explodiam em um romantismo típico do nativismo e do cristianismo brasileiros como se ouve na bela música de Herivelto Rodrigues, Ave Maria no Morro. Nem telhado o barracão tinha!

Em 1953, os compositores Luiz Antônio e Oldemar Magalhães, lançaram Barracão de Zinco. A visão já não era tão romântica e clamava por solução para uma moradia pendurada no morro, pedindo socorro à cidade e reconhecia que o barracão era uma “tradição do meu país”. Chega-se ao presente e se vê tão somente que a situação ficou muito pior. Hoje há muito mais invasões em áreas públicas de morros ou não, onde são construídas casas de todo tipo e modo, com o apoio direto do estado ou sua conivência. A sociedade, movida por uma culpa imposta por visões ideológicas, acha que os pobres podem fazer tudo.

A tragédia de Niterói não é novidade e não será a última,nem lá. As autoridades políticas seguem fazendo quase sempre os mesmos movimentos populistas e doando terrenos em áreas de risco para ocupação por pobres e necessitados. Na verdade, o medo de perder eleições impede que os políticos brasileiros trabalhem de modo a ter planejamento urbano para as cidades, gestão voltada para a sustentabilidade delas e firmeza na aplicação das inúmeras leis que existem em todas as esferas de poder. Por outro lado, a velha máxima de que o que é do povo não é de ninguém, tão bem utilizada no Brasil, retrata apenas como nossa sociedade ainda tem muito a aprender. Nos países que tem anos de história e possuem condições climáticas mais adversas que as daqui, seus habitantes aprenderam  que o que é do povo é um bem de todos e para todos, portanto, não pode ser administrado por qualquer um.

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Entre o público e o privado.

sexta-feira, março 19th, 2010

Há alguns anos atrás quando Lula ainda era do PT e o partido alardeava que tinha um jeito especial de governar, havia um forte, ideológico, passional e conveniente discurso contra a privatização dos serviços de saneamento. Até campanhas em que se dizia, para enganar a população, que a água não podia ser vendida, foram feitas e pagas com o suado dinheiro do trabalhador recolhido compulsoriamente via imposto sindical e das contribuições mensais daqueles que confiam em seus sindicatos. Ótimo. Cumpriu-se o papel histórico que cabia a cada um dos protagonistas daquele momento.

Hoje não! É duro ouvir discursos contra a privatização dos serviços de saneamento com base na mesma cantilena do fim dos anos noventa e início de 2000. Aquela questão já foi superada pelo próprio Lula que, tendo alcançado o paraíso do Planalto e, justiça se faça, realizado um Governo que é, nos defeitos e virtudes uma sequência dos governos anteriores, obtendo excelentes resultados econômicos e promovendo melhorias na vida dos cidadãos, principalmente os mais pobre e os mais ricos, não faz mais sentido fazer eloquentes discursos contra a participação do setor  privado na prestação dos serviços de saneamento. O Lula, ao sancionar a Lei 11.445/07 e tendo mudado radicalmente de postura e de visão, principalmente, ao abandonar as ideias e ideais petistas, é o mais efetivo exemplo de que as boas mudanças podem ser salutares contribuindo para um país melhor e acessível à muitos.

Na verdade a questão entre o privado e o público nunca tiveram o peso que os discursos petistas deram. Elas residiram estão localizadas num só ponto de diferença: os concessionários estaduais ou os serviços públicos municipais podem ser ineficientes a vida toda prestando maus serviços, tratando mal a seus clientes, operando sem qualquer preocupação com resultados e qualidade sem fechar as portas; os concessionários privados se operarem ineficientemente só terão um destino que é a falência, ou seja, o fechamento das portas trazendo muitos problemas para os clientes e para o poder concedente que terá que buscar uma solução com urgência. Assim, ambos, os operadores privados e os públicos, companhias municipais ou autarquias municipais só possuem uma diferença relevante quando se pretende discutir a forma de prestação dos serviços: os privados falem, os públicos não.

Graças a Deus com as mudanças ocorridas de 2003 para cá essa discussão vem perdendo espaço e sentido. Não há como considerar que há no mercado de saneamento excelentes operadores públicos estaduais e municipais que nunca serão ameaçados pela privatização, no entanto, aqueles que não mudaram sua visão e passaram ou passarem a atuar com visão empresarial e de negócio, estão sob sério risco de extinção simplesmente porque a população não que saber se o ” gato é pardo ou não, quer que ele coma o rato”. Ou seja, se o operador não for eficiente o próprio cidadão, mola mestra do mercado, exigirá a sua substituição.

O que precisa ficar entendido hoje é que há urgência em se superar os déficits existentes no saneamento no Brasil e que isso só poderá ser feito com boa gestão que propicie o equilíbrio entre receitas, despesas e investimentos capazes de levarem à universalização dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.Não há sonhos ou fantasias ideológicas. O que há é uma realidade clara de demandas e de resultados obtidos por operadores públicos e privados que servem para demonstrar que não há complexidades no processo de gestão e sim, dificuldades, que são vencidas com vontade política, profissionalização da gestão dos operadores públicos, regulação, planejamento,tarifas justas e viáveis, controle e investimentos regulares e contínuos.

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A Copa de 2014 em doze séries:Manaus

domingo, janeiro 24th, 2010

Segundo a AESBE-Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais, na matéria publicada em novembro de 2009, na revista SANEAR, número 8, há o seguinte perfil para a cidade de Manaus no que se refere a abastecimento de água e de esgotamento sanitário:

Habitantes:1.649.000

Cobertura com água:96,2%

Cobertura com esgotamento sanitário: 33% , sendo 13% públicos e 20% de sistemas particulares

Meta da Copa: 51% de esgoto e 100% de água

Investimentos no setor: R$ 500 milhões para água e R$ 150 milhões para esgoto.

Bem, como o índice de cobertura está muito baixo,não se chegará com certeza aos 51% até 2014,a não ser que ocorra um forte avanço na participação da iniciativa privada na prestação dos serviços em Manaus.Os investimentos totais para a Copa estão previstos em R$ 6 bilhões.

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A Copa de 2014 em doze séries: Fortaleza (Correção)

domingo, janeiro 24th, 2010

Para Fortaleza,capital do Estado entregue hoje ao coronelismo da família do Deputado Federal Ciro Gomes,se prevê a modesta quantia de R$ 9 bilhões de reais de investimentos em obras para que ocorram dois ou três jogos da copa do mundo na cidade. A AESBE-Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais, na matéria publicada em novembro de 2009, na revista SANEAR, número 8, mostra o seguinte perfil da cidade no que se refere a abastecimento de água e de esgotamento sanitário:

Habitantes:2.505.552

Cobertura com água:97,83%

Cobertura com esgotamento sanitário: 51,96%

Meta da Copa: 63% de esgoto até 2012 e 97,85% de água,também até 2012

Investimentos no setor: R$ 458,9 milhões

Como a diferença entre o que se investirá nos serviços da CAGECE-Cia. de Ãgua e Esgotos do Ceará e o R$ 9 bilhões previstos,se espera que grande parte dos recursos seja aplicada na implantação e melhoria de sistemas de drenagem e tratamento de lixo.

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Espaço para o saneamento

sexta-feira, novembro 6th, 2009

O saneamento no Brasil é tratado como algo de valor quando se deseja conseguir recursos financeiros para obras, obras e obras. Quando se fala em desenvolvimento econômico e sustentabilidade, colocando-o como um negócio essencial à vida e um bem valioso que todos têm direito de receber, já não há tantos interessados em defendê-lo. Quando se trata o saneamento como uma ação de saúde pública e se considera que ele é um dos pilares para a gestão integrada,principalmente, em áreas urbanas, há uma visível desvalorização. Na verdade tudo decorre das razões de origem da gestão pública do saneamento no Brasil que sempre quis caracterizá-lo como um elemento de barganha à disposição das lideranças políticas, destacando-se a velha “pena d´água” trocada por votos. Hoje já há algumas mudanças, porém, muito ainda deve ser feito para que se tenha a real valorização do saneamento. Este espaço no portal TUDOGLOBAL é uma porta aberta para que aqueles que desejam mudanças reais na gestão dos serviços de saneamento, na elaboração de projetos, na execução de obras e na valorização do saneamento. Vamos participar!

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