Diante de tanto sofrimento e de inacreditável cenário de destruição, ainda fica no ar a pergunta não esclarecida pelos estudiosos da meteorologia e da hidrologia: porque, de repente, tantos rios acumularam volume de água tão elevado? Do lado de Alagoas, os rios ParaÃba e Mundaú, ambos nascidos em Pernambuco, se encarregaram de provocar um verdadeiro Tsunami nas cidades de Quebrangulo, Paulo Jacinto, Cajueiro, São José da Laje, União dos Palmares, Santana do Mundáu, Branquinha e Murici. Em Pernambuco os rios Una, Ipojuca, Tapacurá e Sirinhaém, por onde passaram cheios, deixaram destruição e miséria que será difÃcil de se contornar por muitos anos.
Uma barragem teria rompido? Esta pergunta tem resposta fácil, pois, os rios que provocaram a catástrofe tem todos eles bacias hidrográfica independentes e, portanto, se houvesse uma onda de cheia resultante do rompimento de barragens ou da abertura brusca de comportas de grande porte, seria necessário que isso tivesse ocorrido em todos os rios ao mesmo tempo. E mais ainda, as barragens deveriam ter grande porte. Primeiro, é interessante saber que os trechos que provocaram as cheias não possuÃam barragens em seu leito ou em afluentes representativos; segundo, seria necessário uma convergência de rompimentos simultâneos de barragens em vários rios que só poderia acontecer se fosse provocado pelo homem em explosões de paredões e maciços de barragens ao mesmo tempo. Assim, a hipótese de barragens terem rompido parece ser insustentável.
Então, foi um excesso de chuvas na cabeceira ou nascentes dos rios? Bem, se não foi isso, poderemos começar a acreditar que foi um segundo dilúvio para purgar pecados de pobres sofredores que mal tem o que comer e poucas perspectivas de vida melhor, lhes são dadas. Na verdade, apesar da pouca participação de meteorologistas nos noticiários escritos, falados ou televisionados para explicar o que aconteceu, é fácil supor pela quantidade de chuva que caiu entre os dias 17 e 18 que houve sim, um anormal e concentrado volume de chuvas caindo sobre as nascentes dos rios.
Seria possÃvel evitar a cheia? Não, só que ela não teria as proporções que teve; Seria possÃvel evitar os prejuÃzos materiais e as mortes? Não, seria possÃvel reduzir a sua quantidade. Como isto poderia ser feito? Com as Secretarias de Recursos HÃdricos passando a se preocupar mais com a gestão dos corpos d água do que com a construção de sistemas de abastecimento de água, entrando em disputa permanente com os prestadores desses serviços sem a menor necessidade. Ter um plano de diretor de bacias e um plano de gestão de recursos hÃdricos é um bom passo para que se gerencie bem uma bacia hidrográfica, no entanto, não é condição para que se tenha monitoramento, controle e operação adequada dos recursos hÃdricos.
UM POUCO DE POLÃTICA…
Ontem foi divulgado mais um resultado de pesquisa eleitoral para presidente e, infelizmente para o povo brasileiro de bem, como gostavam de dizer os petistas, o presidente Lula, ou melhor seu boneco ventrÃloquo chamado Dilma Roussef, está com 40% contra os 35% de José Serra.
Lamentavelmente é fato constatar que o presidente Lula é um mestre na polÃtica nacional. Consolidado como lÃder maior e querido daqueles mesmos polÃticos que há anos vivem nos Palácio do Planalto ele, vendo que “criou” um mundo perfeito em BrasÃlia, fundou a DINASTIA LULA. Inteligente, para se eleger em 2002, Lula se uniu aos de sempre e submeteu-se aos financiadores de campanha dominantes. Mudou o discurso petista que sempre foi falso em sua essência e resolveu que ia governar de modo que o que era ruim ficasse pior ou permanecesse na mesma e o que era bom, fosse entendido como algo criado por ele. Assim, a corrupção, por exemplo,não foi sequer perturbada. Ao contrário, virou um jóia da coroa do governo petista(?). Não existe, ninguém vê, ninguém sabe. Desta forma, é difÃcil imaginar até quando a dinastia Lula se sustentará, pois, para que mudar se os pobres melhoraram de vida, os ricos estão cada vez mais ricos, os amigos do poder e polÃticos de quase todos os partidos nunca auferiram tantos “lucros”?A missão do José Serra é quase  a de um cruzado: enfrentar um “sistema” que, se apropriando de tudo que os outros fizeram de correto e bom, tem como lÃder um indivÃduo messiânico, mÃstico e mÃtico.

