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NUNCA ANTES NA HISTÓRIA…

segunda-feira, novembro 1st, 2010

Agora o Presidente Lula pode de verdade e com razão, pelo menos uma vez em oito anos, dizer que nunca antes na história deste país uma eleição foi realizada de forma tão pouco republicana como a de 2010 para Presidente da República. Ele próprio comandou o desrespeito a lei com uma naturalidade pouco vista e o nível da campanha, entre os dois principais candidatos, nunca foi tão agressivo e reprovável como o que se viu. Em resumo, pode se considerar que o que mais parecia preocupar aos candidatos era provar que seus currículos tinham menos escândalos que o de seu adversário ou, que entre seus assessores, não havia campeões em desvio de recursos públicos. Uma triste campanha que em suma atesta quão pobres de lideranças de verdade está este início de século XXI. Um alento resta quando se analisa o que aconteceu nas eleições para Governadores, pois, em Estados importantes para a sustentabilidade do princípio federativo o nosso “sol do sóisâ€, não conseguiu impor a vontade dele e o povo foi soberano na escolha de candidatos que não representavam retornos ao passado ou atestação de que a memória do eleitor é fraca. Registro se faça sobre a vitória justa e reconhecida do Governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho que foi reeleito enfrentando uma aliança que se compunha de Collor, Lula, Dilma, Renan e Ronaldo Lessa.

Encerrada a eleição, resta agora a velha máxima de que o que passou, passou e vamos para frente, pois o Brasil é maior que seus políticos e, graças a tudo que foi iniciado em 1994, há realmente uma esperança de continuidade de desenvolvimento, apesar dos riscos do continuísmo dos mensalões, taxas de sucesso e outras coisas mais que tanto nos envergonharam. A eleição da ex-ministra Dilma é emblemática por várias razões que podemos relacionar:

- Pela primeira vez um presidente impõe uma candidata e por pouco, dispensava até eleições para isso;

- Uma mulher foi eleita em uma sociedade machista e, pior ainda, em um meio pouco dado a respeitar a opinião das mulheres que é o meio político;

- A candidata eleita vem de uma escola ideológica e que sonhava com um país para todos.

Só o tempo poderá dizer se a escolha foi a melhor. Não faltarão desafios para a futura Presidente da República. O maior deles, sem dúvida, será ser ela mesma sem aparentar ser o Lula de saias e outro, se impor perante toda uma turma de aliados, deputados e senadores que formam uma base de apoio cujo compromisso com a ética já foi testado em mandatos anteriores e agora na campanha de 2010. O brasileiro é um eterno esperançoso, ou melhor, como afirma Ariano Suassuna, ao invés de ser um eterno otimista, é preferível ser um realista esperançoso. Vive-se um momento de crescimento econômico, desenvolvimento social e melhoria de qualidade de vida do povo brasileiro, no entanto, há muito a fazer para que os pobres do país sejam tratados como reais cidadãos e não apenas como cadastrados no programa bolsa família ou sendo educados em PROUNI’s da vida, para enfrentar um mercado de trabalho que só os habilitará a serem funcionários públicos aprovados não por competência e sim por militância a favor de alguém ou de um partido. Apesar da campanha, apesar de alguns eleitos para o Senado e para Câmara dos Deputados, hoje é de novo dia de confiar ou de ter esperança de que nunca mais na história deste país teremos um presidente que acha que é Deus e que está acima da lei. Torçamos todos para que a candidata eleita, futura presidente Dilma, seja humana ou, no popular, seja de carne e osso como todos os brasileiros. No campo do poder executivo há um caminho aparentemente delineado sobre o futuro. Os maiores e mais graves problemas estão nos poderes legislativo e judiciário, com sérias implicações sobre o futuro do país e de seus cidadãos, pois naqueles poderes, não se nota muita conexão entre os verdadeiros princípios da legalidade e da justiça com a vida de cada um dos brasileiros, principalmente os mais necessitados e aqueles que trabalham dia após dia na geração de renda e de impostos. Sobre estes poderes, a presidente eleita pouco pode. Porém, a esperança realista está sobre a oposição que nunca antes na história deste país foi tão pouco combativa como nos oito anos do Governo Lula. A oposição precisa existir de novo no Brasil.

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Um último olhar para o futuro.

sexta-feira, outubro 29th, 2010

Estamos nos aproximando do fim das eleições presidenciais de 2010. Como tem acontecido nos últimos oito anos, esta eleição também é um sinal evidente e claro da degradação ética da política no Brasil. O mais grave é constatar que quase a totalidade desse processo, é decorrente do comportamento do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e de grande parte dos amigos políticos que ele cooptou durante seu governo. Bem, falar sobre Lula, criticando-o, sempre foi uma tarefa perigosa, face ao patrulhamento às vezes agressivo de seus seguidores, mesmo aqueles que se dizem ou aparentam ser, intelectualmente mais preparados. Mais sério ainda é criticar nos dias de hoje, quando começa a se delinear com firmeza, um movimento dentro do Governo Lula e de seus fiéis, para controlar a imprensa.

Mesmo assim, é muito importante, até para que existam opiniões divergentes diante da unanimidade que se deseja impor, que falemos sobre alguns pontos que são apresentados ao povo como verdades inquestionáveis.

Um primeiro mito que se criou nestas eleições é o de que Lula lutou contra a ditadura. Todos sabem que não foi bem assim. Lula foi o primeiro e mais importante líder sindical do Brasil. Por causa da atuação dele, mesmo durante o período da ditadura, as relações entre patrão e empregados, até no serviço público, mudaram para melhor em favor dos trabalhadores e da prestação dos serviços. Ele foi muito competente como sindicalista. Já como político, foi um fiasco total. Eleito deputado federal com a esperança de muitos de que na Câmara passaria a lutar contra as coisas erradas, nunca fez sequer um pronunciamento que servisse para denunciar as irregularidades que eram e continuam sendo praticadas no Congresso Nacional. Como Constituinte, nada fez também, a não ser, ser contra tudo e não se envolver com nada. Ao desistir de se candidatar a reeleição para deputados, pronunciou a sua única frase como parlamentar: a Câmara é um lugar onde existem uns 300 (trezentos) picaretas. Com esta frase, ele na verdade já estava formando o time de deputados que o seguem fielmente hoje, acrescido dos petistas e demais fiéis de outros partidos políticos. Para completar, na luta pelas diretas já, ele mal era visto nos palanques.

Como presidente da República, Lula também deixa muito a desejar. Pretendendo ser o que ele nunca foi, que é ser político, na presidência ele viveu em eterno palanque. Sua maior característica é mentir sobre tudo, desrespeitar a Lei sempre e proteger a todos de seu círculo de amizade diante até de constatações de furto de dinheiro público, má administração do patrimônio público e uso indevido de recursos do Governo. Vive a dizer que o Brasil é o que é graças a ele, fazendo uma campanha ofensiva que leva ao povo uma mentira como verdade, sustentada com o bolsa família para os pobres e as facilidades de acesso a recursos federais para banqueiros e empreiteiros. Há um acobertamento da real situação dos pobres, hoje totalmente endividados com a compra de bens pelos quais não podem pagar. O índice de endividamento cresce no País e logo, logo, será criado o cartão crediário para pagar dívidas. O Governo Lula, teve como grande mérito, manter a política econômica do Governo FHC e não se deixar levar pelas teses terroristas de Dilma e José Dirceu. No resto, foi um Governo de incentivo a falta de ética e de aceitação da imoralidade na gestão de serviços públicos. Outra farsa bem trabalhada é a que se refere ao prestígio internacional que Lula deu ao Brasil. Qual? O que ele tem na Venezuela? Ou em Cuba? Ou na Bolívia? Ou na Argentina? Ou no Irã? Ou em Serra Leoa? Ora, meus amigos, nos países sérios da Europa e no Canadá, Lula é tido como um piadista bem intencionado que diz o que é normal a qualquer motorista de táxi, com todo respeito, que é: a pobreza tem que ser reduzida, deve haver emprego para todos, o governo tem que cuidar da saúde do povo, etc.etc.etc.

A campanha tem trazido outras mentiras também que são ditas pelo Lula e repetidas pela sua indicada, como por exemplo, aquelas que se referem a privatizações no governo FHC. Falando com justiça, não se deixa de aceitar a crítica de que, nem tanto como os lobistas do lulismo, alguns ganharam muito na intermediação dos negócios, o que foi reprovável. Daí, no entanto se dizer que as privatizações das Teles, das concessionárias de energia e da Vale do Rio Doce foram erros, é uma maldade de elevado grau contra a inteligência do povo. O maior exemplo do sucesso das privatizações está no enriquecimento extraordinário de um dos filhos do presidente Lula, conhecido como Lulinha o qual, em poucos meses, saiu de um emprego de biólogo no zoológico de São Paulo, para uma carreira fulminante de executivo de empresa de telecomunicações e transmissão de dados. O que é interessante captar dos discursos vazios de Lula e Dilma contra a privatização, é que durante os oito anos de governo deles, nada foi feito para corrigir os erros que eles tanto falam. Ao contrário, temos no Brasil a maior tarifa de celulares do mundo. E aí? O que foi feito pelo Governo Lula, sob circunstâncias suspeitas, foi recriar a TELEBRAS em arranjo com uma empresa privada de baixo nível.

O problema não está apenas nesta análise do Governo Lula, onde tenta se mostrar que ele é uma farsa e que o seu legado para o Brasil será extremamente nocivo, principalmente se houve seqüência na aplicação de suas idéias. A eleição da Dilma não garante esta seqüência nem de longe, é pior ainda. A aliança de sangue com o PMDB deixa claro que não haverá seriedade e nem responsabilidade no Governo, o jogo será de ganha x ganha, para eles. A candidata Dilma, como se viu até agora pelos resultados fracos do Minha Casa Minha Vida e do PAC I, também é uma farsa. Não tem experiência positiva nenhuma na administração pública e quando secretária de estado, fez parte de um dos piores governos do Rio Grande do Sul.

É triste observar que o que apresentam como histórico para que Dilma Rousef seja aceita como presidente do Brasil tem como fundamento duas coisas discutíveis e relativas. A primeira qualificação que lhe dão é ter sido torturada na ditadura. Sem dúvida, um crime abominável e inaceitável. Tão sério quanto colocar bombas em bancas de revista, aeroportos, rodoviárias e vias públicas para mutilar e matar inocentes. Porém, é lamentável ver que em 2010 está se fazendo referência a uma situação vivida há quase quarenta anos atrás e que tinha pelo menos dois lados: os que eram contra a ditadura e queriam que o Brasil se desenvolvesse como democracia de fato e de direito; e aqueles que, como a candidata Dilma, queriam ter no Brasil, uma ditadura comunista sanguinária e perseguidora, nos moldes Cubanos e Soviéticos. A segunda qualificação é que ela é uma mulher. Pobres mulheres trabalhadoras brasileiras. Se for por isso, melhor seria ter a Ana Maria Braga ou a Xuxa ao Marlene Matos ou irmã do Airton Senna.

O voto do dia 31 de outubro próximo poderá nos levar a dois caminhos totalmente distintos e opostos. Serra, apesar de não ser uma liderança nova, está mais capacitado para dirigir o Brasil com ética e busca de eficiência da execução da missão do Governo Federal. Dilma, significará um grave retorno a períodos que a história, no mundo todo, já condenou, além de ser uma pessoa que tem primado pela mentira durante toda a campanha.

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