Nunca antes na história do Brasil, um Presidente da República conseguiu manipular a população de forma tão abrangente e quase homogênea quanto o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva vem fazendo. É de impressionar como o que era errado se tornou certo, o que era desvio de recursos públicos virou falha a ser apurada e o que era absurdo se tornou natural ou normal, desde que tivesse a benção do Lula. Agora o Presidente lança dois factóides: o primeiro foi a proposição de criação de um gestor para os recursos financeiros que serão movimentados para a Copa de 2014 e para as OlÃmpiadas de 2016, cujo cargo será conhecido como Autoridade OlÃmpica Nacional e o outro, o PAC II.
Na verdade não se entende bem o porque de uma Autoridade Nacional para esportes em um PaÃs, onde nunca antes em sua história, houve tantos ministros e militantes ocupando cargos a nÃvel de ministro. Talvez seja porque o atual Ministro dos Esportes, tomado de preocupação com o que vê se desenhar para um futuro próximo, questionou a capacidade de alguns estádios que serão construÃdos para a Copa de 2014. Por exemplo, para que estádios com mais de 30.000 lugares em BrasÃlia, Manaus ou Cuiabá. Depois da Copa os estádios não encherão com partidas de futebol nunca mais.
Quanto ao PAC II, na verdade se fez um comÃcio para a candidata de Lula, a ex-ministra Dilma. O que foi apresentado é uma tentadora salada de aspecto atraente,porém, sem qualquer substância. Os números dos recursos a serem destinados para as obras mudam a cada página do programa e não dá para saber se há qualquer garantia de execução de obras ou projetos no próximo ano. O PAC II se fosse lançado por outro governo ou outra pessoa que não fosse o inimputável e onipotente Lula, talvez servisse para o inÃcio de agressivos processos do Ministério Público. Os tempos mudaram muito e os conceitos sobre a correta gestão dos recursos públicos também.

