Amy Whinehouse – O Ocaso de uma estrêla
Morre aos 27 anos de idade o grande fenômeno musical dos últimos dez anos. Amy não quis lutar contra o vÃcio que a atormentava. A luta ficou mais difÃcil, há cerca de 3 anos, quando eram cada vez mais constantes os escândalos e as internações porque passava a cantora. A história se repete. Assim foi com Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Kurti Cobain e no Brasil Cassia Eller.
Revendo um de seus mais comentados shows, percebe-se sua instabilidade emocional. Ela extrapola extra e além-palco deixando clara a sua intenção kamikaze de se entregar totalmente ao destino que lhe fora reservado na galeria dos famosos.
Sua carreira meteórica reafirma que os grandes nomes do universo musical estarão sempre fadados ao universo convidativo das drogas. Suas composições eram autobiográficas e anunciavam o que estaria por vir. A importância da cantora para o universo artÃstico e reconhecido por todos do meio e seria impossÃvel deixar passar esse momento, mesmo que triste, sem que lamentássemos essa perda.
Amy Whinehouse deixa uma obra pequena, porém representativa dentro do panorama da soul music internacional.
O samba-canção, o jazz e o semi-erudito
A partir do lançamento de “COPACABANA” de João de Barro e Alberto Ribeiro, (Sêlo Continental), suplemento de Julho/Agôsto de 1946 – com Dick Farney cantando em português com entonação de cantor americano começa a surgir uma nova frente de música.
Ainda longe de ser uma Bossa-Nova, o samba-canção COPACABANA, muito sintomaticamente traz para a ribalta o cantor Farnésio Dutra que escolheu o pseudônimo de DICK FARNEY porque havia chegado recentemente dos Estados Unidos e teve a infantil idéia de de que faria carreira naquele paÃs cantando música americana. Lá ele não conseguiu, mas no caso do Brasil, sua voz agradava mesmo sendo quase uma réplica da de Bing Crosby. Dick Farney era um “bom” pianista e chegou a disputar lá nos Estados Unidos um concurso de imitação daquêle seu idolo, então no auge de sua carreira.
Pois é e foi assim que o cantor Farnésio Dutra, feito Dick Farney, resolveu tentar a sorte fazendo a coisa que mais parecesse com Bing Crosby, como o e samba-canção, mais sempre usando o estilo sussurrado do blues americano. O sucesso imediato junto ao público já alienado, foi imediato. Compositores como os já citados João de Barro e Alberto Ribeiro e mais, Alcyr Pires Vermelho, Benny Wolkoff, José Maria de Abreu, Luyius Bitencourt, Jair Amorim, Oscar Beland, Marino Pinto e Mário Rossi, começaram a produzir sambas lentos a base de orquestrações americanizadas, em que Dick Farney (e logo em seguida seu imitador Lúcio Alves), entrava com seus sussurros sobre os acordes jazzisticos do piano.
Até Dorival Caymmi, o estilizador dos motivos folclóricos baianos entraria nessa onda. dando parceria ao milionário Carlos Guinle em nome de uma amizade que incluia alegres passeios de lancha pela BaÃa de Guanabara, em companhia de mulheres bonitas e com farta cobertura de fotografos de jornais e revistas da época, como “O Cruzeiro”. Aliás, o samba “Sábado em Copacabana”, da dupla Carlos Guinle e Dorival Caymmi, teria sido feito num desses passeios e figuraria ao lado de “Copacabana”, de João de Barro e Alberto Ribeiro, como um dos mais representativos momentos da fase coca cola da Música Popular Brasileira. Em primeiro lugar, pela escolha do bairro Copacabana para tema da canção (o bairro era formado em sua maioria pela mais nova camada da classe média emergente e arrivista), e em segundo lugar, pela exaltação de um ideal de vida cujo contraste com o evidenciado nos sambas-canções da época anterior, é de saltar aos olhos. Senão vejamos.
Depois de trabalhar toda a semana,
Meu sábado não vou desperdiçar,
Já fiz o meu programa pra essa noite
E já sei onde eu vou começar.
Um bom lugar para encontrar
Copacabana
Pra passear à beira mar
Copacabana
Depois um bar, Ã meia luz,
Copacabana
Eu esperei por essa noite
Uma semana.
Um bom jantar
Depois dançar
Copacabana
Um só lugar
Pra se amar
Copacabana
A noite passa tão depressa
Mas eu vou voltar lá pra semana
Se encontrar um novo amor
Copacabana.
Muitas outras canções foram feitas ainda. Todas dedicadas a esse momento da MPB. Posso destacar: “Um cantinho e você” e “Ponto Final” (José Maria de Abreu e Jair Amorim).
“Se o tempo entendesse” (Marino Pinto e Mario Rossi).
“Reverso” (Marino Pinto e Gilberto Milfont).
“o Direito de Amar” (Lucio Alves), que também o gravou.
Eu viria a conhecer algumas destas canções depois que fiz seis anos de idade, mais ou menos quando começou a minha memória musical. Estas canções marcaram a minha infancia, junto com “Ouça” e “Meu mundo caiu” da Maysa Matarazzo.
É bom lembrar também, que algumas composições desta fase não poderiam se diferenciar muito da música norte-americana, porque foram arranjadas por uma nova geração de orquestradores, todos eles – como Radamés Gnatalli – profundamente influenciados pela pelo estilo “Gershwin”. Esses arranjadores, muito diferentes daqueles que haviam criado o samba canção, vinte anos antes, haviam se formado no perÃodo mais intenso da propaganda de guerra norte-americana que, incluia a investida no setor cultural, através da interpretação polÃtica da polifonia polÃtica do jazz como mais uma demonstração da liberdade ensejada pela democracia , o que exemplificavam com a exibição do virtuosismo que a sua música permitia, individualmente aos componentes das orquestras ou dos conjuntos. Aos músicos, como sempre coube a melhor e, as vêzes também a pior parte. A alienação dos orquestradores chegou a tal ponto que, em determinada apresentação da cantora Aracy Côrtes, no ano de 1957, foi-lhe quase impossÃvel cantar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro o samba ‘Ai ioiô”, tal era o excesso e a confusão de acordes acrescentados a música. Sem essa “riqueza de orquestração”, a saudosa Aracy Côrtes havia cantado essa mesmo música de seu repertório, pelo menos umas quinhentas vezes.
Este amigo de vocês, poeta e estudioso da música pergunta: O que é mais importante: a obra criada em sua plena essência ou a imposição de um ponto de vista musical ?. Não respondo, deixo aqui a pergunta. A verdade é que sempre estamos passando por desencontrados caminhos.
Primeiro, jazzificado, depois abolerado, prosegguiria o samba-canção durante mais de 10 anos até, que a partir de 1958, a denominação bossa-nova viria pôr fim a confusão, sacramentando tudo isso, toda essa agressão a nossa música,através da eliminação dos ultimos toques de originalidade do samba tradicional. O nosso samba !
Rui Agostinho (sobre pesquisa e literatura de debates)
A poesia de Dydha Lyra – Espêlho da sua alma
Quem passeia pelos jardins da poesia por certo terá a sua atenção voltada para a farta e homogênia obra poética deste alagoano de São José da Lage. Dydha Lyra, misto de cantor, poeta e artista plástico. Puro amor em sua essência, em perfeita harmonia com a linguagem poética que pratica, aquela que nunca se estingue porque trata do amor, da entrega, da dedicação. enfim do sentimento, do vem e floresce na alma Essa poesia transcende e nos leva por caminhos contemplativos e de pura reflexão. Como brinde dessa sua arte, uma de suas mais recentes poesias.
Inverno
Dydha Lyra
De onde vem esse repentino inverno
que ora invade minh’alma,
acinzentando meu céu interior
com densas nuvens
de lembranças?
Esta chuva, movediça,
(escorrendo pela vidraça)  desenha, aleatoriamente,
silhuetas nômades…
…vagando por destinos ignotos,
esboçados tão somente,
(no mapa egocêntrico do querer)
que conduz a um caminho Ãngreme e umbroso,
cuja descolorada sinalização indica:
dobre à esquerda, rua solidão;
agora, siga em frente,
parada obrigatória:
o coração.
Ibys Maceioh e Lalo Guanaes – Um passeio por outras Estações
Sempre é bom retornar ao nosso blog para indicar novos shows e atividades artÃsticas dos grandes nomes da música alagoana. Nunca houve um perÃodo tão efervescente e ao mesmo tempo tão repetitivo no nosso quadro de shows aqui em Maceió. PouquÃssimos são as excessões (Projeto Linda de Música e Artes e o Projeto Palco Aberto). Os investimentos na diversidade desses projetos levam a uma redundância e a saturação deste mercado. Isso leva a uma repetição dos mesmos artistas num breve perÃodo. Enquanto isso, outros talentos deixam de ter oportunidade de mostrar o seu trabalho ao público.
Felizmente, alguns nomes podem sair de nossas fronteiras mostrando a sua arte em
outros palcos. Ibys Maceioh é um desses artistas.
Ibys Maceioh & Lalo Guanaes, provam que um intercâmbio musical e possivel e provam que Alagoas e São Paulo fazem fronteira sim, quando o assunto é música.
LALO GUANAES.
Há muito mais semelhanças entre o compositor e violonista alagoano Ibys Maceioh e o compositor e pianista paulista Lalo Guanaes, Locutor e radialista, descobriu a música aos 13 anos, tocando violão e guitarra. Na banda montada com amigos, as composições misturavam o estilo pop com o rock progressivo. Aluno de canto da ULM (Universidade Livre de Música), no Festival de TatuÃ, em 1980, saiu vencedor na categoria melhor letra, com a canção “Tua Terraâ€. Na mesma época, enquanto autodidata, experimentava os primeiros acordes daquele que seria, para sempre, o instrumento da paixão – o piano. Participou de grupos vocais, entre eles, o Coral da ULM, Grupo Lumiá e o “Oficina dos Menestréisâ€, de Oswaldo Montenegro. Lalo Guanaes em sua arte, vai muito além do que sonha a nossa vã percepção.
Ibys é denso e fortemente comprometido com a cultura regional. Nele, a canção, cheirando a coentro, carrega no sotaque nordestino. Lalo, cuja canção viaja no romantismo, ora feliz, ora melancólico, é o mosaico das diferentes culturas que desenham a São Paulo de todos os tempos. Ambos exibem, porém, a mesma universalidade, garantida pelo sentimento daquilo que é mais humano. Os dois cultivam o toque da bossa nova. Os dois se encontram, dia 15 de abril, sexta-feira, no palco do Bagaça Botequim e Pestiscaria.
IBYS MACEIOH.
Alagoano de Porto Calvo. Artista versátil, agarrado ao violão desde menino, aluno de Dilermando Reis, TurÃbio Santos e Zé Romeiro, Ibys Maceioh é formado nas rodas de viola e serestas da vida. Mas fortemente influenciado pela música clássica, na qualidade de violonista e intérprete, imprime a própria marca em todas as canções – do samba ao jazz, com escala no coco e naturalmente, nos vários ritmos nordestinos, tais como o baião, xote e xaxado.
Poesia Viva
Â
        Pessoas
São apenas olhos
aquêles que me olham
e não me amedrontam.
São pontas de um tempo
que não reconhece o futuro
e o passado é apenas
a geometria do escuro.
E mesmo que não conheças
o teu futuro,
deixe a mala pronta,
 rasgue os rascunhos,
incinere o passado
que te incomoda.
E que tua voz esteja firme
quando deixares para trás
o rebanho que te oprime.
São apenas os olhos das pessoas
que te observam
Não juizes.
Rui Agostinho
Délia Fischer – Instrumental em clima colaborativo
A espontaneidade e a experimentação são ferramentas que, quando articuladas por uma músico competente, se tornam um tempêro indispensável na criação de músicas marcantes. No caso da pianista e cantora Delia Fischer as duas caracterÃsticas não são exatamente os tempêros das obras mas, o prato principal. Unindo isso à sensibilidade natural da artista, o que temos é uma carreira marcada pela singularidade de cada canção, caso das reunidas agora no disco “Presente” que teve lançamento em Setembro de 2010, seguido por uma série de shows. Este disco traz uma Délia produtora de seu pròprio trabalho e mais cantora ainda, desenvolvendo seu lado vocal. Tudo isso acontece depois de 11 anos afastada dos palcos e da carreira, dando uma repaginada em sua vertente musical. O cd. está a venda nas lojas especializadas. Eu recomendo, só resta conferir.
A Cultura ao alcance de todos
Enfim uma excelente notÃcia para os amantes da boa música. Chega neste mês a terrinha um dos melhores eventos culturais deste ano, o Maceió Jazz Festival. Nesta edição teremos a participação de músicos alagoanos engrandecendo o nome de Alagoas no cenário musical brasileiro. Além disso, acontecerão seminários e oficinas com a tutela de excelentes nomes da nossa música instrumental como Arthur Maia, Gilson Peranzzetta e Mauro Senize. Maiores informações com Silvana Valença: svlyra@chamusca.com.br Aproveito este espaço também agradecer e divulgar o convite feito pela UFAL, para colaborarmos no 2º FEMUFAL, 2º Festival de Música da Ufal, através do convite feito pela professora Ruth Vasconcelos Lopes Ferreira. O Festival acontecerá na Praça Multieventos na praia de Pajuçara nos dias 18, 19 e 20 de Novembro. Segue ao lado a programação oficial do Festival da UFAL e abaixo, a do Maceió Jazz Festival: Programação Completa Maceio Jazz Festival Dia 25 (Quinta)Dia 26 (Sexta)Dia 27 (Sábado)Dia 28 (Domingo) Atração Local Horário Maceió Power Jazz Palco 1 – RITZ LAGOA DA ANTA 16:00 as 18:00 Almir Medeiros – ALA SAX PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 20:00 Toni Augusto PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 21:00 Leo Gandelman PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 22:00 Final PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 23:30 Trio Cai Dentro Palco 9 SHOPPING MACEIÓ 24:00 as 01:30 Projeto Sonhos Palco 8 NEW HAKATA 24:00 as 01:30 Almir Medeiros – ALA SAX Palco 7 LOPANA 24:00 as 01:30 Chau do Pife Palco 6 SANTOREGANO 24:00 as 01:30 Geraldo Henrique Palco 5 – RAPA NUI 24:00 as 01:30 Blues Instrumental – Barba de Gato Palco 3 – MAIKAI 24:00 as 01:30 Toni Augusto Palco 2 – DIVINA GULA 24:00 as 01:30 Brasil Modern Jazz Quarteto Palco 4 – AKUABA 24:00 as 01:30 Atração Local Horário Brasil Modern Jazz Quarteto Palco 1 – RITZ LAGOA DA ANTA 16:00 as 18:00 Orquestra Filarmônica Santa CecÃlia PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 20:00 Brasil Modern Jazz Quarteto PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 20:30 Chau do Pife PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 21:30 Arthur Maia PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 22:15 Projeto Sonhos Palco 9 SHOPPING MACEIÓ 24:00 as 01:30 Trio Cai Dentro Palco 7 LOPANA 24:00 as 01:30 Toni Augusto Palco 6 SANTOREGANO 24:00 as 01:30 Maceió Power Jazz Palco 5 – RAPA NUI 24:00 as 01:30 Chau do Pife Palco 4 – AKUABA 24:00 as 01:30 Geraldo Henrique Palco 3 – MAIKAI 24:00 as 01:30 Blues Instrumental – Barba de Gato Palco 2 – DIVINA GULA 24:00 as 01:30 Blues Mascavo Palco 8 NEW HAKATA 24:00 as 01:30 Atração Local Horário Blues Mascavo Palco 9 SHOPPING MACEIÓ 13:00 as 14:30 Brasil Modern Jazz Quarteto Palco 10 PRAIA DO FRANCES 15:00 as 17:30 Orquestra Filarmônica Santa CecÃlia Palco 10 PRAIA DO FRANCES 15:00 as 15:45 Blues Instrumental – Barba de Gato Palco 6 SANTOREGANO 15:00 as 17:30 Chau do Pife Palco 1 – RITZ LAGOA DA ANTA 16:00 as 18:00 Everaldo Borges PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 20:00 Geraldo Henrique PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 21:00 Gilson Peranzzetta e Mauro Senise PALCO PRINCIPAL NA PAJUÇARA 22:00 Geraldo Henrique Palco 4 – AKUABA 24:00 as 01:30 Maceió Power Jazz Palco 3 – MAIKAI 24:00 as 01:30 Projeto Sonhos Palco 7 LOPANA 24:00 as 01:30 Trio Cai Dentro Palco 8 NEW HAKATA 24:00 as 01:30 Brasil Modern Jazz Quarteto Palco 2 – DIVINA GULA 24:00 as 01:30 Toni Augusto Palco 5 – RAPA NUI 24:00 as 01:30 Atração Local Horário Orquestra Filarmônica Carlos Gomes Palco 10 PRAIA DO FRANCES 15:00 as 15:45 Blues Instrumental – Barba de Gato Palco 10 PRAIA DO FRANCES 17:00 as 17:30
Jaraguá Tenis Clube . Os Bons Tempos Voltaram
Mesmo não tendo uma programação voltada para seus associados, o clube representativo dos populosos bairros do Poço e Jaraguá, vem retomando algumas de suas atividades sociais, permitindo através do uso de sua sede, que aconteçam eventos sociais como festas e cursos, aulas de dança e outras atividades que movimentam o clube. Para aquêles que não se recordam ou não alcançaram, o Jaraguá Tenis Clube teve o seu momento de glória e de franca atividade sócio-cultural entre os anos 60 e 70, quando a juventude da época se reunia não só nas atividades sociais como também em todos os dias da semana, mesmo que não houvesse festa no clube. A Turma do Queimado ou Turma do Tênis, que era basicamente formada por jovens moradores da região, agitava e movimentava o clube sempre com o apoio do José Elias Uchôa e do querido Alfredinho, que sempre deram sustentação a essa movimentação da turma nas dependências do Jaraguá Tenis Clube. Saudosa memória também temos todos que lá convivemos do nosso Roosevelt e também do querido França, de quem levavamos muitas broncas e recomendações. Que retornem o bons momentos ! Que o “Tênis”, como era chamado por nós, retome o seu caminho de glórias e de serviços prestados e dessa vez também para essa nova geração de jovens. Abraços saudosos para toda a Turma do Queimado ! Saudades de Vitoria, Luiza, Neno, Rico, Heloisa, Lúcia, Teresa, Fatima Maroca, Dé Potinho (in memorian), Gilvan, Arnaldo, Zé Maria (Dedé), Marta, Lia, Nona, Sônia, João, Rochinha, Jorge, Tonho Neguinho, Tonho Samarina, Gilson e Conceição, Nena, Deca, Guacira, Socorro, João, Doria, Béu e todos os outros que eu possa ter não mencionado. Só nos resta aguardar a nossa festa de reencontro para matarmos as saudades. Saibam todos que o verdadeiro sentido da vida e vive-la intensamente entre seus familiares e amigos. Assim vivemos aquêle perÃodo. Saudades !!
Não é ? Abestados !!
A vida vai moldando a gente e acabamos evoluindo e formando nossa personalidade e por fim, achamos o nosso caminho, nossa vocação e aquilo que emociona a nossa alma. Pois bem. Se não fôsse verdade tudo aquilo que nos foi ensinado por nossos pais, não teria eu, tido a capacidade de discernir, de enxergar o cor gêlo e diferencia-la da branca, o cinza da prêta e a mentira como uma coisa oposta a verdade. Saber identificar o certo e o errado, a mentira e a verdade, depende também da nossa vontade. E qual é a verdade sôbre a nossa arte. O que é ocultado e não é dito sôbre a Música Popular Brasileira ? Acredito que todos saibam a resposta. Ela anda mal da pernas. Anda mal das pernas sim. É algo real, verdadeiro, está aÃ, presente no nosso cotidiano, na nossa realidade. Está nos programas televisivos, misturado ao mal gôsto e a um universo de babaquices, agregado a um material de conteúdo insÃpido, inaceitável pela falta de proposta cultural. A chamada “interação da arte com o individuo comum” apregoada pelos intelectuais de carteirinha, deixa nossos ouvidos constantemente à mercê dêsse lixo musical que ora transborda pelo excesso de sua imbecilidade, e se esvai, correndo em direção ao rio das coisas perdidas, algo já muito comum nêste nosso paÃs. E dá raiva, dá dor, dá coceira, dá impaciência, dá até alergia e me perdoem o desabafo, dá até irritação no saco. Quando você procura os grandes representantes da nossa música; cantores, compositores, instrumentistas,em sua grande maioria,da melhor qualidade e não os acha, algo está errado. Se não estão na vitrine mostrando a sua arte, onde estão elês ? Onde eles se escondem ? Perdidos por aà ?, fazendo shows em GravataÃ, em Paratà ? estão nos arredores do Pelô ou estarão felizes nos clubes noturnos, nas emissoras de rádio. Será que eles sumiram porque foram confundidos com os grandes astros da Broadway por serem do mesmo quilate que elês ? Será que estão no Japão, num desses raros dias de “Brazilian Days”? Quem sabe até,  não estão em shows populares nas comunidades negras de Angola ? Será que elês estão nos palcos de nossos teatros, sendo aplaudidos pela massa ? Infelizmente não. Foram todos banidos pela falta de competência do Estado. Os Chicos, as Bethânias, os Miltons, as Simones,também os Boscos, os Djavans, as Nanas e até mesmo as Costas, os Toquinhos e os Gilbertos, que ocasionalmente mostram seu trabalho, foram deportados sem que precisassem siquer deixar o paÃs. Será que foram considerados “personas não gratas”, porque tinham o que o povo precisava, de brasilidade. Representam uma ameaça, porque podem trazer o entretenimento a população. Sumiram porque correm risco ? Risco de serem considerados úteis a Pátria, por serem a maior e mais eficiente arma contra a anti-cultura, no embasamento e formação multicultural desta nossa juventude que muito necessita de algo substancial, algo realmente importante para eles,que não seja tão sòmente as “feiticeiras”, as “tiazinhas”,as “mulheres melancias”,as “mulheres pêras” deste Brasil tropical? Vivemos um momento péssimo para a nossa boa música. Essa é a verdade de nossos dias. Eles são inglórios, e são injustos com nossos artistas que estão sendo substituidos por essa droga de nada, “como vovó já dizia”, que não acrescenta “nadica de nada” a cultura e que faz o povo ficar cada vez mais longe do artista, e o artista perder cada vêz mais o espaço que lhe cabe junto ao povo, junto a mÃdia, que agora só quer saber dos MC`s, ou do tal do funk (que de funk não tem nada e deve estar deixando o James Brown tremendo na sepultura) ou de uma música de péssima qualidade melódica,que conduz a um analfabetismo musical e que permite apenas, dois ou três movimentos. Ora é o sobe e desce, ora é o abaixa e arrasta, ou então é um bate coxa sensual onde a cultura dá lugar a um ritmo que pode ser chamado por um termo bem apropriado que tive a liberdade de criar agora. Bundal-vaginal. Que culmina com um frenesi constante, incessante, e que certamente busca o prazer. Mas calma ! Calma que eu também gosto de beleza e de sensualidade. Gosto delas, lavadinhas, cheirosinhas, no lugar adequado e não, enriquecendo os nossos “empresários de visão” que oportunamente andam por aÃ, usando e abusando dessas supostas “deusas” que se acham “ousadas”, e que na verdade, são “usadas” quando permitem o uso de seus corpos para uma causa tâo inespressiva. Como dizia o Arnaldo Batista:…Será que eu estou ficando Loki bicho? Acho que não. Que sejam tomadas todas as providências necessárias para que isso tenha um fim. Por tudo que argumentei e também porque é nossa obrigação lutar contra a má condução das verbas e dos seus objetivos verdadeiros que acho uma obrigação maior ainda, o acêrto nas estratégias por aquêles que são os provedores da cultura deste paÃs. Que sejam escancaradas todas as janelas possÃveis para a eliminação desse mal, e,òbviamente, que se ache uma solução imediata para sairmos ilesos deste ostracismo. Mesmo fértil, com novos valores surgindo, este ainda é um momento crÃtico da música, da arte, enfim, da cultura geral deste nosso PaÃs. Será que não merecemos isto. Será que somos realmente “abestados” como sempre disse e diz o nosso letrado deputado Tiriirica !?
 Rui Agostinho
Centenário de Custódio Mesquita
Compositor, pianista, regente e ator. Seu nome verdadeiro era Custódio Mesquita de Pinheiro. Tio do produtor cultural carioca Albino Pinheiro. Nasceu no bairro das Laranjeiras de famÃlia de classe média alta, aprendeu as primeiras noções de música com a mãe. Seu pai, Raul Cândido de Pinheiro, tocava piano, e lhe ensinou os primeiros acordes. Estudou com o professor Luciano Gallet, que lhe ministrou aulas durante pouco tempo pois o menino só gostava de tocar de ouvido. Estudou depois com o professor Otaviano Gonçalves. Muito indisciplinado foi colocado pela mãe para ser escoteiro no Fluminense Futebol Clube, onde se tornou tocador de tambor. Ficou pouco tempo como escoteiro, mas dessa experiência passou a se interessar pela bateria a qual aprendeu a tocar tanto quanto o piano. Estudou no Liceu Francês, no Flamengo chegando apenas até a terceira série do antigo curso ginasial. Iniciou a carreira artÃstica por volta dos 18 anos atuando como baterista em conjuntos musicais que se apresentavam no cinema Central. Entre 1935 e 1937, foi subsecretário a Sbat e em 1945, foi eleito conselheiro dessa entidade, a que estava filiado desde 1933. Não chegou, porém, a tomar posse do cargo porque morreria de crise hepática. Considerado pela imprensa e pelos fans um galã, sempre perfeitamente vestido e penteado, foi uma das principais figuras românticas da era de ouro da radiofonia e dos discos. 1931 Começou a atuar no rádio, inicialmente no “Esplêndido Programa” apresentado por Waldo Abreu na Rádio Mayrink Veiga. Passou em seguida a atuar na Rádio Philips, no Programa Casé. Por essa época começou também a atuar como pianista. 1932 Teve suas primeiras composições gravadas, os fox-canção Dormindo na Rua e Tenho um Segrêdo. Nesse ano, foi parceiro de Noel Rosa no samba Prazer em Conhecê-lo, gravado por Mário Reis na Odeon. 1933 O mesmo cantor lançou o samba Os Homens São Uns Anjinhos; João Petra de Barros gravou os sambas-canção Palacete de Malandro e Conto da Carochinha e, Carmen Miranda, o samba Por Amor a Esse Branco. Nesse ano, fez com o radialista Paulo Roberto os fox-canção Canção ao Microfone e Cantor do Rádio gravados por João Petra de Barros na Odeon. Também no mesmo ano, teve seu primeiro grande sucesso gravado, a marcha Se a Lua Contasse, lançada na voz de Aurora Miranda na gravadora Odeon. Fez sucesso também com o samba Doutor Em Samba, com letra e melodia suas gravado por Mário Reis na Victor e que era, veladamente, uma homenagem ao cantor, formado em direito e da alta sociedade carioca. 1934 Voltou a ter composições gravadas por Aurora Miranda, os sambas Câmbio de Amor, com Paulo Roberto e Moreno Jogador; o samba-canção Moreno Cor de Bronze e as marchas Eu Sou Pobre… Pobre…, Juntei Os Meus Trapinhos, Sobe Balão e A Lua Fez Feriado. 1935 Atuou em cinco filmes, todos com músicas suas, “Alô, Alô Brasil”, com direção de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, no qual aparecem as músicas Ladrãozinho, cantada por Aurora Miranda e Fique Sabendo, com Elisa Coelho ; “Estudantes”, de Adhemar Gonzaga, com a música Onde Está o Carneirinho, com Aurora Miranda; “Carioca Maravilhosa”, de Luiz de Barros, com a música Moreno cor de bronze, interpretada por Carmen Miranda; “Noites Cariocas”, do argentino Henrique Cadicamo, com as músicas Jardineiro Do Amor, cantada por Lourdinha Bittencourt, Conheço Um Lugar Onde Se Sonha, Hospedaria internacional e Tabuleiro e, “Favela Dos Meus Amores”, de Humberto Mauro. Nesse ano, Aurora Miranda gravou as marchas Coração Camarada, com J. Cortez e J. Milton, Cansei De Sofrer e Noites Cariocas; Silvinha Melo a canção Negra Velha e, João Petra de Barros, o fox-trot O Que o Teu piano Revelou, com Orestes Barbosa e a canção Tapera, com Alberto Ribeiro. 1936 Teve gravados os sambas Sambista da Cinelânia, com Mário Lago e CuÃca, Pandeiro, Tamborim…, por Carmen Miranda; a marcha É Noite, com Mário Lago, por Aurora Miranda; o samba Exaltação da Favela, com Dan Málio e a marcha Fruto proibido, com Orestes Barbosa, pelas Irmãs Pagãs, e a marcha Menina Eu Sei de Uma Coisa, com Mário Lago, por Mário Reis. A revista “O Sambista da Cinelândia”, encenada no Teatro Fênix, marcou sua estréia como compositor para teatro. 1937 Fez com Joracy Camargo o choro Quem é?, sucesso na voz de Carmen Miranda e Barbosa Júnior que o gravaram em dueto na Odeon. 1938 Atuou ao lado de Dircinha Batista, e outros no filme “Bombonzinho”, dirigido por Joraci Camargo. Nesse ano, teve a valsa Enquanto Houver Saudade, com Mário Lago, gravada por Orlando Silva na RCA-VICTOR no mesmo disco que tinha o grande sucesso Nada Além, fox-canção também feito em parceria com Mário Lago. 1939 Sua marcha Faça De Conta, com Mário Lago, foi gravada na Columbia por Emilinha Borba. Ainda neste ano atuou na peça “Carlota Joaquina”, de Magalhães Junior, fazendo o papel de D. Pedro I, tendo saÃdo em excursão pelo paÃs com a companhia Jaime Costa, chegando a Belém do Pará onde foi por algum tempo diretor da Rádio Clube do Pará. 1940 Seu fox Céu e mar, com Geysa Bóscoli, a valsa-canção Larãozinho, com David Nasser, e a marcha No meu tempo de criança, foram gravadas por Francisco Alves na Columbia. Nesse ano, teve lançado por SÃlvio Caldas um de seus maiores sucessos, o fox-canção Mulher, parceria com Sadi Cabral, com quem assinou também a valsa Velho Realejo, lançada com sucesso no mesmo disco. Também nesse ano, SÃlvio Caldas gravou com sucesso o samba Preto Velho, parceria com Jorge Faraj 1941 Teve três valsas gravadas, O Pião, com Sadi Cabral e Caixinha De Música, por SÃlvio Caldas e Bonequinha, com Sadi Cabral por Carlos Galhardo. 1942 Carlos Galhardo gravou a marcha Espera Maria, com versos de René Bittencourt. 1943 Assumiu o cargo de diretor artÃstico da gravadora RCA Victor, que exerceu até sua morte. Esse ano, por sinal, foi um dos mais férteis de sua carreira. Teve onze composições gravadas, entre as quais, O samba da Beatriz, com Evaldo Rui, gravado por SÃlvio Caldas; Olhos negros, fox-canção composto com Ari Monteiro e gravado por Nelson Gonçalves; Os Produtos Da Minha Terra, samba registrado por Isaura Garcia e Antigamente Era Assim, com Ari Monteiro e O Homem Da Valsa, com David Nasser, valsas gravadas por Carlos Galhardo. Gravou nesse ano com sua orquestra cinco disco com obras de Ernesto Nazareth, os choros Brejeiro, Bambino, Escovado, Apanhei-te Cavaquinho e Escorregando e as valsas Eponina, Gotas De Ouro, Expansiva, Faceira e Coração Que Sente. Também com sua orquestra acompanhou gravações de Nelson Gonçalves, Carlos Galhardo, João Petra de Barros e SÃlvio Caldas. Atuou ainda ao lado de Grande Otelo no filme “Moleque Tião”, de José Carlos Burle, sendo bastante elogiado. Nesse filme foram incluÃdas suas músicas Promessa, Mãe Maria e Pretinho. Ainda em 1943, iniciou fecunda parceria com Evaldo Rui, com o qual compôs trinta músicas, entre as quais o bolero Pra Que Viver?, gravado por Carlos Roberto e os sambas Pretinho, gravado por Isaura Garcia e Promessa, por SÃlvio Caldas. 1944 Fez com Evaldo Rui os sambas Como Os Rios Que Correm Pro Mar, dedicado aos olhos verdes da vedete Iracema Vitória e Noturno Em Tempo De Samba, gravados por SÃlvio Caldas; Eu fico e Não faças caso coração, por Isaura Garcia; Olha O Jeito Desse Negro, na voz de Linda Batista; o fox Nossa Comédia, gravado por Nélson Gonçalves, que fez bastante sucesso e a valsa Gato Escondido, lançada por Carlos Galhardo. Uma das melhores composições desse ano foi o samba Algodão, parceria com David Nasser e gravado por SÃlvio Caldas. Também nesse ano, teve registradas por Carlos Galhardo a valsa Gira…Gira… Gira… e o fox Rosa de Maio, parcerias com Evaldo Rui. 1945 Teve sete música gravadas, todas nos dois primeiros meses daquele ano: os sambas Eu fico e Não faças caso coração, lançados por Isaura Garcia, o samba Feitiçaria e o fox Sim ou não, por SÃlvio Caldas; o fox Voltarás e a Valsa de Quem Não Tem Amor, por Nélson Gonçalves, todas em parceria com Evaldo Rui e o samba-choro Flauta, Cavaquinho e Violão, com Orestes Barbosa, gravado por Aracy de Almeida. Sua última composição, que teve letra de Freire Júnior, chamava-se Despedida. Foi considerado um compositor de melodias elaboradas e que em muitas delas antecipou arranjos que somente seriam vistos durante a bossa nova como serão possivelmente os casos de Promessa e Noturno em tempo de samba. A sua principal composição, o samba-canção Saia do Caminho, com Evaldo Rui, somente foi gravada mais de um ano depois de sua morte, por Aracy de Almeida na Odeon. No mesmo ano, o samba Viva o Samba, também com Evaldo Rui e até então inédito, foi lançado por Linda Batista na Victor. 1949 O samba-canção Adeus, com Evaldo Rui foi gravado por Dircinha Batista e a valsa BeduÃna, com Davi Nasser, foi gravada por Francsico Alves. 1952 Carlos Galhardo regravou o fox Mulher, parceria com Sadi Cabral. 1954 Orlando Silva regravou o samba Feitiçaria, com Evaldo Rui. 1956 Cauby Peixoto regravou na Victor o fox-canção Nada Além, Roberto Paiva na Odeon o samba Preto Velho e Dalva de Oliveira na Odeon o samba-canção Saia do Caminho, com Evaldo Rui. 1957 A marcha Se a Lua Contasse foi gravada de forma instrumental por Lindolfo Gaya e seu conjunto. 1958 Ângela Maria regravou o samba Promessa e o samba-canção Saia do Caminho. 1961 Dalva de Oliveira regravou o samba Não Faças Coração, com Evaldo Rui. 1963 Lindolfo Gaya regravou com sua orquestra a valsa Velho Realejo, que foi regravada dois anos depois por Jair Rodrigues na Philips. 1968 O choro Quem é?, com Joracy Camargo foi regravado na Philips pela musa da bossa nova Nara Leão. 1974 Gal Costa regravou Saia do Caminho, em disco Philips. A mesma música seria regravada três anos depois por Nana Caymmi na CID e por Miúcha e Tom Jobim na RCA Victor. No mesmo ano, Maria Bethânia regravou o samba Promessa na Philips. 1983 Cauby Peixoto regravou o fox-canção Mulher. 1986 O pesquisador Bruno Ferreira Gomes lançou pela Funarte o livro “Custódio Mesquita – Prazer em conhecê-lo”. 2000 Teve as músicas Se a Lua Contasse, na voz e Aurora Miranda e Saia do Caminho, na voz de Aracy de Almeida relançadas pela EMI/Odeon na série “Ãdolos do Rádio – volume 1″. 2002 O professor Orlando de Barros da Universidade do Estado do Rio de Janeiro lançou nova biografia do compositor, “Custódio Mesquita – Um compositor romântico no tempo de Vargas”. Nasceu em 25.04.1910 Rio de Janeiro, RJ Faleceu em 13.03.1945 Rio de Janeiro, RJ SOBRE O ASSUNTO: O disco no Brasil PERSONALIDADES Vida & Obra PESQUISAS Carnaval Efemérides MPB por gêneros Copyright © 1997 – 2010 – Informações adquiridas através do Collector’s Studios de Restauração de Ãudios





