Posts para a tag ‘Ser’

Um sonho interrompido vitima da barbárie

sexta-feira, junho 10th, 2011

“Minha filha era um ser iluminado. Dizia que ia mudar o mundo, mas tudo terminou em vãoâ€. Com estas palavras a mãe da jovem e bonita estudante Giovanna Andrade, de 28 anos, torturada e morta cruelmente, se despediu de sua filha. O seu sepultamento com a presença de centenas de pessoas entre parentes, amigos e colegas de faculdade mostrou uma comoção calcada por muita dor e revolta. Cada depoimento ouvido de seus colegas, professores e amigos dava uma mostra do quanto ainda sonhava a bela Giovanna que tinha como objetivo: viver e ser feliz. No canto dos jovens da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Poço, estava faltando uma voz: a de Giovanna.

A jovem foi morta traiçoeira e covardemente sem nenhuma chance de defesa. As palavras do diretor presidente da instituição de ensino que ela estudava bem traduzem o sentimento de toda a sociedade alagoana: “Nós queremos que essa violência tenha um fim. Foi mais uma pessoa que morreu em vão. Esses  assassinos merecem prisão perpétuaâ€.

Este é o rumo da violência insuportável em Alagoas que a cada dia chega mais perto de nós. Espera-se apenas que a morte da jovem estudante não fique no rol dos muitos crimes insolúveis por despreparo do nosso aparato de investigação, a exemplo do jovem Fábio Acioli, até hoje sem resposta para a sociedade, que pasma, indignada e aterrorizada se tornou refém da criminalidade, pela ineficiência dos que deveriam cuidar de nossa  segurança.

 

Pérola do ministro Gilmar Mendes durante o julgamento de Battiste no STF: “Quando se fala em homicídio significa que alguém morreu”

 

Educação em boas mãos

Ao aceitar o cargo de secretário da Educação o advogado e professor Adriano Soares assumiu alguns compromissos: resgatar a qualidade da educação, atacar o analfabetismo e provocar um choque de resultados no setor. Não duvido um segundo de suas palavras porque o conheço. Tem uma história de vida exemplar, construiu sua marca de dinamismo na Administração Pública e sabe como poucos fazer acontecer. Coleciona vitórias na atividade privada como um dos mais brilhantes profissionais do Direito, respeitado e citado nos Tribunais Superiores e não é um neófito na Gestão Pública. Tem todo o cacife e vai mudar o corpo e a alma da Educação de Alagoas.

 

Lessa perde mais uma

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Arnaldo Versiani mandou arquivar ação inócua em que Ronaldo Augusto Lessa, o derrotado, pedia a aplicação de multa e a cassação dos diplomas do governador  Teotônio Vilela Filho, e de seu vice, José Thomaz Nonô

“Com efeito, não houve cessão ou uso de bens pertencentes à administração direta ou indireta dos entes da federação, não sendo cabível a aplicação das sanções de multa ou cassação na espécie. Desse modo, tenho como correta a decisão regional, que julgou improcedentes os pedidos formulados pelos recorrentes”, afirma, por fim, o ministro Arnaldo Versiani. É assim: perde aqui no TRE, dentro de seu desespero irracional apela e continua perdendo em Brasília. Não se convence que nasceu e vai viver com o estigma de perdedor.

 

Rogério/Luciano/Célia

Existe sim a real possibilidade de estarem juntos na próxima eleição o prefeito Luciano Barbosa, a deputada Célia Rocha tendo como candidato imbatível à Prefeitura de Arapiraca Rogério Teófilo.

O competente trio tem a plena consciência de que os interesses de Arapiraca estão acima de questões menores e poderão dar uma demonstração de unidade, com espíritos desarmados e força suficiente para prosseguir com uma administração que vem dando certo. Arapiraca não pode correr riscos e eles sabem disso.

 

Ah! Se Bin Laden soubesse

Essa era a piada contada em Brasília após a decisão do STF concedendo liberdade ao criminoso Cesare Battist e impedindo sua extradição: “Bin Laden deu bobeira. Se tivesse vindo para o Brasil teria recebido a proteção da Justiça e do governoâ€.

Para o governo italiano o gesto da Justiça brasileira “foi uma bofetada na cara dos familiares das pessoas que Battist assassinou friamenteâ€. A briga ainda não terminou: A Itália pretende recorrer a Corte Internacional “para reparar o erro do Brasilâ€.

 

Ponto para o crime

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8) o Projeto de Lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), pelo qual os condenados em todo o Brasil poderão descontar um dia de pena para cada 12 horas de freqüência escolar.  Uma aprovação irresponsável, provocativa e desrespeitosa com a dor da sociedade brasileira que já se vê refém do crime e clama por penas mais duras para  inibir a violência nossa de cada dia. O Congresso Nacional dá mais um exemplo de sua falta de sintonia com os anseios dos brasileiros

 

Um Conselho que atrapalha

O deputado Jeferson Morais fez a seguinte pergunta no plenário da Assembléia Legislativa: “Para que serve o Conselho de Segurança Pública� Ninguém ousou responder. Para mim é uma sinecura que atrapalha mais do que ajuda. Desconhecer a insegurança da população e ficar contra a contratação de 800 policiais da reserva para o trabalho interno nos quartéis, dando mais mobilidade e eficiência à tropa nas ruas é no mínimo burrice.

Não é a primeira vez que o tal Conselho embarca na contramão da eficiência e atrapalha a administração da Segurança Pública. Se não serve por que não aprovar lei extinguindo?

 

Até a Santa chorou

Dizem que a coisa está tão feia, que é tamanho o descalabro administrativo em palmeira dos Ãndios, que em solidariedade ao  pranto dos palmeirenses até uma imagem de nossa  Senhora das Graças “chorou†esta semana, fazendo todos crerem tratar-se de um milagre.

 

“Blindagem†atrapalha governador

O prefeito Cícero Almeida tem revelado em entrevistas e conversas reservadas ou não, que não anda nada satisfeito com o governador Teotônio Vilela. Ultimamente se disse “abandonado pelo companheiro que ajudou a elegerâ€. Esta semana indagado sobre o assunto o governador disse que “de nada sabiaâ€, muito embora o assunto venha sendo publicado em todos os veículos de imprensa. Será que o “séquito†palaciano não estaria blindando excessivamente o governador de noticias que não sejam de seu agrado? Muito ruim para um governante não saber o que se passa à sua volta. Coisa de amadores.

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A corrupção e os políticos alagoanos

sexta-feira, abril 1st, 2011

A corrupção tem que ser tipificada como Crime Hediondo e exigido o fim do foro privilegiado.

Há algum tempo atrás lia a notícia de que um político de destaque e irmão do Sultão de Brunei, chamado de Jefri Bolkiah, deveria devolver toda a sua fortuna construída segundo denúncias à base de corrupção e desvio de dinheiro público. Mesmo com a influência do todo poderoso irmão, foi condenado a perder tudo o que conseguiu desonestamente.

Fiquei então a imaginar: Se assim fosse no Brasil e particularmente aqui em Alagoas quantos políticos milionários não iriam ficar na miséria? Com certeza iriam perder suas arrogâncias, suas empáfias e a falta de vergonha que domina a maioria desta espécie desprezível.

A idéia de que o crime compensa aplica-se bem à corrupção dos políticos de Alagoas. Falta para punir os corruptos a presença de leis mais severas  e o  fim de inúmeros modos de burlar a aplicação das normas existentes, especialmente por meio de duas estratégias: a primeira é o uso espúrio do foro privilegiado e da imunidade, que protegem os agentes políticos dentro de uma espécie de redoma. Em seguida, vem a utilização desmedida “de recursos e manobras judiciais, que arrastam processos por anos ou décadas sem soluçãoâ€. Por essa razão, ainda que a corrupção política seja inscrita no rol dos crimes hediondos, isso não terá impacto na redução da criminalidade, uma vez que os envolvidos têm como escapar às penalidades que lhes seriam aplicadas. Só a sociedade mobilizada a exemplo do que fez com a Lei dos Fichas Sujas poderá encaminhar ao Congresso projeto de iniciativa popular tipificando a corrupção como crime hediondo e acabando com o imoral, indecente e afrontoso foro privilegiado.

“A crítica que os meios de comunicação social dirigem às pessoas públicas, por mais dura e veemente que possa ser, deixa de sofrer, quanto ao seu concreto exercício, as limitações externas que ordinariamente resultam dos direitos de personalidadeâ€. (Ministro Celso de Mello do STF).


CSA quer outro presidente

A gestão do presidente Jorge Sexto à frente do CSA tem sido comprovadamente um desastre absoluto. O time azulino praticamente chegou aos “estertores comatosos,†com morte encomendada e anunciada para tristeza e sofrimento de milhares de torcedores. Tudo fruto da incompetência administrativa e ausência de liderança suficiente para conduzir a equipe de maior e apaixonada torcida do futebol alagoano. Toma força um movimento de torcedores cujo objetivo é a saída do presidente cujo grito de guerra é:Fora Jorge Sexto!

 

Reféns do terror

A situação de medo até pouco tempo vivida pela população alagoana em relação à violência urbana e ao absurdo aumento de assaltos e assassinatos impunes chegou ao auge e transformou-se em TERROR. As famílias estão apavoradas, os pais não dormem enquanto seus filhos não retornam à casa, sempre temendo o pior. Do pobre ao rico todos estão reféns da marginalidade e diante de uma insegurança sem precedentes. Na realidade muito se fala e nada se faz em busca de soluções palpáveis o que acarreta ainda mais intranquilidade à sociedade. Até quando iremos suportar tamanha ameaça à nossa vida e ao nosso patrimônio? A Constituição manda que nos seja dada essa almejada segurança, mas quem está ligando para preceitos constitucionais ou mesmo para nossas vidas? Somos reféns do TERROR!

 

Renan não discordou

Setores da imprensa distorceram as palavras do senador Renan Calheiros quando este prestou solidariedade ao prefeito Cícero Almeida em discurso pronunciado em Murici. Em momento algum Calheiros se colocou contra o Ministério Público com relação a denúncia formulada sobre  a questão do lixo em Maceió envolvendo o prefeito. Apenas disse que “Almeida sairá desta, pois tem como provar sua inocência e até punir os culpadosâ€. Ninguém me contou. Eu estava lá e ouvi.

 

Lessa precipitado

Antecipando uma candidatura improvável, pois não sabe nem onde estará nas eleições: inelegível? Na cadeia? O derrotado Ronaldo Lessa vive a anunciar-se “pronto para disputar o pleito de 2012 para a Prefeitura de Maceióâ€. Perseguido por inúmeros processos de improbidade administrativa, frutos de suas desastrosas administrações e na pauta de praticamente todas as instâncias do Poder Judiciário, Lessa jamais conseguirá sair sem algumas punições que impossibilitarão sua inaceitável candidatura.

 

Almeida apressado

Hipotecar solidariedade à improvável candidatura de Ronaldo Lessa é no mínimo burrice do prefeito Cícero Almeida. Corre o risco de ficar sozinho desde agora no momento em que mais está precisando de aliados para salva-lo do inferno astral em que se encontra.

 

Ai é que mora o perigo

O deputado estadual Joãozinho Pereira falou esta semana sobre a situação da Assembléia ter ficado marcada pelo caso dos taturanas (vários deles reeleitos). “Onze novos deputados estão lá para fazer diferente. Vamos esquecer o passado e construir o presente, vamos fazer coisas novas e simples, vamos atuar de forma diferenteâ€. Ai é que mora o perigo.

 

Troféu Lagoa Mar

Neste sábado (02/04)  jornalistas do Brasil inteiro estarão em Alagoas para a grande festa de entrega do Troféu Lagoa Mar aos destaques do turismo de qualidade e Medalha Empresário Galba Accioly. Comandada pelo jornalista Antonio Noya não é apenas uma grande festa, mas a maior referência da promoção do turismo alagoano representando ampla divulgação de nossas potencialidades em jornais, revistas especializadas e da grande mídia nacional. Por sua importante significação no setor costumo chamar Antonio Noya de “senhor turismoâ€.

 

Direito de informar

O direito dos jornalistas de criticar pessoas públicas, quando motivado por razões de interesse coletivo, não pode ser confundido com abuso da liberdade de imprensa. Esse foi o fundamento do ministro Celso de Mello para rejeitar pedido de indenização do desembargador aposentado Francisco de Oliveira Filho, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, contra o jornalista alagoano Cláudio Humberto. (Site Cada Minuto)

 

PÉ DE PÃGINA

O ridículo slogan que a Secom arranjou para o Governo Estadual deixa uma tremenda “saia justaâ€. Pelo texto o próprio Governo não faz. Manda fazer. Por que mudar para pior? Coisas de egos explodindo de vaidades tolas.

 

Usar o dinheiro da merenda de milhares de crianças famintas para alimentar os seus prazeres lavados a Whisky, rações para seus cães e sustentar o luxo de madames é crime hediondo cometidos por prefeitos desonestos.

 

“Depois que o Coronel Dario Cesar assumiu o comando da PM de Alagoas, observei que a tão comentada indisciplina e arrogância dos militares da PM de estacionarem seus veículos em local proibido em frente ao Quartel da Polícia Militar, dificultando ainda mais o tão caótico transito da nossa capital, fato esse noticiado pelo semanário Extra, finalmente foi solucionado, provavelmente pelo pulso forte e capacidade de comando do  competente Coronel. O comando da PM foi mudado e novamente voltaram a estacionar seus automóveis nesses mesmos locaisâ€. (Mensagem de um leitor)

 

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Porque voto em Teotônio Vilela

sexta-feira, outubro 29th, 2010

Costumo escrever que ter dever de ser imparcial é juiz, jornalista jamais. O formador de opinião em sua essência não pode ser desonesto, tem a obrigação de ser implacável com corruptos e com aqueles que afrontam o interesse público, mas deve estar de prontidão para defender os princípios democráticos, a cidadania e estar sempre do lado do bem.

Minha opção pela candidatura de Teotônio Vilela ao governo do Estado vem exatamente calcada nesses princípios aos quais me referi. Talvez nos dois primeiros anos da administração Vilela eu tenha sido o jornalista que mais o criticou. Em alguns momentos cheguei a ser demasiadamente forte em minhas críticas. Contudo fui aos poucos compreendendo a essência e os propósitos do governo e do governador. Ninguém pode desconhecer que lhe foi entregue um estado destroçado nas áreas de educação e saúde. A irresponsabilidade administrativa com centenas de “servidores fantasmas†e pior: a credibilidade junto a setores empresariais e do próprio governo federal fora do Estado era algo bem perto do zero. O seu opositor, Ronaldo Lessa, fez um primeiro governo medíocre e um segundo desastroso. Levou Alagoas para o buraco. Ai estão denunciados  os desvios de finalidade, os crimes de responsabilidade, as licitações fraudulentas, a apropriação indébita do dinheiro dos servidores que deveria saldar suas dívidas com os empréstimos consignados, deixando grande número de pessoas com cadastro pessoal negativado no CPC e Serasa. E aqui faço uma ressaltava: que se retire dessa podridão administrativa o nome do vice-governador Luis Abilio, um homem honrado e íntegro, que cometeu apenas o erro de ser leal a alguém que não merecia essa lealdade e pagou muito caro por esse gesto que vinha de sua grandeza íntima. Sou testemunha de sua lealdade e de seu sofrimento.

Lembro de um fato que para mim é emblemático e retrata a administração Ronaldo Lessa: Uma pessoa me procurou objetivando conseguir um encontro para um amigo seu com setores do governo. Um empresário de Santa Catarina que pretendia instalar uma fábrica em Alagoas. Eu estava viajando e por telefone consegui a tal audiência. Ao retornar e encontrar a pessoa perguntei-lhe: – O seu amigo foi recebido? Vai instalar a empresa aqui? E ai veio a resposta: -“Olha, o cara foi muito bem recebido graças às suas recomendações. Mas após algumas reuniões com o pessoal do governo chegou à conclusão que teria que ter o dinheiro para instalar a empresa e uma quantia quase equivalente para pagar de propina. Desistiu do projeto e nunca mais quis conversa com Alagoasâ€. Como este, existem outros casos assemelhados que podem ser contados.

Teotônio Vilela teve amplas dificuldades para colocar Alagoas nos trilhos. Com uma equipe competente e com sua capacidade de fazer acontecer no tempo certo mudou o corpo e a alma do Estado. Se fez acreditado e os setores empresariais do Brasil  confiaram na seriedade de seu governo. Ai começaram a chegar as indústrias, os grandes empreendimentos comerciais e os hotéis. Coisas que no governo anterior não passavam de anúncios enganosos e propaganda falsa. Colocou as pessoas certas nos lugares certos, a exemplo de Luiz Otávio Gomes, Ãlvaro Machado, Rogério Teófilo, Mauricio Toledo, Sérgio Moreira para citar apenas alguns de uma turma de craques. Deu transparência aos atos de gestão e a palavra CORRUPÇÃO foi abolida das frequentes denúncias na imprensa ou nos inúmeros casos contados e recontados no governo de Ronaldo Lessa. O alagoano começou a saber para onde ia o dinheiro público.

São essas mudanças implementadas que precisam continuar e o trabalho plantado com muito sacrifício começa a dar frutos que representam a confiança em uma Alagoas com futuro de desenvolvimento econômico e social.

Estarei aqui neste espaço acompanhando estes avanços, mas também criticando quando for preciso. Por não confiar nos exemplos do passado e por acreditar na continuidade do respeito à coisa pública, do desenvolvimento e de uma Alagoas mais feliz, voto no próximo domingo em Teotônio Vilela. Voto por Alagoas, voto pelo Bem!

O respeito a Polícia Federal

Das instituições públicas brasileiras a que mais tem credibilidade diante da sociedade é a Polícia Federal. Hoje é um órgão moderno, eficiente, com profissionais jovens e extremamente capacitados. Tem contribuído muito no combate à corrupção. Tem levado políticos ladrões para a cadeia também tentado fazer uma faxina na sujeira plantada por agentes públicos desonestos.

No cumprimento do seu trabalho indiciou o ex-governador Ronaldo Lessa em mais um processo que se vê envolvido, este por formação de quadrilha e peculato.

O PDT partido de Lessa e aliado do governo do qual faz parte a PF fez publicar uma nota irresponsável e até comprometedora em defesa de seu filiado, Não apenas fere a capacitada Policia Federal, mas, sobretudo, agride a sociedade que não aceita esse tipo de ação marginal.

A fala dos derrotados

Ronaldo Lessa ao perder a eleição para o Senado em 2006 bradava para quem quisesse ouvir que foi roubado por Fernando Collor, que houve fraude gritante nas urnas. Eu mesmo ouvi dele algumas vezes e ali via o choro de um derrotado. Perdeu porque o povo assim o determinou, pela sua soberba, por não saber ser humilde e se cercar de vassalos que o bajulam pensando apenas nos cargos que poderiam ocupar para se locupletar. Por ser medíocre Lessa adora a mediocridade e detesta quem o conteste, mesmo sabendo que está errado.

Já falou em fraude no primeiro turno no que foi contestado de pronto pelo competente procurador eleitoral Rodrigo Tenório. Com certeza está com petição pronta para denunciar nova fraude quando perder a eleição no domingo. Teima em não aceitar a verdade das urnas.

Nem Lula, nem Dilma

O presidente Lula e a candidata Dilma estiveram aqui bem pertinho. Foram a Aracajú, Recife (muitas vezes) Caruaru, Garanhuns  e Serra Talhada (interior de Pernambuco), mas não vieram a Alagoas. E não foi nada por acaso, pois assim decidiu Lula que tinha um objetivo aqui: eleger o senador Renan Calheiros. Uma acreditada e respeitada fonte de Brasília me dizia: – “Lula não suporta o senador Fernando Collor e a campanha recomendou a Dilma que mantivesse distância para não se contaminar. O presidente acha Ronaldo Lessa um chato arrogante e despreparado. Gravou para o Guia Eleitoral forçado pelas pressões do PT e do próprio Renan. E para os do seu entorno nunca deixou de revelar que prefere em Alagoas a eleição de Teotônio Vilela, em quem confia e é amigoâ€. Essa foi a conversa ouvida na intimidade da residência oficial em Brasília na presença de dois ministros e do meu informante que é íntimo do poder.

PÉ DE PÃGINA

“Diga ao Téo que trate de ganhar esta eleição†(Recado dado por um importante interlocutor e mandado pelo presidente Lula).

“O presidente Lula disse a aliados que gravou contrariado para o candidato ao Governo de Alagoas, Ronaldo Lessaâ€. (Cristina Lobo, Globo News).

“Se o Teotônio tivesse construído uma Casa de Custódia, como lhe pedi, eu já tinha colocado o Ronaldo Lessa na cadeia†(Palavras que me disse um Desembargador).

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Um debate de bundões

quarta-feira, setembro 29th, 2010

Reprodução Gazetaweb

Desastroso! É assim que pode ser definido o debate dos candidatos ao governo de Alagoas na afiliada da TV Globo nesta terça-feira. Aguardado com expectativa o acontecimento foi frustrante e nos momentos finais sua audiência perdeu para o twitter daqueles que se dispuseram a ficar comentando os alarmantes pontos negativos do tal debate.

Propostas ninguém esperava, pois nenhum deles as tem. Mas pelo menos um confronto de ideias e nem isto aconteceu.

O debate foi pessimamente conduzido pelo jornalista Alexandre Garcia, que mais parecia um boneco doido, sem segurança com relação às regras do programa, perdido mais do que cego em tiroteio. Fez um papelão o “artista†mandado pela Globo.

Os personagens do debate não empolgaram em nenhum momento e todos falaram demais, mas não disseram nada.

Ronaldo Lessa nervoso, irritado, raivoso, só pensava em anunciar que o seu julgamento no TSE havia iniciado com o voto do relator favorável. É muito pouco ainda para contar vantagem. Insiste com o relatar “as grandes obras do seu governo: O Centro de Convenções e o Aeroportoâ€. Não fala concretamente do que pretende fazer se eleito. Repetir os erros do passado, com os mesmos que o ajudaram a errar? Calçar “as sandálias da humildade†e governar pelo interesse público e implementar mudanças de mentalidade e da maneira de administrar? Nada disso foi dito e o telespectador queria ouvir.

Teotônio Vilela: com sua característica frieza não transmitiu um centímetro de segurança e emoção em suas afirmações. Fala e repete números que são contestados pelos adversários e das mais de 40 empresas e 30 hotéis implantados em sua gestão. Não mostra um papel acreditado com esses números e por ser um político as pessoas desconfiam.  Não falou mais do “rombo†recebido como herança de seu antecessor. Não citou uma vez o seu candidato a presidente, mas ressaltou a figura do presidente de Lula. O eleitor de todos.

Fernando Collor estava menos tenso e à beira de um colapso como no debate anterior. Estava em casa e se sentiu mais seguro. Mas ficou acuado o tempo todo e não empolgou nem a ele mesmo. Foi “cutucado†sobre a relação conflituosa com sua ex-mulher, mas saiu pela tangente e ainda fez gracejos. No mais teve uma atuação medíocre e como os demais:  nada de propostas concretas.

Mário Agra, do Psol: não poderia mesmo se esperar que dali saísse alguma coisa. Não lê, não estuda nem conhece os problemas de Alagoas. Como não tem do que falar, nem sabe falar, insiste com o jargão de “divida impagável de Alagoasâ€, que já virou piada nas ruas quando o chamam de “Mário dívidaâ€. Deu o que tinha de dar: nada.

O quinto candidato, cujo nome nem lembro mais, é daqueles que não deveriam nem existir quanto mais ser candidato a alguma coisa. Ocupou um espaço nobre, tomou o nosso precioso tempo e só disse tolices.

Fez falta o candidato Tony Cloves, que foi impedido de participar por determinação de uma liminar do TSE, buscada pela emissora de televisão. Com sua presença pelo menos o circo teria tido alguma animação.

Se os alagoanos fossem decidir o candidato no próximo domingo pelo resultado do debate certamente os votos em branco alcançariam a maioria absoluta e ganharia no primeiro turno.

Resisti até onde pude, entre um cochilo e outro, mas não deu para esperar as “considerações finaisâ€, pois já sabia de antemão o que cada um diria: absolutamente nada.

Aqueles que assistiram até o final ou mesmo o grande número que desistiu no meio do caminho haverão de concordar comigo: foi um debate de Bundões!

Em tempo: Dicionário Aulete Digital – BUNDÃO – Diz-se de quem não tem fibra, energia, ânimo; que é desagradável, maçante

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Na terça novo debate, novas baixarias

sexta-feira, setembro 24th, 2010

“Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço, o que me coloca em nível mais alto do que o de qualquer políticoâ€. Charles Chaplin

Na próxima terça-feira está programado o último debate entre os candidatos ao governo do Estado. Desta vez o cenário vai ser a TV Gazeta e os participantes já se preocupam com alguns detalhes: querem um mediador indicado pela Rede Globo, pois não confiam nos operadores locais, tendo em vista pertenceram à fiel equipe do candidato Fernando Collor, dono do canal de televisão. Conheceram antecipadamente a regra do jogo, mas temem “surpresasâ€, diante dos antecedentes de comportamento dos veículos da Organização Arnon de Mello. “Irei blindado por um forte esquema jurídico, pois não posso nem devo confiar nas intenções do adversárioâ€, me dizia um dos concorrentes. Os demais, com certeza, adotarão as mesmas precauções, pois devem ter idênticas preocupações.

O que se esperar deste próximo debate? O de sempre: nada.

Lá estarão os três candidatos principais debatendo (ou brigando) e os três “secundários†atrapalhando se estes participarem.

Propostas que ninguém tenha a esperança de ver e ouvir. Nenhum deles durante toda a campanha mostrou a capacidade de apresentar aos alagoanos um plano de governo que atendesse aos maiores ou menores anseios da sociedade. Trataram de trabalhar na vertente da agressão recíproca e mostrar obras e realizações do passado, a maioria com recursos do governo federal.

Todos se mostrarão amigos do eleitor maior: o presidente Lula. E garantir que “com Dilma vai ser a mesma coisa ou até melhorâ€.

Mesmo que o jogo seja honesto Collor levará vantagem. Estará em casa, cercado pelos seus empregados, seguranças, amigos e dentro da sua “roda de poderâ€. Vai precisar disto para não aparecer com sua performance visivelmente transtornada como aconteceu no debate da TV Record.

Teotônio Vilela é o mais preparado, mesmo sem a desenvoltura dos dois principais adversários. Tem um Estado diferente para mostrar, com realizações, finanças equilibradas, geração de empregos e um crescimento industrial jamais acontecido em governos anteriores. Tem um governo com altos índices de aceitação, muita transparência e nenhum escândalo em sua administração. Tem ainda farta munição para atacar, principalmente contra o adversário Ronaldo Lessa.

Ronaldo Lessa entra em desvantagem diante das câmeras e dos expectadores. Sua participação no último debate foi prejudicada por sua arrogância, seu destempero emocional e sua agressividade gratuita. Repete todos os fatos e atos que o levaram à derrota em 2006. Não sabe aproveitar seu potencial de marketing, é pobre de imaginação, mas é bom de política. Pode se sair bem, mas ficam as dúvidas.

Eis ai a radiografia do debate (sic) de terça-feira. Quem não tiver o que fazer assista.

Não basta acomodar

Já escrevi aqui neste espaço e vou repetir para depois não dizerem que não preveni. Estive pessoalmente nos municípios atingidos pelas enchentes. O clima de tensão vivido nos acampamentos improvisados para os desabrigados da tragédia é grande e preocupante. Ninguém está dando muita atenção ao fato e fica se jogando responsabilidade de um lado para outro. A ociosidade poderá ser fatal e ai ninguém vai segurar uma onda generalizada de violência e revolta. Os prefeitos nada têm feito e as lideranças comunitárias não têm mais onde buscar apoio para ações de lazer, divertimento e ocupação. Quem os ouve não resolve e o agravamento e iminente. Está avisado e reavisado.

Caixa baixo

Nesta reta final de campanha um fato tem preocupado as cercanias do ninho tucano. Parece que até agora não se arrecadou o quanto se esperava para a campanha do governador Teotônio Vilela. Já começa a acontecer “chiadeira†e ameaças até de pequenos fornecedores da campanha que estão vendo a chegada das eleições e nada de dinheiro. Do lado político alguns compromissos importantes começam a ficar ameaçados pelo mesmo motivo. Ao que parece não está havendo competência no arrecadar,mas abusos no gastar. Desse jeito “a vaca pode ir para o brejoâ€.

A chegada do Biu

Ninguém se engane com o crescimento da candidatura de Benedito de Lira para o Senado Federal. Foi assim na última eleição quando chegou na frente para deputado federal com a expressiva marca dos 106.593 votos, surpreendendo muita gente. Começou de mansinho, ensaiou passos de dança, consolidou suas bases já bastante sólidas na maioria dos municípios do interior e ai na reta final já aparece na segunda colocação na disputa. Sempre soube onde queria chegar, é organizado e entende como ninguém de um produto: voto. Ao encontrar-me com ele esta semana foi enfático: “Alagoas compreendeu a importância da minha candidatura. Chegou a hora da virada!â€

Judson e Rui: a diferença

Nas ruas, nos bairros mais afastados e nas rodas de conversas políticas em restaurantes, reuniões sociais, na capital e no interior a conversa é uma só: “Os deputados Rui Palmeira e Judson Cabral fazem a diferençaâ€. Permaneceram longe das roubalheiras e da corrupção política generalizada, enfrentaram os poderosos chefes de quadrilhas que assaltaram o dinheiro público. Exerceram seus mandatos na plenitude da ética e do interesse público. Por isto mesmo receberão o agradecimento da sociedade em votos. Rui Palmeira será um dos deputados federais mais votados e Judson Cabral tem uma reeleição garantida, mesmo contra a vontade do seu partido que prefere os marginais.

Marketing em julgamento

O Portal de Notícias Tudo Global está com uma enquete no ar para saber qual o melhor Programa Eleitoral da televisão. Pelos votos dos internautas até agora o marketing de Benedito de Lira está dando uma goleada. O pior tem sido considerado o de Teotônio Vilela. Talvez reflexo da chatice do seu marketeiro mor.

Esqueceram os precatórios

A palavra “precatórios†até pouco tempo cantada e decantada pelos três principais candidatos ao governo, virou coisa proibida durante a campanha eleitoral. E os coitados dos servidores públicos ainda chegaram a acreditar na conversa fiada plantada para conseguir votos. Que ninguém se iluda: a novela vai prosseguir com o mesmo enredo: só receberão os apadrinhados e os próximos aos poderosos. Os pequenos servidores, os sofridos  assalariados continuarão com o pesadelo e a desesperança de um dinheirinho suado e perseguido. Qualquer um que prometer resolver estará mentindo.

PÉ DE PÃGINA

“Não adianta aparecer forçado no programa de Lessa e desanimado pedir votos para governador. Como também citações de Collor em seus discursos apopléticos. Em Alagoas Lula torce mesmo é pela vitória de Téo Vilela†(De uma fonte do Palácio do Planalto).

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Do suplente Euclydes Mello “Os números das pesquisas não batem com as manifestações das ruas. Collor está mais na frente do que revelam os resultados. Não seria exagero dizer que a eleição pode ser decidida no primeiro turnoâ€. Se assim fosse Guilherme Palmeira teria vencido as eleições em 1986 quando multidões o seguiam nas ruas e comícios. O cara não entende de nada mesmo, quanto mais de política.

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