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Porque Collor não traiu o chapão

sexta-feira, maio 7th, 2010

A notícia da candidatura do senador Fernando Collor ao governo do estado caiu como uma bomba no colo dos seus ex-aliados da frente de oposição, muito embora essa sua atitude tenha sido cantada em prosa e verso já há algum tempo. Os ofendidos, que antes aceitavam o seu apoio e até o cortejavam se apressaram em chamá-lo de “traidor e representante das forças do atraso”, alguns chegaram a beira da histeria em reuniões mais privadas. Agora faço eu uma pergunta: quem jamais ouviu uma palavra sequer de Collor em apoio ao pré-candidato da oposição, Ronaldo Lessa? Da mesma forma duvido que alguém tenha ouvido da sua boca que não seria candidato a governador. Eu mesmo abordei inúmeras vezes sobre o seu silêncio, cobrei uma declaração de Collor e nunca obtive o mínimo sinal de sua parte. E não me venham com essa história furada de que “quem cala consente”. Escrevi também neste espaço que Fernando Collor não gosta de Ronaldo Lessa e por que então a este deveria lealdade ou gentilezas? Na verdade o senador exerceu, mais uma vez, o seu estilo surpreendente, como o fez em 2006 quando lançou sua candidatura a senador 30 dias antes do pleito e venceu fácil o próprio Ronaldo Lessa, que deixava o governo supostamente carregado de votos. Collor é assim mesmo e vai continuar sendo. Pode até, hoje quando você estiver lendo esta coluna, ter desistido da candidatura , mas também poderá mantê-la até o final e com reais chances de vitória, pois assim mostram as pesquisas que o convenceram a se candidatar. Posso até discordar de suas práticas e de suas atitudes como homem público, mas uma coisa tenho que reconhecer: o cara tem destino e vocação política.

Baixa na austeridade

O governo Teotônio Vilela construiu nestes três anos e meio um novo estilo de administrar: transparência nos atos públicos, credibilidade do empresário nacional nas palavras e gestos dos gestores, e permanente vigilância na aplicação correta do dinheiro público. Com a saída de Antonio Sapucaia do DETRAN vai embora com ele um pedaço significativo do exemplo de homem público, do administrador probo e consciente de seu papel diante do interesse coletivo. Apenas os maus intencionados e os desonestos não o compreenderam. O governo tem grande responsabilidade em suprir essa lacuna.

É, mas não é muito

O Ministério Público Eleitoral resolveu agir contra a prática de propaganda antecipada e representou contra 21 pré-candidatos às próximas eleições. Todos abusam e afrontam a legislação eleitoral. Mas foi muito pouco. Continuam ai a circular pela cidade verdadeiros outdoors ambulantes com vans plotadas com mensagens subliminares e a foto do futuro ou futura candidata. Ninguém faz nada. Os procuradores também precisavam ouvir ou designar assessores para acompanhar programas de rádios e de televisões nos quais seus apresentadores fazem campanha aberta para si ou para seus candidatos. Uns podem e outros não?

Diarréia mental

O presidente do PT, Joaquim Brito, como sempre é mestre em falar demais e ir além de sua capacidade de raciocínio lhe permite. Tentando ser engraçado para “impressionar” os presentes em uma reunião e louco para aparecer na mídia declarou irresponsavelmente que “ o governador teria diarréia só de pensar em um debate com o grupo de oposição”. Esquece que o governador tem preparo, história e capacidade de argumento, ao contrário do seu partido que carrega em seu “portfólio” casos de corrupção, formação de quadrilha e até de assassinatos. Cala a boca, Batista!

Cadê o dinheiro?

O Sindicato dos servidores da Assembléia denunciou publicamente, o secretário da Fazenda Mauricio Toledo confirmou e a sociedade recebe mais uma aprontada pelos de sempre. O valor de dois duodécimos , quase R$ 19 milhões, foi repassado indevidamente para o Poder Legislativo sob a alegação de que o dinheiro seria utilizado para resolver pendências salariais junto a servidores. Simplesmente parte do dinheiro sumiu e nada foi usado em beneficio dos servidores. O caso vai parar na Justiça (literalmente parar). Alterou o “modus operandi”, porém os atores continuam os mesmos. E ninguém vai para a cadeia?

Duodécimos inconstitucionais

A Procuradoria Geral do Estado com muito estudo, equilíbrio e competência elaborou um parecer através do qual recomenda ao Governo do Estado a entrar com ação contra o gordo duodécimo considerado inconstitucional da Assembléia Legislativa. Todos sabem que é um abuso a pretensão daqueles que já recebem tanto em um Estado cheio de miseráveis. O parecer é irretocável e consubstanciado por robustos argumentos do direito.

Sobre o caso o governador Teotônio Vilela foi enfático: “Seguirei todas as recomendações da Procuradoria, como sempre o faço”.

Justiça e Máfia

A imprensa destaca esta semana uma história de amizade nada convencional e altamente suspeita. O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior, é acusado de manter relações muito estreitas com o mafioso Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li,chinês tido como um dos maiores traficantes do país. Telefonemas e e-mails mostram as “ligações perigosas” entre o mafioso e o filho do moralista senador Romeu Tuma.

A lugar nenhum

E o caso do bárbaro, cruel e desumano assassinato do jovem Fábio Acioli? Falam as delegadas, fala juiz, fala promotor, fazem espetáculos de pirotecnia, inventam cada dia uma história diferente e não se chega a absolutamente nada. O que estaria por trás disso tudo: falta de vontade de fazer acontecer ou incompetência mesmo?

PÉ DE PÁGINA

“Estou me desincompatibilizando por força de legislação sentimental, pois pretendo candidatar-me a maior assistência aos que me são caros, todos filiados a um partido familiar a que devo absoluta fidelidade”.
(Desembargador Antonio Sapucaia em carta ao deixar o Detran)

“Na administração de Teotônio Vilela Filho vi de perto o exemplo de honradez, dignidade e criteriosa aplicação de recursos financeiros, em contraste com a degradação moral que, nos dias atuais, enxovalha a política brasileira”.(Desembargador Antonio Sapucaia na mesma carta.

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Por que Collor não fala?

sexta-feira, março 19th, 2010

Não existe quem me convença de que não “há algo no ar além dos aviões de carreira” nessa história do silêncio do senador Fernando Collor com relação de sua candidatura ao governo do estado.

Muito embora as lideranças do chapão assegurem que ele não será candidato ninguém nunca ouviu dele um desmentido sobre essa possibilidade tão comentada. Nem dele, nem de seus principais “cupinchas”, como Euclides ou Ada Mello. Tem boca, jornal, rádio, televisão e não diz nada, continua calado num cenário parecido com o de 2006 quando anunciou sua candidatura vitoriosa 30 dias antes das eleições. “Nesse mato tem coelho”!

No ferro e na ferradura

É assim mesmo que tem se comportado o senador Renan Calheiros diante dos alagoanos na busca da sua duvidosa reeleição. Da mesma maneira que vai cinicamente para os veículos de comunicação “mostrar benefícios” que sua suposta ação parlamentar trouxe para o estado, se movimenta em Brasília para travar verbas destinadas a obra do governo. Usa seu indecente prestígio para impedir liberações importantes de recursos da União e com isso não apenas atrapalha a administração, mas atenta contra o eleitorado alagoano. O ex-deputado e candidato ao Senado José Costa promete contar em cada caminhada política as “façanhas do menino de Murici”.

Jaraguá equipamentos

Aqueles que não acreditavam, os que maldosamente duvidaram queimam a língua hoje com a inauguração indústria Jaraguá Equipamentos no Pólo Industrial José Aprígio Vilela. O governador Teotônio Vilela, o secretário Luiz Otávio Gomes e a diretoria da empresa estarão entregando aos alagoanos o empreendimento que graças aos incentivos fiscais e a credibilidade do nosso novo momento vai gerar 500 empregos diretos, com um investimento de 70 milhões de reais. A inauguração está prevista para as 10 horas.

Vão cortar o Pinto?

Esta é na verdade a grande expectativa dentro e fora do chapão de oposição: vão ou não cortar o Pinto? Para o presidente do PT, Joaquim Brito, desde que não seja o seu, o Pinto pode voar fora. Sua visão caolha é voltada exclusivamente para Renan Calheiros, mesmo com todo fingimento que apresenta. A militância petista bem que tem insistido, mas muito dificilmente vingará a candidatura do delegado Pinto de Luna, pois “atrapalha” os principais nomes.

Sargento eleitoral

O ex-prefeito de Palmeira dos Índios, Albérico Cordeiro, tem tudo para sair carregado de votos do município e região. Matreiro, exímio fazedor de “sufrágios”, tem tudo para assegurar sua candidatura a deputado estadual. No entender de uma velha raposa política palmeirense “o James Ribeiro com sua desastrosa administração, não é um cabo, é um sargento eleitoral para a candidatura de Cordeiro.

Olha o cadastro ai, gente!

Enquanto a comissão da OAB se reúne com o presidente do TRE e pousa para fotos e câmeras de televisão a onda de “cadastro” continua solta em Maceió e interior. Ninguém me contou, eu mesmo vi um, dois, três desses cadastros de compra de votos para próximas eleições. Hoje muito bem feitos, tudo informatizado, com sistema de avaliação e acompanhamento de resultados. São verdadeiras máquinas de fazer votos. Enquanto isto os órgãos eleitorais e essas comissões de faz de conta ficam de falácias e lero-lero.

E se Dilma ganhar?

A ascensão de Dilma Rousseff, uma neófita em política eleitoral e partidária e que, apesar de todos os esforços, não está conseguindo se despir de seu figurino tecnocrático, meio contundente, de pouca cintura, suscita outra dúvida : até que ponto ela terá ascendência para controlar seus aliados, principalmente o PT. É improvável controlar como Lula controlou, levando o PT a aceitar políticas que ele nunca sequer sonhou apoiar, a contrariar sua própria natureza. Com uma presidente com menos liderança, menos influência e menos respeitada politicamente, os planos do PT, postos no documento de seu último Congresso, que o presidente Lula diz não serem necessariamente as diretrizes do governo, podem virar programas governamentais, parcial ou integralmente. Quem dobrará quem, é a dúvida.

Denuncia intempestiva

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) decidiu acompanhando mo voto do relator, desembargador Sebastião Costa Filho, em não reconhecer, ante a sua intempestividade, a representação do Ministério Público Eleitoral contra o governador Teotônio Vilela e o PSDB, que foi denunciado por suposta propaganda eleitoral antecipada mediante o uso de outdoors. Esse pessoal, para não perder tempo, deveria se informar melhor o que é informação institucional e impessoal. Enquanto isso estão ai muitos candidatos com propaganda antecipada e proibida por lei, nas caras desses que deveriam fiscalizar melhor.

Tem gente incomodada

Se não cuidarem rápido termina o chapão virando chapinha. É grande o jogo de vaidades e o antagonismo pessoal fatalmente levará ao desalinhamento político o que seria um desastre. Fontes ligadas ao grupo me asseguram que Benedito de Lira reclama e ameaça de um lado, os petistas choram do outro e o principal líder do grupo, o ex-deputado João Lyra, não estaria nada satisfeito com o andamento do “trem”, já havendo ensaiado largar tudo para cuidar de sua garantidissima eleição. Ronaldo Lessa precisa ter muita cautela e juízo, pois pode terminar “chupando dedo”.

Tudo Global em foco

Esta semana no auditório da Faculdade de Comunicação do Cesmac um numeroso público jovem assistiu à palestra “A arte em rede, uma nova dinâmica cultural – Estratégias na Educação e na Comunicação”. Na ocasião o coordenador de edição e aluno de comunicação, Afrânio Aquino, fez uma apresentação do maior portal de blogs da região que impressionou o público pelo alcance de um site na mídia mundial. Na ocasião alguns estudantes e professores se mostraram interessados em se tornarem novos blogueiros do site www.tudoglobal.com

Pé de página

Estaremos diante de um futuro incerto, onde o poder econômico ditará as regras, um futuro onde a noção de democracia será atrelada a cifrões. Um futuro que ninguém merece. (Ex-governador Ronaldo Lessa, sobre a questão das ações de privatização de setores da Saúde).

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Cícero explicou, mas não muito

segunda-feira, março 1st, 2010

Eu pessoalmente não aposto um real furado nesse “chapão da falsidade”. Ao que me parece tudo ali é um jogo explícito de hipocrisia e antropofagia política. Escrevi por várias vezes sobre o tema traição contra Cícero Almeida e nenhuma delas foi por especulação ou jamais tive acesso às “conversas com Deus”, nem mesmo um santinho qualquer. Todas as informações sobre comportamentos marginais, traições e almas vendidas ao diabo me foram passadas por fontes tidas por mim como fidedignas. Os interlocutores com os quais conversei e alguns que me telefonaram insistentemente são pessoas ligadíssimas ao prefeito, com autoridade de ouvir seus segredos e as negociações podres dentro do famigerado “chapão”.
Ao ouvir as palavras de Almeida em sua entrevista montada e ensaiada, percebi claramente uma coisa: política é mesmo uma merda.

Vale o jogo da mentira, do fingimento, do canalhismo. É assim que eles se relacionam. É desta maneira que buscam o poder, a custo até de vender a própria mãe e o povo que se dane!

O prefeito, quase candidato a governador, enalteceu seus algozes, fez votos de castidade eleitoral e agiu feito um “bufão”. Faltou-lhe coragem para contar a verdade ou negociou seu silêncio em obediência aos “patrões”. Uma lástima!
As palavras do prefeito pareciam sair sem a convicção da verdade, obrigado a engolir tudo o que tinha vontade de dizer, mas não lhe permitiram.

Foi um anuncio pífio já esperado nas últimas horas e não foi nada bom para Almeida. Se medido hoje seu índice de aprovação cairia vertiginosamente diante da decepção dos seus eleitores.

Chego à conclusão de que ninguém traiu mesmo Cícero Almeida. Foi ele mesmo que se traiu.

Saíram vitoriosos aqueles que nunca o aceitaram como candidato. Aqueles que sempre o acharam “despreparado” para o exercício do cargo de governador como o achavam para prefeito.

Agora também é tarde para chorar o leite derramado. Daqui pra frente é cumprir a missão para a qual foi escalado: não deixar o senador Renan Calheiros perder o mandato. É tocar pra frente e cumprir as ordens superiores.

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Traíram o prefeito Cícero Almeida

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

Ninguém há de duvidar que o prefeito Cícero Almeida seja “a bola da vez” na tumultuada sinuca eleitoral que antecede a disputa de outubro próximo. Com os índices de aceitação lá nas alturas na capital e com forte reflexo desse desempenho no interior tem todas as fichas para encarar a candidatura ao governo do estado. Muito embora eu sempre tenha dito que seu lugar é na Prefeitura e terminar o seu mandato.

Mas ai é que mora o perigo: os principais protagonistas do embate sabem disso, mas não querem Almeida candidato ao governo. Um deles chegou a me confessar “é forte, mas não está à altura do cargo”. Não me deu os motivos de sua convicção. O que eles temem mesmo é a capacidade de crescimento e liderança do prefeito de Maceió. Virando governador em pouco tempo domina a política estadual ai não vai sobrar pra ninguém.

Renan Calheiros, Fernando Collor, Ronaldo Lessa e outros nomes do “chapão” precisam de Almeida, mas jamais admitiriam se submeter à sua liderança.

Os caciques locais montaram uma ardilosa trama com o objetivo de salvar o mandato ameaçado de Renan Calheiros e montar um suposto palanque para a candidata Dilma Rousseff no estado. Contaram com o beneplácito do Palácio do Planalto que não deseja mais nada de Alagoas a não ser estas duas pautas (Renan e Dilma).

O intragável e abobado ministro do Trabalho, Carlos Lupi, viu ai a chance de emplacar uma candidatura de seu partido e trabalhou o nome de Ronaldo Lessa, de quem Lula não gosta, mas que atende seus objetivos eleitorais.

E foi assim que a farsa foi montada à revelia do principal ator: o prefeito Cícero Almeida. O enganaram em todos os momentos. Anunciavam isoladamente ou em conjunto: ”Cícero é o melhor candidato”. Mas riam e debochavam às suas costas. O próprio Ronaldo Lessa saiu de uma conversa com o presidente Lula candidatissimo ao governo e não escondeu isso dos mais próximos e dos não tão próximos, mas aqui continuou com a conversa: “só serei candidato se o Cícero Almeida não for”. Tudo conversa para enganar os bobos.

De todos o único na verdade que continuou fiel ao prefeito foi o deputado Benedito de Lira, que tem sido voto vencido em todos os encontros do “chapão”.

Já disse, repeti e escrevi que Renan, Collor, Lessa e outras figuras da política alagoana não gostam de Almeida, mas o toleram pelas circunstâncias. Será que só ele não enxerga isto? Querem “paparicá-lo” porque precisam de seus milhares de votos, necessitam de sua imagem e de sua força eleitoral, mas não o querem como a principal figura dessa encenação hipócrita .

Hoje logo cedo via “a foto de Brasília 02” mostrando a reunião acontecida ontem na casa de quem? Do abobado ministro Lupi, reduto preparado para consolidar e sacramentar a candidatura Lessa e a salvação de Renan Calheiros. Como estão acostumados a mentir poderão até inventar outras histórias, mas quem estava lá me afirmou categórico: – “Não tem mais nada para Cícero Almeida. O palanque foi montado e ele será apenas um figurante importante”.

Lá estava também o impetuoso e arrogante Collor que bateu na mesa e vai indicar o vice de Lessa, não importa quem. Ada Mello, Euclides idem, Mané Mello ou o seu motorista de confiança. A vaga é delle e ninguém tasca!

E ai como fica o prefeito Cícero Almeida em cima dos seus milhares de votos, seus invejáveis índices de aprovação e sua candidatura praticamente consolidada ao governo do estado? Bancará a “Rainha da Inglaterra”? Só ele poderá dizer e com certeza não vai demorar a fazê-lo.

Apenas uma coisa ninguém pode desmentir: A “foto de Brasília 02”, ai ao lado, é ou não é cara da traição? Eu acho é tome!

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