Para que serve um deputado?
Para que serve um deputado?
Se você estiver se referindo a um deputado estadual da Assembléia Legislativa de Alagoas, pode cravar: para nada.
Metidos sempre em escândalos, negociações espúrias, balcões de negócios sujos a grande maioria da Casa serve mesmo é para ir para o lixo. Uns poucos escapam.
Barganham por cargos públicos, não cumprem o papel constitucional que lhes cabe, trocam a honra por um lugar no Tribunal de Contas (outra sinecura que deveria acabar) e têm produção positiva perto de zero.
Um exemplo flagrante desse comportamento marginal é o tratamento que estão dando a apreciação do Orçamento do estado para 2010. A matéria, de suma importância para a vida econômico-administrativa de todos os setores públicos vem ali se arrastando porque muitos querem fazer de sua aprovação “uma sessão de negócios de baixo nÃvelâ€. Como sempre a vontade é tirar quanto mais proveito possÃvel, não importando se os afetados forem hospitais, escolas, e ações para o combate a miséria. O presidente da Assembléia, na altura de sua fraqueza de liderar faz que tenta reunir os deputados e estes fingem que não o ouvem, pois não lhes importa o interesse público, mas as benesses pessoais. É impossÃvel reunir o quorum legal quando alguns picaretas travestidos de parlamentares apenas pensam e praticam o ilegal e o imoral. É preciso quando for votar o alagoano reflita antes de se definir: para que serve um deputado?
É pai, mas não é muito
Em razão de matéria publicada no site Cada Minuto mostrando que o famigerado nepotismo não acabou para o Judiciário alagoano, o servidor Lucas Almeida, chefe de gabinete do desembargador Eduardo Andrade, apressou-se em explicar em “direito de resposta†que está fora da questão denunciada. Na sua pÃfia justificativa mete os pés pelas mãos quando afirma “Tutmés Airan (desembargador) pessoa que estimo e admiro como um pai, não possui qualquer vinculo de parentesco comigo, sendo ele apenas ex-marido de minha mãeâ€. E ainda vai além “repudiando toda prática anti-republicana e antidemocráticaâ€. Dá pra você?
Se permanecerem
O deputado Augusto Farias que não é de conversar muito e parece saber das coisas fez uma previsão esta semana: “ Se Collor, Renan e Almeida ficarem juntos no palanque até o fim, Lessa é o governadorâ€. O problema meu caro deputado é exatamente o “seâ€. O mais provável é que apareça “uma pedra no meio do caminhoâ€. E olhe que não é a pedra do Drummond.
Propaganda antecipada
Por que o diligente Ministério Público Eleitoral não manda pré-candidatos que utilizam vistosos outdoors retirar imediatamente suas propagandas pagas a preço de ouro ? Proibiu e ameaçou, mas permite que os cartazes continuem. Ai é desvantagem para os que não puderam fazer. Manda retirar com as próprias mãos (ou as patas) para aprender a respeitar a lei.
Seu nome é resultado
Vencedor com méritos reconhecidos nacionalmente no setor privado, Luiz Otávio Gomes (na foto com o governador), muito relutou em aceitar o convite do amigo governador para ocupar a secretaria de Desenvolvimento Econômico. Sabia das dificuldades que enfrentaria, dos problemas pessoais e principalmente da pobreza polÃtica local. Topou a parada e operou uma revolução. Acabou com os vÃcios do passado, construiu a duras penas uma imagem positiva de Alagoas junto ao mais alto empresariado nacional e trouxe pelo mérito de sua competência acreditada grandes empresas para se instalar aqui, a exemplo da Bauducco, do Estaleiro Eisa e muitas outras. Antes apenas anúncios e devaneios o pesado investimento empresarial tornou-se uma realidade. Esta semana começou a discutir um novo empreendimento da indústria naval para Coruripe. A empresa Five Star, que atua na fabricação, montagem e manutenção de equipamentos para a indústria de petróleo e derivados. Um investimento de 200 milhões e mais empregos para a região. Luiz Otávio tem coragem de trabalhar e deixará sua marca gravada na história do desenvolvimento responsável de Alagoas. Tem a total confiança e estima do governador Téo Vilela, que chancela todas as suas ações.
Uma greve irresponsável
Uma sociedade indignada e amedrontada recebe a noticia de uma inusitada, absurda e inconcebÃvel greve a ser decretada pelos policiais civis alagoanos em pleno perÃodo de carnaval. A mesma sociedade que lhes paga os salários, que dá o sustento de suas famÃlias em troca da prestação do relevante serviço público de protegê-la, se vê desrespeitada e afrontada com o gesto irresponsável de um movimento sindical que busca antes de tudo vantagens para a categoria.
Exceção da verdade
Pode ser até a chamada mera coincidência, mas como coincidência demais passa a ser fato em polÃtica, o jogo está aberto. O PSDB começa a botar em prática uma das ações eleitorais com as quais pretende desconstruir a imagem de Dilma: botar em dúvida seu compromisso com a realidade. Em outras palavras, pespegar-lhe a pecha de mentirosa.
José Sarney e a ética
Na sua coluna na Folha de S.Paulo, o senador José Sarney teceu argumentos de variadas cepas para tratar da injustiça com a qual tem sido tratado nos últimos escândalos da polÃtica nacional. A certa altura do artigo diz que “(…) o famoso caso Dreyfus, de trágica memória, em que este oficial do Exército foi acusado de traição, condenado à prisão perpétua e à chamada ‘guilhotina seca’, que era a prisão na ilha do Diabo, na Guiana. Foi preciso a coragem de defendê-lo de Émile Zola, ao publicar um manifesto com os erros do julgamento (J’accuse !), para acabar com a fraude.” Interessante o velho senador maranhense ter admiração por publicações de manifestos quando ele e seu filho Fernando censuram, mesmo que por via judicial, o jornal O Estado de S. Paulo o qual tem uns manifestos nada republicanos para divulgar sobre como se faz polÃtica na famÃlia Sarney.
PÉ DE PÃGINA
“Não é colocando a sociedade em risco que irão conseguir alguma coisa. É preciso agir dentro da leiâ€. (Palavras equilibradas do secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, sobre a inoportuna greve dos policiais civis).
TraÃram o prefeito CÃcero Almeida
Ninguém há de duvidar que o prefeito CÃcero Almeida seja “a bola da vez†na tumultuada sinuca eleitoral que antecede a disputa de outubro próximo. Com os Ãndices de aceitação lá nas alturas na capital e com forte reflexo desse desempenho no interior tem todas as fichas para encarar a candidatura ao governo do estado. Muito embora eu sempre tenha dito que seu lugar é na Prefeitura e terminar o seu mandato.
Mas ai é que mora o perigo: os principais protagonistas do embate sabem disso, mas não querem Almeida candidato ao governo. Um deles chegou a me confessar “é forte, mas não está à altura do cargoâ€. Não me deu os motivos de sua convicção. O que eles temem mesmo é a capacidade de crescimento e liderança do prefeito de Maceió. Virando governador em pouco tempo domina a polÃtica estadual ai não vai sobrar pra ninguém.
Renan Calheiros, Fernando Collor, Ronaldo Lessa e outros nomes do “chapão†precisam de Almeida, mas jamais admitiriam se submeter à sua liderança.
Os caciques locais montaram uma ardilosa trama com o objetivo de salvar o mandato ameaçado de Renan Calheiros e montar um suposto palanque para a candidata Dilma Rousseff no estado. Contaram com o beneplácito do Palácio do Planalto que não deseja mais nada de Alagoas a não ser estas duas pautas (Renan e Dilma).
O intragável e abobado ministro do Trabalho, Carlos Lupi, viu ai a chance de emplacar uma candidatura de seu partido e trabalhou o nome de Ronaldo Lessa, de quem Lula não gosta, mas que atende seus objetivos eleitorais.
E foi assim que a farsa foi montada à revelia do principal ator: o prefeito CÃcero Almeida. O enganaram em todos os momentos. Anunciavam isoladamente ou em conjunto: â€CÃcero é o melhor candidatoâ€. Mas riam e debochavam à s suas costas. O próprio Ronaldo Lessa saiu de uma conversa com o presidente Lula candidatissimo ao governo e não escondeu isso dos mais próximos e dos não tão próximos, mas aqui continuou com a conversa: “só serei candidato se o CÃcero Almeida não forâ€. Tudo conversa para enganar os bobos.
De todos o único na verdade que continuou fiel ao prefeito foi o deputado Benedito de Lira, que tem sido voto vencido em todos os encontros do “chapãoâ€.
Já disse, repeti e escrevi que Renan, Collor, Lessa e outras figuras da polÃtica alagoana não gostam de Almeida, mas o toleram pelas circunstâncias. Será que só ele não enxerga isto? Querem “paparicá-lo†porque precisam de seus milhares de votos, necessitam de sua imagem e de sua força eleitoral, mas não o querem como a principal figura dessa encenação hipócrita .
Hoje logo cedo via “a foto de BrasÃlia 02†mostrando a reunião acontecida ontem na casa de quem? Do abobado ministro Lupi, reduto preparado para consolidar e sacramentar a candidatura Lessa e a salvação de Renan Calheiros. Como estão acostumados a mentir poderão até inventar outras histórias, mas quem estava lá me afirmou categórico: – “Não tem mais nada para CÃcero Almeida. O palanque foi montado e ele será apenas um figurante importanteâ€.
Lá estava também o impetuoso e arrogante Collor que bateu na mesa e vai indicar o vice de Lessa, não importa quem. Ada Mello, Euclides idem, Mané Mello ou o seu motorista de confiança. A vaga é delle e ninguém tasca!
E ai como fica o prefeito CÃcero Almeida em cima dos seus milhares de votos, seus invejáveis Ãndices de aprovação e sua candidatura praticamente consolidada ao governo do estado? Bancará a “Rainha da Inglaterraâ€? Só ele poderá dizer e com certeza não vai demorar a fazê-lo.
Apenas uma coisa ninguém pode desmentir: A “foto de BrasÃlia 02â€, ai ao lado, é ou não é cara da traição? Eu acho é tome!
Uma greve irresponsável e inoportuna
Uma sociedade indignada e amedrontada recebe a noticia de uma inusitada, absurda e inconcebÃvel greve a ser decretada pelos policiais civis alagoanos em pleno perÃodo de carnaval. A mesma sociedade que lhes paga os salários, que dá o sustento de suas famÃlias em troca da prestação do relevante serviço público de protegê-la, se vê desrespeitada e afrontada com o gesto irresponsável de um movimento sindical que busca antes de tudo vantagens para a categoria.
Não se discute aqui a justeza do movimento de paralisação, mas abomina-se o impróprio momento de fazê-lo. Se os salários estão defasados, as condições de trabalho insatisfatórias não apenas a Constituição, mas o próprio princÃpio de cidadania lhes oferece o direito de ações reivindicatórias. Mas o ato que praticam neste momento não tem outra denominação: é CHANTAGEM!
Se os alagoanos já vivem amedrontados e prisioneiros em suas próprias residências por conta da falta de segurança oficial, imaginem o que não poderá acontecer com a ausência dos policias civis nas ruas, no combate à violência urbana e à marginalidade?
Concordo em número, gênero e grau com o secretário de Defesa Social, delegado Paulo Rubim quando afirma: “Não é colocando a sociedade em risco que irão conseguir alguma coisa. É preciso agir dentro da leiâ€.
Não imaginem lideranças e liderados da classe de policias civis que terão o apoio de nenhum segmento da sociedade alagoana na concretização de tamanha irresponsabilidade. Muito pelo contrário, o que se vê e ouve nas ruas é a revolta diante de atitudes impensadas, movidas por questões de polÃtica menor e sindicalismo de mesa de bar. Briguem por seus direitos, mas respeitem os direitos dos outros.
Disse ainda o secretário Rubim que “o ponto dos policias que aderirem à paralisação será cortadoâ€. É pouco… muito pouco. Diante de tamanha afronta e desobediência à ordem, terão que ser apuradas severamente as conseqüências e os culpados punidos exemplarmente, pois somente assim os danos poderão ser reparados, em parte. É imprevisÃvel o que poderá acontecer em relação à segurança da sociedade, mas para o que acontecer já se sabe a quem cabe a responsabilidade.
Consciência senhores! Não somos os culpados, somos vitimas também!
O martÃrio de Lessa
O ex-governador Ronaldo Lessa, caso decida mesmo disputar o governo do estado, tem que se preparar de corpo e alma para enfrentar um verdadeiro e tenebroso “inferno astralâ€. Plantou muita discórdia, teve a coragem de desafiar poderosos e criou feridas incuráveis com grande número de magistrados e integrantes do Ministério Público. Tem pendências judiciais complicadÃssimas e tudo com certeza virá à tona durante o processo eleitoral. Esta semana eu ouvia de um conceituado operador do Direito: “Sua candidatura não vinga, pois seus desafetos dentro e fora da Justiça esperam apenas o momento certo para detoná-laâ€.
A nossa violência
“Cidade perigosa, as pessoas com medo de sair de noite e até durante o dia. Os lugares mais concorridos são os mais procurados pelos assaltantesâ€.Foi assim que começou a reportagem da rede Globo no Bom Dia Brasil desta quarta feira sobre a violência em Maceió. A matéria não faltou com a verdade em nenhum momento, pois é assim mesmo que a coisa está acontecendo por aqui, ou até pior.
Por culpa exclusiva da incompetência dos que fingem comandar a segurança pública a rede Globo deu amplo destaque a insegurança para os turistas que nos visitam nesta alta temporada. Mostrou ao vivo um assalto a um restaurante. A policia chegou uma hora após o roubo. Vários bares e restaurantes estão prestes a fechar.
Muitos turistas estão cancelando viagens e pacotes para Maceió temendo a violência descontrolada.
Em vão o trabalho competente da Secretaria Estadual de Turismo, dos hoteleiros e de todo o segmento. PrejuÃzos para o setor e vergonha para todos nós.
A nossa violência II
Por sua vez o prefeito CÃcero Almeida dá uma tremenda pisada de bola ao criticar a imprensa pela reportagem exibida na televisão. Exagerou nas falácias e perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Tentou justificar afirmando que “Maceió foi indicada a segunda cidade como destino turÃstico do Brasil. Tudo é invejaâ€.
Meu caro prefeito, o prêmio não anula a violência desenfreada que estamos a mercê. Sem segurança as famÃlias estão reféns em suas próprias casas e os turistas expostos a assaltos e até assassinatos. Ninguém está tentando denegrir a imagem de Maceió. Os turistas que lotam nossos hotéis estão assustados e outros cancelaram suas viagens com medo de nossa violência. Somos o que somos e não adianta tergiversar.
João Lyra
Tive por estes dias um agradável encontro com o empresário e ex-deputado João Lyra. Nunca tÃnhamos conversado. Falamos de polÃtica, de negócios e principalmente dos problemas alagoanos. Uma conversa franca, sem interlocutor, olho no olho. Prometemos voltar a nos encontrar o que certamente deverá ocorrer. O futuro a gente constrói unindo opiniões responsáveis, sem dar ouvidos aos arautos da discórdia. Foi um encontro no qual aprendi.
Benedito de Lira
O deputado Benedito de Lira não tem poupado a sola do sapato em andanças por todos os municÃpios do interior. Onde chega é uma festa com correligionários e eleitores buscando espaços para abraçá-lo. Plantou serviços prestados em todos esses municÃpios e agora colhe os frutos na construção de sua candidatura ao Senado. Agora ninguém o segura mais;
Guilherme, o grande
É disparado o maior polÃtico alagoano que conheço. Dos poucos com os quais trabalhei é o único do qual me orgulho. Tem caráter, respeito à coisa pública e visão de estadista. Foi de longe o melhor governador das últimas décadas e implantou sua marca por onde passou. Hoje dá lições de polÃtica, mas não quer entrar nessa disputa suja que já não lhe cabe mais. É muito grande diante dos pigmeus da polÃtica local. Este é Guilherme Palmeira.
Propaganda antecipada
Conversava esta semana com um integrante do Ministério Público Eleitoral que se dizia indignado com a falta de respeito de alguns pré-candidatos diante da legislação. – “Fazer propaganda subliminar ou acintosa nas barbas da Justiça Eleitoral é imaginar que somos todos burros ou idiotas. Mais na frente estes polÃticos imorais vão pagar o preço da ilegalidade cometidaâ€. Aqueles ou aquelas que se “deslumbram†com a fuça exposta em propagandas, em outdoors, cartazes em ônibus, se mostrando como salvadores dos miseráveis vão acertar contas e podem ver impedidas suas candidaturas.
Para eles tudo
O salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) foi reajustado e, a partir deste mês, passa de R$ 25.725 para R$ 26.723,13, segundo decreto publicado no “Diário Oficial†da União.O aumento já estava previsto pela lei 12.041, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aumentou em duas etapas os salários dos ministros. O primeiro reajuste foi em setembro do ano passado. Eles podem tudo.
O golpe dos “nanÃqueisâ€
Atenção senhores da polÃtica: está aberta a caça aos pequenos partidos para aumentar o horário no Guia Eleitoral, completar coligações e até para futuras “laranjadasâ€. A Justiça Eleitoral, no entanto está de olho na desavergonhada venda de siglas e não só promete cassar candidaturas, como mandar marginais para a cadeia. Esses partidos de aluguel não são apenas nanicos, e se trocam por qualquer dinheiro.
FHC e os negócios
O Instituto FHC não é apenas um ponto de encontro de certos grupos de intelectuais. Por ali estão passando alguns negócios portentosos. O ex-presidente parece estar interessado em fusões e aquisições no setor de comunicação. A conferir os resultados destas conversas…
PÉ DE PÃGINA
“Antes o estado não tinha gestão, não tinha governo, não tinha rumo e não aplicava bem os recursos que a União mandava. O presidente Lula sabe que Alagoas agora tem governo que leva a sério suas ações. Alagoas agora tem gestão, tem rumo e aplica os recursos com responsabilidade†(Governador Teotônio Vilela comparando os avanços de sua gestão com o antecessor Ronaldo Lessa).
Eles só pensam naquilo!
Trabalho uma ova! Eles querem mesmo é “rosetar†(Frase enviada por um leitor sobre as pretensões dos deputados e conselheiros do TC)
Imaginemos um dia sonhado em que as instituições públicas tivessem suas atividades, interesses e metas voltadas realmente e prioritariamente para o interesse coletivo. Um tempo sem o danoso corporativismo, sem as tratativas “intramuros“, sem as licitações viciadas e maliciosamente dirigidas, sem o imoral nepotismo cruzado. Um tão sonhado dia em que o verbo “corromper†não estivesse nas páginas de jornais, revistas e nos áudios dos rádios e da televisão. Não por uma relação pecaminosa de “abafaâ€, mas simplesmente porque não fosse mais noticia. Um momento em que a palavra “corrupção†fosse definitivamente abolida de nossos dicionários e como no dizer do belo “Estatutos do Homem†do meu querido Thiago de Melo: “ Fica decretado que o dinheiro nunca mais poderá comprar o sol das manhãs vindouras.Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar a festa do dia que chegouâ€.
É uma pena que estejamos muito longe da realização desses tolos devaneios que muitas vezes os adotamos até quem sabe para nos enganar. Para nos fazer acreditar que é possÃvel o caráter, o sentido humanitário e a honestidade em alguns homens e mulheres públicas.
Infelizmente a força do poder entre nós é usada equivocadamente e sempre voltada para o lado marginal de favorecer os poderosos ou seus apadrinhados, nada sobrando para os miseráveis e para os que mais necessitam.
Vejamos a briga insana e até patética dos poderes e órgãos institucionais em busca mais dinheiro do orçamento do estado para “engordar†os seus já rechonchudos duodécimos. Usam o dinheiro público sem qualquer transparência e muitas vezes fugindo a critérios éticos. Agridem a Constituição em seus princÃpios básicos de moralidade, legalidade, impessoalidade, publicidade e eficiência, aos quais estão obrigados todos os administradores.
Por mais que o governador diga, os técnicos do governo mostrem os números e a inviabilidade de qualquer aumento de duodécimo, alguns deputados mostram-se insaciáveis quanto ao fato de levar mais dinheiro para os cofres da Assembléia. Um dinheiro que ninguém sabe para onde vai ou como será gasto, pois ali naquele podre Poder perdura a “caixa preta†da imoralidade, denunciada inclusive por uns poucos que discordam da indecência que engorda os bolsos de muitos. Querem, insistem e tramam para que se tire verbas de escolas, hospitais e da boca faminta de miseráveis, para lhes servir como elemento de campanha e de aumento de patrimônio seus e de seus familiares.
No Tribunal de Contas o cenário não é diferente. Para que tanto dinheiro quando a missão institucional é relegada a terceiro plano? Que serviços prestam essas casas que deveriam fiscalizar a aplicação do dinheiro público, mas servem apenas para fazer polÃtica menor e “armazenar†polÃticos carreiristas, com reputações não tão ilibadas como se deveria exigir para ocupar os cargos de conselheiros.
Vejam que é tudo tão imoral e vergonhoso que o próprio Superior Tribunal de Justiça em decisão equivocada e deplorável obrigou o Executivo a reajustar o já robusto duodécimo do Poder Judiciário. O dinheiro para a mordomia dos magistrados, com certeza saiu de onde até precisaria mais.
Na briga imunda em busca de mais dinheiro o Tribunal de Contas pleiteia aumentar a sua gorda fatia de R$ 56 milhões para R$ 60 e a Assembléia “taturânica†quer mais R$ 17 milhões para a sua “caixaâ€.
Para os presidentes da Assembléia e do Tribunal de Contas o governador, ponderado como sempre, já deu o recado: “A realidade econômica do estado não permite mais como cortar para conceder esses reajustesâ€.
A sociedade indignada espera que o governador não ceda às manobras espúrias daqueles que deveriam zelar pelo interesse público, mas ao contrário afrontam imaginando que podem tudo. Eles na verdade só pensam naquilo!
Mensaleiros voltam com força ao PT
BrasÃlia – No ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará eleger sua sucessora ao Palácio do Planalto — a ministra Dilma Rousseff —, petistas acusados de participar do esquema do mensalão reassumem poder de destaque no partido. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e os deputados federais por São Paulo José Genoino e João Paulo Cunha foram indicados pela corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil, para compor o Diretório Nacional da legenda. A decisão foi tomada no último fim de semana.
Formado por 81 membros, o Diretório Nacional do PT é responsável, por exemplo, por aplicar sanções disciplinares aos filiados e organizar a contabilidade do partido. Desse universo, 18 são escolhidos para integrar a Executiva Nacional e assumir postos-chave, como a Secretaria-Geral e a de Finanças.
“É evidente que passamos por muitas experiências que podem contribuir para a direção do partido, para as campanhas, para não cometermos os mesmos erros e para termos um pouco mais de prudência”, afirma o deputado João Paulo Cunha, um dos indicados para o diretório. No entanto, segundo petistas que participaram do encontro, a nomeação dos mensaleiros para cargos da Executiva Nacional sequer foi mencionada.
Dirceu, na verdade, teria a intenção de se dedicar unicamente à candidatura de Dilma. O ex-ministro de Lula já integra o time de frente da campanha por meio de alianças estaduais que vem costurando para a disputa presidencial. Já os parlamentares João Paulo Cunha e José Genoino poderiam se concentrar na campanha de reeleição à Câmara dos Deputados. “Esse episódio (mensalão) só aguarda a decisão da Justiça. Do ponto de vista polÃtico, não é hora de ficar se martirizando em função disso”, minimiza Cunha.
No próximo mês, toda a cúpula petista estará reunida no congresso da legenda, quando o nome da ministra Dilma Rousseff será confirmado para a disputa presidencial. Na ocasião, também toma posse o novo presidente da sigla, José Eduardo Dutra (SE), e os membros do Diretório Nacional.
Em 2006, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra 40 suspeitos de participar do mensalão, esquema de compra de votos de aliados no Congresso Nacional. No ano seguinte, os ministros do STF acataram a denúncia e transformaram todos em réus. Os processos ainda correm na Justiça.
Vilela: munição e prudência contra adversários
Acabou o ano de 2009, começou o ano eleitoral e já se passa mais da metade do primeiro mês. Até agora o governador Teotônio Vilela nada fala sobre candidaturas, processo eleitoral e principalmente sobre sua reeleição. E esta é sua recomendação a seus auxiliares mais diretos: “Há tempos de se plantar, tempos de se construir (ou reconstruir) e tempos de se viver eleições. Este último tempo ainda não chegouâ€. Mas, ninguém imagine que ele coloca ai o “tempo de se fazer polÃticaâ€. Esse ele faz do seu jeito, de sua maneira, mas o faz permanentemente e com inteligência. Começou um governo cambaleando, passou pela metade do tempo regulamentar com uma avaliação deplorável fruto de muitos erros de equipe e de sua convicção de que precisava colocar a Administração nos trilhos. Sabia o que estava fazendo e o preço que pagaria por cada gesto de austeridade, pela contrariedade causada a alguns segmentos, mas acima de tudo tinha consciência de que trafegava no rumo certo e haveria a vez e a hora de colher os resultados.
Foi a partir de 2009 que as coisas começaram a tomar rumo e prumo na Administração estadual. A credibilidade chegou quando os setores produtivos começaram a entender que Alagoas começava a se tornar viável. Quando as pessoas começaram a compreender que havia passado época de devaneios, de anúncios mirabolantes das indústrias “fantasmas” que nunca chegavam.
Nesses novos tempos já não cabem as “exigências†desonestas para se implantar um negócio ou se fazer um investimento em Alagoas. Mudaram a alma e o caráter do Estado.
Teotônio Vilela não está preocupado, como muitos pensam, quem será seu principal adversário nas eleições que vêm por ai. Experiente, cauteloso e matreiro tem a receita para enfrentar cada um que se apresente. Mas, para alguns tem receita especial. Na hora certa vai tirar de seus “arquivos implacáveis†as ferramentas adequadas para o enfrentamento e olhe que o seu arsenal não é nada modesto.
Seus aliados estão confiantes e sabem perfeitamente as palpáveis chances de sua reeleição. É fortÃssimo contra qualquer adversário, sabe disso, mas não quer desperdiçar munição à toa. Está esperando a hora exata para ir para o “frontâ€, de sua maneira que muitas vezes angustia aqueles que estão ao seu lado. É dessa forma que tem angariado vitórias em toda a sua vida pública, fazendo acontecer na hora certa, sem antecipar fatos, sem atropelar a “roda do tempoâ€. Sabe exatamente o que quer e entende como poucos de como ir buscar os resultados. Tem tudo para chegar lá!
Encrenca à vista
Não será tão fácil assim a costura de alianças para a candidatura de Ronaldo Lessa ao governo do estado. Imediatamente após o anuncio de que no encontro com Lula Lessa havia acertado a própria candidatura encontrei um dos “cardeais†da oposição que me dizia: “O anúncio foi precipitado e precisa ser conversado. Tudo foi feito antes que o prefeito, o nosso candidato natural, abrisse mão de sua candidatura. Não pode ser assim de goela abaixoâ€. E redargüiu: “Mal se começa e já vem a triste mania de grandeza. Pensam sempre que são vizinhos de Deusâ€.
Ponto para Renan
Esta me foi contada por um interlocutor de peso, polÃtico de dimensão nacional, que ouviu do próprio Lula. “O presidente me revelava que a eleição para o governo de Alagoas não passaria por sua pauta. O que der estará bom para o Planalto. Lula tem apenas uma preocupação: reeleger Renan Calheiros para o Senado como uma retribuição ao irrestrito apoio que recebeu durante o seu mandato. Por isso mesmo quem for candidato da oposição terá que ter muito cuidadoâ€.
Agora com a candidatura de Ronaldo Lessa pré-oficializada Calheiros tem o caminho livre para buscar sua reeleição.
Perdendo dinheiro
É simplesmente caótica a situação de Defesa Civil nos municÃpios alagoanos. Levantamento feito recente mostra que dos 102 apenas 4 desses municÃpios possuem uma Coordenação de Defesa Civil nos moldes exigidos pela legislação brasileira, com pessoal capacitado, estrutura técnica e condições de atendimento e prevenção de desastres. Os prefeitos alegam falta de condições para a instalação e com isto deixam de receber milhões que poderiam ajudar em ações de prevenção, reparação e projetos cujos recursos do podem ser liberados para quem atenda aos requisitos do Sistema Nacional de Defesa Civil. Os prefeitos estão apelando para a ajuda do Estado na solução do problema.
Complicação socialista
Situação complicada para o PSB em Alagoas com a candidatura de Ronaldo Lessa ao governo “apoiado†pelo presidente Lula. Kátia Born, que ama Lessa, e este que odeia Teotônio Vilela se vêem literalmente em uma camisa de varas. O que acontecerá então? Lessa sempre se sentiu traÃdo por sua pupila desde que esta não abandonou o governo quando de seu rompimento. E agora Born cometerá uma segunda traição ao seu criador ou ensejará nova traição ao patrão governador? Quem viver verá!
Albuquerque em BrasÃlia
O deputado Antonio Albuquerque cansou mesmo dos ares do poder em Alagoas. Disputará sim a eleição aqui mesmo, mas preferindo trabalhar e morar em BrasÃlia. Se acha perseguido, injustiçado e traÃdo e tem lá suas razões. Disputa o mandato de deputado federal pelo seu PTdoB e já está em todas as previsões como dos mais votados.
Thomaz vai bem, obrigado
Discreto, como sempre o foi, o secretário Thomaz Beltrão vai rapidamente plantando sua marca na Secretaria de Educação de Maceió. Tem conseguido avanços surpreendentes, ganhou a confiança dos professores e em sua gestão a coisa pública é tratada com seriedade e transparência.
É um dos melhores quadros do PT alagoano e chega na marca dos melhores secretários da Administração CÃcero Almeida.
Rio Largo na frente
Prefeito Toninho Lins não quer perder um dia na sua condição de lÃder em administração de resultados. O municÃpio está com outra cara e a população a cada dia aumenta sua auto-estima e a confiança no futuro.
Inicia 2010 não apenas com projetos, mas com uma gama de realizações de fazer inveja a muitos administradores. No final do ano um de seus sonhos conquistados se transformará em realidade: a inauguração de uma super fábrica da Bauducco gerando empregos e aumentando a receita municipal. É assim que se faz!
O Pinto de pé
Neste sábado, logo cedinho, na praia de Ponta Verde o bloco Pinto da Madrugada abre oficialmente o seu carnaval com o tradicional e disputado “Mungunzáâ€. Com certeza reunirá seus apaixonados participantes e grande número de turistas. É um programa saudável neste sábado, que vale à pena conferir e se divertir no embalo do autêntico carnaval.
Protestos no estacionamento
Pessoas que vão ao hospital Arthur Ramos visitar parentes e amigos e principalmente aqueles que precisam permanecer por longas horas estão chiando com a cobrança de absurda taxa no estacionamento daquela unidade de saúde. O preço cobrado equivale ao mesmo cobrado em estacionamentos de luxo na capital paulista. “Daqui a pouco vão ganhar mais dinheiro com o estacionamento do que já ganham com o atendimento no hospitalâ€, dizia um usuário revoltado com a cobrança. Se a moda pega, estamos ferrados!
Os balcões sujos da polÃtica marginal
Com mais uma possÃvel candidatura recheada de dinheiro do usineiro João Lyra posta nas ruas O Jornal, de sua propriedade, inicia, sem ser muito discreto, uma campanha para desacreditar o governo do Estado em suas ações. Em sua edição de hoje maldosamente aborda um assunto que mostra, claramente, a leviandade dos que informam sem a responsabilidade que deveriam ter no trato com a formação de opinião.
CrÃtica, sem conteúdo ou forma, a provável possibilidade de após ser duplicada a rodovia AL 101 Sul ser privatizada, conseqüentemente sofrendo com isto a cobrança de pedágio. O processo de privatização de rodovias é modelo de resultado na Europa, Estados Unidos, em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e em todos os paÃses do mundo ou estados brasileiros, onde o mesmo foi implantado. A conservação dessas rodovias, os serviços de atendimento aos motoristas e passageiros a qualidade de manutenção e preservação são itens que merecem destaque.
Porém nas cabeças retrógradas dos que apostam sempre no pior não cabe certamente o desenvolvimento com responsabilidade. Preferem e torcem para que sejamos sempre uma “Casa de Engenhoâ€, sob o julgo de “coronéis de araque†e polÃticos que imaginam que são donos da vida e da morte das pessoas.
Sem ter o que oferecer de saudável e positivo encontramos em Alagoas alguns polÃticos do mal que precisam e devem ser descartados através do voto consciente do eleitor, pois os alagoanos já não suportam mais tanta mediocridade naqueles que os representam. Somos nós que temos a obrigação de fazer melhores escolhas. Mas também é o poder Judiciário, o Ministério Público, as instituições civis que devem carregar dentro de si a vontade férrea de coibir a compra de votos, o aviltamento de consciências e a negociação de mandatos nos balcões sujos da polÃtica marginal.
Eu acho é tome
O marketing competente que ajudou a eleger o prefeito CÃcero Almeida em seu segundo mandato me deixou algumas marcas. Gostava de ver no Guia Eleitoral o “banho†que ele dava em todas as exibições. De inicio com um programa fraco e sem conteúdo, tudo veio a melhorar quando algumas “estrelas†foram descartadas e o comando foi entregue ao competente Marcelo Firmino. Ai não deu pra mais ninguém. Tentaram criar uma onda negativa em torno de uma música composta pelo prefeito e a coisa se reverteu, pois só se ouvia o refrão ecoar nas feiras, nas praças e onde houvesse um aglomerado. A frase de uma figura andrógina e seus trejeitos, exibida nos programas – “eu acho é tome†– para substituir o “eu acho é pouco†era odiada pelos adversários e repetida milhares de vezes pelo povo nas ruas.
É esta frase que me vem à memória quando vejo uma pesquisa feita pelo site tudoglobal.com.br a qual mostra que 73% das opiniões são para que o prefeito não seja candidato a governador e continue à frente de sua administração de resultados.
Particularmente não acho que seja a hora de uma candidatura de CÃcero Almeida ao governo do estado. É o seu momento, mas não é a sua vez. Pode ser o dono dessa eleição e para onde pender o peso é imenso, porém não pode nem deve se precipitar.
Todos querem lhe agradar e lhe oferecer apoios, porém cada um desses está pensando unicamente em si, na sua própria sobrevivência, no seu umbigo. Renan Calheiros, Fernando Collor e outros não estão nem ai para o resultado do CÃcero, mas todos rogam, pedem e imploram pelas bênçãos do “Santo Ciçoâ€. Juram-lhe fidelidade e votos, mas só Deus sabe o que poderá acontecer mais pela frente. Pergunte a qualquer um deles se abriria mão da própria candidatura para facilitar uma composição ampla ou mais espaços para aliados, pelo bem de Alagoas?
No quadro eleitoral é quem mais está em desvantagem. Teria que se afastar até o dia 3 de abril se decidisse concorrer ao governo. Correia com isso um risco premeditado de uma morte polÃtica anunciada. Deixar a prefeitura nas mãos da vice-prefeita Lurdinha Lyra seria além de uma maldade com Maceió, a concessão de um papel assinado em branco no qual os que não o toleram colocariam o texto que pretendessem para sacramentar o seu fim.
Iria para uma eleição incerta na qual o governador Teotônio Vilela persegue uma reeleição possÃvel e imaginável. Lutaria o bom combate, mas com o provável e palpável risco de perder.
CÃcero Almeida tem sido um predestinado em sua trajetória polÃtica, mas não tem o direito de brincar com o destino e vê-se ameaçado de jogar fora um arquivo de conquistas e o futuro brilhante que o aguarda. Se ouvir a voz das ruas, e ela está ai nos 73% dos que querem que permaneça na prefeitura, escolherá seus candidatos, comandará alianças que contribuam para sua administração, determinará os rumos de uma campanha polÃtica com resultados que não lhes trarão agruras no amanhã.
Dos que supostamente estão ao seu lado hoje, com exceção do deputado Benedito de Lira e de Ronaldo Lessa, CÃcero Almeida dantes nunca recebeu carinho, afagos ou votos. Muito pelo contrário. Os principais interessados na sua candidatura sempre o consideram um leproso, um inferior e nunca por ele nutriam o respeito que hoje cinicamente fingem ter.
Decida sua vida meu caro prefeito. Converse com o povo humilde das ruas, ouça em suas orações a voz de Deus e siga o destino que lhe é reservado. Lembre-se que os que lhe prometem encantos hoje são os que o desprezavam antes e com certeza os que lhe enganarão amanhã.
Com toda certeza se você conduzir este processo com humildade, com desprendimento e com os olhos voltados para a razão, poderá mais tarde com ar de vitorioso olhas para trás e dizer aos “mequetrefesâ€: EU ACHO É TOME!
Dando exemplos
Os senadores Pedro Simon (PMDB/RS) e Marco Maciel (DEM/PE) foram os únicos que não utilizaram nem um centavo da escandalosa verba indenizatória, que é imoralmente usada pela maioria dos parlamentares. Um exemplo ao contrário foi o senador Fernando Collor que com “competência†usou os R$180 mil a que tinha direito. Da bancada alagoana os senadores João Tenório e Renan Calheiros gastaram respectivamente R$ 18,80 mil, e R$ 64, 78. Menos mal.
Lessa e os “amigosâ€
Em papo informal na ante-sala do presidente da Federação das Indústrias estavam Ronaldo Lessa, Kátia Born e outros polÃticos. De repente a ex-prefeita se dirige a Lessa: – “Me diga uma coisa Ronaldo, você não tem medo de ser traÃdo por Renan Calheiros e Fernando Collor no meio do caminho?â€. No que o ex-governador respondeu curto e grosso:- “Ora Kátia… já fui traÃdo por pessoas que ajudei e que os tinha como amigos. Não custa nada fazer nova experiênciaâ€. Silêncio total no recinto. Não sabe se alguém vestiu a carapuça.
Coronel Jobim
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, sempre dado a fanfarronices e exibições, viajou para o Haiti representando o governo brasileiro fantasiado de militar. Essas suas aparições em público bancando o “coronel†não agradam os comandantes das Forças Armadas, que não toleram sua empáfia e despreparo para a função.
Como se fossem “vestaisâ€
Os deputados estaduais de Alagoas, que no conceito da população não valem lá muita coisa, não se cansam de aprontar das suas. Recebido o Orçamento do Estado para aprovação, sabem da importância de sua aprovação e da necessidade de certa urgência. Não importa o que aconteceu antes, o importante é o agora e o futuro. Mas ai aparece o deputado Sergio Toledo que junto com outros iguais tentam atrapalhar e colocar dificuldades na tramitação. São tão burros a ponto de esquecer que prejudicam a todos. Ou é maldade mesmo?
Sabe o que quer
Perguntei ao ex-governador Ronaldo Lessa como via seu encontro com o presidente Lula marcado para a próxima semana? Respondeu-me com tranqüilidade: – “Sei que o presidente está buscando construir o palanque da Dilma Rousseff em Alagoas, mas só posso avaliar qualquer coisa depois de ouvi-lo. Minha disposição é a candidatura ao Senado e meu candidato a governador é o CÃcero Almeida. Não descarto, no entanto, caso o CÃcero não queira ser candidato uma candidatura ao governo dentro de um grande e sólido acordo polÃticoâ€.
Perdendo dinheiro
É simplesmente caótica a situação de Defesa Civil nos municÃpios alagoanos. Levantamento feito recente mostra que dos 102 apenas 4 desse municÃpios possuem uma Coordenação de Defesa Civil nos moldes exigidos pela legislação brasileira, com pessoal capacitado, estrutura técnica e condições de atendimento e prevenção de desastres. Os prefeitos alegam falta de condições para a instalação e com isto deixam de receber milhões que poderiam ajudar em ações de prevenção, reparação e projetos cujos recursos do podem ser liberados para quem atenda aos requisitos do Sistema Nacional de Defesa Civil. Os prefeitos estão apelando para a ajuda do Estado na solução do problema.
PÉ DE PÃGINA
Vota no governador
O ex-governador Manoel Gomes de Barros disse em entrevista à imprensa: – “Meu voto para governador é de Teotônio Vilela, pelo sério trabalho que está fazendo e pelo muito que poderá fazer por Alagoas em um segundo mandatoâ€.
D. Zilda Arns. Cidadã do Mundo
“Desde muito jovem eu sonhava em trabalhar como missionária para poder ajudar crianças e famÃlias pobres a ter mais oportunidades e melhor qualidade de vida. Quando decidi ser médica, pensava em ir para lugares como as comunidades ribeirinhas da Amazônia e as favelas do Rio de Janeiro, para cuidar de criançasâ€. (Zilda Arns)

Sempre tive profunda admiração por duas extraordinárias mulheres com atuação no campo social do Brasil: Ruth Cardoso e Zilda Arns. Com a primeira tive um contato mais próximo, conversei com ela e a acompanhei em uma viagem feita à cidade de Paulo Afonso (BA) quando juntamente com as maiores expressões do empresariado brasileiro ali esteve para tratar do seu programa Comunidade Solidária. No perÃodo em que seu marido foi presidente da República teve dedicação sem precedentes para cuidar da causa dos menos favorecidos, sem o uso do dinheiro público e com a parceria saudável da iniciativa privada. Não necessitou de cargos públicos nem do glamour do poder para brilhar. Detestava ser chamada de “primeira dama†coisa que as demais sempre adoraram e algumas até exigiram. Em alguns momentos brilhou mais até que o próprio marido, quando se tratava de ação social. Não praticou o clientelismo e o jogo da mendicância tão útil eleitoralmente para os polÃticos que estão no poder.
Discordou muitas vezes da polÃtica social do governo e fez isso publicamente. Morreu em 2009, deixando uma grande lacuna.
Com a outra figura nunca tive um contato pessoal. Sei muito dela por conta de sua atuação a nÃvel nacional e por informações que me foram passadas pelo amigo frei Betto. Trata-se da médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e que morreu tragicamente no terremoto do Haiti. Lá estava participando de uma série de visitas a paises da região e foi atingida por escombros quando caminhava por uma rua. Cumpria mais uma de suas missões humanitárias entre tantas que realizou no Brasil e no exterior.
Zilda Arns Neumann, 73 anos, era coordenadora internacional da Pastoral da Criança e também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa,organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Era representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Em 1983, a pedido da CNBB, a Dra. Zilda Arns cria a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majela, Cardeal Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia, que na época era Arcebispo de Londrina. Foi então que desenvolveu a metodologia comunitária de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famÃlias mais pobres, baseando-se no milagre da multiplicação dos dois peixes e cinco pães.
Em 2004 Zilda Arns recebeu da CNBB outra missão semelhante, fundar, organizar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de 129 mil idosos são acompanhados todos os meses por 14 mil voluntários.
Pelo seu trabalho na área social Zilda Arns recebeu condecorações tais como: Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA), pelo inovador programa de saúde pública que ajuda a milhares de famÃlias carentes, em 2006; HeroÃna da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002); 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997); Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994); tÃtulos de Doutor Honoris Causa das Universidades: PontifÃcia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina. Dra. Zilda é Cidadã Honorária de 10 estados e 35 municÃpios; e foi homenageada por diversas outras Instituições, Universidades, Governos e Empresas.
Nasceu para fazer o bem e morreu praticando o amor ao próximo. Sua vida ficará gravada na história da cidadania do Brasil e do Mundo.






