Archive for the ‘Resumo Político’ Category

Greves ilegais e inócuas

sexta-feira, abril 29th, 2011

Setores importantes para a população alagoana passam por momentos delicados com a onda de greves que se iniciou esta semana. Há casos mais graves como a já debilitada Segurança Pública e a caótica saúde da população falida e desassistida. O governo foi claro que chegou ao seu limite no que se refere a aumento de salários dessas categorias e chegou mesmo. Deu o aumento possível e mesmo assim só Deus sabe com que esforço chegou aos índices concedidos. Deu aumento a todos os servidores na medida exata da possibilidade e da responsabilidade de que pode honrar o compromisso assumido. Sabe que qualquer coisa a mais seria ilegal, imoral e perigoso.

O problema no entanto reside em categorias lideradas por irresponsáveis e “carimbadasâ€Â  excrescências sindicais que adotam as entidades como palanque eleitoral e transformam o que seriam reivindicações em afronta à lei, à segurança da sociedade e provocação grosseira e inaceitável. Brigam na verdade apenas por melhores e até impossíveis salários, desrespeitam o Poder Judiciário e provocam  aqueles que governam com consciência da responsabilidade com o coletivo.

O governador Teotônio Vilela foi claro e honesto ao afirmar: “Se pudesse daria mais,  infelizmente chegamos ao limite possívelâ€. Qual governador não gostaria de pagar o possível e o as vezes merecido aos funcionários públicos? Acontece que o  Estado não é apenas composto de servidores. A grande maioria da população está ai carente de saúde, assistência social, educação de qualidade e outros setores vitais que são impostos para que o governo resolva e toque a máquina. Administrar é para todos e não para apenas algumas categorias, muitas delas privilegiadas. Essas greves só atrapalham, são inócuas e a maioria ilegal.

 

Para refletir: “A ação política é cruel; baseia-se numa competição animal, é preciso derrotar, esmagar, matar, aniquilar o inimigo.” (Otto Lara Resende)

O crack  chegou à roça

Esta semana tive uma informação que me deixou ainda mais assustado com os caminhos da violência já sem controle em Alagoas. Varrendo todas as classes sociais, devastando as escolas públicas e privadas, destruindo famílias e matando jovens e adultos o Crack chegou à zona rural alagoana e está atingindo em cheio agricultores, cortadores de cana e pescadores em nosso interior.  Ou se junta todos em combate a essa terrível ameaça, do contrário teremos muito em breve uma situação incontrolável com prejuízos irremediáveis à toda a sociedade.

 

Sem direito

O presidente do CSA no auge do seu desequilíbrio me mandou uma carta agressiva e mal escrita exigindo “direito de resposta†por nota que dei nesta coluna. Pela sua falta de educação não apenas deixo de conceder-lhe o direito que não tem, como reafirmo todas as palavras da nota anterior. Não critico sem provas, nem invento histórias. Faço jornalismo há 40 anos convivendo com a verdade e a ética, o que não é a prática de alguns. Se inconformado recorra, do contrário faça um tratamento, o mais adequado.

 

Justiça feita

Não surpreendeu a decisão do magistrado Yully Roter Maia, de Matriz de Camaragibe, ao condenar a perda de cargo público e quatro anos de prisão os guardas municipais Adriano Antonio dos Santos e Petrúcio José dos Santos, por terem torturado covardemente o menor José Alexstaine Laurindo, então com treze anos de idade, em agosto de 2007. O juiz, considerado diligente e responsável, acatou integralmente a denúncia formulada pelo Ministério Público no caso que chocou a sociedade pela covardia e crueldade. Pelo menos um sopro de justiça.

 

Invenção Maluca

A Secretaria Estadual de Comunicação pediu autorização à Procuradoria Geral do Estado para veicular propaganda institucional do governo em táxis na cidade de Maceió. Quando em praticamente todas as grandes cidades do Mundo esse tipo de propaganda é  proibida por provocar poluição visual, ferir regras de trânsito e se tornar inadequada, os “cientistas do marketing caboclo†aparecem com mais uma cópia mal feita  como tudo que tem acontecido na atual gestão da comunicação(sic) alagoana. E o pior é que obteve aval da Procuradoria Geral do Estado. É o governo andando prá trás.

 

Mudanças para melhorar

O governador Teotônio Vilela não anda lá muito satisfeito com algumas áreas da Administração de seu governo. Setores devagar, quase parando, falta de compromissos com as diretrizes traçadas e o pior: indícios de irresponsabilidade administrativa grave. Vai chamar gente para conversar principalmente aliados políticos que fizeram indicações equivocadas. Fui informado que o governador está decidido a “dar um freio de arrumaçãoâ€. E revelou a fonte “quem não gostar pode romper. Não se pode comprometer a seriedade e eficiência do governoâ€.

 

Mais mudanças

Ainda na pauta de mudanças o empresário Luciano Góes assumiu o comando dos veículos de comunicação do Grupo João Lyra com planos ousados para um futuro próximo como é sua característica empreendedora. Com carta branca e absoluta de JL começou pela limpeza da casa. Aparou arestas, cortou rebarbas e acabou com excrescências. Agora começa empreender: quer “repaginarâ€Â  O Jornal, modernizar a rádio AM 710, tornar o site competitivo e tem mais: sonha com vôos bem mais altos. É do ramo e tem competência para fazê-lo. 

 

Arapiraca vai em frente

Em uma área de mais de 2 mil m², no Parque Ceci Cunha, está instalada  a estrutura do “Indústria Show Arapiracaâ€, que começou ontem . Este ano, o evento vai apresentar aos visitantes e empresários da região, produtos de pelo menos 30 indústrias alagoanas. A expectativa dos organizadores é que mais de 15 mil pessoas visitem o local.

O prefeito Luciano Barbosa é bastante empolgado com a idéia de transformar  Arapiraca em grande pólo de turismo de eventos no interior. Tem projetos para equipamentos e quer incrementar a rede hoteleira que já se  cresce bastante.

 

Queridinho denunciado

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou três funcionários da Caixa Econômica Federal por promoverem venda casada em agências de Sergipe. O ex-superintendente da instituição no Estado e em Alagoas, Gilberto Occhi, a ex-gerente-geral de uma agência de Aracaju Cristina Rocha de Andrade dos Santos e o gerente de relacionamento da mesma agência, Marcelo Motta, são acusados de coagir clientes a adquirirem produtos e serviços da Caixa a fim de terem aprovado o pedido de financiamento de imóvel.

No último evento que assisti ouvi rasgados elogios de todos os oradores, as maiores autoridades do estado, ao “grande parceiro, amigo e irmão camarada Gilberto Occhiâ€. Cuidado com as amizades gente!

 

PÉ DE PÃGINA

Tem secretário do governo que morre de medo quando o vice Thomaz Nono assume o comando. É que diferente do titular o vice não alisa. Determina, cobra e dá a maior bronca quando as coisa não andam. Exige eficiência, o que deveria ser uma norma rotineira.

 

Maceió virou o paraíso da medicina. Suzana Vieira, Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Bianca Rinaldi, Letícia Spiller, Rafaela Fischer, Juliana Paes e Vera Holtz, todas artistas globais preferem aqui para fazerem seus exames de mamografia. Muito bom se não fosse uma fraude mal montada por médicos e clínicas locais. Cadeia neles.

 

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O mesmo Governo com roupa nova

quarta-feira, dezembro 29th, 2010

Depois de uma longa e angustiante espera o governador Teotônio Vilela resolveu no final da noite desta terça feira divulgar a lista da sua equipe de governo para o segundo mandato. Durante o dia foram muitas as reuniões, as tratativas, choros e ranger de dentes. Mas composição de governo é assim mesmo: agrada uns e fere de morte muitos que se julgavam “ungidos†a cargos para os quais nunca foram nem cogitados.

Na relação apresentada, ainda faltando alguns nomes que poderão ser anunciados nesta quarta feira, ou quem sabe lá quando, as surpresas foram realmente poucas como o esperado.

Alguns setores da imprensa chegaram a anunciar a saída do secretário Rogério Teófilo para outra pasta. Eu sabia que não era assim. O governador vem tratando com o atual titular da Educação desde muito tempo de todos os planos de execução de uma administração revolucionária na pasta para os próximos quatro anos. Teófilo fez um trabalho extraordinário e com o fortalecimento e previsões para o futuro outro nome não poderia ser sequer cogitado. O “maestro†Ãlvaro Machado fica também onde está, com sua sabedoria, seu caráter exemplar e sua maneira fidalga de contornar crises, transpor obstáculos e dar ao governador a tranqüilidade de uma administração serena e de resultados. Alexandre Lages, outro craque do primeiro governo, alça vôo mais alto após cumprir competente missão na Controladoria Geral do Estado. Vai comandar a Secretaria de Gestão Pública com o objetivo de continuar e avançar no processo de modernização e qualificação do setor com a certeza de que obterá êxito. Maurício Toledo continua com a “chave do cofreâ€, pela competência comprovada e conhecimento quando o assunto é Fazenda Pública. Um mago das finanças e da inteira confiança do governador.

Já o campeão Luiz Otávio Gomes até que tentou sair para cuidar de suas atividades profissionais bem sucedidas aqui e nacionalmente. Mas Teotônio Vilela fincou o pé: não poderia jamais abrir mão daquele que foi o esteio do desenvolvimento de Alagoas nos últimos quatro anos. Sua macro visão empresarial, sua dinâmica de trabalho e credibilidade além fronteiras, foram fatores decisivos para o incremento de novas indústrias e empreendimentos empresariais em Alagoas gerando milhares de empregos. Ganha por mérito estatus de supersecretário no comando da nova Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico. Marcos Fireman, outro grande valor do time da intimidade e confiança de Vilela permanece onde está na Secretaria de Infraestrutura, com missões estratégicas mais abrangentes e ainda mais relevantes.

Para a Secretaria de Comunicação a convocação do jornalista Rui França.

Conhece como poucos a matéria e tem história de resultados positivos. Especialista em marketing político foi o responsável pela vitoriosa e surpreendente campanha do senador eleito Benedito de Lira, tem alma e coração de jornalista e muita “cabeçaâ€. Para completar bastaria o governador confirmar a competente Eliane Aquino como sua secretária adjunta. Ai essa dupla vai longe.

No resto coisas que entendi outras nem tanto. A exemplo do candidato derrotado Alexandre Toledo para a Secretaria de Saúde. Como, onde, por quê?

A ida do médico José Wanderley para uma Secretaria de Projetos Estratégicos, a ser criada. Vai planejar e desenvolver que estratégias?

E por fim a infeliz substituição da competentíssima Solange Jurema, na Secretaria da Assistência e Desenvolvimento Social. Um nome respeitado não apenas em Alagoas, mas também Brasil afora, especialmente em Brasília onde tem trânsito livre e prestígio de ministra. Em seu lugar praticamente um desconhecido, totalmente fora do ramo, apenas por indicação política.

Confesso que acho uma “brincadeira†muito arriscada com um setor de vital significado na Administração no qual é preciso, antes de tudo, profissionalismo e seriedade no seu trato. E política não é coisa para gente séria.

No mais tudo continua mais ou menos como dantes no Quartel de Abrantes.

O negócio agora é trabalhar e trabalhar, pois é o que Alagoas espera e precisa.

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Os votos dos indecisos

sexta-feira, setembro 10th, 2010

Um dado tem chamado a atenção nas pesquisas eleitorais além da manjada e desmoralizante manipulação de resultados. Trata-se do elevado número de eleitores que ainda sabem em quem votar principalmente na eleição proporcional. O Guia Eleitoral no rádio e na televisão não tem contribuído para oferecer opções e mesmo para governador e senador ainda existem muitos indecisos. Também não poderia ser diferente. Faltam propostas, sobram acusações e ao que parece tudo está conduzindo para que se tenha uma Assembléia e uma bancada federal com a mesma cara marginal e despreparada da legislatura atual. Taturanas, ratazanas e todo tipo de bandido com mandato mostram-se com mais chances de ganhar a eleição. Isto é muito ruim, mas é a regra do jogo democrático. Não importa se o voto é comprado nos balcões imundos da política do clientelismo, dos imorais “cadastrosâ€. O que vale é que ele é espontâneo, livre e secreto. Então as escolhas equivocadas e a podridão das bancadas de amanhã serão construídas pela maioria dos eleitores. Amanhã não vale reclamar, pois eles serão eleitos, mesmo bandidos, pela escolha realmente democrática, por imoral que seja.

Paulão na mira por mentira

Por suas palavras irresponsáveis e levianas o deputado Paulão vai amargar mais um processo nas costas e esse poderá lhe trazer sérias conseqüências, até porque deverá enfrentá-lo sem o manto protetor da excressente imunidade parlamentar, pois é muito provável que esteja sem mandato a partir de janeiro. Será interpelado criminalmente pelo secretário Luiz Otávio Gomes. A quem fez acusações caluniosas e repletas de inverdades. Não terá como provar suas inconseqüentes e insanas palavras. Mentiu descaradamente como é o seu costume e cometeu um ato criminoso como é bem do ser caráter.

O risco de perder

Pelos índices de rejeição da administração do prefeito James Ribeiro, de Palmeira dos Ãndios, torna-se muito arriscado qualquer candidato ter o seu apoio nestas eleições. Nas ruas, no comércio e até nas repartições públicas do município a conversa é uma só: “Se for candidato do prefeito não tem o meu votoâ€. Portanto um aviso aos circunstantes: se afasta do homem mandacaru. “Não dá sombra nem encostoâ€, como dizia o sábio deputado Pedro Ferreira.

Trapalhadas do BNDES

O presidente Lula cometeu um grave erro quando colocou o BNDES para administrar 1 bilhão de reais em crédito para os empresários vitimas das enchentes em Alagoas e Pernambuco. Se tivesse destinado diretamente para o Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco do Nordeste tudo já estaria resolvido e ninguém estaria sendo enganado pela estúpida burocracia de tecnocratas de merda. O tratamento dado aos processos de empréstimos para os pequenos comerciantes tem sido humilhante e o pior: a bronca sobra para o governo estadual que não tem culpa alguma.

Dançando a crescendo

O deputado Benedito de Lira já deu provas evidentes em eleições anteriores que é muito bom de voto. Agora, candidato ao Senado Federal, mostra mais uma de suas habilidades: a dança. Não perde a oportunidade para demonstrar ser um verdadeiro “pé de forróâ€. Juntando uma coisa com outra vai alavancando sua candidatura e já disputa de perto uma das vagas nas próximas eleições. Que ninguém se engane, pois o Biu pode muito bem surpreender mais uma vez.
Criticar é fácil

Os dois principais adversários do governador Teotônio Vilela adotam como principal tema de seus discursos o índice de violência em Alagoas. Se fazem de desentendidos ou são “analfabetos funcionaisâ€. Não lêem informações para saber que a violência e o tráfico hoje representam uma epidemia nacional com ascendência no Brasil inteiro. Nem tampouco dizem o que fariam se fossem eleitos, para diminuir esta violência que tanto atacam. O governador investiu em equipamentos, armamentos, obras físicas e aumento de número de policias. Não pode fazer milagres, mas tem tentado combater setores pontuais do crime. E já mostrou que tem planos concretos para cercar a criminalidade com ações sociais e educação dirigida.

O declínio de Collor

O clima não é nada animador no Comitê Central do senador Fernando Collor. Depois das últimas pesquisas e do “esfriamento†das ruas com sua espalhafatosa campanha os números começam a definhar e este resultado tem deixado o candidato com os nervos à flor da pele. Seu comando de campanha já anda cabisbaixo e começam aparecer confrontos para se descobrir “culpadosâ€. Um dos mais tristes é o suplente Euclides Mello que já anunciava sua posse definitiva como senador, cargo para o qual jamais esteve preparado em todos os sentidos.

Porque Lula e Dilma não vêm

Não interessa para o jornalista a proximidade com os donos do poder. Às vezes até prejudica. Mas a relação com o “entornoâ€, com fontes privilegiadas é fundamental. Esta me veio direto do Palácio do Planalto: Lula e a candidata Dilma Rousseff desde o início da campanha decidiram não vir a Alagoas. “Aquilo é um saco de gatosâ€, teria dito o presidente em determinada conversa. Um detalhe: o presidente Lula tem conversado bastante com o governador Teotônio Vilela por estes dias e olhe que não é apenas sobre a tragédia e as ações dos desabrigados. Minha fonte especialíssima (com proximidade absoluta nas conversas no Palácio do Planalto) me contou outras histórias interessantes. Mas estas os leitores terão que esperar mais um pouco. Mas eu vou contar.

O destino de Rui Palmeira

O deputado Rui Palmeira vai conquistar uma vitória marcante para a Câmara Federal por alguns motivos entre os quais sua postura no exercício do mandato na Assembléia Legislativa onde deu mostra do seu caráter e do modo como encara o interesse público. Outro aspecto é a sua história de vida a exemplo do avô e do pai, duas figuras que honram a política alagoana pelas vertentes da moralidade e da legalidade. Político derrotado, sem história honrada para contar e que não exibe currículo, mas Folha Corrida, não pode jamais competir com ele, quanto mais tentar atacá-lo. Rui tem destino e vocação política e sua caminhada de vitórias está apenas começando.

Olha o cadastro ai gente!

Esta semana na porta de uma das mais conhecidas escolas de ensino superior três jovens em um carro plotado com nomes de candidatos montaram uma “banca†para abordar os estudantes com proposta de compra de votos. Ao que parece fizeram um bom movimento, pois no dia seguinte voltaram, receberam várias cópias de títulos eleitorais e preencheram alguns “cadastrosâ€. Um detalhe o valor subiu para 70,0o reais (voto qualificado). Todos viram, muitos venderam, mas a Justiça Eleitoral estava aonde?

PÉ DE PÃGINA

Nenhum político, independente de sigla partidária, possui autoridade para garantir o fim da violência. Na verdade, crime organizado ficou maior do que o Estado, formado pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Os marginais se armam e se instalam profissionalmente, com estratégias estudadas pra destruir a sociedade. (da Coluna de José Elias/Gazeta de Alagoas).

O candidato Fernando Collor, segundo se comenta, ficou literalmente humilhado com a multidão que o prefeito Cícero Almeida tem arrastado em suas caminhadas pela periferia de Maceió em companhia do governador. Almeida promete partir também para o interior e quer mostrar “quem se identifica mais com o povãoâ€. Nessa briga o prefeito ganha com ampla vantagem.

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Como mudaram as eleições!

sexta-feira, agosto 27th, 2010

Os tempos mudaram e também mudaram as eleições. Lembro na minha adolescência a agitação política no período eleitoral. Não se falava em outra coisa desde a capital ao menor município do interior. O dia da eleição então era uma festa. Assistia meu velho pai com o maior orgulho chegar em casa com os instrumentos que iria trabalhar no dia seguinte como presidente da sessão eleitoral da Serra da Mandioca (durante 25 anos) e no dia da eleição colocava seu melhor terno e saia impecável para exercer em toda sua plenitude a função que a cidadania lhe confiava. Votar de paletó e gravata também era quase um hábito comum para os da cidade, as mulheres colocavam as suas melhores vestes.

E os comícios que antecediam os pleitos? Apinhados de gente, sem trio elétrico, sem “alegoriasâ€, apenas com as palavras dos candidatos que empolgavam multidões com suas oratórias vibrantes, suas histórias de dignidade expostas nos palanques.

Também não haviam as pesquisas. Nem as “fabricadas†e também as originais. A única pesquisa eram as urnas que abertas revelavam a vontade do povo. Não tinha a chatice do horário eleitoral, nem o lero-lero de candidatos que estão mais para palhaços de circo.

Não havia o famigerado e abundante “cadastro eleitoral†(que é a compra de votos registrada, carimbada e anotada) que todos sabem e só a Justiça Eleitoral não quer ver.

A eleição era uma verdadeira festa cívica, onde prevalecia a vontade do povo, o resultado das urnas, sem que bons candidatos fossem tolhidos por uma justiça caolha e cheia de interesses. Era uma eleição com justiça limpa.

Tenho saudades dessa época e principalmente do que essas eleições produziam: políticos dignos, mandatos honrados e o prevalecer do interesse público. Nunca os políticos de hoje corruptos, salteadores dos cofres públicos e negociantes dos balcões sujos da propina e da compra de consciências.

Ministro na terra

Desde quarta feira Alagoas está mais honrada e dignificada. É que desembarcou em Maceió o maior governador da história política de Alagoas: Guilherme Palmeira. Após sua aposentadoria como ministro do TCU pode voltar a fazer o que mais gosta: política.

Veio para acompanhar a campanha do filho Rui Palmeira a deputado Federal e vai se envolver no processo eleitoral.

Tenho conversado muito com ele esses dias em Brasília e agora pessoalmente, como sempre o faço.

Não está nada satisfeito com o tratamento que a coligação do governador tem dado à candidatura do filho e vai reagir se providências não forem adotadas. Aqui um conselho para quem o conhece de muito perto: não brinquem com fogo, pois a reação poderá ser devastadora. Ninguém me contou eu vi e ouvi.

Pesquisa ou “Golpeâ€

O Instituto de pesquisa Gape, de propriedade da Organização Arnon de Mello segue mais uma vez na linha da desmoralização a exemplo do que aconteceu nas eleições de 1998 quando sua credibilidade chegou a zero pela irresponsabilidade dos números fictícios mostrados e desmentidos. Agora, mais uma vez, acontece a mesma prática imoral, os mesmos golpes baixos para enganar os eleitores. Agora poderá ser diferente. Ministério Público Eleitoral e também o TRE estão querendo ir a fundo para desvendar o mistério dos números do já conhecido “Gafeâ€.

A ditadura da maioria

No painel “O futuro da democracia e o jornalismoâ€, Otavio Frias Filho manifestou preocupação com a ação de presidentes plebiscitários sul-americanos, como Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador). Segundo ele, o principal perigo que ronda as democracias é o da ditadura da maioria. Para ele, exercer jornalismo crítico é mais difícil quando se está sob um governo popular, com maior capacidade de intimidar. “Não vejo uma reação muito diferente entre o general Figueiredo, na época em que era presidente, e o presidente Lula hoje, no que diz respeito à insatisfação cada vez que é objeto de algum tipo de crítica.â€

Não fica ninguém

Em tramitação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar que torna inelegível por oito anos o político eleito condenado por descumprir promessas de campanha. Segundo o texto, a condenação deverá ser em decisão transitada em julgado ou de órgão colegiado da Justiça Eleitoral – uma condenação em Tribunal Regional Eleitoral (TRE) já será suficiente. Segundo o projeto, a Justiça também poderá cassar o mandato do candidato que, após eleito, adotar política contrária aos seus compromissos de campanha. Com a falta de palavras, de vergonha e cumprimento de promessas de nossos políticos atuais você acredita que vai sobrar alguém para contar a história? Duvido.

Uma esquisita absolvição

O Tribunal Regional Eleitoral depois de cassar oito de nove candidatos denunciados pelo Ministério Público com fartas e robustas provas livrou da cassação o candidato a deputado estadual Henrique Manso, que por uma contingência da vida é filho do desembargador Orlando Mando, integrante e vice-presidente licenciado da mesma Corte. O pedido de cassação ajuizado pelo procurador Rodrigo Tenório teve como base decisão do Tribunal de Contas da União, que rejeitou suas contas quando prefeito de Paripueira, uma administração desastrosa. O julgamento indignou, mais uma vez, a sociedade alagoana. Votaram pela absolvição os juízes: Luciano Guimarães, Francisco Malaquias, Sebastião Vasques e o presidente desembargador Estácio Gama. Coisas de Alagoas.

A violência alagoana

O secretário de Direitos Humanos, Cidadania e Segurança Comunitária de Maceió, Pedro Montenegro foi brilhante em sua entrevista à imprensa quando fez colocações pontuais sobre o problema da Segurança Pública em Alagoas. Defendeu que todos os militares da reserva técnica que foram nomeados recentemente possam atuar nas polícias comunitárias, nos maiores focos de violência em Maceió e Arapiraca – as cidades alagoanas com os maiores índices de violência no estado e entre as mais violentas do Brasil. Sua proposta não foi entendida pelo Conselho estadual de Segurança, que ao que parece prefere que o alagoano conviva com esse altíssimo índice de violência.

Collor nordestino?

O senador Fernando Collor que tem lá seus problemas de rejeição com quase a unanimidade da imprensa brasileira sempre que é alvo de alguma denúncia se sai com a evasiva de que “acredita que este fato ocorra por conta de ser nordestinoâ€. Pura falácia para enganar os tolos. Collor nunca foi nordestino, muito menos alagoano. Nasceu e criou-se no Rio de Janeiro. Vinha aqui de passeio até que descobriu que aqui era mais fácil enveredar pela carreira política. Começou como prefeito (sic), com o uso da máquina do Estado fez-se deputado federal e depois o carma dos alagoanos o fez governador. Por um equívoco do destino virou presidente ai deu no que deu. É senador por Alagoas, mas nordestino ou alagoano, jamais!

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Eleição se ganha no voto

sexta-feira, agosto 13th, 2010

Esta eu costumava ouvir de um sábio na política: “Eleição se ganha ou se perde no voto livre e conscienteâ€. Dizia o velho “Cacique†Juca Sampaio quando aparecia alguém imaginando outra maneira de vitória senão no apurar das urnas. Hoje na modernidade hipócrita das regras eleitorais vigentes a coisa é outra. Se ganha eleição na compra imoral de votos, nos hediondos “cadastros eleitorais†que estão ai para quem quiser ver e deles participar, nas rasteiras de núcleos poderosos e influentes que tentam conquistar a vitória no “tapetãoâ€, e até mesmo em decisões equivocadas de “homens de preto†que se imaginam acima de todos os mortais e quase vizinhos de Deus.

O caso mais emblemático deste tema abordado é a impugnação da candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa. Teve a coragem de enfrentar poderosos e se confrontar com integrantes de uma Justiça caolha e hoje paga um preço muito alto. Bem posicionado nas pesquisas de opinião teve o seu caminho político atropelado por uma decisão duvidosa e suspeita, muito embora se aguarde com esperança o devido reparo pelo Tribunal Superior Eleitoral, a exemplo do que tem ocorrido com outros equívocos do Tribunal local.

Ronaldo Lessa, Fernando Collor e Teotônio Vilela estão em campo, todos com potencial suficiente para um grande enfrentamento. Não é justo ser diferente: que o povo nas urnas, decida qual o melhor para Alagoas.

Prefeito em pecado

Para mim o prefeito Cícero Almeida está em pecado e faltou com a palavra. E a ele deixo um recado: ninguém é obrigado a prometer, mas deve ser escravo de suas promessas. Fiz-lhe a solicitação para que desse o nome de Dom Hélder Câmara a uma obra em Maceió, na comemoração do seu centenário. Não apenas cheio de “entusiasmo†me prometeu como ainda me indicou qual seria esta obra. Estavam presentes vários assessores seus, inclusive o que foi encarregado de “tomar as providênciasâ€. A obra já ganhou outro nome (para não fugir à regra, de uma pessoa ainda viva) e o grande Arcebispo Dom Hélder, esquecido. Que Deus lhe perdoe!

Albuquerque acelerado

Depois de uma passada rápida na Santa Casa para resolver um simples caso de indisposição gástrica, muito embora setores da imprensa e agentes da maldade tentassem super dimensionar o fato, o deputado Antonio Albuquerque caminha acelerado pelos muitos municípios do interior onde mantém valorosos apoios à sua reeleição para deputado estadual. Na contabilidade final não deseja ser apenas eleito, mas conquistar uma das primeiras colocações a exemplo das eleições anteriores.

José Elias injustiçado

O companheiro jornalista José Elias (Gazeta de Alagoas) é dessas pessoas que só fazem o bem. Quando nos encontramos trocamos sempre idéias sobre o antagonismo de nossas colunas. Ele um pacifista, um conciliador só procura coisas positivas em seus personagens. Eu o oposto com minha maneira intransigente de escrever, minha implacável perseguição a políticos e minha crítica intolerante a muitos que julgam, mas que lhes falta o preparo para este mister. Soube que foi multado pela Justiça Eleitoral. Não quero nem saber o motivo, mas apenas lhe emprestar toda minha solidariedade, principalmente por saber que por trás de tudo está um canalha , que não merece qualquer respeito.

Mordomia imoral

“A hora que eu tomar conhecimento que algum desembargador está usando carro oficial para fins particulares eu vou dar ordem para a Polícia Federal apreender imediatamente o carro com o magistrado dentro”, avisa o ministro do Superior Tribunal de Justiça Francisco Falcão, corregedor-geral da Justiça Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

“Fiquei chocado”, afirma o corregedor. “Como é que o magistrado leva o carro para a praia, usa no fim de semana, usa com a família? Para Falcão, tal conduta “nos tempos de hoje é coisa de louco”. Não seria bom convidar o ministro para um fim de semana em Alagoas?

Fora Collor! Fica Collor!

O decadente Movimento Contra a Corrupção, que tem colecionado muitas frustrações em suas mobilizações populares nos últimos tempos, na quarta feira sofreu mais uma vergonhosa decepção. Na onda do oportunismo eleitoreiro inventou um tal de “Fora Collor†não se sabe a troco de que? Além dos poucos “gatos pingados e pintados†que lá apareceram, um outro movimento se contrapôs à insana idéia e chegou de repente. Era o “Fica Collorâ€, composto por simpatizantes da candidatura a governador. A polícia teve que intervir e “ativistas da moralidade†,saíram rápido com o rabinho entre as pernas.

Suspendendo a cruel dívida

Alagoas paga de 40 a 45 milhões de reais por mês de juros da dívida que tem com a União. Por que não aplicar esse dinheiro em obras para recuperar a infraestrutura do estado, atingido recentemente por fortes chuvas? Essa é a idéia do senador João Tenório que apresentou um projeto de resolução que determina a suspensão do pagamento da dívida do estado por 12 meses. Ele argumenta que boa parte da economia de Alagoas foi destruída pelas enchentes, e o governo estadual, se continuar pagando as prestações, vai ficar num beco sem saída. Grande idéia do senador alagoano.

Palmeira é seu povo

Recebi gentil convite da minha presidente da Academia Palmeirense de Letras, Isvânia Marques, para participar das comemorações da emancipação política de nossa cidade no próximo dia 20. A festa terá como tema “O que Palmeira tem de melhorâ€. Infelizmente não poderei ir, pois acho que nada temos a comemorar. Hoje pode se constatar que não temos comércio, não temos indústrias, falta-nos políticos e vivemos em situação de fazer pena diante do crescimento da maioria dos municípios da região. O que Palmeira tem de melhor? – Apenas seu povo, à mercê de péssimos administradores.

Precisa cuidar da alma

O governo tem empreendido vários e eficientes projetos nos municípios atingidos pelas enchentes. Acomodações dignas estão sendo providenciadas, não falta alimentação, a presença de ações de saúde e assistência social. Mas quem visita essas cidades vê, com toda clareza, que a ociosidade alarmante está conduzindo a caminhos muito perigosos. Já se anuncia registros de tentativas de estupros, casos suspeitos de pedofilia e o policiamento é praticamente nada. Muitos têm afogado suas angústias em bebidas alcoólicas e outras drogas. É preciso urgente que se cuide de ações de cidadania, que se dê ocupação aos jovens com atividades esportivas e culturais. Não basta amainar a dor física, mas tanto quanto importante é cuidar da dor da alma.

PÉ DE PÃGINA

Sou contra todo tipo de ditadura: “saímos da ditadura da bota e entramos na ditadura da toga; precisamos aperfeiçoar as instituições; vou continuar nessa luta; não tenho medo, vou continuar dizendo o que sempre disse não tenho medo, vamos voltar para recuperar Alagoasâ€. (Ex- governador Ronaldo Lessa, em entrevista ao jornalista Plínio Lins, no “Conversa de Botequimâ€).

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A difícil moralização do Judiciário

segunda-feira, agosto 9th, 2010

Bem que o corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, tem tentado moralizar o Judiciário, porém não é tarefa fácil. Os vícios arraigados, a cultura da corrupção e ainda muito o nepotismo, são praticas  presentes em grande parte do Poder Judiciário do país, se estendendo por Comarcas, cartórios e outros órgãos que deveriam cuidar da justiça.

O fim do nepotismo no Judiciário, principalmente na ocupação de cargos comissionados de chefia, foi defendido esta semana pelo  ministro Gilson Dipp, ao participar da 1ª Conferência Mundial sobre Transparência, Ética e Prestação de Contas dos Poderes Judiciários, no auditório do Superior Tribunal da Justiça (STJ).

A transparência, a ética e a prestação de contas são fundamentais para o Estado Democrático de Direito, ressaltou Dipp. Por isso, acrescentou, a administração da Justiça é um desafio para os juízes brasileiros.

Dipp acredita que a realização de mais concursos públicos poderia ajudar a evitar o nepotismo no Judiciário. Isso, sublinhou, contribuiria para acabar com o subjetivismo na escolha dos cargos de chefe.

Ele afirmou que a informatização do Judiciário vai ajudar a tornar mais ágil a tramitação dos processos. Também defendeu a realização de audiências públicas, com a participação de integrantes da Justiça e da sociedade civil, para dar mais transparência ao Poder Judiciário. A transparência pregada pelo ministro Dipp é muito difícil ser levada em conta pelos que fazem o Judiciário de hoje. Terá que esperar.

Armação e eleição

Ambas as coisas são muito parecidas e onde está uma lá também está a outra. Quem pensou que o senador Fernando Collor iria engolir a esparrela que lhe montaram com o caso do faccioso repórter da revista Isto É, se enganou redondamente. Precavido, “gato escaldado†não deixou passar em branco e agiu rápido. Foi à tribuna do Senado, mostrou todas as provas da mentira da revista, desmoralizou o jornalista e calou os afoitos que se apressaram em lhe condenar. Usou palavras duras, mas necessárias, para jornalistas que não têm responsabilidade com o dever de informar a verdade dos fatos. Quanto ao “filho da puta†que indignou tanta gente, eu também o usaria se fosse o ofendido. Agiu certo.

Ele pensa que é assim

O “ingênuo†deputado Alberto Sextafeira deu clara demonstração que não conhece de votos, muito menos de Justiça e da aplicação da lei. Com o registro de sua candidatura impugnada com base na Lei Ficha Limpa saiu-se com esta pérola: “Todo julgamento tem uma origem e a sociedade vai discuti-la nas urnas. Eu me relaciono com esse tipo de impedimento desde a eleição passada. Não é nenhuma novidadeâ€. O juízo do deputado não “processouâ€Â  que não são as urnas que decidirão seu destino pois lá não deverá chegar, mas a aplicação da lei, para os que imaginam sempre impunes. Não é o povo que vai “entender “ se ele deve ou não seguir com o seu mandato capenga, mas a Justiça.

Gesto indelicado

No mínimo cometeu um feio gesto de indelicadeza a promotora de Justiça Fernanda Moreira ao recusar a outorga da  Comenda Pontes de Miranda, que lhe foi conferida pela Câmara Municipal de Maceió. A sua titularidade na Promotoria da Fazenda Pública Municipal e o seu brilhante trabalho em investigações na própria Câmara de Vereadores, jamais deveriam ser motivos para a recusa da homenagem.

Desmerece a honraria que recebe o nome do maior jurista alagoano, fere a tantas pessoas honradas que a receberam e mostra um grau de intolerância inaceitável  nas relações institucionais.

Vitória de Heloisa

Não poderia ser diferente. O Tribunal Regional Eleitoral agiu com a maior justiça ao absolver a candidata ao Senado Heloisa Helena de acusações levianas e irresponsáveis propostas pelo  inexpressivo candidato ao mesmo posto, um tal de Idelfonso Lacerda (PRTB). E o TRE foi além, para servir de exemplo aos que apenas tentam tumultuar o processo eleitoral: aplicou-lhe a penalidade de litigância de má fé e ainda o condenou a uma multa pecuniária. Pode ser que ele agora aprenda!

Precatórios da mentira

O portal de noticias tudoglobal.com está realizando uma enquete para ouvir a opinião dos internautas sobre a questão dos precatórios dos servidores estaduais que já virou uma novela inacabada e sem esperanças para milhares. Na contagem até o fechamento desta coluna 78 por cento dos internautas apontam para “mentiras dos candidatos†que prometeram e não vão cumprir e também a falta de vontade do governo estadual em resolver a questão da compra desses precatórios. Uma minoria insignificante ainda acredita em uma solução. Coitados!

Palavra de general

O general Jorge Felix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República ao visitar Alagoas na segunda feira ficou impressionado com a organização do Programa de Reconstrução instalado no Palácio do Governo e comandado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico Luiz Otávio Gomes.

“Saio de Alagoas com as melhores impressõesâ€, disse o general Felix que ainda sobrevoou as áreas atingidas pelas enchentes e conversou em Murici e União dos Palmares com desabrigados, conheceu instalações emergenciais  aprovou totalmente os trabalhos de reconstrução das cidades.

Ainda na Sala da Reconstrução o general teve um relato completo de todos os gastos efetuados pelos diversos setores da Administração e também o planejamento estratégico para os próximos dias. Na  saída cumprimentou o governador Teotônio Vilela e o Secretário Luiz Otávio, pelos resultados alcançados.

PÉ DE PÃGINA

Tem prefeito do interior que não pode passar por sua porta um “vendedor†de títulos honoríficos e diplomas de “melhor†que ele compra a qualquer custo. Tem um que antes de completar dois anos de mandato já está com a parede lotada de diplomas e medalhas “conquistadasâ€. Chega a usar de viagens e mordomias para ser agraciado em lugares que ninguém o conhece.

Contam que em certa ocasião apareceu um cidadão no seu gabinete para vender um titulo. O “alcaide†se apressou e mobilizou sua assessoria para a negociação. Em seguida o vendedor foi expulso ao revelar que se tratava de “titulo patrimonial†de um clube. “Esse eu não comproâ€!

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Precatórios: todos mentiram

sexta-feira, julho 30th, 2010

Como diz o dito popular funcionário público, pobre e cachimbo nasceram com um destino: “levar fumoâ€. O drama dos precatórios se arrasta a anos e a cada eleição novas e hipócritas esperanças são marginalmente criadas pelos candidatos na busca voraz dos milhares de votos dos “barnabésâ€. Não faz muito tempo o tema voltou à tona com toda força. Um dos candidatos, malandro e profissional do engodo, alardeou e mandou que seus vassalos espalhassem a informação de que iria viabilizar a negociação de todos os precatórios. Chegou a anunciar um encontro com o presidente da empresa que faria o negócio e que tudo estava praticamente certo. Já outro fez que viajava a Brasília onde sob as bênçãos de ministros e companheiros de partido aliado do presidente também viabilizaria a compra dos tais precatórios. Tudo mentira deslavada e desumana com os servidores públicos. Ambos foram cruéis criando falsas expectativas  ao conhecido “bloco dos desiludidosâ€. Por outro lado o governo inventa um Decreto para “flexibilizar†a negociação, mas nada faz para que objetivamente isto aconteça. Um conselho ao servidor público: dê o troco a todos eles. No dia da eleição, já que não tem como escrever encontre uma maneira de deixar o seu recado “quero meus precatóriosâ€. Quem sabe votando em branco?

O jogo sujo das pesquisas

Nos comitês eleitorais o assunto da semana foram os resultados das últimas pesquisas mostrando um primeiro quadro da disputa para o governo do Estado. Comemoração de alguns e preocupação de outros. Eu particularmente penso como o companheiro Carlos Chagas, um dos mais experimentados jornalistas do país: “Melhor fariam os candidatos e também os eleitores se passassem ao largo das pesquisas, considerando-as mera atividade comercial de empresas interessadas no faturamento. Pautar-se em números contraditórios, será para os candidatos um exercício diário de autoflagelaçãoâ€. Pelo insignificante número de pessoas ouvidas, por mais sofisticadas que sejam as metodologias, não dá para aferir sequer as tendências, quanto mais o resultado das urnas de outubro. Talvez mais tarde, provavelmente no dia da eleição como ocorreu em 2006. A própria imprensa deve estar atenta sob pena de se desmoralizar, a exemplo de  eleições passadas. O jogo das pesquisas é sujo, tendencioso e completamente desconfiável. Quem conhece sabe, mas muitos preferem se enganar.

O jornal e o seu dono

Carlos Lacerda dizia que “o jornal é a cara do seu donoâ€. E não poderia ser diferente. Jornal venal, com tendências aéticas e inescrupulosas pode conferir que se parece com o dono. Usar o anonimato de seus asseclas para tentar denegrir a imagem de pessoas de bem e instituições sérias é desrespeitoso e imoral. Essas pessoas e também as instituições que todos conhecem, trilham seus roteiros na prática do moral e do legal. Jamais estiveram expostas a atos de corrupção, evasão de divisas, improbidade administrativa e à execração por conduta marginal, ao contrário desse tipo de jornal e seus donos. Sobre este assunto tenho vários episódios para contar. E contarei mais tarde.

Um Renan solidário

Ao contrário do que se comentava e se previa o senador Renan Calheiros tem sido o grande companheiro de campanha do candidato Ronaldo Lessa. Não o larga um minuto e é sempre o mais entusiasmado nos eventos políticos em Maceió e no interior. Tem ajudado muito na caminhada de Lessa e se é uma coisa que Calheiros entende é de campanha política e de fazer votos. Aonde chega é a atração e tem um caminhão de prefeitos e lideranças políticas do interior apoiando a sua candidatura. Sabe costurar, bordar e coser.

 Maranhão não é exemplo

Que não se entusiasmem os “fichas sujas†de Alagoas com as decisões do TRE do Maranhão não acatando impugnações propostas pelo Ministério Público Eleitoral. Como tudo por ali a Justiça também é feudo do senhor José Sarney e faz o que ele manda. Aqui eu ouvia de uma importante personalidade da Justiça Eleitoral: “Tenho plena convicção de que o plenário, como sempre o fez, vai interpretar e aplicar integralmente o que manda a lei. Não nos furtaremos ao dever de corresponder a expectativa da sociedade alagoana que clama por justiçaâ€.

Já mostra quem é

A Procuradoria Regional Eleitoral denunciou e o TRE condenou o candidato José Ronaldo de Medeiros (conhecido como Ronaldo do INSS) por ter usado o correio eletrônico do órgão público para divulgação de sua propaganda eleitoral. Por sinal a punição foi muito branda: multa de 5 mil reais. Deveria ter o seu registro impugnado para aprender a respeitar a legislação eleitoral e não abusar da função pública que ocupa. Se chegasse a ganhar a eleição, o que parece coisa impossível, já chegaria de ficha suja.

Um João Lyra ponderado

O empresário João Lyra hoje é um homem experiente e calejado no quesito política. Foi traído, sofreu grandes decepções e aprendeu muito com as maldades que a fantasia dos votos lhe trouxe. Com o tempo soube separar os verdadeiros amigos daqueles que apenas buscavam vantagens ao seu lado. Foi ponderado ao não aceitar uma candidatura suicida para o Senado, apenas para atender a vontade e a necessidade de alguém que não o merece. Sua candidatura à Câmara Federal não será apenas vitoriosa. Tende a ser a mais expressiva da política alagoana.

Lessa na disputa

Em minha opinião Ronaldo Lessa deveria sim disputar o governo do Estado. Preenche todos os requisitos legais e tem destino e vocação política. Querer tirá-lo da disputa e ganhar no “tapetão†é coisa de adversários amedrontados com o seu poder eleitoral e a possibilidade real de ser eleito. Para confirmarmos o real exercício da democracia que vença o melhor. É o povo que deve decidir e não meia dúzia de togados com interpretações muitas vezes tronchas e bem distantes da real Justiça.

Heloisa e Renan

A disputa para o Senado Federal está sacramentada  em Alagoas. Mesmo sabendo que em eleição tudo acontece só a mão de Deus poderia mudar o resultado dos escolhidos para as duas cadeiras em Brasília. Nas opiniões das ruas, na capital e no interior, nas redações e até nos “confins do Judasâ€, as opiniões são unânimes: Heloisa Helena e Renan Calheiros saem na frente com uma estrondosa margem de vantagem diante dos demais concorrentes. Pode até haver contestação, mas é assim o implacável  destino das urnas.

PÉ DE PÃGINA

“Estamos trabalhando permanentemente, exaustivamente para atender cada demanda e, se há alguma dúvida, por alguma instância, qualquer que seja, que se una a nós, que chegue junto, que se junte nessa mobilização em favor da reconstrução dos lares e da cidadania dessas centenas de pessoas que perderam referências de vidaâ€. (Secretário Luiz Otávio Gomes, coordenador da Reconstrução, em resposta a alguns que apenas atrapalham).

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Vendeu a filha para não morrer de fome

terça-feira, julho 27th, 2010

A tragédia das águas que deixou milhares de desabrigados em 19 municípios do interior persiste em seu rastro de miséria implacável, apesar do grande sentimento de solidariedade de muitos alagoanos, pessoas de outros estados e até de fora do país.

Para muitos que perderam tudo restam poucas esperanças no amanhã e nem a fé em Deus (demonstrada pela maioria) é capaz de lhes fazer crer que um dia possam restabelecer suas vidas, seus negócios, o sustento de suas famílias.

Conversei com um cidadão que perdeu tudo com a enchente. Tinha uma boa residência, uma casa comercial construída em 35 anos de luta diária, com sacrifícios, uma família para sustentar e muitas dívidas com fornecedores. Ele e sua família, desabrigados estão morando de favor na casa de um cunhado em Maceió.

Todos os dias volta à sua cidade e visita o local onde outrora viveu e trabalhou duro e honestamente.

Confessa-me que nem ele sabe o que vai fazer ali, pois a cada visita “é um aperto no coração que não tem tamanho. Venho aqui mais para chorar sem a presença de minha família, para não deixá-los mais tristes ainda. Já tive vontade de fazer uma besteira, mas de que adiantaria? Deixaria ainda mais desespero e dor para aqueles que mais amoâ€. Foi procurado por um de seus credores que lhe disse dar um prazo razoável, mas não poderia perdoar-lhe a dívida. Pagar como? Como o que se nada lhe restou? E ele diz do intimo do seu caráter de homem honesto: “Vou à luta, reconstruirei tijolo por tijolo e pagarei todas as minhas dívidas, com a graça e os desígnios de Deusâ€. Para mim é um herói anônimo na multidão de sobreviventes da fúria da natureza e Deus há de dar-lhe forças para reconstruir a vida.

Na mesma cidade outra história de cortar o coração me foi contada e fui conferir de perto. J.M.S. é agricultor e está desempregado há quase um ano. Vivia de fazer bicos e sua mulher trabalhava como empregada doméstica para sustentar quatro filhos menores. A criança mais nova, uma menina de seis meses de idade. Com a enchente perderam o barraco na beira do rio, tudo o que tinha dentro de casa, inclusive um modesto aparelho de televisão que era o único divertimento da família. E não ficou por ai: a mulher também perdeu o emprego, pois a casa na qual trabalhava foi levada pelas águas e os seus antigos patrões saíram da cidade. Levaram também a filha mais nova do nosso personagem lhe pagando a quantia de quatrocentos reais. Perguntei-lhe: como você teve coragem de vender a sua própria filha? Recebi uma resposta e uma lição: “Vendi não seu moço. Eu dei minha filha pra ela não morrer de fome e sei que aquelas pessoas são gente de bem. O dinheiro é para dar de comer aos meninos enquanto durar. Depois só Deus sabe como a gente vai viver. O senhor já viu um filho seu chorar de fome e não poder lhe dar nada, pois nada tem? Queria eu que aparecesse outras almas bondosas e levassem os outros, só assim eu teria sossego, pois do jeito que a coisa tá eu não sei até quando eles vão viverâ€.

Você que está lendo este artigo pode também promover um gesto de cidadania e amor ao próximo. Não custa muito caro e terá um significado imenso. Vá a uma dessas cidades atingidas pela tragédia, saia do conforto do seu lar, do aconchego do seu escritório e conheça de perto a dor do seu irmão. Pratique um gesto de amor. Adote uma família!

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Olhos cegos para a corrupção

sexta-feira, julho 23rd, 2010

Estão escandalosamente abertos os “balcões de negócios†para as próximas eleições na capital e no interior. Aqui mesmo  a compra milionária de “cadastros†está sendo discutida e negociada nas mesas de restaurantes famosos, em escritórios luxuosos e até no meio da rua. Os votos estão sendo “criteriosamente†comprados. Um exemplo: em determinada empresa de varejo aqui em Maceió os títulos eleitorais já foram recolhidos dos funcionários que em troca receberão o pagamento pelo voto em determinados candidatos.

Ao invés de ações hipócritas, arbitrárias e antidemocráticas cerceando o direito de informação e apreendendo edições de jornais, deveriam buscar os corruptos e os que maculam o processo eleitoral.

Na hora e em tempo

O governo do estado deu na hora e no tempo certo a resposta que sociedade esperava para o escândalo do desvio de donativos para as vitimas da catástrofe  com envolvimento de integrantes do Corpo de Bombeiros. O comandante da reconstrução, secretário Luiz Otávio Gomes, convocou a cúpula da Defesa Social e imediatamente as decisões foram tomadas e escancaradas para a quem quisesse ver e ouvir. O governador Teotônio Vilela, ausente do Estado tratando exatamente de problemas dos desabrigados junto com seu colega de Pernambuco, deu o tom e o ritmo para que tudo fosse investigado, resolvido e informado aos alagoanos e ao Brasil. Esse negócio de “esperar trinta dias para conclusão de inquérito e apuraçõesâ€, coisa saída de cabeças burocráticas, não entrou em pauta. Mais uma vez valeu a competência de fazer acontecer e a responsabilidade social diante dos graves fatos.

Se alguém tinha discurso preparado para criticar, quebrou a cara literalmente.

Para que os juizes saibam

Os incisos do artigo 5º da Constituição Federal, os quais transcrevo neste texto, só não garantem a liberdade de imprensa, porque foram “esquecidos†pelos que julgam ações contra e liberdade de imprensa:

IV – É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

 V – É assegurado o Direito de Resposta, proporcional ao agravo;

IX – É livre a atividade de comunicação… independentemente   de censura e licença ;

XIV – É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.

Judson costurando

O deputado Judson Cabral isolado por petistas cafajestes e trambiqueiros tem tudo para ser a grande atração nestas eleições e o único candidato que o partido vai eleger. Tem história política diferente dos mensaleiros, dos que têm contas a  acertar com a Justiça e daqueles que têm como meta de vida o poder e a podridão. Sua competente ação parlamentar e sua postura ética certamente o conduzirão, mais uma vez, à Assembléia Legislativa.

Collor agradou

Empresários e integrantes da Federação do Comércio demonstraram que a palestra e sabatina com o senador Fernando Collor agradaram. O candidato com muita segurança apresentou propostas e atacou mais uma vez o polêmico tema violência e segurança: ““A falta de segurança atormenta todos. Aqueles que já me conhecem ou que ouviram falar da minha forma de governar sabem que sou de atitudes firmes. Bandidos aqui não vão poder ficar. É melhor irem embora o quanto antes porque, se eu ganhar, no dia 1° de janeiro, vão sentir o peso da minha mãoâ€.

Palavras do TCU

O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Ubiratan Aguiar e o vice presidente Benjamin Zymler fizeram questão de visitar as instalações da Coordenação da Reconstrução de Alagoas, no Palácio do Governo. Pediram informações, checaram os modernos sistemas de acompanhamento de aporte e despesas financeiras. Cumprimentaram o secretário Luiz Otávio pelo dinamismo das ações. Ouvi do próprio presidente ministro Ubiratan: “O TCU vai ajudar onde puder neste momento de grande dor para os alagoanos. A transparência no trato com a coisa pública que aqui vejo e a incontestável postura ética do governador Teotônio Vilela, que conheço de perto, são os atestados necessários para demonstrar a seriedade com o interesse públicoâ€. Essa é a Alagoas do bem!

Prefeito que dá exemplo

A cidade de Quebrangulo foi praticamente destruída pela tragédia das águas. Prédios públicos, comerciais e grande número de residências foram atingidos deixando desabrigados e comerciantes falidos. O prefeito Marcelo Lima, um administrador honesto e empreendedor, não tem tido um minuto de sossego e não arreda o pé de sua determinação: reconstruir a cidade e resgatar a auto-estima do quebrangulense. Hoje (sexta feira) tem reunião no Palácio do Governo trazendo uma representação da comunidade. Quer discutir com o governador e técnicos soluções imediatas para a crise. Este faz acontecer.

Opinião e aceitação

Recebi na redação do jornal a seguinte mensagem: “Sendo leitor assíduo de sua conceituada coluna, estou lhe enviando este adesivo. De acordo com sua opinião ou aceitação, darei minha identidade, com outros comentáriosâ€. O adesivo: â€Pense Brasil. DILMA NUNCA“. Minha opinião: Não tenho candidato a presidente da República, nem sei se terei até as eleições. Agradeço o envio do adesivo que darei a um amigo querido e com certeza terá bom uso. Espero os seus comentários e a sua identidade.

Petistas em vigília

Integrantes do Partido dos Trabalhadores não têm pensado em outra coisa nos últimos dias. São dias e noites insones com fantasma da inelegibilidade do seu presidente, Joaquim Brito, como vice na chapa de Ronaldo Lessa. A impugnação do Ministério Público eleitoral é bem fundamentada e dificilmente o plenário do TRE não irá acatar, pelas evidências das provas acostadas aos autos. A maior preocupação é que não existem nomes no partido para substituir o complicado candidato. E Ronaldo Lessa não vai querer qualquer um, pois já aceitou o próprio Brito meio engasgado.

PÉ DE PÃGINA

â€As prerrogativas do jornalismo devem ser ainda mais protegidas quando a crítica é inspirada no interesse público†(Ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal-STF).

“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último†(Thomas Jefferson. Estadista e ex-presidente dos Estados Unidos).

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Minutos de fama

sexta-feira, julho 16th, 2010

Mais uma vez Alagoas é mídia nacional pelo lado da chacota, da gozação, da falta de critérios no exercício da função pública. Não quero aqui discutir o mérito da questão, mas ponho em dúvida a seriedade na avalanche de impugnações de candidatos pela Procuradoria Regional Eleitoral. Superamos e muito os números de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os maiores colégios eleitorais do país. Com certeza ou doutos procuradores tupiniquins não são mais sábios, mais diligentes que os seus colegas do resto do Brasil. Podem ser mais apressados, isto sim, e a pressa não combina com o ato perfeito. Poderiam ter agido de outra maneira, dando prazo e determinando o cumprimento de diligência para que os faltosos complementassem suas documentações. Uma pena que preferiram ir pela contramão, quem sabe em busca do “minuto da famaâ€? Não conseguiram, pois a ação atropelada e intempestiva foi recebida com criticas sarcásticas e piadas de mau gosto na imprensa nacional. Conturbou o processo eleitoral e colocou em cheque as eleições em Alagoas. Para um integrante do Tribunal Regional Eleitoral com o qual conversei – “A ação foi intolerante, insolente e ineficazâ€.

Para mim o pecado do excesso é tão venal quanto o da omissão e é assim que vejo o ato impensado dos integrantes do Ministério Público Eleitoral. Se imaginam que deram alguma contribuição à lisura e transparência do pleito, estão completamente equivocados. Plantaram o fantasma da insegurança jurídica entre os candidatos e coligações e o receio de que se possa ter ao contrário de eleições limpas, a deturpação do processo por parte daqueles que imaginam que podem tudo.

Pauta da reconstrução

O governador Teotônio Vilela e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, estão totalmente antenados no projeto de reconstrução das cidades destruídas pela tragédia das águas. Montaram dentro do Palácio do Governo um verdadeiro aparato operacional de onde saem as decisões para a solução dos inúmeros problemas do setor. Todos os dias a movimentação é intensa: reuniões de grupos, formulação de projetos, buscas de recursos e trabalho intenso com o objetivo de dar soluções. É assim que se constrói.

Ficha podre

Escrevi aqui mesmo que o ex-governador Ronaldo Lessa tinha sido forçado a aceitar um péssimo companheiro de chapa. Um cidadão que não tem votos, não fala, não tem destino nem vocação política.

Como tudo o que acontece no PT tem cheiro de malandragem, de tratativas intramuros, de subterfúgios duvidosos esta semana a bomba explodiu: o candidato a vice de Lessa, o petista Joaquim Brito, teve sua candidatura impugnada por ter a “ficha podreâ€. Essa não tem retorno e a “cumpanheirada†pode ir pensando em outro nome. Terá?

Fita com chapéu alheio

Que coisa mais vergonhosa gente!  Teotônio Vilela (AL) e Eduardo Campos (PE) têm travado uma luta de titãs em busca de recursos federais para a reconstrução das vidas de milhares de pessoas que perderam tudo na tragédia das águas. O presidente Lula tem sido um parceiro leal e em momento algum faltou aos apelos dos dois governadores. E foi assim que determinou ao BNDES um programa emergencial para recuperar as economias dos municípios atingidos, destinando 1 bilhão para a recuperação de empresas instaladas nas áreas afetadas dos dois estados. Haverá também refinanciamento de dívidas existentes. Pois bem: o senador Fernando Collor, em campanha para o governo do estado, tentou aparecer bem na fita registrando um  suposto encontro seu com o presidente do BNDES e se insinuando como o  “paiâ€Â  do anunciado programa. Quebrou a cara, pois todos já sabiam a história real.

Com a corda toda

Já o candidato a vice-governador na chapa de Teotônio Vilela, ex-deputado José Thomaz Nôno (esse é um vice de vergonha) não tem tido um minuto de sossego e seu prestígio está lá nas alturas. Esta semana participou de reunião em São Paulo com o candidato José Serra e todo seu staff, além dos “coronéis†da coligação. Manteve contatos com lideranças políticas do Nordeste, como coordenador da campanha tucana e ainda tem tempo para correr trecho em algumas cidades do interior fazendo o que ele sabe e muito: composições.

Pauta moral

O Senado Federal avançou muito esta semana no quesito “pauta moral brasileiraâ€. Aprovou a PEC que acaba com a aposentadoria como prêmio para magistrados marginais, criminosos e bandidos. Até agora é essa excrescência chamada de “aposentadoria por interesse público†que cabe como punição a magistrado que tenha se envolvido com atividades ilegais, como corrupção, nepotismo, prisões por arbitrariedades, agressão a mulheres e outros crimes . A autora da idéia, senadora Ideli Salvati (PT) afirma: â€Aposentadoria por interesse público é um absurdo, Pois em vez de ser uma punição, se torna um prêmio para o juiz infratorâ€.  A matéria agora segue para a Câmara dos Deputados.

Heloisa e Renan

Se as eleições fossem hoje as duas cadeiras para o Senado Federal em Alagoas já teriam seus donos escolhidos. As pesquisas dão larga margem de vantagem diante dos demais concorrentes ao senador Renan Calheiros e a vereadora Heloisa Helena. Em Maceió e na maioria esmagadora dos municípios do interior ganham de lavada. O jogo está em plena disputa e resta pouco mais de dois meses, mas dificilmente este quadro será alterado. No entanto… eleição é eleição.

Movimento equivocado

O juiz do TRE, Luciano Guimarães, é, sem dúvida, um dos mais destacados valores do Direito Eleitoral em Alagoas. Jovem, inteligente tem tido uma linha de conduta que serve de exemplo para muitos veteranos e pauta sua atuação com ética, respeito à lei e ao interesse público. Não pode um fracassado e desacreditado “Movimento de Combate à Corrupção†alegar irresponsavelmente o impedimento do juiz para atuar em determinados casos naquela Corte Eleitoral “por ter ligações com partes e não julgar com imparcialidadeâ€. Diferente do tal movimento Luciano Guimarães não faz “carnavalâ€. Julga com total isenção e dentro do que determina a lei.

PÉ DE PÃGINA

PREOCUPADO. Recebi de um zeloso procurador do Ministério Público Estadual uma mensagem na qual se diz preocupado com o volume de dinheiro público que chega a Alagoas para atendimento às vitimas da tragédia. E faz a pergunta: “Será confiável o manuseio de tanto recurso a ser liberado humanitariamente pelo presidente da República?†Teme as tentações do período eleitoral e cita casos anteriores que justificam sua desconfiança.

FALHA NOSSA. Na coluna anterior ao publicar uma declaração do advogado Adriano Soares em entrevista, esqueci involuntariamente de citar a fonte. Aqui vai o reparo: Site Cada Minuto, entrevista dada ao professor Yuri Brandão. Aproveito para recomendar o seu excelente blog. Ao Yuri, minhas desculpas.

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