Bem que o corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, tem tentado moralizar o Judiciário, porém não é tarefa fácil. Os vícios arraigados, a cultura da corrupção e ainda muito o nepotismo, são praticas presentes em grande parte do Poder Judiciário do país, se estendendo por Comarcas, cartórios e outros órgãos que deveriam cuidar da justiça.
O fim do nepotismo no Judiciário, principalmente na ocupação de cargos comissionados de chefia, foi defendido esta semana pelo ministro Gilson Dipp, ao participar da 1ª Conferência Mundial sobre Transparência, Ética e Prestação de Contas dos Poderes Judiciários, no auditório do Superior Tribunal da Justiça (STJ).
A transparência, a ética e a prestação de contas são fundamentais para o Estado Democrático de Direito, ressaltou Dipp. Por isso, acrescentou, a administração da Justiça é um desafio para os juízes brasileiros.
Dipp acredita que a realização de mais concursos públicos poderia ajudar a evitar o nepotismo no Judiciário. Isso, sublinhou, contribuiria para acabar com o subjetivismo na escolha dos cargos de chefe.
Ele afirmou que a informatização do Judiciário vai ajudar a tornar mais ágil a tramitação dos processos. Também defendeu a realização de audiências públicas, com a participação de integrantes da Justiça e da sociedade civil, para dar mais transparência ao Poder Judiciário. A transparência pregada pelo ministro Dipp é muito difícil ser levada em conta pelos que fazem o Judiciário de hoje. Terá que esperar.
Armação e eleição
Ambas as coisas são muito parecidas e onde está uma lá também está a outra. Quem pensou que o senador Fernando Collor iria engolir a esparrela que lhe montaram com o caso do faccioso repórter da revista Isto É, se enganou redondamente. Precavido, “gato escaldado” não deixou passar em branco e agiu rápido. Foi à tribuna do Senado, mostrou todas as provas da mentira da revista, desmoralizou o jornalista e calou os afoitos que se apressaram em lhe condenar. Usou palavras duras, mas necessárias, para jornalistas que não têm responsabilidade com o dever de informar a verdade dos fatos. Quanto ao “filho da puta” que indignou tanta gente, eu também o usaria se fosse o ofendido. Agiu certo.
Ele pensa que é assim
O “ingênuo” deputado Alberto Sextafeira deu clara demonstração que não conhece de votos, muito menos de Justiça e da aplicação da lei. Com o registro de sua candidatura impugnada com base na Lei Ficha Limpa saiu-se com esta pérola: “Todo julgamento tem uma origem e a sociedade vai discuti-la nas urnas. Eu me relaciono com esse tipo de impedimento desde a eleição passada. Não é nenhuma novidade”. O juízo do deputado não “processou” que não são as urnas que decidirão seu destino pois lá não deverá chegar, mas a aplicação da lei, para os que imaginam sempre impunes. Não é o povo que vai “entender “ se ele deve ou não seguir com o seu mandato capenga, mas a Justiça.
Gesto indelicado
No mínimo cometeu um feio gesto de indelicadeza a promotora de Justiça Fernanda Moreira ao recusar a outorga da Comenda Pontes de Miranda, que lhe foi conferida pela Câmara Municipal de Maceió. A sua titularidade na Promotoria da Fazenda Pública Municipal e o seu brilhante trabalho em investigações na própria Câmara de Vereadores, jamais deveriam ser motivos para a recusa da homenagem.
Desmerece a honraria que recebe o nome do maior jurista alagoano, fere a tantas pessoas honradas que a receberam e mostra um grau de intolerância inaceitável nas relações institucionais.
Vitória de Heloisa
Não poderia ser diferente. O Tribunal Regional Eleitoral agiu com a maior justiça ao absolver a candidata ao Senado Heloisa Helena de acusações levianas e irresponsáveis propostas pelo inexpressivo candidato ao mesmo posto, um tal de Idelfonso Lacerda (PRTB). E o TRE foi além, para servir de exemplo aos que apenas tentam tumultuar o processo eleitoral: aplicou-lhe a penalidade de litigância de má fé e ainda o condenou a uma multa pecuniária. Pode ser que ele agora aprenda!
Precatórios da mentira
O portal de noticias tudoglobal.com está realizando uma enquete para ouvir a opinião dos internautas sobre a questão dos precatórios dos servidores estaduais que já virou uma novela inacabada e sem esperanças para milhares. Na contagem até o fechamento desta coluna 78 por cento dos internautas apontam para “mentiras dos candidatos” que prometeram e não vão cumprir e também a falta de vontade do governo estadual em resolver a questão da compra desses precatórios. Uma minoria insignificante ainda acredita em uma solução. Coitados!
Palavra de general
O general Jorge Felix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República ao visitar Alagoas na segunda feira ficou impressionado com a organização do Programa de Reconstrução instalado no Palácio do Governo e comandado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico Luiz Otávio Gomes.
“Saio de Alagoas com as melhores impressões”, disse o general Felix que ainda sobrevoou as áreas atingidas pelas enchentes e conversou em Murici e União dos Palmares com desabrigados, conheceu instalações emergenciais aprovou totalmente os trabalhos de reconstrução das cidades.
Ainda na Sala da Reconstrução o general teve um relato completo de todos os gastos efetuados pelos diversos setores da Administração e também o planejamento estratégico para os próximos dias. Na saída cumprimentou o governador Teotônio Vilela e o Secretário Luiz Otávio, pelos resultados alcançados.
PÉ DE PÁGINA
Tem prefeito do interior que não pode passar por sua porta um “vendedor” de títulos honoríficos e diplomas de “melhor” que ele compra a qualquer custo. Tem um que antes de completar dois anos de mandato já está com a parede lotada de diplomas e medalhas “conquistadas”. Chega a usar de viagens e mordomias para ser agraciado em lugares que ninguém o conhece.
Contam que em certa ocasião apareceu um cidadão no seu gabinete para vender um titulo. O “alcaide” se apressou e mobilizou sua assessoria para a negociação. Em seguida o vendedor foi expulso ao revelar que se tratava de “titulo patrimonial” de um clube. “Esse eu não compro”!
terça-feira, 10 de agosto de 2010 às 11:11
Acredito que o Judiciário alagoano seja um dos piores. Os exemplos estão ai para a gente ver e ter vergonha. Confesso que não saberia dizer se vejo algum honesto naquele poder;
terça-feira, 10 de agosto de 2010 às 12:29
Aqui esta moralização não chega nunca. Os desembargadores vão a festas, viagens de familia, viagens para suas fazendas no interior, tudo em carro oficial e não estão nem ai! O CNj sabe mas também faz que não vê.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010 às 12:12
Pobre Alagoas não tem políticos honestos, os juizes são os piores , o Tribunal de Contas só tem corruptos. O que nos sobra? Nada.
Que venha Collor. Pelo menos tem coragem de fazer .
Os outros?….São os outros.