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Precatórios: todos mentiram

30/07/2010 - 12:02 -

Como diz o dito popular funcionário público, pobre e cachimbo nasceram com um destino: “levar fumo”. O drama dos precatórios se arrasta a anos e a cada eleição novas e hipócritas esperanças são marginalmente criadas pelos candidatos na busca voraz dos milhares de votos dos “barnabés”. Não faz muito tempo o tema voltou à tona com toda força. Um dos candidatos, malandro e profissional do engodo, alardeou e mandou que seus vassalos espalhassem a informação de que iria viabilizar a negociação de todos os precatórios. Chegou a anunciar um encontro com o presidente da empresa que faria o negócio e que tudo estava praticamente certo. Já outro fez que viajava a Brasília onde sob as bênçãos de ministros e companheiros de partido aliado do presidente também viabilizaria a compra dos tais precatórios. Tudo mentira deslavada e desumana com os servidores públicos. Ambos foram cruéis criando falsas expectativas  ao conhecido “bloco dos desiludidos”. Por outro lado o governo inventa um Decreto para “flexibilizar” a negociação, mas nada faz para que objetivamente isto aconteça. Um conselho ao servidor público: dê o troco a todos eles. No dia da eleição, já que não tem como escrever encontre uma maneira de deixar o seu recado “quero meus precatórios”. Quem sabe votando em branco?

O jogo sujo das pesquisas

Nos comitês eleitorais o assunto da semana foram os resultados das últimas pesquisas mostrando um primeiro quadro da disputa para o governo do Estado. Comemoração de alguns e preocupação de outros. Eu particularmente penso como o companheiro Carlos Chagas, um dos mais experimentados jornalistas do país: “Melhor fariam os candidatos e também os eleitores se passassem ao largo das pesquisas, considerando-as mera atividade comercial de empresas interessadas no faturamento. Pautar-se em números contraditórios, será para os candidatos um exercício diário de autoflagelação”. Pelo insignificante número de pessoas ouvidas, por mais sofisticadas que sejam as metodologias, não dá para aferir sequer as tendências, quanto mais o resultado das urnas de outubro. Talvez mais tarde, provavelmente no dia da eleição como ocorreu em 2006. A própria imprensa deve estar atenta sob pena de se desmoralizar, a exemplo de  eleições passadas. O jogo das pesquisas é sujo, tendencioso e completamente desconfiável. Quem conhece sabe, mas muitos preferem se enganar.

O jornal e o seu dono

Carlos Lacerda dizia que “o jornal é a cara do seu dono”. E não poderia ser diferente. Jornal venal, com tendências aéticas e inescrupulosas pode conferir que se parece com o dono. Usar o anonimato de seus asseclas para tentar denegrir a imagem de pessoas de bem e instituições sérias é desrespeitoso e imoral. Essas pessoas e também as instituições que todos conhecem, trilham seus roteiros na prática do moral e do legal. Jamais estiveram expostas a atos de corrupção, evasão de divisas, improbidade administrativa e à execração por conduta marginal, ao contrário desse tipo de jornal e seus donos. Sobre este assunto tenho vários episódios para contar. E contarei mais tarde.

Um Renan solidário

Ao contrário do que se comentava e se previa o senador Renan Calheiros tem sido o grande companheiro de campanha do candidato Ronaldo Lessa. Não o larga um minuto e é sempre o mais entusiasmado nos eventos políticos em Maceió e no interior. Tem ajudado muito na caminhada de Lessa e se é uma coisa que Calheiros entende é de campanha política e de fazer votos. Aonde chega é a atração e tem um caminhão de prefeitos e lideranças políticas do interior apoiando a sua candidatura. Sabe costurar, bordar e coser.

 Maranhão não é exemplo

Que não se entusiasmem os “fichas sujas” de Alagoas com as decisões do TRE do Maranhão não acatando impugnações propostas pelo Ministério Público Eleitoral. Como tudo por ali a Justiça também é feudo do senhor José Sarney e faz o que ele manda. Aqui eu ouvia de uma importante personalidade da Justiça Eleitoral: “Tenho plena convicção de que o plenário, como sempre o fez, vai interpretar e aplicar integralmente o que manda a lei. Não nos furtaremos ao dever de corresponder a expectativa da sociedade alagoana que clama por justiça”.

Já mostra quem é

A Procuradoria Regional Eleitoral denunciou e o TRE condenou o candidato José Ronaldo de Medeiros (conhecido como Ronaldo do INSS) por ter usado o correio eletrônico do órgão público para divulgação de sua propaganda eleitoral. Por sinal a punição foi muito branda: multa de 5 mil reais. Deveria ter o seu registro impugnado para aprender a respeitar a legislação eleitoral e não abusar da função pública que ocupa. Se chegasse a ganhar a eleição, o que parece coisa impossível, já chegaria de ficha suja.

Um João Lyra ponderado

O empresário João Lyra hoje é um homem experiente e calejado no quesito política. Foi traído, sofreu grandes decepções e aprendeu muito com as maldades que a fantasia dos votos lhe trouxe. Com o tempo soube separar os verdadeiros amigos daqueles que apenas buscavam vantagens ao seu lado. Foi ponderado ao não aceitar uma candidatura suicida para o Senado, apenas para atender a vontade e a necessidade de alguém que não o merece. Sua candidatura à Câmara Federal não será apenas vitoriosa. Tende a ser a mais expressiva da política alagoana.

Lessa na disputa

Em minha opinião Ronaldo Lessa deveria sim disputar o governo do Estado. Preenche todos os requisitos legais e tem destino e vocação política. Querer tirá-lo da disputa e ganhar no “tapetão” é coisa de adversários amedrontados com o seu poder eleitoral e a possibilidade real de ser eleito. Para confirmarmos o real exercício da democracia que vença o melhor. É o povo que deve decidir e não meia dúzia de togados com interpretações muitas vezes tronchas e bem distantes da real Justiça.

Heloisa e Renan

A disputa para o Senado Federal está sacramentada  em Alagoas. Mesmo sabendo que em eleição tudo acontece só a mão de Deus poderia mudar o resultado dos escolhidos para as duas cadeiras em Brasília. Nas opiniões das ruas, na capital e no interior, nas redações e até nos “confins do Judas”, as opiniões são unânimes: Heloisa Helena e Renan Calheiros saem na frente com uma estrondosa margem de vantagem diante dos demais concorrentes. Pode até haver contestação, mas é assim o implacável  destino das urnas.

PÉ DE PÁGINA

“Estamos trabalhando permanentemente, exaustivamente para atender cada demanda e, se há alguma dúvida, por alguma instância, qualquer que seja, que se una a nós, que chegue junto, que se junte nessa mobilização em favor da reconstrução dos lares e da cidadania dessas centenas de pessoas que perderam referências de vida”. (Secretário Luiz Otávio Gomes, coordenador da Reconstrução, em resposta a alguns que apenas atrapalham).

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6 Comentários para “Precatórios: todos mentiram”

  1. Abusado

    Eu sabia que esse negócio de precatório era tudo conversa de eleição.
    E depois pode esperar: vão promter resolver se forem eleitos. Ronaldo Lessa nos enganou e o Collor pensa em enganar mais uma vez os alagoanos.
    Só não vi o Teotonio prometer e pos isso ainda voto nele.
    Todos são uns enganadores. O Pedro Oliveira está certo.

  2. Dantas

    Esses políticos sujos de Alagoas só nos envergonham. Só recebeu precatório os apadrinhados e os corruptos da Secretaria da Fazenda. O governo sempre criou uma grande ilusão, os advogados roubaram a metade do dinheiro. Collor mentiu, Ronaldo Lessa mentiu e Teotonio nada fez. Eles não gostam dos funcionários públicos. Não voto em nenhum deles.

  3. Samuca

    É verdade. E os bestas ainda vão votar nessas figuras carimbadas.
    Recebem os votos passam 4 anos mentindo e roubando e depois chegam a cada eleição e a gente se deixa enganar mais uma vez.
    Nós merecemos.

  4. HÉLIO DE MORAES

    Não só mentiram como continuam mentindo descaradamente a exemplo de Collor e Lessa!
    Não é possível que Alagoas, já que não aprendeu pelo conhecimento, continue votando erradamente mesmo com tanto sofrimento…

  5. luiz paulo sodré

    Não é tapetão não seu Pedro,o nome disso é justiça,quando o Sr. fala em Ronaldo Lessa,deveria se lembrar que esse cidadão responde atualmente a trinta processos na justiça,responde também pelo sumiço de quase duzentos e cinquenta mil da secretaria da educação em seu governo,junto com Maurício Quintella e cia.está com os bens bloqueados e enriquceu ilícitamente junto com seus familiares,e o Sr. quer que o nosso povo em sua grande maioria,que não tem acesso a saúde muito menos a educação,porque aparece um marginal desse no governo e lhe tira a pouca chance que tem na vida,e o Sr. em seu artigo quer que esse mesmo povo tenha discernimento para entender que esse moço não merece mais nenhuma chance,para isso existe justiça prá defender os mais fracos e impedir que cidadãos como esse continue roubando o que é do povo de direito,sinceramente espero, que não só ele mas todos os que fazem parte dessas fichas imundas,sejam impedidos pela justriça de continuar enganando o povo,e participando da vida pública.

  6. O FARISEU

    OS IDIOTAS DA OBJETIVIDADE NÃO SABEM OU NÃO QUEREM SABER, MAS ESSE ASSUNTO PRECATÓRIOS NÃO TEM VOLTA…HÁ UM ESTUDO NA CAIXA, NO BNDES, E NA FIESP QUANTO A FEDERALIZAÇÃO E MAIS DIAS MENOS DIAS TERÁ QUE SER ENCARADO PELO GOVERNO FEDERAL COMO AVALISTA DA OPERAÇÃO…É UMA QUESTÃO POLÍTICA DE REMANEJAMENTO DE DIVIDAS ESTADUAIS SEM QUALQUER RISCO PARA AS TÊTAS DE BRASÍLIA ÁVIDAS EM PERDOAR DÍVIDAS ESTRANGEIRAS…O QUE FALTA, REALMENTE, é UM MST DOS PRECATÓRIOS E NUM INSTANTE ESTARÍAMOS NA PAUTA DOS SARNEYS , BARBALHOS E RENANS DA VIDA …E TENHO DITO.


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