Mais uma vez Alagoas é mÃdia nacional pelo lado da chacota, da gozação, da falta de critérios no exercÃcio da função pública. Não quero aqui discutir o mérito da questão, mas ponho em dúvida a seriedade na avalanche de impugnações de candidatos pela Procuradoria Regional Eleitoral. Superamos e muito os números de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os maiores colégios eleitorais do paÃs. Com certeza ou doutos procuradores tupiniquins não são mais sábios, mais diligentes que os seus colegas do resto do Brasil. Podem ser mais apressados, isto sim, e a pressa não combina com o ato perfeito. Poderiam ter agido de outra maneira, dando prazo e determinando o cumprimento de diligência para que os faltosos complementassem suas documentações. Uma pena que preferiram ir pela contramão, quem sabe em busca do “minuto da famaâ€? Não conseguiram, pois a ação atropelada e intempestiva foi recebida com criticas sarcásticas e piadas de mau gosto na imprensa nacional. Conturbou o processo eleitoral e colocou em cheque as eleições em Alagoas. Para um integrante do Tribunal Regional Eleitoral com o qual conversei – “A ação foi intolerante, insolente e ineficazâ€.
Para mim o pecado do excesso é tão venal quanto o da omissão e é assim que vejo o ato impensado dos integrantes do Ministério Público Eleitoral. Se imaginam que deram alguma contribuição à lisura e transparência do pleito, estão completamente equivocados. Plantaram o fantasma da insegurança jurÃdica entre os candidatos e coligações e o receio de que se possa ter ao contrário de eleições limpas, a deturpação do processo por parte daqueles que imaginam que podem tudo.
Pauta da reconstrução
O governador Teotônio Vilela e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, estão totalmente antenados no projeto de reconstrução das cidades destruÃdas pela tragédia das águas. Montaram dentro do Palácio do Governo um verdadeiro aparato operacional de onde saem as decisões para a solução dos inúmeros problemas do setor. Todos os dias a movimentação é intensa: reuniões de grupos, formulação de projetos, buscas de recursos e trabalho intenso com o objetivo de dar soluções. É assim que se constrói.
Ficha podre
Escrevi aqui mesmo que o ex-governador Ronaldo Lessa tinha sido forçado a aceitar um péssimo companheiro de chapa. Um cidadão que não tem votos, não fala, não tem destino nem vocação polÃtica.
Como tudo o que acontece no PT tem cheiro de malandragem, de tratativas intramuros, de subterfúgios duvidosos esta semana a bomba explodiu: o candidato a vice de Lessa, o petista Joaquim Brito, teve sua candidatura impugnada por ter a “ficha podreâ€. Essa não tem retorno e a “cumpanheirada†pode ir pensando em outro nome. Terá?
Fita com chapéu alheio
Que coisa mais vergonhosa gente! Teotônio Vilela (AL) e Eduardo Campos (PE) têm travado uma luta de titãs em busca de recursos federais para a reconstrução das vidas de milhares de pessoas que perderam tudo na tragédia das águas. O presidente Lula tem sido um parceiro leal e em momento algum faltou aos apelos dos dois governadores. E foi assim que determinou ao BNDES um programa emergencial para recuperar as economias dos municÃpios atingidos, destinando 1 bilhão para a recuperação de empresas instaladas nas áreas afetadas dos dois estados. Haverá também refinanciamento de dÃvidas existentes. Pois bem: o senador Fernando Collor, em campanha para o governo do estado, tentou aparecer bem na fita registrando um suposto encontro seu com o presidente do BNDES e se insinuando como o “paiâ€Â do anunciado programa. Quebrou a cara, pois todos já sabiam a história real.
Com a corda toda
Já o candidato a vice-governador na chapa de Teotônio Vilela, ex-deputado José Thomaz Nôno (esse é um vice de vergonha) não tem tido um minuto de sossego e seu prestÃgio está lá nas alturas. Esta semana participou de reunião em São Paulo com o candidato José Serra e todo seu staff, além dos “coronéis†da coligação. Manteve contatos com lideranças polÃticas do Nordeste, como coordenador da campanha tucana e ainda tem tempo para correr trecho em algumas cidades do interior fazendo o que ele sabe e muito: composições.
Pauta moral
O Senado Federal avançou muito esta semana no quesito “pauta moral brasileiraâ€. Aprovou a PEC que acaba com a aposentadoria como prêmio para magistrados marginais, criminosos e bandidos. Até agora é essa excrescência chamada de “aposentadoria por interesse público†que cabe como punição a magistrado que tenha se envolvido com atividades ilegais, como corrupção, nepotismo, prisões por arbitrariedades, agressão a mulheres e outros crimes . A autora da idéia, senadora Ideli Salvati (PT) afirma: â€Aposentadoria por interesse público é um absurdo, Pois em vez de ser uma punição, se torna um prêmio para o juiz infratorâ€. A matéria agora segue para a Câmara dos Deputados.
Heloisa e Renan
Se as eleições fossem hoje as duas cadeiras para o Senado Federal em Alagoas já teriam seus donos escolhidos. As pesquisas dão larga margem de vantagem diante dos demais concorrentes ao senador Renan Calheiros e a vereadora Heloisa Helena. Em Maceió e na maioria esmagadora dos municÃpios do interior ganham de lavada. O jogo está em plena disputa e resta pouco mais de dois meses, mas dificilmente este quadro será alterado. No entanto… eleição é eleição.
Movimento equivocado
O juiz do TRE, Luciano Guimarães, é, sem dúvida, um dos mais destacados valores do Direito Eleitoral em Alagoas. Jovem, inteligente tem tido uma linha de conduta que serve de exemplo para muitos veteranos e pauta sua atuação com ética, respeito à lei e ao interesse público. Não pode um fracassado e desacreditado “Movimento de Combate à Corrupção†alegar irresponsavelmente o impedimento do juiz para atuar em determinados casos naquela Corte Eleitoral “por ter ligações com partes e não julgar com imparcialidadeâ€. Diferente do tal movimento Luciano Guimarães não faz “carnavalâ€. Julga com total isenção e dentro do que determina a lei.
PÉ DE PÃGINA
PREOCUPADO. Recebi de um zeloso procurador do Ministério Público Estadual uma mensagem na qual se diz preocupado com o volume de dinheiro público que chega a Alagoas para atendimento à s vitimas da tragédia. E faz a pergunta: “Será confiável o manuseio de tanto recurso a ser liberado humanitariamente pelo presidente da República?†Teme as tentações do perÃodo eleitoral e cita casos anteriores que justificam sua desconfiança.
FALHA NOSSA. Na coluna anterior ao publicar uma declaração do advogado Adriano Soares em entrevista, esqueci involuntariamente de citar a fonte. Aqui vai o reparo: Site Cada Minuto, entrevista dada ao professor Yuri Brandão. Aproveito para recomendar o seu excelente blog. Ao Yuri, minhas desculpas.
sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 20:27
Caro Jornalista Pedro Oliveira.
Sobre o seu artigo Minutos de Fama, parabéns! Alguns imberbes e neófitos “operadores” do Direito estão com um comportamento digno de canastrões das piores ribaltas! Chega de histrionismo, caça-à s-bruxas à s avessas ou busca de chifres em cavalos, senhores procuradores eleitorais!
No meu caso especÃfico (Hélio de Moraes candidato a Deputado Estadual pelo PSOL) publicaram certidões não enviadas ainda e omitiram outras já devidamente corroboradas e publicadas pelo TRE, além de citarem um meu endereço declarado em Maceió como destino de demandas judiciais inexistentes!!! Basta de primarismos e buscas de holofotes, vão atrás dos verdadeiros mafiosos da denegrida má polÃtica alagoana…
sábado, 17 de julho de 2010 às 12:53
Que vergonha para os alagoanos. Esses procuradores pensam realmente que “são os donos do mundo” . E não sabem mesmo de nada.
É um exemplo ruim para a Magistratura e para os polÃticos honestos que passam a ser nivelados com os corruptos e fichas sujas.
Está certo o jornalista. Foi péssima a atitude do Ministério Público. E agora como é que fica?
domingo, 18 de julho de 2010 às 12:36
Eu mesmo voto em Heloisa e Renan Calheiros, pois a gente sabe que os dois fizeram alguma coisa por Alagoas. O Biu de Lyra se debandou e traiu os seus amigos do chapão pensando em levar vantagem e os outros não existe.
segunda-feira, 19 de julho de 2010 às 11:27
Esse procurador não pode jamais atuar em processos que envolvam o Ronaldo Lessa. E Todos sabemos que ele não gosta do Lessa e quer de qualquer jeito ve-lo fora da polÃtica. Ele faz o jogo de alguns polÃticos que querem ganhar “no tapetão”. Deixa o povo escolher gente!