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A justiça somos nós


03/09/2010 - 16:44 -

O portal de noticias Tudo Global realizou uma pesquisa para saber da credibilidade da Justiça Eleitoral alagoana. O resultado mostrou, claramente, que a sociedade não tem confiança suficiente nos atos praticados e nos julgamentos que ali ocorrem. Por conta disso é que temos eleições cheias de desconfiança, uma elevada insegurança jurídica e uma avalanche de abusos por parte dos políticos que também não acreditam em punições. A sociedade também tem assistido julgamentos equivocados e recheados de nuances políticas. Na verdade muitos que deveriam estar impedidos de disputar uma eleição estão ai gastando rios de dinheiro, comprando consciências, negociando votos abertamente e nada lhes acontece. São os mesmos, conhecidos de todos, mas com poder suficiente para permanecer elegível, mesmo com o impedimento moral. Já outros se vêem impedidos da disputa democrática muitas vezes por contrariar interesses corporativos, por cometer infrações até “perdoáveisâ€, porém inclusas em leis absurdas e com tamanho grau de subjetividade que ninguém entende e os juizes julgam como querem.

Já que é assim, sejamos nós os verdadeiros e legítimos juizes desta eleição não votando em candidatos que apresentem qualquer indicio de suspeita de desonestidade. Façamos o nosso julgamento pessoal e é esse que mais vale. Pois é o nosso voto que conta. Muito mais do que uma justiça equivocada, muito maior do que o poder dos que pensam que compram tudo está a nossa condição de determinar quem deve ou não deve ser eleito. Façamos do nosso voto não uma arma, pois chega de violência, mas o mais legítimo instrumento democrático de transformação. A responsabilidade pelo nosso futuro é nossa. Depende unicamente de nossas escolhas. Pense nisso! 

 

Palavras oportunistas

O deputado Paulão, que com certeza exerce o último mandato eletivo de sua vida, perdeu uma boa oportunidade de ficar calado, próximo ao final de sua passagem pela Assembléia. Atacou graciosamente, sem conhecimento de causa o secretário Luiz Otávio, hoje responsável pela gestão da reconstrução das cidades afetadas pelas enchentes em Alagoas. Que culpa tem o cidadão em ser um bem sucedido empresário do setor privado e um dos mais cobiçados consultores especialistas? Na sua função atual não trata com fornecedores, não negocia com empreiteiros, nem com qualquer segmento que preste serviço às ações do governo. Foi escolhido para coordenar o processo pós-catástrofe por sua competência, lisura e respeito ao interesse público. O mesmo não se pode dizer do parlamentar petista.

 

Dom Hélder Câmara

O grande arcebispo Dom Hélder Câmara, a maior figura da Igreja Católica  brasileira, conhecido e reverenciado internacionalmente, na  comemoração dos seus 100 anos de nascimento,   foi homenageado em todo o Brasil. Teve obras inauguradas com o seu nome em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Aracajú, Natal e outras tantas que se fez merecer.

Em Maceió o prefeito Cícero Almeida não alcançou a importância da insigne figura e os méritos de sua vida dedicada aos direitos humanos, aos oprimidos e perseguidos. Talvez não tenha lido, nem também ninguém lhe contou quem foi Dom Hélder Câmara: o “Santo Rebeldeâ€.

 

Não tem ninguém

Caso o TSE confirme a aberração do julgamento de Ronaldo Lessa ao governo do Estado a Frente de Oposição vai ficar perdida feito “cego em tiroteioâ€. Das poucas alternativas uma seria agregar à candidatura do PSOL, mas Lessa já disse que não existe esta possibilidade. Dentro do chapão alguns nomes que poderiam aceitar o desafio não querem nem ouvir falar no assunto e ai sobram alguns “poca urnas†a exemplo dos que estão sendo citados: Paulão e Jurandir Bóia. Na coligação apenas o senador Renan Calheiros está com sua candidatura assegurada e praticamente eleito. Mas também era esse o grande e principal objetivo desde o começo do chapão. E olha que essa pedra eu cantei faz tempo!

 

O Estaleiro é nosso

Candidato oportunista que imagina enganar a todos com sua lábia manjada vem com mais uma mentira deslavada se dizendo “pai†do Estaleiro Eisa que se instala em Alagoas gerando milhares de empregos e mudando completamente o perfil de uma região inteira. Foi o próprio presidente do Grupo Sinergy, German Efromovich, quem declarou: “Os principais fatores foram determinantes para a instalação do estaleiro foram: as potencialidades e  adequações da região e o empenho, poder de convencimento e credibilidade do governador Teotônio Viela e do secretário Luiz Otávio Gomes. Esta é a história real, o resto é conversa de oportunista.

 

Por que não corre atrás?

Nunca em tempo algum se viu crescer tanto a proliferação dos famigerados “cadastros eleitorais†que nada mais é do que a compra de voto registrada, carimbada e documentada entre comprador e comprado. O “balcão de negócios†infestou Maceió e está em praticamente todos os municípios do interior. Todos sabem e o voto tem preço tabelado. O próprio juiz eleitoral, Paulo Zacarias, um exemplar e diligente magistrado, declarava esta semana que: “O comércio do voto estaria correndo solto na periferia de Maceióâ€. Mas, se todos sabem por que não ir atrás dos bandidos eleitorais?

 

Notas da imprensa do mal

Todos conhecem do esforço hercúleo que o governo, profissionais e voluntários têm feito para resolver os inúmeros problemas existentes nas cidades afetadas pelas enchentes e que ainda sofrem as graves conseqüências. A situação não é fácil e algumas soluções tornam-se demoradas por força de burocracias e determinações legais que não podem ser descartadas mesmo em momentos de crise. Todas as autoridades e técnicos do governo federal que visitam Alagoas e conhecem o trabalho que está sendo executado ressaltam a transparência, a seriedade e a eficiência. As soluções aqui estão bem à frente de Pernambuco que também passou pela mesma tragédia. O momento político, no entanto, leva setores da imprensa irresponsável a fazer denúncias infundadas e provocações insanas. Não é assim que se ajuda a resolver os problemas de milhares de atingidos pela fatalidade.

O furacão Katrina devastou há cinco anos a cidade americana de Nova Orleães. Esta semana o presidente da poderosa e rica Nação, Barack Obama, prometia que “tudo faria para concluir as obras de reconstrução da cidade, principalmente a região mais pobre que ainda está com sua população sem casas para morarâ€.

Se cada um fizesse a sua parte e a solidariedade superasse a maldade, com certeza tudo andaria mais rápido.

 

PÉ DE PÃGINA

* “A lei é maravilhosa para pegar os “fichas sujasâ€, mas não está conseguindo seus objetivos. Ela pega a mim . E os caras contaminados com a corrupção ou por assassinatos  estão liberados. Então alguma coisa está errada. Não é possível que os tribunais superiores sejam contaminados como o  daqui foiâ€. (Palavras inconformadas do ex-governador  Ronaldo Lessa).

 

 

* “Agora virou moda candidato fazer demonstrações de danças em palanques e eventos políticos e até em programas eleitorais. Começou com os passinhos mal ensaiados de Benedito de Lira, passou por Teotônio Vilela com uma dança desengonçada e agora também o deputado Marcos Ferreira dançando lambada. O que não se faz para tentar conquistar um voto? É muita falta de criatividade o exibicionismoâ€.(De um leitor) 

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Como mudaram as eleições!


27/08/2010 - 8:53 -

Os tempos mudaram e também mudaram as eleições. Lembro na minha adolescência a agitação política no período eleitoral. Não se falava em outra coisa desde a capital ao menor município do interior. O dia da eleição então era uma festa. Assistia meu velho pai com o maior orgulho chegar em casa com os instrumentos que iria trabalhar no dia seguinte como presidente da sessão eleitoral da Serra da Mandioca (durante 25 anos) e no dia da eleição colocava seu melhor terno e saia impecável para exercer em toda sua plenitude a função que a cidadania lhe confiava. Votar de paletó e gravata também era quase um hábito comum para os da cidade, as mulheres colocavam as suas melhores vestes.

E os comícios que antecediam os pleitos? Apinhados de gente, sem trio elétrico, sem “alegoriasâ€, apenas com as palavras dos candidatos que empolgavam multidões com suas oratórias vibrantes, suas histórias de dignidade expostas nos palanques.

Também não haviam as pesquisas. Nem as “fabricadas†e também as originais. A única pesquisa eram as urnas que abertas revelavam a vontade do povo. Não tinha a chatice do horário eleitoral, nem o lero-lero de candidatos que estão mais para palhaços de circo.

Não havia o famigerado e abundante “cadastro eleitoral†(que é a compra de votos registrada, carimbada e anotada) que todos sabem e só a Justiça Eleitoral não quer ver.

A eleição era uma verdadeira festa cívica, onde prevalecia a vontade do povo, o resultado das urnas, sem que bons candidatos fossem tolhidos por uma justiça caolha e cheia de interesses. Era uma eleição com justiça limpa.

Tenho saudades dessa época e principalmente do que essas eleições produziam: políticos dignos, mandatos honrados e o prevalecer do interesse público. Nunca os políticos de hoje corruptos, salteadores dos cofres públicos e negociantes dos balcões sujos da propina e da compra de consciências.

Ministro na terra

Desde quarta feira Alagoas está mais honrada e dignificada. É que desembarcou em Maceió o maior governador da história política de Alagoas: Guilherme Palmeira. Após sua aposentadoria como ministro do TCU pode voltar a fazer o que mais gosta: política.

Veio para acompanhar a campanha do filho Rui Palmeira a deputado Federal e vai se envolver no processo eleitoral.

Tenho conversado muito com ele esses dias em Brasília e agora pessoalmente, como sempre o faço.

Não está nada satisfeito com o tratamento que a coligação do governador tem dado à candidatura do filho e vai reagir se providências não forem adotadas. Aqui um conselho para quem o conhece de muito perto: não brinquem com fogo, pois a reação poderá ser devastadora. Ninguém me contou eu vi e ouvi.

Pesquisa ou “Golpeâ€

O Instituto de pesquisa Gape, de propriedade da Organização Arnon de Mello segue mais uma vez na linha da desmoralização a exemplo do que aconteceu nas eleições de 1998 quando sua credibilidade chegou a zero pela irresponsabilidade dos números fictícios mostrados e desmentidos. Agora, mais uma vez, acontece a mesma prática imoral, os mesmos golpes baixos para enganar os eleitores. Agora poderá ser diferente. Ministério Público Eleitoral e também o TRE estão querendo ir a fundo para desvendar o mistério dos números do já conhecido “Gafeâ€.

A ditadura da maioria

No painel “O futuro da democracia e o jornalismoâ€, Otavio Frias Filho manifestou preocupação com a ação de presidentes plebiscitários sul-americanos, como Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador). Segundo ele, o principal perigo que ronda as democracias é o da ditadura da maioria. Para ele, exercer jornalismo crítico é mais difícil quando se está sob um governo popular, com maior capacidade de intimidar. “Não vejo uma reação muito diferente entre o general Figueiredo, na época em que era presidente, e o presidente Lula hoje, no que diz respeito à insatisfação cada vez que é objeto de algum tipo de crítica.â€

Não fica ninguém

Em tramitação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar que torna inelegível por oito anos o político eleito condenado por descumprir promessas de campanha. Segundo o texto, a condenação deverá ser em decisão transitada em julgado ou de órgão colegiado da Justiça Eleitoral – uma condenação em Tribunal Regional Eleitoral (TRE) já será suficiente. Segundo o projeto, a Justiça também poderá cassar o mandato do candidato que, após eleito, adotar política contrária aos seus compromissos de campanha. Com a falta de palavras, de vergonha e cumprimento de promessas de nossos políticos atuais você acredita que vai sobrar alguém para contar a história? Duvido.

Uma esquisita absolvição

O Tribunal Regional Eleitoral depois de cassar oito de nove candidatos denunciados pelo Ministério Público com fartas e robustas provas livrou da cassação o candidato a deputado estadual Henrique Manso, que por uma contingência da vida é filho do desembargador Orlando Mando, integrante e vice-presidente licenciado da mesma Corte. O pedido de cassação ajuizado pelo procurador Rodrigo Tenório teve como base decisão do Tribunal de Contas da União, que rejeitou suas contas quando prefeito de Paripueira, uma administração desastrosa. O julgamento indignou, mais uma vez, a sociedade alagoana. Votaram pela absolvição os juízes: Luciano Guimarães, Francisco Malaquias, Sebastião Vasques e o presidente desembargador Estácio Gama. Coisas de Alagoas.

A violência alagoana

O secretário de Direitos Humanos, Cidadania e Segurança Comunitária de Maceió, Pedro Montenegro foi brilhante em sua entrevista à imprensa quando fez colocações pontuais sobre o problema da Segurança Pública em Alagoas. Defendeu que todos os militares da reserva técnica que foram nomeados recentemente possam atuar nas polícias comunitárias, nos maiores focos de violência em Maceió e Arapiraca – as cidades alagoanas com os maiores índices de violência no estado e entre as mais violentas do Brasil. Sua proposta não foi entendida pelo Conselho estadual de Segurança, que ao que parece prefere que o alagoano conviva com esse altíssimo índice de violência.

Collor nordestino?

O senador Fernando Collor que tem lá seus problemas de rejeição com quase a unanimidade da imprensa brasileira sempre que é alvo de alguma denúncia se sai com a evasiva de que “acredita que este fato ocorra por conta de ser nordestinoâ€. Pura falácia para enganar os tolos. Collor nunca foi nordestino, muito menos alagoano. Nasceu e criou-se no Rio de Janeiro. Vinha aqui de passeio até que descobriu que aqui era mais fácil enveredar pela carreira política. Começou como prefeito (sic), com o uso da máquina do Estado fez-se deputado federal e depois o carma dos alagoanos o fez governador. Por um equívoco do destino virou presidente ai deu no que deu. É senador por Alagoas, mas nordestino ou alagoano, jamais!

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Deixa o cara disputar!


20/08/2010 - 9:32 -

Diante dos últimos acontecimentos políticos me veio a mente o refrão usado pelo prefeito Cícero Almeida em sua última campanha: “deixa o cara trabalharâ€. Esta semana via um Ronaldo Lessa inconformado afirmar: “saímos da ditadura das botas e estamos na ditadura das togasâ€, em referência a sua impugnação imposta pelo TRE, tornando-o inelegível para as próximas eleições.
Não se sabe o que decidirá o TSE ao julgar a ação, mas se for condenado será mais um equivoco da Justiça Eleitoral entre tantos e tantos outros. Ronaldo Lessa não é marginal, não anda comprando votos nem fraudando eleições como muitos e esta mesma “justiça†faz que não enxerga.
Por que não procurar e prender os que compram consciências com o dinheiro sujo da corrupção? Por que com tanta eficiência não vão à periferia de Maceió onde os “cadastros eleitorais†estão nas ruas, nas escolas, nos postos de saúde e na casa de cada um que queira vender seu voto? Preferem ficar em seus confortáveis gabinetes julgando como e quando querem como se fossem seres especiais.
É preciso que certos juízes entendam que são servidores públicos e que têm como patrão o povo, o eleitor. A este sim, deve ser dado o poder de escolher, sem ser tolhido como se vivêssemos sob o jugo da tal ditadura da toga.
É exatamente nesta justiça caolha que o povo acredita cada vez menos e as instituições antes respeitadas e enaltecidas, vão se deteriorando a cada dia.

Supermercados afrontam

Alguns supermercados de Maceió, pertencentes às maiores redes, estão levando os seus clientes ao limite da paciência diante de tanto abuso, descaso e até mesmo afronta ao direito do consumidor garantido por lei. A tortura começa nos estacionamentos imundos e lotados de carrinhos de compras que não são recolhidos e não permitem vagas para estacionar. Nas lojas o atendimento ao cliente é de péssima qualidade, isto quando aparece alguém para atender. E por fim nos caixas: sempre de mau humor e a falta de embaladores obrigando o cliente a prestar serviços gratuitos para a empresa. Mas no final a culpa é de quem deveria fiscalizar e não o faz. Cá entre nós não existe mesmo PROCON, Vigilância sanitária, ninguém para punir. “Si no hay un comando qué hacer?â€

“Ratãoâ€: um pouco de Alagoas

Super aplaudido o filme “Ratão†foi o grande vencedor do Júri Popular no 38º Festival de Cinema de Gramado. Trata-se de uma comédia que conta a aventura de um garoto de 12 anos que se envolve com a máfia asiática da Feira de Importados em Brasília. O autor e diretor do filme é o cineasta Santiago Dellape e a Direção de Produção é do jovem alagoano João Procópio (J. Procópio) que com certeza tem uma bela carreira pela frente.

Onde estão as propostas?

Os principais atores das candidaturas ao governo do Estado faltam com respeito ao povo e desdenham do eleitorado quando “esquecem†de trazer ao Horário Eleitoral propostas para melhorar a condição de vida dos alagoanos e ficam a trocar insultos e acusações levianas como se bandidos fossem. O passado podre de cada um não interessa a ninguém, porém o que poderiam fazer para salvar Alagoas dos índices de miserabilidade e a incapacidade de se desenvolver, isto sim, todos queriam ver e ouvir. Se fosse pelo quesito de “merecimento†eles não teriam uma dúzia de votos.

Aqui tudo é diferente

Lamentavelmente aqui em Alagoas tudo parece contrariar lógicas e na verdade somos expostos sempre ao Brasil como um Estado corrupto, incompetente e o pior: conivente com o crime a ilegalidade e a imoralidade. Aqui um oficial bombeiro denuncia ladrões em sua corporação, aponta militares responsáveis por desvio de donativos dos miseráveis vitimas da tragédia e recebe como “prêmio†o indiciamento por um código fajuto e manipulado. O Ministério Público não concordou com a aberração e quer ir fundo na apuração. Os bombeiros de ontem, não são mais os bombeiros de hoje.

Ministro alagoano

Ainda bem que apesar de nossos podres políticos e suas práticas marginais algo de positivo de vez em quando acontece. A exemplo do jovem advogado alagoano Adriano Avelino que fez bonito entrando por seus méritos na lista sêxtupla escolhida em acirrada disputa em Brasília no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Inicia sua caminhada com bastante possibilidade de mais tarde se tornar ministro do Tribunal Superior do Trabalho. Apesar de bastante jovem é um exemplo de profissional ético, capaz e preparado para honrar Alagoas.

Maceió é gaucha, chê!

Amanhã, sábado, 300 convidados selecionados pela revista Turismo & Negócios vão participar da “Noite Gaúcha com as Delícias da Serraâ€, no Centro de Convenções do Hotel Jatiuca, oportunidade em que será também entregue o “Troféu Amigo 2010†a um grupo de seletas personalidades. O anfitrião é o jornalista Antonio Noya (o Senhor Turismo). Presença confirmada do prefeito de Gramado Nestor Tissot e sua equipe que aqui estão para abrilhantar a festa que com certeza se revestirá de êxito como em sua edições anteriores. Quem sabe faz!

Um supersecretário

O secretário da Educação, Rogério Teófilo, tem operado milagres para dar conta da maior estrutura administrativa do governo, com seus problemas peculiares, suas carências e manter uma convivência pacifica e produtiva de milhares de professores estaduais. Para completar caiu em seu colo uma crise sem precedentes tornando-o o grande gestor da reconstrução das escolas públicas atingidas pelas enchentes em 19 municípios e ainda por em ordem a vida de crianças, jovens e suas famílias. Trabalha uma média de 16 horas por dia, inclusive aos sábados e domingos, mas tem conseguido dar conta de sua missão quase impossível. Na história da reconstrução após a tragédia é um herói.

Dilma e os “paus de araraâ€

A candidata Dilma Rousseff disse não ser possível “dialogar com o pau-de-araraâ€. Deixou clara a impossibilidade de entendimento entre torturadores e torturados. Quando jovem, ela também sofreu os horrores dessa hedionda forma de obtenção de confissões. O problema é se alguém do lado de José Serra distorcer o raciocínio e sair por aí alardeando que a adversária não quer conversa com os “paus-de-araraâ€, (nordestinos durante muitas décadas viajando para o Sul na carroceria de caminhões, amontoados como gado).

PÉ DE PÃGINA

*As pesquisas indicam que Renan Calheiros e Heloisa Helena estão tecnicamente empatados na corrida para as duas vagas do Senado. Os demais ficam muito distante não oferecendo qualquer ameaça aos dois. Tudo indica que este é o cenário que permanecerá até o final das eleições.

*Dois pontos estão causando preocupação nas cidades atingidas pela tragédia das águas: Ociosidade e segurança. Milhares de pessoas desocupadas, muitos procuram a bebida e as drogas que podem levar a acontecimentos temerosos mais tarde. Quanto ao aspecto segurança nenhuma providência efetiva está sendo tomada para evitar uma tragédia. Depois não digam que foi falta de aviso.

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Eleição se ganha no voto


13/08/2010 - 15:52 -

Esta eu costumava ouvir de um sábio na política: “Eleição se ganha ou se perde no voto livre e conscienteâ€. Dizia o velho “Cacique†Juca Sampaio quando aparecia alguém imaginando outra maneira de vitória senão no apurar das urnas. Hoje na modernidade hipócrita das regras eleitorais vigentes a coisa é outra. Se ganha eleição na compra imoral de votos, nos hediondos “cadastros eleitorais†que estão ai para quem quiser ver e deles participar, nas rasteiras de núcleos poderosos e influentes que tentam conquistar a vitória no “tapetãoâ€, e até mesmo em decisões equivocadas de “homens de preto†que se imaginam acima de todos os mortais e quase vizinhos de Deus.

O caso mais emblemático deste tema abordado é a impugnação da candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa. Teve a coragem de enfrentar poderosos e se confrontar com integrantes de uma Justiça caolha e hoje paga um preço muito alto. Bem posicionado nas pesquisas de opinião teve o seu caminho político atropelado por uma decisão duvidosa e suspeita, muito embora se aguarde com esperança o devido reparo pelo Tribunal Superior Eleitoral, a exemplo do que tem ocorrido com outros equívocos do Tribunal local.

Ronaldo Lessa, Fernando Collor e Teotônio Vilela estão em campo, todos com potencial suficiente para um grande enfrentamento. Não é justo ser diferente: que o povo nas urnas, decida qual o melhor para Alagoas.

Prefeito em pecado

Para mim o prefeito Cícero Almeida está em pecado e faltou com a palavra. E a ele deixo um recado: ninguém é obrigado a prometer, mas deve ser escravo de suas promessas. Fiz-lhe a solicitação para que desse o nome de Dom Hélder Câmara a uma obra em Maceió, na comemoração do seu centenário. Não apenas cheio de “entusiasmo†me prometeu como ainda me indicou qual seria esta obra. Estavam presentes vários assessores seus, inclusive o que foi encarregado de “tomar as providênciasâ€. A obra já ganhou outro nome (para não fugir à regra, de uma pessoa ainda viva) e o grande Arcebispo Dom Hélder, esquecido. Que Deus lhe perdoe!

Albuquerque acelerado

Depois de uma passada rápida na Santa Casa para resolver um simples caso de indisposição gástrica, muito embora setores da imprensa e agentes da maldade tentassem super dimensionar o fato, o deputado Antonio Albuquerque caminha acelerado pelos muitos municípios do interior onde mantém valorosos apoios à sua reeleição para deputado estadual. Na contabilidade final não deseja ser apenas eleito, mas conquistar uma das primeiras colocações a exemplo das eleições anteriores.

José Elias injustiçado

O companheiro jornalista José Elias (Gazeta de Alagoas) é dessas pessoas que só fazem o bem. Quando nos encontramos trocamos sempre idéias sobre o antagonismo de nossas colunas. Ele um pacifista, um conciliador só procura coisas positivas em seus personagens. Eu o oposto com minha maneira intransigente de escrever, minha implacável perseguição a políticos e minha crítica intolerante a muitos que julgam, mas que lhes falta o preparo para este mister. Soube que foi multado pela Justiça Eleitoral. Não quero nem saber o motivo, mas apenas lhe emprestar toda minha solidariedade, principalmente por saber que por trás de tudo está um canalha , que não merece qualquer respeito.

Mordomia imoral

“A hora que eu tomar conhecimento que algum desembargador está usando carro oficial para fins particulares eu vou dar ordem para a Polícia Federal apreender imediatamente o carro com o magistrado dentro”, avisa o ministro do Superior Tribunal de Justiça Francisco Falcão, corregedor-geral da Justiça Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

“Fiquei chocado”, afirma o corregedor. “Como é que o magistrado leva o carro para a praia, usa no fim de semana, usa com a família? Para Falcão, tal conduta “nos tempos de hoje é coisa de louco”. Não seria bom convidar o ministro para um fim de semana em Alagoas?

Fora Collor! Fica Collor!

O decadente Movimento Contra a Corrupção, que tem colecionado muitas frustrações em suas mobilizações populares nos últimos tempos, na quarta feira sofreu mais uma vergonhosa decepção. Na onda do oportunismo eleitoreiro inventou um tal de “Fora Collor†não se sabe a troco de que? Além dos poucos “gatos pingados e pintados†que lá apareceram, um outro movimento se contrapôs à insana idéia e chegou de repente. Era o “Fica Collorâ€, composto por simpatizantes da candidatura a governador. A polícia teve que intervir e “ativistas da moralidade†,saíram rápido com o rabinho entre as pernas.

Suspendendo a cruel dívida

Alagoas paga de 40 a 45 milhões de reais por mês de juros da dívida que tem com a União. Por que não aplicar esse dinheiro em obras para recuperar a infraestrutura do estado, atingido recentemente por fortes chuvas? Essa é a idéia do senador João Tenório que apresentou um projeto de resolução que determina a suspensão do pagamento da dívida do estado por 12 meses. Ele argumenta que boa parte da economia de Alagoas foi destruída pelas enchentes, e o governo estadual, se continuar pagando as prestações, vai ficar num beco sem saída. Grande idéia do senador alagoano.

Palmeira é seu povo

Recebi gentil convite da minha presidente da Academia Palmeirense de Letras, Isvânia Marques, para participar das comemorações da emancipação política de nossa cidade no próximo dia 20. A festa terá como tema “O que Palmeira tem de melhorâ€. Infelizmente não poderei ir, pois acho que nada temos a comemorar. Hoje pode se constatar que não temos comércio, não temos indústrias, falta-nos políticos e vivemos em situação de fazer pena diante do crescimento da maioria dos municípios da região. O que Palmeira tem de melhor? – Apenas seu povo, à mercê de péssimos administradores.

Precisa cuidar da alma

O governo tem empreendido vários e eficientes projetos nos municípios atingidos pelas enchentes. Acomodações dignas estão sendo providenciadas, não falta alimentação, a presença de ações de saúde e assistência social. Mas quem visita essas cidades vê, com toda clareza, que a ociosidade alarmante está conduzindo a caminhos muito perigosos. Já se anuncia registros de tentativas de estupros, casos suspeitos de pedofilia e o policiamento é praticamente nada. Muitos têm afogado suas angústias em bebidas alcoólicas e outras drogas. É preciso urgente que se cuide de ações de cidadania, que se dê ocupação aos jovens com atividades esportivas e culturais. Não basta amainar a dor física, mas tanto quanto importante é cuidar da dor da alma.

PÉ DE PÃGINA

Sou contra todo tipo de ditadura: “saímos da ditadura da bota e entramos na ditadura da toga; precisamos aperfeiçoar as instituições; vou continuar nessa luta; não tenho medo, vou continuar dizendo o que sempre disse não tenho medo, vamos voltar para recuperar Alagoasâ€. (Ex- governador Ronaldo Lessa, em entrevista ao jornalista Plínio Lins, no “Conversa de Botequimâ€).

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A difícil moralização do Judiciário


09/08/2010 - 10:22 -

Bem que o corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, tem tentado moralizar o Judiciário, porém não é tarefa fácil. Os vícios arraigados, a cultura da corrupção e ainda muito o nepotismo, são praticas  presentes em grande parte do Poder Judiciário do país, se estendendo por Comarcas, cartórios e outros órgãos que deveriam cuidar da justiça.

O fim do nepotismo no Judiciário, principalmente na ocupação de cargos comissionados de chefia, foi defendido esta semana pelo  ministro Gilson Dipp, ao participar da 1ª Conferência Mundial sobre Transparência, Ética e Prestação de Contas dos Poderes Judiciários, no auditório do Superior Tribunal da Justiça (STJ).

A transparência, a ética e a prestação de contas são fundamentais para o Estado Democrático de Direito, ressaltou Dipp. Por isso, acrescentou, a administração da Justiça é um desafio para os juízes brasileiros.

Dipp acredita que a realização de mais concursos públicos poderia ajudar a evitar o nepotismo no Judiciário. Isso, sublinhou, contribuiria para acabar com o subjetivismo na escolha dos cargos de chefe.

Ele afirmou que a informatização do Judiciário vai ajudar a tornar mais ágil a tramitação dos processos. Também defendeu a realização de audiências públicas, com a participação de integrantes da Justiça e da sociedade civil, para dar mais transparência ao Poder Judiciário. A transparência pregada pelo ministro Dipp é muito difícil ser levada em conta pelos que fazem o Judiciário de hoje. Terá que esperar.

Armação e eleição

Ambas as coisas são muito parecidas e onde está uma lá também está a outra. Quem pensou que o senador Fernando Collor iria engolir a esparrela que lhe montaram com o caso do faccioso repórter da revista Isto É, se enganou redondamente. Precavido, “gato escaldado†não deixou passar em branco e agiu rápido. Foi à tribuna do Senado, mostrou todas as provas da mentira da revista, desmoralizou o jornalista e calou os afoitos que se apressaram em lhe condenar. Usou palavras duras, mas necessárias, para jornalistas que não têm responsabilidade com o dever de informar a verdade dos fatos. Quanto ao “filho da puta†que indignou tanta gente, eu também o usaria se fosse o ofendido. Agiu certo.

Ele pensa que é assim

O “ingênuo†deputado Alberto Sextafeira deu clara demonstração que não conhece de votos, muito menos de Justiça e da aplicação da lei. Com o registro de sua candidatura impugnada com base na Lei Ficha Limpa saiu-se com esta pérola: “Todo julgamento tem uma origem e a sociedade vai discuti-la nas urnas. Eu me relaciono com esse tipo de impedimento desde a eleição passada. Não é nenhuma novidadeâ€. O juízo do deputado não “processouâ€Â  que não são as urnas que decidirão seu destino pois lá não deverá chegar, mas a aplicação da lei, para os que imaginam sempre impunes. Não é o povo que vai “entender “ se ele deve ou não seguir com o seu mandato capenga, mas a Justiça.

Gesto indelicado

No mínimo cometeu um feio gesto de indelicadeza a promotora de Justiça Fernanda Moreira ao recusar a outorga da  Comenda Pontes de Miranda, que lhe foi conferida pela Câmara Municipal de Maceió. A sua titularidade na Promotoria da Fazenda Pública Municipal e o seu brilhante trabalho em investigações na própria Câmara de Vereadores, jamais deveriam ser motivos para a recusa da homenagem.

Desmerece a honraria que recebe o nome do maior jurista alagoano, fere a tantas pessoas honradas que a receberam e mostra um grau de intolerância inaceitável  nas relações institucionais.

Vitória de Heloisa

Não poderia ser diferente. O Tribunal Regional Eleitoral agiu com a maior justiça ao absolver a candidata ao Senado Heloisa Helena de acusações levianas e irresponsáveis propostas pelo  inexpressivo candidato ao mesmo posto, um tal de Idelfonso Lacerda (PRTB). E o TRE foi além, para servir de exemplo aos que apenas tentam tumultuar o processo eleitoral: aplicou-lhe a penalidade de litigância de má fé e ainda o condenou a uma multa pecuniária. Pode ser que ele agora aprenda!

Precatórios da mentira

O portal de noticias tudoglobal.com está realizando uma enquete para ouvir a opinião dos internautas sobre a questão dos precatórios dos servidores estaduais que já virou uma novela inacabada e sem esperanças para milhares. Na contagem até o fechamento desta coluna 78 por cento dos internautas apontam para “mentiras dos candidatos†que prometeram e não vão cumprir e também a falta de vontade do governo estadual em resolver a questão da compra desses precatórios. Uma minoria insignificante ainda acredita em uma solução. Coitados!

Palavra de general

O general Jorge Felix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República ao visitar Alagoas na segunda feira ficou impressionado com a organização do Programa de Reconstrução instalado no Palácio do Governo e comandado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico Luiz Otávio Gomes.

“Saio de Alagoas com as melhores impressõesâ€, disse o general Felix que ainda sobrevoou as áreas atingidas pelas enchentes e conversou em Murici e União dos Palmares com desabrigados, conheceu instalações emergenciais  aprovou totalmente os trabalhos de reconstrução das cidades.

Ainda na Sala da Reconstrução o general teve um relato completo de todos os gastos efetuados pelos diversos setores da Administração e também o planejamento estratégico para os próximos dias. Na  saída cumprimentou o governador Teotônio Vilela e o Secretário Luiz Otávio, pelos resultados alcançados.

PÉ DE PÃGINA

Tem prefeito do interior que não pode passar por sua porta um “vendedor†de títulos honoríficos e diplomas de “melhor†que ele compra a qualquer custo. Tem um que antes de completar dois anos de mandato já está com a parede lotada de diplomas e medalhas “conquistadasâ€. Chega a usar de viagens e mordomias para ser agraciado em lugares que ninguém o conhece.

Contam que em certa ocasião apareceu um cidadão no seu gabinete para vender um titulo. O “alcaide†se apressou e mobilizou sua assessoria para a negociação. Em seguida o vendedor foi expulso ao revelar que se tratava de “titulo patrimonial†de um clube. “Esse eu não comproâ€!

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Precatórios: todos mentiram


30/07/2010 - 12:02 -

Como diz o dito popular funcionário público, pobre e cachimbo nasceram com um destino: “levar fumoâ€. O drama dos precatórios se arrasta a anos e a cada eleição novas e hipócritas esperanças são marginalmente criadas pelos candidatos na busca voraz dos milhares de votos dos “barnabésâ€. Não faz muito tempo o tema voltou à tona com toda força. Um dos candidatos, malandro e profissional do engodo, alardeou e mandou que seus vassalos espalhassem a informação de que iria viabilizar a negociação de todos os precatórios. Chegou a anunciar um encontro com o presidente da empresa que faria o negócio e que tudo estava praticamente certo. Já outro fez que viajava a Brasília onde sob as bênçãos de ministros e companheiros de partido aliado do presidente também viabilizaria a compra dos tais precatórios. Tudo mentira deslavada e desumana com os servidores públicos. Ambos foram cruéis criando falsas expectativas  ao conhecido “bloco dos desiludidosâ€. Por outro lado o governo inventa um Decreto para “flexibilizar†a negociação, mas nada faz para que objetivamente isto aconteça. Um conselho ao servidor público: dê o troco a todos eles. No dia da eleição, já que não tem como escrever encontre uma maneira de deixar o seu recado “quero meus precatóriosâ€. Quem sabe votando em branco?

O jogo sujo das pesquisas

Nos comitês eleitorais o assunto da semana foram os resultados das últimas pesquisas mostrando um primeiro quadro da disputa para o governo do Estado. Comemoração de alguns e preocupação de outros. Eu particularmente penso como o companheiro Carlos Chagas, um dos mais experimentados jornalistas do país: “Melhor fariam os candidatos e também os eleitores se passassem ao largo das pesquisas, considerando-as mera atividade comercial de empresas interessadas no faturamento. Pautar-se em números contraditórios, será para os candidatos um exercício diário de autoflagelaçãoâ€. Pelo insignificante número de pessoas ouvidas, por mais sofisticadas que sejam as metodologias, não dá para aferir sequer as tendências, quanto mais o resultado das urnas de outubro. Talvez mais tarde, provavelmente no dia da eleição como ocorreu em 2006. A própria imprensa deve estar atenta sob pena de se desmoralizar, a exemplo de  eleições passadas. O jogo das pesquisas é sujo, tendencioso e completamente desconfiável. Quem conhece sabe, mas muitos preferem se enganar.

O jornal e o seu dono

Carlos Lacerda dizia que “o jornal é a cara do seu donoâ€. E não poderia ser diferente. Jornal venal, com tendências aéticas e inescrupulosas pode conferir que se parece com o dono. Usar o anonimato de seus asseclas para tentar denegrir a imagem de pessoas de bem e instituições sérias é desrespeitoso e imoral. Essas pessoas e também as instituições que todos conhecem, trilham seus roteiros na prática do moral e do legal. Jamais estiveram expostas a atos de corrupção, evasão de divisas, improbidade administrativa e à execração por conduta marginal, ao contrário desse tipo de jornal e seus donos. Sobre este assunto tenho vários episódios para contar. E contarei mais tarde.

Um Renan solidário

Ao contrário do que se comentava e se previa o senador Renan Calheiros tem sido o grande companheiro de campanha do candidato Ronaldo Lessa. Não o larga um minuto e é sempre o mais entusiasmado nos eventos políticos em Maceió e no interior. Tem ajudado muito na caminhada de Lessa e se é uma coisa que Calheiros entende é de campanha política e de fazer votos. Aonde chega é a atração e tem um caminhão de prefeitos e lideranças políticas do interior apoiando a sua candidatura. Sabe costurar, bordar e coser.

 Maranhão não é exemplo

Que não se entusiasmem os “fichas sujas†de Alagoas com as decisões do TRE do Maranhão não acatando impugnações propostas pelo Ministério Público Eleitoral. Como tudo por ali a Justiça também é feudo do senhor José Sarney e faz o que ele manda. Aqui eu ouvia de uma importante personalidade da Justiça Eleitoral: “Tenho plena convicção de que o plenário, como sempre o fez, vai interpretar e aplicar integralmente o que manda a lei. Não nos furtaremos ao dever de corresponder a expectativa da sociedade alagoana que clama por justiçaâ€.

Já mostra quem é

A Procuradoria Regional Eleitoral denunciou e o TRE condenou o candidato José Ronaldo de Medeiros (conhecido como Ronaldo do INSS) por ter usado o correio eletrônico do órgão público para divulgação de sua propaganda eleitoral. Por sinal a punição foi muito branda: multa de 5 mil reais. Deveria ter o seu registro impugnado para aprender a respeitar a legislação eleitoral e não abusar da função pública que ocupa. Se chegasse a ganhar a eleição, o que parece coisa impossível, já chegaria de ficha suja.

Um João Lyra ponderado

O empresário João Lyra hoje é um homem experiente e calejado no quesito política. Foi traído, sofreu grandes decepções e aprendeu muito com as maldades que a fantasia dos votos lhe trouxe. Com o tempo soube separar os verdadeiros amigos daqueles que apenas buscavam vantagens ao seu lado. Foi ponderado ao não aceitar uma candidatura suicida para o Senado, apenas para atender a vontade e a necessidade de alguém que não o merece. Sua candidatura à Câmara Federal não será apenas vitoriosa. Tende a ser a mais expressiva da política alagoana.

Lessa na disputa

Em minha opinião Ronaldo Lessa deveria sim disputar o governo do Estado. Preenche todos os requisitos legais e tem destino e vocação política. Querer tirá-lo da disputa e ganhar no “tapetão†é coisa de adversários amedrontados com o seu poder eleitoral e a possibilidade real de ser eleito. Para confirmarmos o real exercício da democracia que vença o melhor. É o povo que deve decidir e não meia dúzia de togados com interpretações muitas vezes tronchas e bem distantes da real Justiça.

Heloisa e Renan

A disputa para o Senado Federal está sacramentada  em Alagoas. Mesmo sabendo que em eleição tudo acontece só a mão de Deus poderia mudar o resultado dos escolhidos para as duas cadeiras em Brasília. Nas opiniões das ruas, na capital e no interior, nas redações e até nos “confins do Judasâ€, as opiniões são unânimes: Heloisa Helena e Renan Calheiros saem na frente com uma estrondosa margem de vantagem diante dos demais concorrentes. Pode até haver contestação, mas é assim o implacável  destino das urnas.

PÉ DE PÃGINA

“Estamos trabalhando permanentemente, exaustivamente para atender cada demanda e, se há alguma dúvida, por alguma instância, qualquer que seja, que se una a nós, que chegue junto, que se junte nessa mobilização em favor da reconstrução dos lares e da cidadania dessas centenas de pessoas que perderam referências de vidaâ€. (Secretário Luiz Otávio Gomes, coordenador da Reconstrução, em resposta a alguns que apenas atrapalham).

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Vendeu a filha para não morrer de fome


27/07/2010 - 10:21 -

A tragédia das águas que deixou milhares de desabrigados em 19 municípios do interior persiste em seu rastro de miséria implacável, apesar do grande sentimento de solidariedade de muitos alagoanos, pessoas de outros estados e até de fora do país.

Para muitos que perderam tudo restam poucas esperanças no amanhã e nem a fé em Deus (demonstrada pela maioria) é capaz de lhes fazer crer que um dia possam restabelecer suas vidas, seus negócios, o sustento de suas famílias.

Conversei com um cidadão que perdeu tudo com a enchente. Tinha uma boa residência, uma casa comercial construída em 35 anos de luta diária, com sacrifícios, uma família para sustentar e muitas dívidas com fornecedores. Ele e sua família, desabrigados estão morando de favor na casa de um cunhado em Maceió.

Todos os dias volta à sua cidade e visita o local onde outrora viveu e trabalhou duro e honestamente.

Confessa-me que nem ele sabe o que vai fazer ali, pois a cada visita “é um aperto no coração que não tem tamanho. Venho aqui mais para chorar sem a presença de minha família, para não deixá-los mais tristes ainda. Já tive vontade de fazer uma besteira, mas de que adiantaria? Deixaria ainda mais desespero e dor para aqueles que mais amoâ€. Foi procurado por um de seus credores que lhe disse dar um prazo razoável, mas não poderia perdoar-lhe a dívida. Pagar como? Como o que se nada lhe restou? E ele diz do intimo do seu caráter de homem honesto: “Vou à luta, reconstruirei tijolo por tijolo e pagarei todas as minhas dívidas, com a graça e os desígnios de Deusâ€. Para mim é um herói anônimo na multidão de sobreviventes da fúria da natureza e Deus há de dar-lhe forças para reconstruir a vida.

Na mesma cidade outra história de cortar o coração me foi contada e fui conferir de perto. J.M.S. é agricultor e está desempregado há quase um ano. Vivia de fazer bicos e sua mulher trabalhava como empregada doméstica para sustentar quatro filhos menores. A criança mais nova, uma menina de seis meses de idade. Com a enchente perderam o barraco na beira do rio, tudo o que tinha dentro de casa, inclusive um modesto aparelho de televisão que era o único divertimento da família. E não ficou por ai: a mulher também perdeu o emprego, pois a casa na qual trabalhava foi levada pelas águas e os seus antigos patrões saíram da cidade. Levaram também a filha mais nova do nosso personagem lhe pagando a quantia de quatrocentos reais. Perguntei-lhe: como você teve coragem de vender a sua própria filha? Recebi uma resposta e uma lição: “Vendi não seu moço. Eu dei minha filha pra ela não morrer de fome e sei que aquelas pessoas são gente de bem. O dinheiro é para dar de comer aos meninos enquanto durar. Depois só Deus sabe como a gente vai viver. O senhor já viu um filho seu chorar de fome e não poder lhe dar nada, pois nada tem? Queria eu que aparecesse outras almas bondosas e levassem os outros, só assim eu teria sossego, pois do jeito que a coisa tá eu não sei até quando eles vão viverâ€.

Você que está lendo este artigo pode também promover um gesto de cidadania e amor ao próximo. Não custa muito caro e terá um significado imenso. Vá a uma dessas cidades atingidas pela tragédia, saia do conforto do seu lar, do aconchego do seu escritório e conheça de perto a dor do seu irmão. Pratique um gesto de amor. Adote uma família!

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Olhos cegos para a corrupção


23/07/2010 - 8:20 -

Estão escandalosamente abertos os “balcões de negócios†para as próximas eleições na capital e no interior. Aqui mesmo  a compra milionária de “cadastros†está sendo discutida e negociada nas mesas de restaurantes famosos, em escritórios luxuosos e até no meio da rua. Os votos estão sendo “criteriosamente†comprados. Um exemplo: em determinada empresa de varejo aqui em Maceió os títulos eleitorais já foram recolhidos dos funcionários que em troca receberão o pagamento pelo voto em determinados candidatos.

Ao invés de ações hipócritas, arbitrárias e antidemocráticas cerceando o direito de informação e apreendendo edições de jornais, deveriam buscar os corruptos e os que maculam o processo eleitoral.

Na hora e em tempo

O governo do estado deu na hora e no tempo certo a resposta que sociedade esperava para o escândalo do desvio de donativos para as vitimas da catástrofe  com envolvimento de integrantes do Corpo de Bombeiros. O comandante da reconstrução, secretário Luiz Otávio Gomes, convocou a cúpula da Defesa Social e imediatamente as decisões foram tomadas e escancaradas para a quem quisesse ver e ouvir. O governador Teotônio Vilela, ausente do Estado tratando exatamente de problemas dos desabrigados junto com seu colega de Pernambuco, deu o tom e o ritmo para que tudo fosse investigado, resolvido e informado aos alagoanos e ao Brasil. Esse negócio de “esperar trinta dias para conclusão de inquérito e apuraçõesâ€, coisa saída de cabeças burocráticas, não entrou em pauta. Mais uma vez valeu a competência de fazer acontecer e a responsabilidade social diante dos graves fatos.

Se alguém tinha discurso preparado para criticar, quebrou a cara literalmente.

Para que os juizes saibam

Os incisos do artigo 5º da Constituição Federal, os quais transcrevo neste texto, só não garantem a liberdade de imprensa, porque foram “esquecidos†pelos que julgam ações contra e liberdade de imprensa:

IV – É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

 V – É assegurado o Direito de Resposta, proporcional ao agravo;

IX – É livre a atividade de comunicação… independentemente   de censura e licença ;

XIV – É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.

Judson costurando

O deputado Judson Cabral isolado por petistas cafajestes e trambiqueiros tem tudo para ser a grande atração nestas eleições e o único candidato que o partido vai eleger. Tem história política diferente dos mensaleiros, dos que têm contas a  acertar com a Justiça e daqueles que têm como meta de vida o poder e a podridão. Sua competente ação parlamentar e sua postura ética certamente o conduzirão, mais uma vez, à Assembléia Legislativa.

Collor agradou

Empresários e integrantes da Federação do Comércio demonstraram que a palestra e sabatina com o senador Fernando Collor agradaram. O candidato com muita segurança apresentou propostas e atacou mais uma vez o polêmico tema violência e segurança: ““A falta de segurança atormenta todos. Aqueles que já me conhecem ou que ouviram falar da minha forma de governar sabem que sou de atitudes firmes. Bandidos aqui não vão poder ficar. É melhor irem embora o quanto antes porque, se eu ganhar, no dia 1° de janeiro, vão sentir o peso da minha mãoâ€.

Palavras do TCU

O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Ubiratan Aguiar e o vice presidente Benjamin Zymler fizeram questão de visitar as instalações da Coordenação da Reconstrução de Alagoas, no Palácio do Governo. Pediram informações, checaram os modernos sistemas de acompanhamento de aporte e despesas financeiras. Cumprimentaram o secretário Luiz Otávio pelo dinamismo das ações. Ouvi do próprio presidente ministro Ubiratan: “O TCU vai ajudar onde puder neste momento de grande dor para os alagoanos. A transparência no trato com a coisa pública que aqui vejo e a incontestável postura ética do governador Teotônio Vilela, que conheço de perto, são os atestados necessários para demonstrar a seriedade com o interesse públicoâ€. Essa é a Alagoas do bem!

Prefeito que dá exemplo

A cidade de Quebrangulo foi praticamente destruída pela tragédia das águas. Prédios públicos, comerciais e grande número de residências foram atingidos deixando desabrigados e comerciantes falidos. O prefeito Marcelo Lima, um administrador honesto e empreendedor, não tem tido um minuto de sossego e não arreda o pé de sua determinação: reconstruir a cidade e resgatar a auto-estima do quebrangulense. Hoje (sexta feira) tem reunião no Palácio do Governo trazendo uma representação da comunidade. Quer discutir com o governador e técnicos soluções imediatas para a crise. Este faz acontecer.

Opinião e aceitação

Recebi na redação do jornal a seguinte mensagem: “Sendo leitor assíduo de sua conceituada coluna, estou lhe enviando este adesivo. De acordo com sua opinião ou aceitação, darei minha identidade, com outros comentáriosâ€. O adesivo: â€Pense Brasil. DILMA NUNCA“. Minha opinião: Não tenho candidato a presidente da República, nem sei se terei até as eleições. Agradeço o envio do adesivo que darei a um amigo querido e com certeza terá bom uso. Espero os seus comentários e a sua identidade.

Petistas em vigília

Integrantes do Partido dos Trabalhadores não têm pensado em outra coisa nos últimos dias. São dias e noites insones com fantasma da inelegibilidade do seu presidente, Joaquim Brito, como vice na chapa de Ronaldo Lessa. A impugnação do Ministério Público eleitoral é bem fundamentada e dificilmente o plenário do TRE não irá acatar, pelas evidências das provas acostadas aos autos. A maior preocupação é que não existem nomes no partido para substituir o complicado candidato. E Ronaldo Lessa não vai querer qualquer um, pois já aceitou o próprio Brito meio engasgado.

PÉ DE PÃGINA

â€As prerrogativas do jornalismo devem ser ainda mais protegidas quando a crítica é inspirada no interesse público†(Ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal-STF).

“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último†(Thomas Jefferson. Estadista e ex-presidente dos Estados Unidos).

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Minutos de fama


16/07/2010 - 12:40 -

Mais uma vez Alagoas é mídia nacional pelo lado da chacota, da gozação, da falta de critérios no exercício da função pública. Não quero aqui discutir o mérito da questão, mas ponho em dúvida a seriedade na avalanche de impugnações de candidatos pela Procuradoria Regional Eleitoral. Superamos e muito os números de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os maiores colégios eleitorais do país. Com certeza ou doutos procuradores tupiniquins não são mais sábios, mais diligentes que os seus colegas do resto do Brasil. Podem ser mais apressados, isto sim, e a pressa não combina com o ato perfeito. Poderiam ter agido de outra maneira, dando prazo e determinando o cumprimento de diligência para que os faltosos complementassem suas documentações. Uma pena que preferiram ir pela contramão, quem sabe em busca do “minuto da famaâ€? Não conseguiram, pois a ação atropelada e intempestiva foi recebida com criticas sarcásticas e piadas de mau gosto na imprensa nacional. Conturbou o processo eleitoral e colocou em cheque as eleições em Alagoas. Para um integrante do Tribunal Regional Eleitoral com o qual conversei – “A ação foi intolerante, insolente e ineficazâ€.

Para mim o pecado do excesso é tão venal quanto o da omissão e é assim que vejo o ato impensado dos integrantes do Ministério Público Eleitoral. Se imaginam que deram alguma contribuição à lisura e transparência do pleito, estão completamente equivocados. Plantaram o fantasma da insegurança jurídica entre os candidatos e coligações e o receio de que se possa ter ao contrário de eleições limpas, a deturpação do processo por parte daqueles que imaginam que podem tudo.

Pauta da reconstrução

O governador Teotônio Vilela e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, estão totalmente antenados no projeto de reconstrução das cidades destruídas pela tragédia das águas. Montaram dentro do Palácio do Governo um verdadeiro aparato operacional de onde saem as decisões para a solução dos inúmeros problemas do setor. Todos os dias a movimentação é intensa: reuniões de grupos, formulação de projetos, buscas de recursos e trabalho intenso com o objetivo de dar soluções. É assim que se constrói.

Ficha podre

Escrevi aqui mesmo que o ex-governador Ronaldo Lessa tinha sido forçado a aceitar um péssimo companheiro de chapa. Um cidadão que não tem votos, não fala, não tem destino nem vocação política.

Como tudo o que acontece no PT tem cheiro de malandragem, de tratativas intramuros, de subterfúgios duvidosos esta semana a bomba explodiu: o candidato a vice de Lessa, o petista Joaquim Brito, teve sua candidatura impugnada por ter a “ficha podreâ€. Essa não tem retorno e a “cumpanheirada†pode ir pensando em outro nome. Terá?

Fita com chapéu alheio

Que coisa mais vergonhosa gente!  Teotônio Vilela (AL) e Eduardo Campos (PE) têm travado uma luta de titãs em busca de recursos federais para a reconstrução das vidas de milhares de pessoas que perderam tudo na tragédia das águas. O presidente Lula tem sido um parceiro leal e em momento algum faltou aos apelos dos dois governadores. E foi assim que determinou ao BNDES um programa emergencial para recuperar as economias dos municípios atingidos, destinando 1 bilhão para a recuperação de empresas instaladas nas áreas afetadas dos dois estados. Haverá também refinanciamento de dívidas existentes. Pois bem: o senador Fernando Collor, em campanha para o governo do estado, tentou aparecer bem na fita registrando um  suposto encontro seu com o presidente do BNDES e se insinuando como o  “paiâ€Â  do anunciado programa. Quebrou a cara, pois todos já sabiam a história real.

Com a corda toda

Já o candidato a vice-governador na chapa de Teotônio Vilela, ex-deputado José Thomaz Nôno (esse é um vice de vergonha) não tem tido um minuto de sossego e seu prestígio está lá nas alturas. Esta semana participou de reunião em São Paulo com o candidato José Serra e todo seu staff, além dos “coronéis†da coligação. Manteve contatos com lideranças políticas do Nordeste, como coordenador da campanha tucana e ainda tem tempo para correr trecho em algumas cidades do interior fazendo o que ele sabe e muito: composições.

Pauta moral

O Senado Federal avançou muito esta semana no quesito “pauta moral brasileiraâ€. Aprovou a PEC que acaba com a aposentadoria como prêmio para magistrados marginais, criminosos e bandidos. Até agora é essa excrescência chamada de “aposentadoria por interesse público†que cabe como punição a magistrado que tenha se envolvido com atividades ilegais, como corrupção, nepotismo, prisões por arbitrariedades, agressão a mulheres e outros crimes . A autora da idéia, senadora Ideli Salvati (PT) afirma: â€Aposentadoria por interesse público é um absurdo, Pois em vez de ser uma punição, se torna um prêmio para o juiz infratorâ€.  A matéria agora segue para a Câmara dos Deputados.

Heloisa e Renan

Se as eleições fossem hoje as duas cadeiras para o Senado Federal em Alagoas já teriam seus donos escolhidos. As pesquisas dão larga margem de vantagem diante dos demais concorrentes ao senador Renan Calheiros e a vereadora Heloisa Helena. Em Maceió e na maioria esmagadora dos municípios do interior ganham de lavada. O jogo está em plena disputa e resta pouco mais de dois meses, mas dificilmente este quadro será alterado. No entanto… eleição é eleição.

Movimento equivocado

O juiz do TRE, Luciano Guimarães, é, sem dúvida, um dos mais destacados valores do Direito Eleitoral em Alagoas. Jovem, inteligente tem tido uma linha de conduta que serve de exemplo para muitos veteranos e pauta sua atuação com ética, respeito à lei e ao interesse público. Não pode um fracassado e desacreditado “Movimento de Combate à Corrupção†alegar irresponsavelmente o impedimento do juiz para atuar em determinados casos naquela Corte Eleitoral “por ter ligações com partes e não julgar com imparcialidadeâ€. Diferente do tal movimento Luciano Guimarães não faz “carnavalâ€. Julga com total isenção e dentro do que determina a lei.

PÉ DE PÃGINA

PREOCUPADO. Recebi de um zeloso procurador do Ministério Público Estadual uma mensagem na qual se diz preocupado com o volume de dinheiro público que chega a Alagoas para atendimento às vitimas da tragédia. E faz a pergunta: “Será confiável o manuseio de tanto recurso a ser liberado humanitariamente pelo presidente da República?†Teme as tentações do período eleitoral e cita casos anteriores que justificam sua desconfiança.

FALHA NOSSA. Na coluna anterior ao publicar uma declaração do advogado Adriano Soares em entrevista, esqueci involuntariamente de citar a fonte. Aqui vai o reparo: Site Cada Minuto, entrevista dada ao professor Yuri Brandão. Aproveito para recomendar o seu excelente blog. Ao Yuri, minhas desculpas.

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MP surpreende e pede impugnação de “fichas sujas†alagoanos


13/07/2010 - 8:11 -

A Procuradoria Regional Eleitoral em Alagoas apresentou na tarde de ontem (segunda feira) seis ações de impugnação de registro de candidaturas, com base Lei 135/2010 (Ficha-Limpa), contra os candidatos Ronaldo Lessa, Alberto Sextafeira Gilberto Gonçalves, Carlos Henrique Manso, João Beltrão e Eduardo Holanda.

Segundo o procurador Eleitoral, Rodrigo Tenório todos os impugnados são inelegíveis e considerados “fichas sujasâ€. Ronaldo Lessa, Alberto Sextafeira e Gilberto Gonçalves possuem condenação por órgão colegiado da Justiça Eleitoral e não poderão ser candidatos nestas eleições.

João Beltrão e Henrique Manso têm contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União e Eduardo Holanda por afrontar a legislação eleitoral.
Ao contrário do que se esperava o Ministério Público eleitoral alagoano agiu rápido e promete para até amanhã uma “avalanche†de impugnações.

Parece que as coisas estão mesmo mudando em Alagoas.

PS: Devo desculpas aos integrantes do Ministério Público Eleitoral em função do meu descrédito demonstrado no texto anterior, quando ressaltava ações em outros estados e cobrava agilidade local. Posso ter me apressado por culpa dos vícios do passado na própria Justiça Eleitoral.

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