Indiscutivelmente o consumidor brasileiro não sabe controlar seu dinheiro. A falta de pagamento de cartão de crédito, cheque especial, empréstimo bancário e carnês, indica exatamente que o consumo vem crescendo e o devedor não tem condições de pagar. Pior ainda: Não procura o credor para negociar, achando que nada vai acontecer, mesmo recebendo cobranças constantes e seu nome sendo registrado no cadastro negativo do SPC/Serasa.
Quando não suporta mais tanta cobrança, recorre ao agiota que chega a cobrar até 20% de juros ao mês. Um verdadeiro “suicÃdio financeiro” que leva mesmo para o fundo do poço, sem esperança de sair. A imensa maioria não quer nem saber quanto paga de juros. O que interessa é comprar, satisfazer seus impulsos consumistas. Quando chega a dever mais do que o que ganha, entra em depressão profunda. Aà não adianta chorar “o leite derramado”.
Juramento
Se você se encontra nessa situação, jure que vai conseguir sair, com muito esforço, trabalhando mais, inclusive fazendo horas extras (free-lancer), mas tudo honestamente, pagar o que deve e nunca mais exagerar nas compras. Reserve, pelo menos 10% de sua renda para uma poupança, que possa garantir alguma emergência ou a realização de um sonho.
Comprometimento
Existe uma determinação aos bancos e financeiras de só emprestar dinheiro ao consumidor para o valor da prestação ser de até 30% de sua renda mensal. Mas isso não é cumprido, já que os próprios agentes financeiros fazem o empréstimo aleatoriamente, chegando a casos do assalariado dever todo o seu salário, com vários empréstimos e credores. A medida vale mais para o empréstimo consignado . Mas as financeiras emprestam para pagamento em carnê. Isso é o que deve acabar.
Evitando
Só tome dinheiro emprestado quando realmente tiver uma necessidade urgente e, mesmo assim num prazo curto para pagamento. O valor tomado é triplicado no final do financiamento e nesse longo intervalo podem surgir vários problema: desemprego, doença grave, etc.
Fiscalizando
O Banco Central vai passar a fiscalizar pequenos tomadores de empréstimos. O principal objetivo é avaliar melhor o risco que a forte expansão de empréstimos nos últimos anos repredenta para o sistema financeiro, especialmente para bancos de pequeno porte. Primeiro serão os consumidores com empréstimos a partir de R$ 1 mil e depois aqueles com mais de R$ 5 mil.






