Posts para a tag ‘Plano Real’

Comprando sem pressa

segunda-feira, novembro 7th, 2011

Com a proximidade do fim do ano, o recebimento do décimo terceiro salário e até férias, muitos sonhos de consumo podem ser realizados: um eletroeletrônico de última geração, por exemplo. São muitas opções de marcas, preços. E para isso é preciso tempo para pesquisar em todas as lojas. Nada de comprar na primeira parada, mesmo sendo em promoção.

A inflação controlada desde a implantação do Plano Real, o consumidor tem o privilégio de escolher o produto que quer, numa acirrada concorrência, entre nacionais e importados, mas que exige a pesquisa. E qualquer economia que se faça, é um bom negócio. Portanto, a dica é “bater perna” , visitando as lojas, anotando tudo,conversando com o vendedor e só comprando quando tiver certeza de que o preço “cabe em seu bolso” e à  vista.

Evitando juros

O comércio já anuncia suas promoções com prestações a longo prazo e o pagamento “só em janeiro”. Cuidado com essa propaganda enganosa! Os juros são embutidos no valor e no final, você terá pago o triplo do valor de à vista. Fuja disso e compre à vista, em espécie. Nada de cheque pré-datado, carnês ou cartão de crédito parcelado.

Sem impulso

Nunca compre por impulso, achando que fez uma boa economia. Os preços diferenciam muito de um local para outro, em todos os ramos do comércio, já que a concorrência é muito grande e “as vantagens” também. Evite tudo isso, pesquisando e só comprando mesmo o estritamente necessário.

Quintando

Se você tem alguma dívida acumulada, correndo juros e multas, quite com o décimo terceiro salário que vai receber no próximo mês e entre 2012 no azul. Faça um orçamento doméstico e siga à risca, jurando nunca mais se endividar.

Seu bolso

A economia brasileira vai muito bem, obrigado! E o seu bolso? O Brasil já ultrapassou a rica Inglaterra no Produto Interno Bruto, sendo o sexto maior do mundo. Só que no IDH (Indice de Desenvolvimento Humano, é o octagésimo quarto lugar, valendo lembrar a época do “milagre brasileiro” na década de 1970: “A economia vai bem, mas o povo vai mal”.

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Consumindo o necessário

segunda-feira, março 28th, 2011

Em tempo de “dinheiro curto”, sem reajuste salarial e os preços sempre subindo, nada mais economicamente correto do que consumir apenas o necessário, seja em alimentos, materiais de limpeza e higiene, além de lazer e os próprios serviços essenciais como energia, água e telefone. E mais: tudo pago à vista, evitando os juros absurdos cobrados pelos cartões de crédito, cheque especial e crediário por carnês.
Ao sair para as compras, procure primeiro fazer uma pesquisa de preços, principalmente com bens duráveis. Mas vale também para supermercados, mercadinhos e feiras-livres. Os preços oscilam muito de lugar para lugar e qualquer dinheiro economizado é um bom negócio, que influi diretamente no orçamento doméstico. Uma boa dica no caso de alimentos e material de limpeza, trocar de marcas, observando a qualidade, obviamente. Se fizer o mesmo efeito, troque imediatamente e fique com a certeza de que fez uma boa economia.
Inflação
O governo faz de tudo para deixar a inflação em níveis baixos, sempre inferior a 1% ao mês. Para isso,aumenta a taxa de juro o que reduz o consumo. Só que o consumidor desavisado continua comprando e com isso o preço aumenta, que influi diretamente na inflação. Se compra um aparelho de Tv em LCD, que a loja vende à vista por CR$ 1.500,00, mas em dois anos, o preço final fica quase o triplo, diante dos juros cobrados a cada mês.
Lembrando
Só para lembrar a hiperinflação da década de 1980, que chegava até a quase 100% ao mês, exigindo do governo decretar congelamento de preços e salários e já em 1990, o confisco do mercado financeiro, com perdas incalculáveis para os investidores e o povo em geral. Se a poupança rendia até 80%, os preços triplicavam e a inflação fazia o dinheiro perder seu valor. Até que chegou o Plano Real em 1994 e a economia se estabilizou até hoje.
Pesquisa
A inflação oficial é medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE, com base em pesquisa de preços feita nas dez maiores capitais. Quem é de Maceió não entra. Mas o índice é o mesmo para todo o Brasil. Como aqui, a maior parte dos produtos consumidos vem de fora, paga-se mais caro por tudo.
O que fazer?
Pesquisar, pechinchar e só comprar quando tiver certeza de que fez uma boa economia. Um dos ítens de consumo que mais sobe de preços é o de serviços. E isso é tipicamente “cartada” do prestador. Converse com ele e faça sua proposta. Na feira-livre, pechinche com o próprio dono da quitanda. Termina mesmo fazendo um bom negócio e o que sobra, dar para comprar mais.
Sem pressa
Nunca vá as compras com pressa, nem comprar na primeira parada, mesmo que seja um produto em promoção. Quase todo o comércio atua em promoção constante. O eletrodoméstico deve ser testado a sua frente, exigindo a nota fiscal e o certificado de garantia.

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A receita da família

segunda-feira, junho 28th, 2010

Monte uma tabela pensando a médio prazo. Ninguém consegue se organizar só no mês a mês. Tenha uma idéia de quanto você estará ganhando daqui a seis meses. Isso será importante para saber quanto poderá investir – para gastar mais no futuro. Vá treinando a estimar a inflação dos próximos meses. Isso é um exercício indispensável aos empresários e executivos da área financeira. Aprenda com eles: ao estimar a inflação, você também estará treinando para aumentar a receita, é claro, o objetivo seja sempre aumentar a receita acima da inflação, com salário e poupança.

O objetivo da tabela é deixar claro qual a verdadeira receita da família Por isso, descontar sempre o imposto de renda na fonte. Nâo adianta trabalhar com receita bruta – ela só interessa mesmo a Receita Federal. Há 16 anos (quando do início do Plano Real) o governo vem controlando a inflação, através de uma agressiva política de juros altos (os maiores do mundo), o que facilita mais o consumidor a se organizar, sabendo que os preços não aumentam tanto quanto anterior ao Real. Projete a inflação como achar melhor: o aumento das despesas fixas e do dia-a-dia, a cada mês são um bom palpite para a inflação do mês seguinte.

Competição

Não tenha receio de deixar bem claro quanto você está levando para casa e quanto seu cônjugue leva. Essa é uma competição saudável. Quanto maior a soma, melhor para os dois e para a família.

Investimento

Reserve sempre espaço para assinalar quanto você está recebendo com seus investimento. Ajuda a controlar a receita obtida deles. Na pior das hipóteses, chama a atenção para o que você não está conseguindo obter, porque não investiu.

Despesas fixas

É a tabela das despesas que não podem ser cortadas. A rigor, são despesas que já deveriam ter sido subtraídas do total da receita da família É quase impossível reduzi-las. Um dos objetivos dessa tabela é exatamente esse: deixar claro o que não pode ser cortado; o que é uma despesa que, faça chuva ou faça sol, terá que ser feita.

Prestações

Toda vez que você for marcar o total das prestações que está pagando, não se esqueça de verificar a taxa de juros embutida na prestação. Talvez você encontre um bom motivo para, na próxima vez, poupar, esperar um pouco e comprar à vista.

De olho

Fique de olho nas despesas do condomínio. Os síndicos são escolhidos, em geral, por exclusão, e não porque sejam bons administradores. Participe das reuniões e exija o balancete mensal de receita e despesa. Se você é inquilino, deve pagar apenas a taxa fixa do mês, jamais as despesas extras, os chamados rateios, elas são de responsabilidade do proprietário, já que servem para beneficiar o imóvel.

Poupança

A tabela deixa um espaço para a poupança. É claro que fazer poupança não é uma despesa fixa, obrigatória – mas deveria ser. Ela é incluída exatamente para ajudar você a tratá-la como se fosse obrigatória Qualquer valor, não importa. Desde que, todo mês na data certa, alguma quantia seja colocada de lado para esse objetivo, seja poupança, fundo de renda fixa ou título de capitalização.

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Agronegócio: Veneno em nossa mesa

segunda-feira, junho 7th, 2010

Carro-chefe da balança comercial brasileira, prioritário do governo federal, que investe tudo para que esse setor econômica avance mais ainda, o agronegócio chega a receber dos bancos oficiais R$ 90 bilhões ao ano, enquanto a agricultura familiar fica com apenas R$ 8 bilhões. Uma dinheirama investida em 80% das terras agricultáveis e que utilizam algo em torno de 720 milhões de litros de veneno (agrotóxicos) que matam os seres vivos, afetam a fertilidade da terra e contaminam o lençol freático. Tudo isso produzido exatamente por multinacionais como Bayer, Basf, Shel Química, Monsato.

O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, exportando 40 milhões de toneladas em grãos, ainda como matéria-prima. E quem ganha com isso são as multinacionais: Bunge, Cargill, ADM, Dreyfuss, Monsato. Os 80% de terras dominadas pelo agronegócio produzem além da soja: milho, cana de açúcar e pecuária bovina. No entanto quem controla as exportações são as empresas estrangeiras. Na verdade, a imensa maioria dos consumidores daqui e alhures, comem veneno. 

O que fazer?

Não é necessário ser vegetariano radical. Pode-se fazer como faço, consumir: legumes, verduras, hortaliças, folhas verdes, raízes e ainda peixe (principalmente de alto-mar). E os temperos sem sal. E mais: arroz integral, farofa de soja. Alguns supermercados de Maceió já dispõem desses alimentos naturais, mas existe ainda a Feira Ecológica ao lado do Mercado de Jaraguá, a cada sexta-feira, confiável, supervisionada pela Secretaria de Agricultura, Sebrae, Vigilância Sanitária.Tem ainda a Feira Camponesa promovida pelos assentados da Reforma Agrária, na Praça da Faculdade, que termina nesta sexta-feira, dia 11. Tudo ecologicamente correto.

Horta caseira

Quem possui quintal em casa pode muito bem plantar, colher e consumir produtos naturais, usando adubo orgânico e ter a certeza de que fez uma grande economia, além é claro de ingerir alimentos saudáveis, nutritivos e puros. É também uma excelente terapia. As sementes podem ser adquiridas em casas especializadas e ainda na Secretaria de Agricultura.

Pesquisando

Há 16 anos, desde que foi implantado o Plano Real, os preços são livres, mas com diferenças de um ponto de venda para outro, o que exige do consumidor a pesquisa. É ter tempo livre para isso, nunca indo às compras com pressa e comprando na primeira parada, principalmente se for um produto em promoção, pois as lojas estão sempre apelando para isso, independente de data. Existe até aquelas que vendem a longo prazo para a primeira prestação ser paga em determinado mês com esse prazo de carência bem “elástico”. Só que os juros estão embutidos e, o consumidor é quem sai perdendo.

Presenteando

Mais uma data para presentear alguem vem se aproximando (Dia dos Namorados), uma das que mais o comércio lucra com a venda de vários tipos de mercadorias destinados aos apaixonados. Entra mais uma vez a dica da pesquisa de preços e ainda não exagerar no preço. Deves-se na verdade presentear com a chamada “lembracinha”, que custa pouco e representa muito para quem recebe, já que o que vale mesmo é a lembrança, o carinho, o amor.

Pagando em dia

Não é só cartão de crédito e cheque especial que devem ser pagos no dia exato do vencimento. Essas duas modalidades de crédito, cobram juros altíssimos. Mas as demais, como empréstimo (crédito direto ao consumidor) e até mesmo as despesas fixas mensais tipo energia, água, condomínio, telefone, plano de saúdade, também devem ser pagas no prazo estabelecido, pois também cobram juros e multas e, claro é prejuízo no orçamento do consumidor.

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