Posts para a tag ‘plano de saúde’

O aperto continua!

segunda-feira, abril 18th, 2011

Desde que assumiu a presidência da República, a petista Dilma Rousseff mostrou ao País que é diferente do seu antecessor. Até porque é economista de formação e não mais com suas antigas idéias socialistas das décadas de 1960/70, quando foi presa como terrorista por discordar da ditadura política e econômica. Começou cortando gastos no Orçamento e aumentando as taxas de juros, preocupada com a inflação, que não admite fuja do controle do governo.

O recado foi dado ao consumidor: cortar gastos e evitar os juros, procurando sobreviver com o que ganha. E para os funcionário públicos federais:  nada de reajuste salarial, nem nomeações, realização de concursos público e ainda corte de diárias e outras mordomias que todos estavam habituados a possuir na Era Lula. Um governo parecido com o dos seus colegas europeus e ainda o dos EUA. Se não seguir esse regra, vai para o fundo do poço.

O que fazer?

Nada mais economicamente correto do que não comprar a crédito, tomar empréstimos  em longo prazo e ainda comprar por impulso, na primeira parada quando existe a tal promoção da loja, que esconde uma sua concorrente, vendendo o mesmo produto por menos, mas que não foi visitada pelo consumidor em sua necessária pesquisa. Jamais compre com pressa, até mesmo nos supermercados.

Um bom exemplo

Se o governo vem cortando despesas, o mesmo ocorrendo com os empresários, o consumidor também deve seguir à risca essa regra. É reunir a família e ir reduzindo o consumo de alimentos, energia, água, telefone, combustível e outras despesas. Jamais se utilizar dos juros absurdos cobrados nas compras por cartão de crédito parcelado, cheque especial, que chegam a cobrar 16% ao mês, ou seja quatro anos de inflação.

Negociado

Se estás inadimplente, sem condições de pagar, procure seu credor (banco, financeira, loja e órgãos públicos, negocie, veja a proposta apresentada e faça a sua) e pague, jurando nunca mais dever a ninguém somente as despesas fixas: aluguel, prestação da casa própria, condomínio, luz, água, mensalidade escolar, plano de saúde.

Comprando barato

Uma excelente opção para compras de hortifrutigranjeiros, é a feira-livre porque você vai conseguir pechinchar com o vendedor que é o próprio produtor, mas aquele que compra dele e repassa para o consumidor final, obviamente que tendo um lucro mínimo, mas que quer vender para não perder a mercadoria, já que é perecível.

 

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O dragão da inflação voltou!

segunda-feira, abril 4th, 2011

Por essa a presidente Dilma Rousseff não esperava! A tal indexação da economia voltou a todo vapor e ela quer frear. O termo significa um fenômeno econômico que os brasileiros conviviam na década de 1980, quando os preços subiam de acordo com os aumentos autorizados pelo próprio governo: combustível, tarifas públicas e outros, fazendo subir os demais. Quando o salário mínimo sobe, carrega aumentos para o condomínio, por exemplo.

Fora o que o governo aumenta: combustível, telefone, luz, água, gás, aluguel, prestação da casa própria, medicamentos, plano de saúde, etc, o consumidor só tem um caminho a fazer: pesquisar, pechinchar e só comprar o estritamente necessário para sua sobrevivência. Jamais comprar com juros. Eles estão “no topo do mundo”. E se for através de cartão de crédito parcelado, cheque especial e financiamento de longo prazo, é um verdadeiro “suicídio financeiro”. Fuja disso.

Quem paga mais

Com a política econômica de juros altos e que prioriza as exportações no setor primário, o consumidor sofre com a alta dos preços dos alimentos. Ou seja, exporta-se cada vez mais e o que sobra para o consumidor final, fica mais caro. E mais: Quem ganha menos  é quem mais sofre com a inflação, já que, para quem ganha muito, boa parte da renda não se traduz no consumo básico, mas em consumo  de luxo ou em aplicações financeiras.

Mais dinheiro

Com a distribuição de renda desigual e o Real valorizado, crescem as importações de produtos para atender è demanda das camadas sociais de maior renda. Assim as as camadas sociais de baixa renda não tem dinamismo para absorver as pressões no mercado interno.

Endividamento

A imensa maioria da população brasileira vem se endividando cada vez mais, diante das facilidades no crédito direto ao consumidor, seja através de empréstimos consignados(desconto no salário), em carnês, cartão de crédito, cheque especial. Tudo isso envolve juros, que são os mais altos do mundo. Todo cuidado é pouco!

Sua parte

A concorrência é acirrada em todos os ramos do comércio.Nada de comprar na primeira parada. Deve sim, conversar com o vendedor, pechinchar e só levar para casa o produto barato, com a certeza de que fez uma boa economia.

Sem retorno

Claro que não vamos passar pela hiperinflação dos anos 80. Mas precisamos controlar nossos impulsos de consumo. Os juros daquela época eram estrastoféricos e o rendimento da poupança, também. Só que a inflaão que ultrapssava os 80% ao mês corróia tudo e eixava todos nós a ver navios”.

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Acertando as contas

terça-feira, março 22nd, 2011

Terminado o primeiro trimestre de 2011, os consumidores que extrapolaram nos gastos no final de 2010 já se encontram no cadastro negativo, proibidos de comprar a crédito, abrir conta bancária  e comprar a casa própria. Mas as financeiras não se preocupam com isso. Oferecem dinheiro para pagamento a longo prazo, seja no crédito consignado (desconto em folha) ou mesmo através de carnês. Se esse consumidor com a “corda no pescoço” optar por essas facilidades, vai entrar mesmo no “fundo do poço”, sem condições de sair.

Se seguisse as dicas da coluna, elaborando um orçamento doméstico anual, com receita e despesa e seguindo à risca, jamais estaria numa situação como essa. Ninguém pode gastar com empréstimos e prestações de carnês, mais de 30% da renda mensal. Existem as despesas fixas que jamais podem deixar de ser pagas, sob pena de perder o consumo de água e luz, por exemplo. E aquelas essenciais como mensalidade escolar, plano de saúde, aluguel ou prestação da casa própria, também tendo que arcar com juros e correção monetária.

Negociando

Quem se encontra com uma dívida sem condições de pagar, deve procurar o credor e negociar. Seja pessoa jurídica (lojas, bancos, financeiras) ou físicas, um amigo ou até mesmo um agiota. Pode pedir dispensa de juros e multas e quitar tudo. Jamais pensar em nunca pagar.

Evitando

Nunca pense que pode assumir uma prestação de longo prazo, porque os juros são baixos. Um exemplo é o financiamento de R$ 4 mil para pagar em 60 meses. No final o valor emprestado que você já gastou desde o início, se transforma em mais de R$ 8 mil ou seja o dobro do que pediu.

Cartão

Pior ainda são os juros do cartão de crédito para quem amortiza (paga o mínimo ou um pouco mais, nunca o valor total) e esse valor vai triplicando a cada mês. A taxa cobrada é de mais de 15%, para uma inflação inferior a 1% ao mês. Um verdadeiro “suicídio financeiro”. Evite essa tragédia.

Pesquisando

Os preços dos alimentos vêm subindo muito nos últimos meses. Mas a concorrência é acirrada. Pesquise, visitando vários pontos de venda e anotando tudo. Compre somente o estritamente necessário para o seu consumo e da família, reduzindo a quantidade e trocando de marcas. Compre tudo à vista. Não tem sentido comprar alimentos a crédito.

 

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Vivendo com o que ganha

segunda-feira, janeiro 24th, 2011

Mais uma vez alerto o leitor para a dificuldade que todos nós vamos atravessar nesse primeiro ano da “Era do Batom”, totalmente diferente da “Era do Macho”, o verdadeiro nordestino, semi-analfabeto que chegou a presidência da República, lutando contra a ditadura militar, mas beneficiando pobres e ricos. A primeira mulher presidente do Brasil tem outra visão sócio-econômica. É formada em Economia, com mestrado e tudo mais. Trata-se de uma “mulher de ferro”, como foi a primeira ministra da Inglaterra e a atual da Alemanha: “Apertar o cinto”, cortando gastos públicos.

Neoliberal? Nem tanto! Ela quer os setores estratégicos em seu poder e  investir obviamente no capitalismo que continua dominando o mundo. A primeira providência que  tomou,  antes de sua posse, a coluna já ha vinha alertando: aumentar as taxas de juros, para frear a inflação. Reduziu os prazos de financiamentos e fez cortes no Orçamento da União. Nada de conselhos dos seus ministros da área econômica, mas com conhecimento próprio, como ministra da Casa Civil e principalmente como economista. Assim será até 2014!

Evitando

Diante de um cenário sombrio, com aperto de todos os lados, só resta mesmo ao consumidor evitar os juros, que obviamente vão continuar subindo a cada mês. Já são os mais altos do mundo. Procure comprar tudo à vista, antes, fazendo uma intensa pesquisa de preços, jamais comprando na primeira parada, mesmo sendo promoção, pois a concorrência é acirrada e os preços bastante diferenciados de um local para outro.

Orçamento

Estamos chegando ao fim do primeiro mês do ano. Logo que fevereiro chegar, recebe-se o salário de janeiro e com ele, paga-se o IPTU, a mensalidade escolar, aluguel ou prestação da casa própria, plano de saúde, prestações em carnês e outras despesas. Se seguir o orçamento doméstico elaborado em dezembro, vai conseguir cumprir tudo, sem necessidade de tomar dinheiro emprestado enfrentando os juros absurdos.

Mudança

Viver com tranquilidade, sem dívidas que envolvam juros, não é tarefa fácil, mas com disciplina, pode muito bem conseguir essa paz e ainda poupar algum dinheiro a cada mês. É só seguir à risca o  orçamento anual, indo às compras com uma lista e só comprando o que estiver anotado, observar os preços a cada mês e antes de tudo, pesquisar. Mais: Nada de pressa. Aproveite o domingo para ir ao supermercado.

Salário

Dificilmente o trabalhador vai conseguir algum reajuste salarial em 2011. No serviço público federal, a presidente Dilma Rousseff já disse que não tem dinheiro para isso. O mesmo vai ocorrer no Estado e municípios. Existe a Lei de Responsabilidade Fiscal, que já se encontra em seu limite. E na iniciativa privada, nem pensar. Só mesmo o aumento do salário mínimo. Portanto, “aperte o cinto” e economize ao máximo.

Condomínio

Quem mora em apartamento ou conjuntos de casas em condomínio fechado, paga mensalmente a taxa para manutenção da segurança, fornecimento de água e outros beefícios. Com o aumento do salário mínimo, os síndicos sempre reajustam essa taxa. Fique de olho, pedindo o balancente mensal e observe se realmente existe necessidade de aumento.

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Seu orçamento 2011

segunda-feira, novembro 29th, 2010

Estamos no último mês de 2010. É hora de preparar seu orçamento doméstico para 2011, já considerando o novo governo que vai assumir em janeiro. Nada vai mudar economicamente. A política de juros altos é a mesma. A meta é controlar a inflação e apertar o cerco contra os gastos públicos. Nada de reajuste salarial para servidores públicos federais, que claro vai influenciar Estados e municípios a fazer o mesmo. Assim, papel e caneta e seguindo a meta básica econômica: minimizar os custos e maximizar os lucros. Em seu caso, gastar menos e poupar.

Com o dinheiro do décimo terceiro salário, se você tem dívidas que não conseguia pagar, faça isso agora. Aí sim, vá anotando a sua receita líquida. A bruta só serve para a declaração do Imposto de Renda. Seu salário será o mesmo. A despesa fixa, também, que significa vai continuar pagando o mesmo aluguel ou prestação da casa própria, plano de saúde, energia, telefone, condomínio. Mensalidade escolar deve ter algum aumento, mas jamais superior a inflação do ano; IPTU, terá reajuste, mas no mesmo critério. Tudo deve ser anotado e cumprido à risca durante os 12 meses de 2011.

Despesas

Ao longo do ano há várias despesas que extrapolam o orçamento mensal, como matrícula, uniforme e material escolar. Para a angústia de quem tem a renda contada, a maioria das despesas extras se concentra no primeiro mês do ano, logo depois das festas de fim de ano, quando os gastos já ultrapassaram o previsto. Essas despesas são chamadas sazonais ou periódicas, isto é, estão limitadsa determinados períodos. Por isso, ao fazer o orçamento,  vale a pena prever esses gastos e reservar para eles parte do décimo terceiro ou outro dinheiro extra.

As extras

Lembre-se também das despesas extras com o presentes de aniversário ou as datas comemorativas (dia das mães, dos pais, da criança, dos namorados, Natal). E não deixe de fora pequenas continhas, como o lanche, o refrigerante, a cerveja, o vinho, a pizza. Para evitar surpresas desagradáveis, é recomendável fazer uma previsão semanal ou mensal desses gastos e atentar para os limites estabelecidos.

Anotando

Em seu orçamento para 2011, anote no ítem despesas, o previsto e o gasto. Assim, siga os seguintes ítens: aluguel ou prestação da casa própria, supermercado, água, luz, gás, telefone, condomínio (se morar em apartamento ou conjutos fechados), transporte, mensalidade escolar, plano de saúde, carro (manutenção, seguro, prestação), empregada ou faxineira, roupas e calçados, lazer, despesas imprevistas (chaveiro, eletricista, encanador, etc), outras despesas (um crediário, por exemplo). Veja o total das despesas, a receita total e o saldo (receita menos despesa). De chegar ao déficit (gastos maiores do que a renda, sinifica que o dinheiro acaba, mas ainda há contas a pagar. Esse sinal vermelho no orçamento precisa ser resolvido logo para não fugir ao controle.

Priorizando

Em seu orçamento, separe um espaço para a poupança. Seja qualquer valor, mas poupe. Nada mais prazeroso do que ter uma reserva financeira para uma emergência qualquer. Cito caderneta de poupança por ser o investimento mais apropriado para quem é assalariado médio. Os ricos podem diversificar seus investimentos no mercado financeiro, com fundos de renda fixa, CDBs, títulos de capitalização e ainda na Bolsa de Valores. A poupança rende igual a inflação mais juros de 6% ao ano e o mais importante: liquidez imediata (pode ser sacada quando você quiser) e a garantia do Banco Central, de que em caso de falência do banco, a conta é transferida para um oficial.

Controlando

Não é tarefa fácil manter as contas em dia. Mas com bastante controle e consciência de que deve manter o controle e resistir as tentações de consumo, tudo dar certo e pode-se viver com tranquilidade, sem dívidas e ainda reservando algum dinheiro para as necessidades emergencias ou mesmo realizar o sonho de uma viagem, um carro novo, etc. Com inflação controlada, é possível prever os gastos e eviar aquele susto na hora de passar no caixa o supermercado. Os preços estão estáveis. E a concorrência é acirrada. É só pesquisar.

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Pagando em dia

segunda-feira, outubro 4th, 2010

Nada mais economicamente correto do que pagar suas contas em dia, evitando juros e multas que são exorbitantes. É só se organizar e comprar com a data de vencimento ser igual a do recebimento de seu salário e pagar o total da fatura, jamais amortizando, no caso de cartão de crédito. As contas de serviços (água, luz, telefone, condomínio, mensalidade escolar, aluguel e prestação da casa própria, plano de saúde, etc).

Faça um orçamento doméstico no final de cada ano, prevendo inflação, juros, salários e alguma emergência. Tudo anotado (receita e despesa) e só ir seguindo à risca, jamais tomando empréstimo com prestações longas, usar o cartão de crédito parcelado ou o cheque especial. As despesas fixas sendo pagas rigorosamente em dia, você pode economizar naquelas do dia-a-dia. Já é tempo de fazer isso (orçamento de 2011). O Governo já fez,e as empresas também. É a sua vez!

Sua chance

Aproveite o décimo terceiro salário que será pago em dezembro e liquide suas contas para entrar no ano novo no azul. Jamais pense em prolongar o débito e usar esse dinheiro para comprar, torrar tudo. Tenha uma reserva financeira, para alguma emergência ou mesmo um projeto futuro.

Como fazer?

Nada complicado. Só precisa de caneta e papel. Siga a moda antiga, sem computador. Anote a renda da família e as despesas fixas e as do dia-a-dia vá anotando a cada dia, claro. Mas nada deve ser esquecido. Qualquer centavo que gaste, deve ser anotado.

Pesquisando

O comércio lojista já começou a renovar seus estoques para o Natal deste ano. E anuncia promoções para pagamento com prestações “a parder de vista”. Claro que isso tem juros embutidos e você não vai perceber. Se ultrapassar das seis parcelas, terá juros sim, mesmo que o vendedor diga que não.

Fazendo a feira

Semana passada fui a feira-livre comprar histifrutigranjeiros. Levei apenas R$ 10,00 e levei para casa: tomate, pimentão, cenoura, batatinha, beterraba, pimentão, beterraba, chuchu, alface e agrião.Se fosse ao supermercado com ar refrigerado, teria gasto o dobro.

Pechinchando

Na feira-livre você pode pechinchar e conseguir uma boa economia. Além da concorrência acirrada, existe a vantagem de negociar com o dono do negócio. Nos supermercados, não existe vendedor. Só o recebedor!

Sem pressa

Seja no supermercado, mercadinho ou feira livre, nunca vá às compras com pressa. É preciso pesquisar preços, observar marcas de produto e só levar para casa o que realmente tiver certeza de que fez uma boa economia, seja lá quanto for!

Evitando

Insisto na necessidade de você ter uma reserva financeira (uma caderneta de poupança, por exemplo), para qualquer emergência que todos nós temos e não ter que recorrer a bancos, financeiras ou até mesmo agiotas. O rendimento é pequeno, assim como todos num país como o nosso de inflação baixa. Mas é um investimento, claro. E mais: pode ser mexida quando você quiser, já que tem liquidez imediata.

Tudo igual

A política econômica vai continuar a mesma em 2011, com juros altos para segurar a infação. O comércio continuará em constantes promoções, assim como as facilidades que o mercado financeiro dão a quem quer tirar um empréstimo. Evite entrar nessa verdadeira ciranda, pois pode chegar a não ter mais condições de pagar e ficar “com a corda no pescoço” por muito tempo.

Sem escapatória

Não tem realmente escapatória. A economia brasileira, tipicamente capitalista, vai continuar com juros altos, inflação controlada e crédito fácil para aqueles que acham que podem pagar e quando chegam no meio do caminho, começam a atrasar e os juros e multas vão aumentando constantemente. É o fundo do poço.

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Cuidado com as promoções!

segunda-feira, setembro 27th, 2010

José Jair Barbosa Pimentel

Jornalista e escritor

O comércio tem promoções todos os dias. E cada loja faz de tudo para atrair comprador. Chega até mesmo a vender para que a primeira prestação só seja paga no próximo ano. E se o consumidor desavisado comprar, pode ter um brutal prejuízo, porque as taxas de juros cobradas são exorbitantes. Mas isso é salutar, porque dar oportunidade de se pesquisar e só realmente comprar quando tiver certeza de que fez uma boa economia. Que seja uma compra à vista, claro.

Portanto, vá às compras com calma, “batendo perna”, percorrendo as lojas, conversando com os vendedores, pechinchando e só comprando quando encontrar o preço mais acessível ao seu bolso. Crédito parcelado, no cartão com prestações “a perder de vista” e ainda cartão de crédito parcelado, nem pensar. Se não tiver dinheiro em espécie na hora,compre pelo cartão, mas pague o total da fatura na data exata.Assim deve ser. Siga essas dicas.

Só o necessário

Se você está realmente precisando de um eletrodoméstico novo, já que o seu é muito usado, quebrou muito e precisou gastar dinheiro com conserto, vá com calma. As opções são muitas e marcas e preços. É preciso portanto ir pesquisando, principalmente nas lojas que realizam promoções de tal produto. Tente comprar à vista, exigindo um bom desconto. Mas se não tiver o dinheiro na hora, utilize o cartão de crédito em poucas parcelas, verificando se a loja não embutiu os juros no valor total.

Esperando

Até 20 de dezembro, você vai receber o seu décimo terceiro, que pode ser o total ou os 50% restantes. Uma grande chance de economizar, comprando o que quer, à vista. Mas o bom mesmo é separar metade para consumir e a outra colocar na caderneta de poupança, formando um fundo de reserva financeira para alguma emergência ou o projeto de uma viagem de seus sonhos.

Presentes

Quem tem filhos, sobrinhos, afilhados (crianças) o dia deles está chegando. As lojas de brinquedos investem nas promoções com o que existe de mais moderno nesse setor, principalmente os importados da Ásia. Compre numa loja confiável, exigindo a nota fiscal, para caso de troca. Jamais nos vendedores ambulantes. Existe muita mercadoria contrabandeada e que quebra rapidamente, com prejuízo, já que não tem qualquer tipo de garantia.

Disciplina

Marido e mulher que possuem renda mensal,devem sentar, conversar civilizadamente e dividir as despesas, sem brigas. Tudo deve ser anotado como se fosse uma empresa. Receita e despesa, ir às compras com uma lista e só comprar mesmo o que estiver anotado. E mais importante: só quem for mais disciplinado, deve fazer essa tarefa.

A divisão

A mulher que tem renda, deve pagar a empregada doméstica, vestuário da família, plano de saúde e alguma outra despesa fixa. O marido, paga a prestação da casa própria ou aluguel, condomínio, energia, telefone, Internet, mensalidade escolar e as despesas com alimentação e lazer.Pode ser o contrário, dependendo de quem ganhar mais. O importante é também a poupança. Assim, sempre fiz. Mas tudo isso, anotado no papel e cumprindo à risca.

Por tabela

Insisto na organização de uma tabela para o seu orçamento doméstico, com receita e despesa e ir anotando tudo, rigorosamente. É um exercício salutar e que garante o bom entendimento entre a família com renda dupla. Ela deve ser mexida diariamente, já que existem as despesas do dia-a-dia, algumas até imprevistas, como o conserto de algum eletrodoméstico e ainda despesas com encanador, eletricista, etc. Tudo deve ser anotado, até a compra do leite e do pão.

Sem estocar

Não há necessidade de estoque de mercadorias, já que os preços estão estáveis e a concorrência é acirrada. Compras de alimentos e material de limpeza e higiene, devem ser mensais, quinzenais ou até semanais, procurando diversificar, não comprando apenas em um só local. E tudo isso, levando uma lista de compras do que realmente está necessitando para o período estabelecido. Siga à risca essa lista, não comprando algo diferente, mas podendo, claro, trocar de marcas, desde que faça o mesmo efeito.

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Vocé é da classe média?

segunda-feira, setembro 13th, 2010

Na Era Lula, o Brasil é uma Suiça! A última Pesquisa Nacional de Amostra de Domicilios (PNAD) diz que mais da metade da população brasileira é de classe média, ganhando entre R$ 1.200 e R$ 4.500. Será que essa familia ganhando esses poucos mais de 1 mil reais, pagando aluguel ou prestação da casa própria, plano de saúde, mensalidade escolar dos filhos, prestação de carro, combustível, condomínio, energia, telefone, alimentação e outras despesas, pode ser considerada nessa classe social?

Em minha visão sócio-econômica, é pobre. Pode se enquadrar na classe média quem ganha acima do que a pesquisa aponta no final, ou seja R$ 4.500,00. E olhe lá! Quem se encontra na pirâmide social entre ricos e pobres, deve se igualar mais aos ricos: morar bem, comer bem, ter todos os bens e serviços necessários a viver com dignidade e ainda uma reserva financeira. Aí sim, é classe média. Mesmo assim, sacrificada, devendo e procurando economizar ao máximo.

 No tempo do “Milagre”

Na segunda metade da década de 1970, quando estudava Economia na Universidade Federal de Alagoas, aprendi a verdadeira divisão de classe social. Existiam sim as três classes, inflação baixa, salários reajustados uma vez por ano e a economia crescendo. Era exatamente a época em que o próprio presidente da República, Emílio Garrastazu Médice, dizia: A economia vai bem, mas o povo vai mal”. Não tinha aposentadoria para trabalhador rural e muito menos bolsa família. A imensa maioria da população brasileira era miserável.

A inflação explodiu

Com o fim da ditadura militar e o tal “milagre” que nunca ocorreu, a inflação explodiu, com o cruzeiro perdendo seu valor, numa velocidade impressionante, uma verdadeira hiperinflação. Sarney decreta o Plano Cruzado, congelando preços e salários e a classe média adorou. Afinal tinha poupança. Os pobres ficaram mais pobre ainda. O plano fracassou e a inflação começou a subir novamente, exigindo do governo Sarney outro plano: o Bresser, também de congelamento de preços e salários, seguindo-se dos Planos Bresser Verão. Nada resolveu e ele perdeu a eleição para Fernando Collor, que abriu a economia para produtos importados, mas confiscou o mercado financeiro. Uma tragédia anunciada, que culminou com a saída dele da Presidência.

E a classe média?

Foi a mais prejudicada na Era FHC, que continuou com a mesma política econômica, mas com inflação controlada através do Plano Real, que recuperou o poder de compra da população. A nossa moeda chegou a valer mais que o dólar. Mas durou pouco. Logo perdemos valor e a classe média empobreceu mais ainda. Os salários não foram reajustados e ele adotou a mais severa reforma da previdência social, acabando com o que ele sempre chamou de “vagabundo”, os aposentados do INSS, que passaram da classe média para a pobre.

O momento certo

Lula aproveitou o momento certo para continuar com a mesma política neoliberal, agradando os ricos, mas beneficiando os pobres. Ampliou o que FHC através de sua mulher dona Ruth Cardoso fez com o Comunidade Solidária e se tornou o “Rei” dos pobres. Hoje quem tem Bolsa Família já possui até cartão de crédito, com o minguado valor que recebe todo mês. A inflação chegou a menos de um dígito, às custas do juros elevadíssimos e os pobres aproveitaram para consumir e se tornar “classe média” utópica, claro.

“Um paraíso”

Lula agradou a todos. Hoje tem uma popularidade nunca vista, nem nas épocas de Getúlio Vargas e JK. Venceu e é tido como um verdadeiro estadista. Pagou ao FMI, a dívida externa e já empresta dinheiro aos endividados. Mas o que mais empresta mesmo é ao brasileiro, através do crédito consignado, onde até mesmo quem ganha salário mínimo, se encontra com a “corda no pescoço”. Imagina a classe média! Os EUA fizeram isso e provocaram a maior crise mundial dos últimos tempos, com a quebradeira de bancos e empresas, devido ao endividamento.

O que fazer?

Não pense que és da classe média ganhando até R$ 4.500,00 e se exiba, gastando o que não pode. Lembre que tens muitas contas a pagar e que os juros são altíssimos. As tais facilidades que lojas, financeiras e bancos oferecem, são “propagandas enganosas” e vão levar você ao fundo do poço. Discipline-se e gaste menos do que o que ganha. Poupe.

Continue economizando

Mesmo com inflação abaixo de um por cento, continue pesquisando. Os preços são diferenciados de um local para outro e qualquer dinheiro economizado é importante, porque serve para comprar mais ou melhor ainda: poupar. Nunca deixe de ter uma reserva financeira para uma emergência qualquer ou mesmo para uma viagem de seu sonho.

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