Quem sabe organizar o seu orçamento doméstico, sobrevivendo com o que realmente ganha e jamais ultrapassando sua receita, tem agora a oportunidade de obter crédito mais barato e com a marca de bom pagador, um cadastro que antes só existia para o “caloteiro”, impedido de comprar a crédito e tirar empréstimo bancário. Mas a dica da coluna, continua sendo: evitar os juros, que obviamente continuam crescendo cada vez mais
O governo quer incentivar o bom pagador a continuar comprando a crédito e tirando empréstimos a longo prazo, com juros “mais facilitados”. Isso obviamente que é uma “faca de dois gumes”. Facilita-se o crédito, paga-se em dia, mas continua endividado. O economicamente correto mesmo é comprar à vista e ter o desconto de praxe.
O caloteiro
Seu objetivo é conseguir crédito fácil e no carnê (o consignado já vem descontado em folha) e as financeiras abrem esse espaço, sem qualquer consulta a cadastros de bons ou maus pagadores. Compram tudo que querem e não pagam mais. Geralmente mudam de endereço, não pagando nem mesmo o aluguel ao propriatário da casa ou apartamento onde vivem.
Os pequenos
Quem ganha um salário mÃnimo ou até mesmo a Bolsa FamÃia, jamais poderia ter direito a cartão de crédito e conta bancária. Mas têm e se constituem em presa fácil para o comércio, administradoras de cartão de crédito e financeiras. As prestações são em valores baixos, que acham que podem pagar,sem medir as consequência do que vem pela frente e termnam não conseguindo pagar.
Os juros
Para quem tem cheque especial e cartão de crédito e não paga o valor do dinheiro conseguindo no mês seguinte, os juros ultrapassam os 15% ao mês. Esses não são considerados “bons pagadores”. E entram numa “ciranda” que nunca conseguem sair, se não tiver um dinheiro extra para quitar tudo. Resultado: perdem o cheque especial e o próprio cartão de crédito.
Pesquisando
Insisto na necessidade de se viver de acordo com o que ganha e ainda sobrar dinheiro para manter uma reserva finananceira. Para isso é preciso que se faça um orçamento doméstico, anote tudo que entra e sai de seu salário, mude hábitos de consumo, pesquisando preços e só comprando mesmo o que for estritamente necessário e à vista.




