Posts para a tag ‘Despesas fixas’

Devo, não nego, pago…

terça-feira, fevereiro 8th, 2011

 É aquele velho adágio popular: “Devo, não nego, pago quando puder”. Agora é mais atual do que nunca! As facilidades de crédito são muitas. O SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) tão temido pelo consumidor, hoje não representa mais nada. As financeiras emprestam dinheiro aleatoriamente, sem consultar esse serviço.´”É só querer dinheiro para pagar em até cinco anos, que elas emprestam”, cobrando juros estratosféricos.

Quem passa pelas ruas do Centro de Maceió se depara sempre com panfleteiros que entregam a propaganda do “dinheiro fácil”, inclusive cartões de crédito, feitos na hora. Essas lojas de crédito, ofercem juros baixos, dinheiro na hora e pagamento “a perder de vista”. Quando termina, tem pago o triplo do valor emprestado, um prejuízo incalculável, já que vivemos numa inflação anual de pouco mais de 5%.

 Sem tentação

Jamais caia na tentação do tal “dinheiro fácil”, nem de financeira e muito menos de agiotas. Procure viver com o que ganha e ainda ter condições de separar algum dinheiro para uma reserva, através da própria caderneta de poupança, que rende o mesmo percentual da inflação e mais juros de 6% ao ano e você pode mexer no dinheiro (sacar) quando quiser, além da garantia de que não paga Imposto de renda e a garantia de que se o banco falir, o governo se responsabiliza pela conta.

 Planejando tudo

Já estamos no segundo mês do ano e, claro tens que seguir o orçamento anual elaborado em dezembro do ano passado. No final desse mês, deve pagar o IPTU e as despesas fixas, além é claro que as do dia-a-dia. Nada de extrapolar o orçamento. Lembre-se que tudo pode ir para o “fundo do poço” se você gastar mais do que o que ganha. Siga as tabelas de receita e despesa e quando for ao supermercado, leve a lista de compras, só compando o que estiver anotado.Nada de comprar por impulso.

 Sempre pesquisando

Retorno a lembrar a importância da pesquisa de preços, conversando com o vendedor, pechinchando e somente comprando quando tiver certeza de que fez uma boa economia. Seja lá de quanto foi! Vivemos numa economia capitalista, com concorrência acirrada e promoções, além de prazos “a perder de vista”. Mas comprar bens duráveis, por exemplo, precisa pesquisar. A diferença de preços de uma loja para outra, é acentuada. Os juros, por menores que sejam, são sempre o triplo da inflação mensal que não chegam a um dígito (1%). Todo cuidado é pouco!

 Trocando de marcas

Uma boa dica para economizar, é trocar de marcas. Muitas vezes costuma-se usar uma por muitos anos e de repente encontra uma similar na prateleira do supermercado que faz o mesmo efeito e custa menos. É não contar conversa: coloca no carrinho e se satisfaz porque fez uma boa economia. Um ítem de consumo que possui muitas marcas e preços diferenciados é material de limpeza, essencial para o dia-a-dia da familia.

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Quanto sobra para o dia-a-dia

segunda-feira, julho 5th, 2010

Pega-se o total da receita do mês e subtrai-se o total das despesas fixas, mais a poupança. O resultado é o que sobra para o dia-a-dia – aquelas despesas nas quais é possível cortar. São as mais flexíveis da família, as que, numa hora de aperto, podem ser comprimidas. Com essa tabela, mais uma vez, pode-se ter uma idéia, em médio prazo, do que realmente temos para gastar. “O quanto sobra pra o dia-a-dia é, no fundo, o que sobra mesmo para a família torrar. Portanto, quanto mais nítido e visível for esse valor, melhor para orientar os gastos.

Essas são realmente as despesas que se fazem todos os dias. Muitas vezes são despesas imprevisíveis e claro que os preços não são congelados como foram nas décadas de 1980/90, com os planos econômicos do governo. Por isso é indispensável botar no papel. Para se organizar e poder cortar. Todas as despesas dessa tabela podem ser revistas para cima ou para baixo, dependendo da decisão da família.

Os resultados

Se ficar faltando dinheiro e não acontecer nada aparentemente, alguma coisa está errada: ou a família passou a depender mais do cartão de crédito, ou aumentaram os papagaios (empréstimos) do chefe da família. Ou seja, a família passou a viver acima de suas posses. Outra dica: Na hora de cortar, não comece cortando pela poupança. Comece pelas despesas do dia-a-dia. E na hora em que a receita aumentar, não comece gastando mais no dia-a-dia. Poupe mais.

Anotando tudo

Anote na tabela todo dinheiro que sai de seu bolso no dia-a-dia com a compra de pão, leite e até mesmo uma caixa de fósforos. É importante que siga à risca sem esquecer-se de nada. No final do mês, você vai saber quanto gastou e fazer uma análise criteriosa do que pode cortar no mês seguinte.

Impulso

Evite as compras por impulso, principalmente se for usar o cartão de crédito. Lembre-se que os juros desse tipo de “facilidade” são os maiores do mundo e, pode levar você ao “fundo do poço” se for pagando apenas o mínimo da fatura. Na ida as compras, leve uma lista e não fuja dela.

No prazo certo

Pague em dia suas contas, por mais barato que você ache o valor que paga depois, interfere diretamente em seu orçamento. Os juros e multas são elevadíssimos, de acordo com o valor da fatura, claro, mas qualquer dinheiro economizado em seu orçamento é vantajoso e sempre deixará você com controle em sua receita e despesa.

Dinheiro esperado

Servidores públicos federais receberam com o salário de junho, a primeira parcela do décimo terceiro salário, um dinheiro muito esperado para pagar dívida acumulada, gastar no que é estritamente necessário e mais importante ainda: poupar. Quem é aposentado pelo INSS, esse dinheiro será pago juntamente com o salário de agosto, no início de setembro.

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A receita da família

segunda-feira, junho 28th, 2010

Monte uma tabela pensando a médio prazo. Ninguém consegue se organizar só no mês a mês. Tenha uma idéia de quanto você estará ganhando daqui a seis meses. Isso será importante para saber quanto poderá investir – para gastar mais no futuro. Vá treinando a estimar a inflação dos próximos meses. Isso é um exercício indispensável aos empresários e executivos da área financeira. Aprenda com eles: ao estimar a inflação, você também estará treinando para aumentar a receita, é claro, o objetivo seja sempre aumentar a receita acima da inflação, com salário e poupança.

O objetivo da tabela é deixar claro qual a verdadeira receita da família Por isso, descontar sempre o imposto de renda na fonte. Nâo adianta trabalhar com receita bruta – ela só interessa mesmo a Receita Federal. Há 16 anos (quando do início do Plano Real) o governo vem controlando a inflação, através de uma agressiva política de juros altos (os maiores do mundo), o que facilita mais o consumidor a se organizar, sabendo que os preços não aumentam tanto quanto anterior ao Real. Projete a inflação como achar melhor: o aumento das despesas fixas e do dia-a-dia, a cada mês são um bom palpite para a inflação do mês seguinte.

Competição

Não tenha receio de deixar bem claro quanto você está levando para casa e quanto seu cônjugue leva. Essa é uma competição saudável. Quanto maior a soma, melhor para os dois e para a família.

Investimento

Reserve sempre espaço para assinalar quanto você está recebendo com seus investimento. Ajuda a controlar a receita obtida deles. Na pior das hipóteses, chama a atenção para o que você não está conseguindo obter, porque não investiu.

Despesas fixas

É a tabela das despesas que não podem ser cortadas. A rigor, são despesas que já deveriam ter sido subtraídas do total da receita da família É quase impossível reduzi-las. Um dos objetivos dessa tabela é exatamente esse: deixar claro o que não pode ser cortado; o que é uma despesa que, faça chuva ou faça sol, terá que ser feita.

Prestações

Toda vez que você for marcar o total das prestações que está pagando, não se esqueça de verificar a taxa de juros embutida na prestação. Talvez você encontre um bom motivo para, na próxima vez, poupar, esperar um pouco e comprar à vista.

De olho

Fique de olho nas despesas do condomínio. Os síndicos são escolhidos, em geral, por exclusão, e não porque sejam bons administradores. Participe das reuniões e exija o balancete mensal de receita e despesa. Se você é inquilino, deve pagar apenas a taxa fixa do mês, jamais as despesas extras, os chamados rateios, elas são de responsabilidade do proprietário, já que servem para beneficiar o imóvel.

Poupança

A tabela deixa um espaço para a poupança. É claro que fazer poupança não é uma despesa fixa, obrigatória – mas deveria ser. Ela é incluída exatamente para ajudar você a tratá-la como se fosse obrigatória Qualquer valor, não importa. Desde que, todo mês na data certa, alguma quantia seja colocada de lado para esse objetivo, seja poupança, fundo de renda fixa ou título de capitalização.

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