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O precatório dos mortos

segunda-feira, julho 18th, 2011

Minha sogra, professora pública aposentada do governo do Estado, foi uma das primeiras a entrar com pedido de pagamento de seus precatórios no início da década de 1990. Tinha a esperança de receber esse dinheiro e comprar sua casa própria. Morreu antes de conseguir realizar esse sonho. A única herdeira (sua filha) continuou na luta, sempre procurando o advogado que recebeu o dinheiro das custas e ficou com o processo. A cada ano, ela se dirige ao escritório e se informa do valor que tem direito. É irrisório, considerando a dinheirama recebida por verdadeiros marajás.

A Lei determina que o pagamento desses precatórios, já autorizados pela Justiça, seja prioritário para aposentados, doentes terminais e mortos (seus herdeiros). Mas são exatamente os que têm direito a mais de R$ 1 milhão os beneficiados. Valores abaixo de R$ 50 mil, nem pensar. Só recebe mesmo quem tem algum “padrinho político”. Mas ninguém deve perder a esperança. Um dia vai receber!

 

O que fazer?

Com um dinheiro extra recebido, seja precatório, indenização, herança, loteria, o primeiro passo é deixa-lo  no mercado financeiro e esperar a oportunidade para investir em imóveis. Se tiver com dívidas, quite tudo.

Juros

Os juros do cheque especial, ultrapassam os 180% ao ano. Um verdadeiro absurdo, que o portador dessa modalidade de crédito continua usando exatamente para enriquecer mais os banqueiros, enquanto ele vai para o fundo do poço. As facilidades que os bancos oferecem são bem maiores do que até mesmo o empréstimo do crédito direto e os consignados. É só preencher o cheque, assinar e o dinheiro chega na hora. Evite isso.

Seu orçamento

Desde o início do ano, venho orientando o leitor para cumprir um orçamento doméstico, com receita e despesa, anotando tudo que entra e sai e sem jamais comprar por impulso, recorrer a cheque especial, cartão de crédito com pagamento mínimo e pior ainda: agiota. Mas a cada mês, as estatísticas apontam o aumento da inadimplência, exatamente porque se comprou acima do que se podia pagar. E o resultado é o “nome sujo” na praça.

Negociando

A palavra de ordem é: Negociar com o credor. Jamais deixar as cobranças chegando pelos Correios e telefone e simplesmente não considerar, esperando que chegue o tempo da prescrição da dívida. Isso não existe. O nome vai continuar “com restrição”, exatamente porque não pagou o que devia.

 

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“Tragédia financeira”

segunda-feira, julho 4th, 2011

Aumenta a cada mês o endividamento da população brasileira, enquanto o País não pára de crescer economicamente, exportando muito e sendo o sétimo maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo. O crédito fácil que perdurou durante a Era Lula, ficou um pouco apertado agora na Era Dilma, mas continua livre, inclusive para quem tem o nome incluído na “lista negra” do SPC. É a chamada “tragédia financeira” onde se entra no fundo do poço e não tem condições de sair.

São assalariados que já ultrapassaram a própria renda com dívidas astronômicas impagáveis, que resultaram do acúmulo de empréstims consignados (descontos em folha), carnês de lojas, cartão de crédito, cheque especial e agiotas. Compraram por impulso e chegaram ao ponto de não conseguir mais pagar. Os credores até que negociam, chegando a dispensar juros, mas a dívida tem que ser paga. O crédito só é recuperado quando o débito é quitado. É aí que entra o agiota, emprestando dinheiro até por 15% ao mês.

Orientando

Quem lê a coluna (impressa ou on line), páginas de economia, noticiário na TV ou rádio, recebe sempre orientação de como sobreviver com tranquilidade, sem dívidas impagáveis, apenas procurando consumir menos, evitar os juros absurdos e poupar. As facilidades do crédito são muitas. Até quem não tem renda, consegue facilmente um cartão de crédito, alegando que é profissional autônomo,sem comprovante de renda.

Pesquisando

Procure sempre ir às compras com uma lista e só comprar mesmo o que estiver anotado, pesquisando muito, observando marcas de produtos e qualidade, mas sempre de olho no preço. Qualquer dinheiro economizado, é um bom negócio e ajuda você a controlar seu orçamento.

Aluguel

Os reajustes anuais de aluguel de imóveis é sempre o dobro da inflação do período, e consequente do seu aumento de salário. Para conseguir um financiamento e adquirir a casa própria, o interessado deve ter seu nome “limpo” na praça e a prestação a ser paga a “perder de vista” também aumenta a cada ano. É um dos ítens que vem puxando a inflação para cima nos últimos meses.

Condomínio

É outra conta que aumenta anualmente e sempre superior a inflação. Em alguns casos o valor chega próximo ao próprio aluguel ou prestação do financiamento do imóvel. Fique de olho, observando a legalidade desses aumentos e das despesas extras, participando das reuniões e exigindo o balancete mensal.

 

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O bom pagador

terça-feira, junho 21st, 2011

Quem sabe organizar o seu orçamento doméstico, sobrevivendo com o que realmente ganha e jamais ultrapassando sua receita, tem agora a oportunidade de obter crédito mais barato e com a marca de bom pagador, um cadastro que antes só existia para o “caloteiro”, impedido de comprar a crédito e tirar empréstimo bancário. Mas a dica da coluna, continua sendo: evitar os juros, que obviamente continuam crescendo cada vez mais

O governo quer incentivar o bom pagador a continuar comprando a crédito e tirando empréstimos a longo prazo, com juros “mais facilitados”. Isso obviamente que é uma “faca de dois gumes”. Facilita-se o crédito, paga-se em dia, mas continua endividado. O economicamente correto mesmo é comprar à vista e ter o desconto de praxe.

O caloteiro

Seu objetivo é conseguir crédito fácil e no carnê (o consignado já vem descontado em folha) e as financeiras abrem esse espaço, sem qualquer consulta a cadastros de bons ou maus pagadores. Compram tudo que querem e não pagam mais. Geralmente mudam de endereço, não pagando nem mesmo  o aluguel ao propriatário da casa ou apartamento onde vivem.

Os pequenos

Quem ganha um salário mínimo ou até mesmo a Bolsa Famíia, jamais poderia ter direito a cartão de crédito e conta bancária. Mas têm e se constituem em presa fácil para o comércio, administradoras de cartão de crédito e financeiras. As prestações são em valores baixos, que acham que podem pagar,sem medir as consequência do que vem pela frente e termnam não conseguindo pagar.

Os juros

Para quem tem cheque especial e cartão de crédito e não paga o valor do dinheiro conseguindo no mês seguinte, os juros ultrapassam os 15% ao mês. Esses não são considerados “bons pagadores”. E entram numa “ciranda” que nunca conseguem sair, se não tiver um dinheiro extra para quitar tudo. Resultado: perdem o cheque especial e o próprio cartão de crédito.

Pesquisando

Insisto na necessidade de se viver de acordo com o que ganha e ainda sobrar dinheiro para manter uma reserva finananceira. Para isso é preciso que se faça um orçamento doméstico, anote tudo que entra e sai de seu salário, mude hábitos de consumo, pesquisando preços e só comprando mesmo o que for estritamente necessário e à vista.

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Fuja dos juros!

segunda-feira, abril 25th, 2011

Mais uma vez o governo aumentou a taxa de juros no mercado financeiro, tentando controlar a inflação, que teima em crescer com o aumento constante dos preços. Não tem escapatória para o consumidor: Fuja dos juros e só compre à vista, antes pesquisando, pechinchando e só comprando mesmo quando tiver certeza de que fez uma boa economia. A taxa anual da Selic (juros entre bancos) é de 12%. Mas a que é cobrada para quem usa cartão de crédito ou cheque especial, ultrapassa os 15% ao mês.
Para sobreviver a essa nova fase de aperto da economia brasileira, é preciso fazer o que o governo da presidente Dilma Rousseff vem fazendo: cortar gastos, começando com a redução no uso da energia,água, gás, combustível, telefone e alimentação, além do lazer. Só consumir mesmo o estritamente necessário. A pesquisa de preços é importante em qualquer momento, já que eles oscilam muito eum um ponto de vendas para outro e, qualquer dinheiro economizado, é importante para seu orçamento doméstico.
Seguindo à riscaÉ isso mesmo: siga à risca o seu orçamento elaborado no início do ano. Receita sempre superior a Despesa. É maximizar o lucro e minimizar o custo. É a regra básica da economia capialista. Deixe sempre algum dinheiro para a poupança, no mínino 10% de sua renda e nunca mexa nela, só no caso de uma emergência.
EvitandoEm tempo de “vacas magras” evite até mesmo empregada doméstica, faxineira, consertos simples de algo que quebrou em casa,etc. Os prestadores de serviços inflacionam qualquer orçamento doméstico. Faça você tudo que esses profissionais fazem e cobram caro. Se seu liquidificador pifou, é melhor comprar um novo, pois o preço do conserto é quase o mesmo da loja.
Economizando no calorNada mais economicamente correto do que comprar hirtifrutigranjeiros numa feira livre, enfrentando o calor sufocante, a gritaria dos vendededores e até mesmo os “batedores de carteira”. Mas com paciência, atenção dobrada e tempo suficiente para pesquisar e pechinchar, economiza-se muito mais do que indo aos supermercados com ar condicionado. Um quilo de tomate, pode ser comprado por até R$ 1, enquanto no lado rico, custa mais que o dobro.
Compras sem pressaNunca vá às compras com pressa, em dia de trabalho e quando receber o salário. Precisas pesquisar preços, visitando todas as lojas e no supermercado, as prateleiras, checango preços, prazo de validade e marcas. Se encontrar um produto de outra marca do que você sempre consumiu e que tenha um preço inferior, não conte conversa: coloque no carrinho.

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Acertando as contas

terça-feira, março 22nd, 2011

Terminado o primeiro trimestre de 2011, os consumidores que extrapolaram nos gastos no final de 2010 já se encontram no cadastro negativo, proibidos de comprar a crédito, abrir conta bancária  e comprar a casa própria. Mas as financeiras não se preocupam com isso. Oferecem dinheiro para pagamento a longo prazo, seja no crédito consignado (desconto em folha) ou mesmo através de carnês. Se esse consumidor com a “corda no pescoço” optar por essas facilidades, vai entrar mesmo no “fundo do poço”, sem condições de sair.

Se seguisse as dicas da coluna, elaborando um orçamento doméstico anual, com receita e despesa e seguindo à risca, jamais estaria numa situação como essa. Ninguém pode gastar com empréstimos e prestações de carnês, mais de 30% da renda mensal. Existem as despesas fixas que jamais podem deixar de ser pagas, sob pena de perder o consumo de água e luz, por exemplo. E aquelas essenciais como mensalidade escolar, plano de saúde, aluguel ou prestação da casa própria, também tendo que arcar com juros e correção monetária.

Negociando

Quem se encontra com uma dívida sem condições de pagar, deve procurar o credor e negociar. Seja pessoa jurídica (lojas, bancos, financeiras) ou físicas, um amigo ou até mesmo um agiota. Pode pedir dispensa de juros e multas e quitar tudo. Jamais pensar em nunca pagar.

Evitando

Nunca pense que pode assumir uma prestação de longo prazo, porque os juros são baixos. Um exemplo é o financiamento de R$ 4 mil para pagar em 60 meses. No final o valor emprestado que você já gastou desde o início, se transforma em mais de R$ 8 mil ou seja o dobro do que pediu.

Cartão

Pior ainda são os juros do cartão de crédito para quem amortiza (paga o mínimo ou um pouco mais, nunca o valor total) e esse valor vai triplicando a cada mês. A taxa cobrada é de mais de 15%, para uma inflação inferior a 1% ao mês. Um verdadeiro “suicídio financeiro”. Evite essa tragédia.

Pesquisando

Os preços dos alimentos vêm subindo muito nos últimos meses. Mas a concorrência é acirrada. Pesquise, visitando vários pontos de venda e anotando tudo. Compre somente o estritamente necessário para o seu consumo e da família, reduzindo a quantidade e trocando de marcas. Compre tudo à vista. Não tem sentido comprar alimentos a crédito.

 

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Controlando seus impulsos

segunda-feira, janeiro 31st, 2011

Muitas pessoas são acometidas pelo impulso incontrolável de comprar. Adquirem vários produtos, geralmente inúteis, independentemente de terem ou não dinheiro suficiente para esses gastos. A compulsão ao consumo muitas vezes, afeta o equilíbrio  financeiro não apenas da própria pessoa, mas também daqueles com quem convive. Nesses casos, pode-se tratar de um probema que requeira a ajuda de um psicoterapeuta – pois quem tem esse sintoma e não consegue dominá-lo, dificlmente conseguirá mudar de hábito sozinho.

Quando alguem age dominado por este tipo de impulso, comprar  não é sinônimo de prestígio e demonstração de poder. É uma maneira de afastar de si sensações e sentimentos ruins, que nem sabe definir muito bem. Entretanto, o alívio obtido fazendo compras é para proporcionar sensações momentâneas de prazer – e o ato de comprar, normalmente, tem mais valor do que o objeto adquirido.

Quem são?

Em geral, a pessoa que compra compulsivamente: costuma estourar o limite do cheque especial e do cartão de crédito em compras superfluas, mesmo quando já tem outras dívidas; corre para comprar alguma coisa quando se sente desanimada ou cansada, justificando-se sempre com um “Eu mereço” ou “Desde a semana passada não olho para uma vitrine”.

E mais…

Compra vários presentes, sem nem saber a quem vai dar;  adquire mercadorias só porque estão em liquidação, mas não precisa ou nem mesmo usa parecido com o que comprou; compra no cartão de crédito e cheque pré-datado aquilo que não tem coragem de comprar em dinheiro; costuma mentir para os outros (principalmente para o cônjuge) sobre o valor real dos gastos.

O que fazer?

Se você se identifica com várias dessas situações, está na hora de rever suas necessidades e valores para não se tornar dependendo do ato de comprar – a compulsão é como droga. Mas se já reconhece na maioria das situações, provavelmente precisará de ajuda profissional para cuidar desse problema.

Resistindo

Desde que tenha absoluta certeza de que o melhor é resistir aos impulsos e controlar gastos para evitar toda a ordem de aborrecimento e arrependimentos, algumas medidas podem  contribuir, como: evitar passear em shopping ou locais de grande concentração de lojas, ficando longe, inclusive dos sites de compras ela Internet; pense de forma objetiva, na utilidade de todos os presentes que dar. provavelmente eles não fazem muita diferença as pessoas que os recebem, mas no fim do mês inevitavelmente pesarão no seu bolso.

Resistindo 2

Reduza o número de cartões de crédito. Certamente um cartão é mais do que suficiente para a possibilidade de gasto de qualquer pessoa. Se conseguir, quebre-os e cancele-os junto à administradora (do contrário continuará pagando anuidade). Se for dificl tomar uma decisão tão drástica, tente deixar os cartões fora de seu alcance ao menos por 30 dias.

Resistindo 3

Ao sair para as compras (as essenciais), faça uma lista e se atenha ao que realmente precisa (avalie cada ítem para não criar falsas necessidades). Assim você se defende dos estímulos permanentes em supermercados,lojas ou qualquer outro estabelecimento comercial.

Resistindo 4

Na hora da compra, solicite a companhhia de alguem que seja controlado (aquele amigo ou amiga que você considera que seja sovina). Com cerrteza, ele (ou ela) poderá ajudá-lo (a) a avaliar a real necessidade daquilo que você se sentir tentando (a) a comprar.

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