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Onde aplicar seu dinheiro?


24/05/2010 - 11:34 -

A dica da coluna é para o leitor que dispõe de algum dinheiro extra recebido como herança, precatório ou ainda ganhou na loteria. Obviamente, que pouco dinheiro que sobra do salário, o mais correto é investir na caderneta de poupança, que apesar de render pouco, sempre é acima da inflação.E o mais importante, não corre risco algum, pois tem a garantia de no caso o banco falir, o dinheiro vai para um banco oficial, enquanto os demais investimentos do mercado financeiro são perdidos. Rendeu de abril de 2009 até agora (maio): 6,56%, acima de inflação. E com a garantia de segurança, liquidez imediata, ou seja, pode sacar a qualquer momento, enquanto os demais têm prazo determinado.

Nesse mesmo período, o fundo de renda fixa (com prazo e valor determinados), teve um rendimento de 8,10% e o fundo de ações (Bovespa) foi muito mais além: 26,94%. Mas lembre-se que esse tipo de investimento (ações) é de alto risco, onde não há garantia de ganhos como a poupança e o fundo de renda fixa. Só que o retorno paga o risco. Veja esse exemplo:

- Quem tinha R$ 10 mil em abril de 2009 na caderneta da poupança, recebeu agora em maio R$ 10.560,00. Se o dinheiro se encontrava no fundo de renda fixa, o valor chegou aos R$ 10.810,00 e se aplicou em ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), abocanhou R$ 12.694,00. A dica é (para quem dispõe de muito dinheiro): 70% na renda fixa e 30% em ações. Mas se você se transformasse num agiota e emprestasse esse valor a 10% ao mês, teria no mesmo período: R$ 22 mil (o valor fixo e mais os juros). Irresistível. Mas se o credor morresse ou fosse embora daqui? Você ficaria no “fundo do poço” porque a justiça considera a agiotagem uma atividade ilícita, criminosa…

  Seu orçamento

 Nada mais economicamente correto do que ter seu orçamento rigorosamente seguido mês a mês, com receita, despesa e sobra para investir, fazendo sua poupança para uma emergência qualquer. Mas é depositar todo mês e nunca mexer, só quando tiver realmente necessidade.

 Juros

 A inflação vem  subindo desde o início do ano e, claro o governo quer frear, aumentando as taxas de juros. Mas os lojistas continuam ofertando prestações “a perder de vista” e o consumidores compram e no meio do caminho, param de pagar. Vão para o SPC e nunca mais poderão comprar a crédito.

 Cartão

 Volto a alertar sobre a compra através de cartão de crédito, que é considerada à vista, claro se o portador pagar o valor total no dia do vencimento da fatura. Mesmo assim, alguns lojistas estão praticando propaganda enganosa, alegando que a mercadoria é vendida a prestação, mas pelo preço de à vista. O consumidor inocentemente, acredita, não sabendo que os juros estão embutidos no preço. Todo cuidado é pouco!

 Pesquisando

 Nunca compre na primeira parada, mesmo sendo promoção. O comércio tem promoção todos os dias e com diferenças de preços de uma loja para outra.Vá “batendo perna”, conversando com os vendedores, pechinchando e, o mais economicamente correto: comprar à vista, com desconto especial.

  Presentes

 Aproxima-se mais uma data que o comércio fatura bem: o Dia dos Namorados, em 12 de junho. E as lojas estão oferecendo muitas “vantagens” com prestações “a perder de vista”. Cuidado! Procure comprar o chamado “presentinho” a preço que cabe bem em seu orçamento e, claro, à vista.

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Cartão de crédito: “Uma faca de dois gumes”


17/05/2010 - 10:06 -

Possuir um cartão de crédito para quem tem disciplina, pagando no prazo certo e o valor total da fatura, é economicamente correto. Mas desde que tenha absoluta certeza de que o vendedor não cobrou juros sobre o valor da compra, já que esse tipo de venda tem de ser considerada à vista. Tem vendedor que embute juros e isso é contra o Código de Defesa do Consumidor.  Quando constatar tal fato, denuncie ao Procon.

Pior ainda é se amortizar o valor da fatura, ou seja pagar o mínimo ou um pouco mais. Aí então, pode se preparar para nunca mais sair do “fundo do poço”, porque vai pagando mo mínimo e comprando mais e os juros chegam aos 13% ao mês, um percentual equivalente ao triplo da inflação anual. Um verdadeiro “suicídio financeiro”. O mais economicamente correto é comprar à vista e ter um desconto especial. Antes, é claro, pesquisando muito. A diferença de preços numa economia competitiva como a nossa é muito acirrada.

 Juros

As taxas de juros no Brasil são as mais altas do mundo. É a maneira do governo controlar a inflação. Mas os consumidores continuam comprando e, claro enriquecendo os banqueiros e os próprios lojistas.Quando o governo anuncia que a tal taxa Selic subiu ou caiu, não significa que vai influenciar logo no bolso do consumidor. Essa taxa é de menos de 10% ao ano, porque funciona entre bancos. A que o consumidor paga é esse mesmo percentual ou mais, ao mês.

 Repassando

 Os bancos já começaram a repassar o aumento da taxa Selic (aquela entre bancos) para o crédito direto ao consumidor e o cheque especial. O primeiro dele, foi exatamente um dos oficiais: a Caixa Econômica Federal (CEF). Todo cuidado é pouco. Só utilize esses dois sistemas de crédito, em caso de extrema necessidade.

Cautela

Observe que o comércio vem investindo na Copa do Mundo, principalmente o setor que comercializa eletroeletrônico. A TV LCD é a grande “vedete” dessa fase. E as lojas apostam em desovar o estoque que possui, anunciando prestações “a perder de vista” e somente com a primeira depois da Copa. Lembre-se que tudo isso tem juros embutidos.

 Sem pressa

Não vá às compras com pressa, principalmente se for com o objetivo de comprar um eletroeletrônico, ramo do comércio que se encontra sempre em promoção, mas com preços bastante diferenciados entre uma loja e outra Vá “batendo perna”, visitando cada um e conversando com os vendedores, pechinchando e pedindo descontos. Só feche negócio, quando tiver certeza de que fez uma boa economia. E à vista, claro!

  Supermercado

O setor de alimentos, vem se constituindo num dos vilões da inflação que há dois meses vem aumentando. Pesquise muito, inclusive em vários pontos de vendas. As  vezes o mercadinho da esquina vende mais barato. Não conte conversa: compre, observando, claro a qualidade e prazo de validade. Não se preocupe com marcas. Troque, se faz o mesmo efeito!

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Para quem ainda está na ativa!


11/05/2010 - 10:48 -

A dica da coluna é para quem trabalha na iniciativa privada e vai se aposentar pelo INSS. Obviamente aqueles que ganham mais de um salário mínimo, que desde o final da década de 1990 vem perdendo seu poder de compra com a tal reforma da Previdência, que instituiu o fator previdenciário e massacra a todos aqueles que viveram trabalhando, cumprindo seu dever. Procurem pagar um plano de previdência privada para complementar a sua aposentadoria quando completar a idade e o tempo de serviço exigidos. É como se fosse uma poupança, que vai garantir uma velhice tranquila.

 O ideal é começar aos 35 anos de idade e terminar aos 55 anos, com vinte anos de contribuição ao plano. Nessa idade pode aposentar-se pelo INSS também, se tiver 35 anos de serviços com carteira assinada, ou seja, ter começado a trabalhar aos 20 anos. A cada mês paga-se ao plano algo em torno de R$ 300,00 e esse valor vai subindo de acordo com a remuneração da caderneta de poupança. É também como se fosse um título de capitalização. No prazo que você estabeleceu para terminar (a idade), começa a receber tudo até a morte, que pode só chegar aos 85 anos, por exemplo, já que a média de vida do brasileiro vem aumentando a cada ano.

 Pesquisando

 Para aderir a um plano de previdência privada, deve-se pesquisar muitos nos bancos que oferecem essa modalidade. Claro que pode ser banco oficial (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) e os privados, comprovadamente com credibilidade no mercado. Só faça isso em bancos grandes, nada de financeiras. Converse com o gerente e veja qual o melhor plano que você pode pagar e ter a certeza de que no final, vai receber tudo de volta. 

Poder de compra

 Para os aposentados do INSS que ganham acima de um salário mínimo, desde que foi implantada a Reforma da Previdência, o poder de compra vem diminuindo a cada ano quando o governo dar o reajuste sempre a metade do que é estabelecido para um salário mínimo. Muitos já estão se aproximando desse valor. Se participar da previdência privada, não passa por esse sacrifício.

 Maior despesa

 O aposentado gasta muito mais do que o seu colega da ativa, porque precisa comprar remédios, alimentos mais caros e claro, também precisa de lazer. Mais é exatamente o que menos ganha. Quando tenta um percentual a mais, o Parlamento aprova, mas o Executivo, veta, alegando que o déficit da previdência é altíssimo. Mas e o do Executivo, Legislativa e Judiciário, onde se concentram os verdadeiros marajás?

 Inflação

 É sempre assim: final de governo a inflação sobe e os juros aumentam, para tentar freá-la. Só resta mesmo ao consumidor, pesquisar preços, já que a concorrência é acirrada, com muitas opções de compras em todos os setores do comércio. Nunca se deve comprar na primeira parada, mesmo sendo promoção. Ela existe em todas. O que o lojista quer mesmo é vender, reduzir seus estoques e tem um bom lucro. Todo cuidado é pouco!

 Nova data

Passada a euforia das vendas do Dia das Mães, vem aí outra data importante no calendário do comércio: Dia dos Namorados, em 12 de junho. As lojas já estão investindo nas promoções, tentando atrair os consumidores. Presenteei, mas com cautela. Preferencialmente os chamados “presentinhos”, pequena lembrança, com valor que caiba bem no seu orçamento. E vá com tempo suficiente para pesquisar preços, conversar com o vendedor e só comprar à vista, claro.

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