Posts para a tag ‘Dilma’

Algema neles!

sábado, agosto 20th, 2011

Já houve essa repulsa às algemas quando alguns larápios do andar de cima vinham sendo algemados e não eram cobertos pelo casaco de algum policial que os prendia. Expediu-se até uma norma instrutiva com definição de quem e como deveriam ser utilizadas.
Agora, a presidenta Dilma Rousseff encabeçou novamente o alto escalão que se insurge sempre contra policiais que algemam seus escolhidos diretos, ao serem presos por roubarem o dinheiro de todos os brasileiros. Não resta dúvida de que os corruptos convictos obtiveram uma vitória retumbante com o apoio da presidente. Somente ela vai perder com esse apoio, já que a presidenta e seu ministro da Justiça demonstraram estar do lado errado; do lado errado. Essa reprovação às ações da Polícia Federal só vêm quando envolve gente de cima. Ninguém nunca se manifestou contra enquanto apenas os pobres eram expostos, inclusive com uma levantadinha no queijo pelos policiais para os flashs das televisões e de fotógrafos.
Defesa dessa ordem tem colado no Partido dos Trabalhadores e aos seus presidente uma aversão a à ética e lisura com o dinheiro e bens públicos. A presidente foi de uma infelicidade ímpar ao mencionar que a faxina deve ser da pobreza. Uma não exclui a outra, além de se o dinheiro público fosse menos, ou não fosse, roubado, possivelmente o Brasil já tivesse faxinado a miséria do seu povo.
Os ministros dos novos focos de corrupção agora não conhecem nem os seus principais auxiliares, mesmo alguns sendo amigo desde a infância. O do Ministério dos Transportes sequer conhecia um “auxiliar†que, por ordem dele mesmo, entrava pelo elevador privativo, tinha sala exclusiva e funcionários do ministério para auxiliá-lo.
Dilima Rousseff só vai perder muito se mudar a postura e mantiver o ministro do Turismo e outros que vierem a ser denunciados, pois, pelo andar da carruagem, parece ser questão de tempo. Ela não tem o carisma que absolvia Lula de todas as denúncias e o respaldou sempre, mesmo sempre a favor dos seus aloprados.
As ações da Polícia Federal incomodam por serem a única punição efetiva que os larápios sofrem. Quando as apurações caem nas mãos do Poder Judiciário, o tempo os tem absolvidos, ou pela já corriqueira falta de provas; ou pela indústria da prescrição. Se Deus for mesmo brasileiro, em 2012, o brasileiro assistirá a maior sessão circense de sua história, quando o Supremo Tribunal Federal absolverá a maior quadrilha da República. Como recomenda o ministro Marco Aurélio Mello, a liturgia do cargo será devidamente observada, com aquela linguagem ininteligível para os mortais; milhares de leis e artigos serão citados, uns combinados aos outros e no final…
A carta de alforria atestará que vale a pena roubar dinheiro público no Brasil, desde que não seja funcionário de nível médio para baixo. Qualquer punição, quando raramente ocorre, não os leva ao xadrez, muito menos devolve um centavo aos cofres públicos.
Jamais denominarei de “desvio de verbaâ€, “pagamento de propinaâ€, “preços acima do mercado†e outros eufemismos dissimulados para o que verdadeiramente é: roubo de dinheiro público, qualificado, por ser praticado por gente que teria o dever e é bem pago, com dinheiro da sociedade, para zelar por ele.
Por enquanto, a sociedade deve apoiar a Polícia Federal para, somente ela, como deve ser, analisar e decidir se há ou não necessidade de algemá-los. E deixar muito claro à presidente Dilma duas opções para seu atual mimo da corrupção: demiti-lo ou demiti-lo, já tardiamente. Poderia até repensar quanto à demissão do ministro do Turismo, por ter sido escolhido em razão do seu conhecimento profundo do ofício, como provou o pagamento com dinheiro público de passeio turístico a um motel. Deve ter comido muito bem, ou não, com o dinheiro público. Motel serve comida?

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bel. Direito

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

Verdadeira cidadania

sábado, novembro 6th, 2010

Cidadania no sentido de apego ao país, de patriotismo, somente ocorre em período de Copa do Mundo de futebol. Bandeiras são colocadas nas janelas, nas seções de trabalho e nos carros; todo tipo de brinde é fornecido com as cores do Brasil; as pessoas cantam até o Hino Nacional inteiro, mesmo que por puro fingimento, já que a maioria não conhece uma frase.
Outro momento em que esse exercício de cidadania ocorre é no período eleitoral. Não se trata de um sentimento nacionalista verdadeiro. A pieguice prevalece nesses dois momentos. Nas eleições, por interesse de candidatos com vistas a uma votação relevante, para evitar a discussão e mudança no atual sistema, especialmente evitar o voto facultativo. Pena que não seja assim, depois das eleições é que a verdadeira cidadania deveria ser exercida.
No exercício dos cargos os candidatos eleitos acertam contas com seus doadores mais expressivos, seja de forma direta, quando só se descobre depois dos mensalões, ou indireta por meio de licitações, como a do Metrô agora no final de 2010, cujo resultado a Folha anunciara os vencedores há seis meses, com exatidão de cem por cento.
Dilma Rousseff e José Serra protagonizaram uma das piores campanhas em trocas de acusações e promessas. Assim que tomam posse, os eleitos costumam repetir a frase de que imaginavam ser difícil, mas não tanto. E nesse momento seria a hora de aflorar a verdadeira cidadania e haver pressão à altura das promessas que ela fez. Mesmo que não servisse para tornar realidade o prometido, ao menos serviria para evitar promessas vazias e irrealizáveis apenas para obter votos.
Para transformar essa pressão em resultados são outros quinhentos. Se o cidadão passa e-mail, manda carta ou telefona todos vão parar na lata do lixo de um assistente da secretária do chefe executivo de um gabinete qualquer. Se for ao gabinete, não passa da antessala do mesmo assistente, quando consegue adentrar o prédio.
O meio mais eficiente seriam as manifestações públicas, mas a mídia trata de rechaçá-lo, sob a alegação de que não se pode prejudicar terceiro, ou são tachados de bagunceiros. Além desses, cada um deveria exprimir sua posição com camisetas, com faixas, cartazes; as mesmas utilizadas no período de Copa do Mundo para manifestação de apoio ou criticar a seleção de futebol.
Somente no período de campanhas e eleições o eleitor é valorizado e o voto é enaltecido como ato supremo da cidadania. Trata-se de verdadeiro engodo aos menos esclarecidos. Primeiro, porque cidadania e voto obrigatório são antagônicos. E isso nem sequer é lembrado pelos principais interessados e pela mídia brasileira. Depois, porque o ato de votar, por si só, não ajuda em nada à democracia, pois a cidadania se exerce no dia a dia durante o exercício do mandato com apoio às ações que esteja de acordo, e principalmente se manifestando contrário às que desaprova, por todos os meios citados.
Cada gestão deveria eleger um problema a resolver. No governo Dilma, bastaria extinguir o analfabetismo absoluto, o que a pessoa não sabe assinar o nome, para no próximo acabar o formal, que significa não saber ler nem escrever. Embora pareça, não é pouco. Há 40 anos fracassam um programa atrás do outro e a alta taxa de analfabetismo continua inabalada.
As promessas feitas durante as campanhas deveriam ser reprisadas toda vez que o eleito colocasse uma desculpa pelo descumprimento. Isso talvez evitasse promessas vazias. Precisa ficar definitivamente arraigado na cabeça dos gestores públicos que a responsabilidade pelos subalternos é presumida. Cristalizar a ideia de que a presidenta tem a obrigação de abortar as Erenices da vida, mas se as parir, ela terá que saber ao menos quem é o pai. Caso a sociedade exerça essa força, aí se caracterizaria a verdadeira democracia que, definitivamente, está a anos luz de apertar um botão no dia da eleição.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bel. Direito

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

Lula se acha Deus

sexta-feira, abril 16th, 2010

Desde que tomou posse, Lula, o presidente mais popular da história do Brasil sempre tropeçou no seu viés autoritário dos tempos de sindicalista, quando o grito era a arma mais utilizada na persuasão e a expressão de vítima de um sistema de governo só apontava correção de conduta para um lado.

Desde a denúncia do mensalão e a entrevista em Paris em defesa dos seus companheiros, a cada momento que aparece uma irregularidade a posição de Lula contra quem denuncia é imediata. Repetir os fatos não vem ao caso no momento, caberá uma pesquisa de cada um e a posição do presidente, sempre em defesa do erro. Em matéria de ética, Lula tem sido um desastre completo. A do momento foi chamar de levianos os responsáveis pela publicação de um relatório do Tribunal de Contas da União apontando o valor das verbas reservadas para prevenção a desastre e a destinação por estado. Em 2008, foram de R$ 169 milhões de reais, para o Rio de Janeiro foram 0,9% enquanto para a Bahia, 62%.

Primeiro, dever-se-ia entrar no mérito se este valor é significativo para resolução do problema ou se apenas simbólico. Não existe estudo que aponte o tamanho do problema e a quantia necessária para resolver ou amenizá-lo. Eis uma questão preliminar que diz respeito à sociedade. Órgãos de imprensa, oficiais precisam apontar sempre essa relação do valor disponível e do necessário para se ter idéia do quanto são as chances de solução, ou se essa grita será momentânea e a repetição de tragédia ocorrerá toda vez que chover mais forte.

Lula também atacou o Poder Judiciário em razão das multas que recebeu do Tribunal Superior Eleitoral por propaganda eleitoral antecipada. Não é nova sua aversão à Justiça, toda vez que uma decisão não lhe agrada. Tanto que, antes, defendera a abertura de uma suposta caixa preta desse mesmo Poder.

Depois de se tornar presidente de República, Lula só não explicita ser o próprio, mas suas colocações apontam que ele se acha Deus. Ele se acha maior do que o verdadeiro, mas Pelé não o deixará se achar melhor do que ele.

Ele é o melhor em tudo. Ninguém é mais democrático, ninguém nunca antes neste país fez algo melhor. O presidente Barack Obama brincou que ele era o cara, e o fez acreditar que isso significaria ser verdadeiramente o soberano. Não é. Seus assessores poderiam ajudar nessa tomada de consciência. Ao contrário, Marco Aurélio Garcia, o homem do toc toc toc da TAM, ensinou ao presidente do Supremo quando o que deveria falar. Nada mais democrático!

Ao contrário de seus ataques inconsistentes, embora inexplicável tamanha diferença de verbas entre os estados, o presidente precisa exigir dos seus subalternos mostrem os critérios utilizados na aplicação das verbas de prevenção a desastre e outras, ou então já está respondido quem é leviano. Com a palavra, Vossa Excelência, presidente.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bel. Direito

Create PDF    Enviar artigo em PDF