Posts para a tag ‘Venezuela’

Venezuela vai liquidar dois bancos

segunda-feira, novembro 30th, 2009

O ministro de Finanças da Venezuela, Ali Rodriguez, afirmou que os quatro bancos que sofreram intervenção do governo no dia 20 fecharão as portas e dois deles serão liquidados. O governo vai liquidar o Banco Canárias de Venezuela e o Banco Provivienda. A intervenção revelou que as duas instituições eram insolventes e tinham sido “severamente comprometidas”, disse Rodriguez.

O Banco Confederado e o Bolivar Banco, os outros dois bancos que passaram a ser operados pelo governo venezuelano na semana passada, ficarão com as portas fechadas durante a intervenção. Quando ordenou a intervenção, o governo afirmou que os quatro bancos continuariam operando normalmente. As informações são da Dow Jones.

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EUA tem permissão para matar na Colômbia

sexta-feira, novembro 13th, 2009

CARACAS, Venezuela, 13 Nov 2009 (AFP) – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos atuarão, a partir do acordo militar que assinaram com a Colômbia, como o personagem de ficção britânico James Bond, “agente 007″, com permissão para “matar quem quiser, aonde quiser”.

“Assim, teremos um ’007′ ali mesmo na Colômbia: os Estados Unidos, no papel do agente secreto de sua majestade britânica”, destacou Chávez em ato público transmitido pelo canal VTV.

Chávez também rejeitou nesta sexta-feira o sistema de vigilância conjunta da fronteira com a Colômbia proposta recentemente pelo Brasil, e destacou que seu governo não permitirá a presença de nenhuma força extra na zona.

“Nós cuidados de nossa fronteira, como o Brasil cuida da do Brasil”, disse Chávez, lembrando sua resposta a Marco Aurelio García, assessor do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa recente em Caracas.

“Nós não vamos aceitar uma força multinacional cuidando de nossa fronteira; que a Colômbia cuide da sua”, disse, durante o ato.

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Chavez chama Uribe de mentiroso

terça-feira, novembro 10th, 2009

“O governo de Uribe mente, pois ficou demonstrado que o acordo que oficializa a ocupação militar estadunidense na Colômbia tem como objetivo projetar a dominação estratégica do império sobre América do Sul, permitido operacoes militares de amplo espectro em toda a região”, diz o comunicado emitido na noite de segunda-feira.

O governo venezuelano qualificou de “imoral” e “hipócrita” a ameaça da Colômbia de levar à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) o que considerou como “ameaças de guerra” do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O governo colombiano se referiu às declarações de Chávez feitas no último domingo, quando o líder venezuelano disse que as Forças Armadas da Venezuela e a população civil deveriam se “preparar para uma guerra” para garantir a paz.

“Senhores oficiais, a melhor forma de evitar a guerra é se preparando para ela”, afirmou Chávez, durante o programa dominical de rádio e TV Alô Presidente.

“Não percam tempo em cumprir com o dever de nos prepararmos para a guerra e ajudar o povo a se preparar para a guerra, porque é uma responsabilidade de todos”, disse.

Para o governo da Venezuela, “o governo Uribe mente, pois é o responsável do único ato de guerra na história recente do nosso continente, quando o exército colombiano, com apoio americano, bombardeou e invadiu o território do Equador”, em 1º de março de 2008, diz o comunicado.

Tensão

O presidente venezuelano se opõe ao acordo firmado no final de outubro entre a Colômbia e os Estados Unidos por considerá-lo uma “ameaça à revolução” venezuelana e à América do Sul.

Para o governo venezuelano, a presença cada vez mais frequente de conflitos na fronteira com a Colômbia e a presença de paramilitares colombianos em território venezuelano não é casual.

O chanceler venezuelano, Nicolas Maduro, disse na semana passada que a tensão na linha fronteiriça é parte de uma “estratégia” coordenada entre os governos colombiano e americano para “desestabilizar” a Venezuela.

No domingo, Chávez foi além e disse estar pronto a enfrentar uma agressão.

“Não se equivoque, senhor presidente Obama, e (não) ordene uma agressão aberta contra a Venezuela utilizando a Colômbia”, disse.

“Nós estamos dispostos a tudo. A Venezuela nunca mais voltará a ser colônia ianque, nem colônia de ninguém.”

A tensão na fronteira entre Colômbia e Venezuela se aprofundou há uma semana, quando dois militares venezuelanos foram assassinados no Estado fronteiriço de Táchira por supostos paramilitares.

Depois do incidente, a presença militar venezuelana foi reforçada, com o deslocamento de 15 mil militares às fronteiras com a Colômbia e o Brasil, sob o argumento de intensificar as operações contra o narcotráfico e a extração ilegal de minérios.

Antes do assassinato dos militares, há duas semanas, dez pessoas sequestradas foram encontradas mortas também no Estado de Táchira. O governo venezuelano disse, na ocasião, que as vítimas eram “paramilitares colombianos em treinamento” na Venezuela.

Neste mesmo período, dois agentes do serviço de inteligência colombiano foram presos na Venezuela acusados de espionagem – alegação que o governo colombiano nega.

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Venezuela ameaça Colombia

segunda-feira, novembro 9th, 2009

BOGOTà – O governo da Colômbia informou no domingo que não fará “nenhum gesto” hostil contra seus países vizinhos, e que recorrerá à Organização dos Estados Americanos (OEA) e às Nações Unidas após a declaração do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que conclamou seus compatriotas a se prepararem “para a guerra”.

“Diantes destas ameaças de guerra pronunciadas pelo governo da Venezuela, o governo da Colômbia se propõe a ir à OEA e ao Conselho de Segurança da ONU”, indicou o secretário de imprensa do presidente Ãlvaro Uribe, César Mauricio Velásquez.

Velásquez disse que “a Colômbia não fez nem fará nenhum gesto de guerra contra a comunidade internacional e menos ainda contra países irmãos, e o único interesse que nos move é a superação do narcoterrorismo que durante tantos anos maltratou os colombianos”.

“A Colômbia mantém sua disposição ao diálogo franco, às vias do entendimento e às normas do direito internacional”, destacou o comunicado presidencial.

Ameaças da Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou no domingo que os líderes militares devem estar preparados “para a guerra” e pediu aos cidadãos que “defendam a pátria” contra futuros ataques que poderiam ser orquestrados pelos Estados Unidos através da Colômbia.

“Senhor comandante da guarnição militar, batalhões da milícia, treinemos. Estudantes revolucionários, trabalhadores, mulheres: todos prontos para defender esta terra sagrada chamada Venezuela”, acrescentou.

Chávez, criticando novamente o acordo militar assinado nos últimos dias entre os EUA e a Colômbia, pediu o seu colega americano Barack Obama que evite cair na tentação de uma agressão contra a Venezuela.

“Senhor presidente Obama, não vá cometer o erro de realizar uma agressão contra a Venezuela através da Colômbia (…) Porque nós estamos prontos para qualquer coisa e a Venezuela não é nem nunca vai ser uma colônia ianque”.

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Comissão aprova Venezuela no Mercosul

quinta-feira, outubro 29th, 2009

A Venezuela ficou mais perto de ser admitida no Mercosul nesta quinta-feira (29), dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará a Caracas para encontros com o presidente Hugo Chávez. A CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) aprovou o protocolo de adesão assinado em Caracas em julho de 2006 e encaminhado pelo Executivo ao Congresso no início de 2007. A matéria ainda precisa ser votada no plenário do Senado, o que deverá ocorrer na próxima semana.

A questão da entrada da Venezuela no bloco econômico fará parte das conversas entre Lula e Chávez, de acordo com informação do porta-voz da Presidência da República. Na quarta-feira, Marcelo Baumbach disse ainda que o presidente brasileiro estava “confiante” na aprovação do protocolo tanto na CRE como no plenário.

A primeira etapa foi superada nesta quinta, com a aprovação do protocolo por 12 votos a 5. Os senadores acataram um voto em separado apresentado pelo líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), depois que o relatório do tucano Tasso Jereissati (CE), contrário à adesão, foi rejeitado.

O parecer de Jereissati dizia que o presidente Chávez “tem demonstrado pouca consideração a acordos e contratos” e que, por isso, o governo brasileiro poderia enfrentar situações “difíceis e complicadas” no futuro. O texto foi rejeitado com 11 votos ‘não’, três votos ‘sim’ e uma abstenção.

No início desta semana, contudo, o senador admitiu que poderia mudar sua posição, caso o governo Hugo Chávez se comprometesse a respeitar a democracia. A possibilidade de acordo foi levantada durante audiência pública em que o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, criticou as restrições à liberdade em seu país, mas defendeu a entrada da Venezuela no bloco, com ressalvas.

À essa altura, governistas já se mobilizavam pela aprovação do protocolo. O voto paralelo de Jucá tinha o apoio de vários integrantes da base, mas alguns ainda se manifestavam contrários à aprovação, como Fernando Collor (PTB-AL). Um dos maiores críticos à adesão da Venezuela, o senador não compareceu à reunião desta quinta.

Em seu parecer, Jucá argumentou que um veto à entrada da Venezuela no Mercosul “representaria um ato de hostilidade do Estado brasileiro contra um país amigo”. Afirmou ainda que um veto iria contra a Constituição brasileira, no que se refere à construção do espaço latino-americano de integração e “acarretaria graves consequências para os interesses comerciais, industriais, políticos e estratégicos” do Brasil no bloco econômico.

Jucá ressaltou ainda os prejuízos econômicos da rejeição do protocolo. Segundo o relatório, não aprovar a adesão venezuelana corresponderia a incentivar o sexto maior cliente mundial do Brasil a procurar outros parceiros. “As primeiras vítimas serão nossas exportações, hoje da ordem de US$ 5 bilhões (…) além dos nossos contratos, hoje da ordem de US$ 15 bilhões”, afirma o texto.

A mensagem do governo sobre o protocolo também destaca os números que a Venezuela acrescentaria ao Mercado Comum do Sul, que passaria a constituir um bloco com mais de 250 milhões de habitantes, área de 12,7 milhões de km2, PIB (produto interno bruto) superior a US$ 1 trilhão – montante equivalente a cerca de 76% do PIB da América do Sul – e comércio global superior a US$ 300 bilhões.

Jereissati ainda defendeu a não entrada da Venezuela no Mercosul, dizendo que aquele país tem ficado contra os interesses do Brasil em assuntos da região, como durante a crise do gás com a Bolívia. Ressaltou ainda a violação da democracia no país vizinho, com prisão de jornalistas, como fato que contribuiria para a não aceitação.

No início desta semana, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reiterou sua posição contrária à adesão venezuelana, por considerar que ela quebra a cláusula democrática do Mercosul.

Estabelecida por meio do protocolo de Ushuaia, assinado em 1998, a cláusula estabelece “a plena vigência das instituições democráticas” como condição “essencial” para o desenvolvimento do processo de integração entre os Estados parte.

O protocolo de Ushuaia foi citado em voto paralelo apresentado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) que condicionava a aprovação à adequação venezuelana aos princípios do Mercosul. “Ficamos entre aquela música da novela recente que diz ‘você não vale nada, mas eu gosto de você’ ou a música do Chico Buarque que diz ‘apesar de você, amanhã há de ser outro dia’. Por isso eu voto pela aprovação, mas com ressalvas”, defendeu.

Contudo, seu relatório foi rejeitado, assim como o de Jereissati, para aprovação do parecer de Romero Jucá. Na Câmara dos Deputados, o protocolo foi aprovado em dezembro do ano passado, tendo como único partido contrário o PSDB. Outros dois países do Mercosul já aprovaram a entrada da Venezuela no bloco: Uruguai e Argentina. O Paraguai ainda analisa a questão.

Se for aceita por todos os integrantes do bloco, a Venezuela terá de adotar a tarifa externa comum sobre os produtos comercializados. Também terá de aceitar as condições de negociações com países de fora do Mercosul.

Viagem negada

A reunião da CRE começou com um debate acirrado sobre requerimento apresentado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) para que um grupo de parlamentares fizesse uma viagem a Caracas. Na viagem, seriam averiguadas denúncias de violações aos direitos humanos.

“Uma coisa é discutir o ingresso da Venezuela no Mercosul, outra coisa é saber se tem preso político, gerar toda uma mídia interna em torno disso. Entraremos na briga”, afirmou Jucá.

Jereissati manifestou-se a favor da viagem, dizendo que não era possível considerar “irrelevante” uma viagem para “ver o que acontece na Venezuela”.

O peemedebista Pedro Simon (RS) disse que a visita deveria ser feita depois da aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul, uma vez que a viagem “não traria novidades”. “Eu acredito que quase tudo o que o prefeito de Caracas disse aqui é verdade”.

O requerimento foi rejeitado com placar de 10 votos a 8.

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Venezuela diz que capturou espiões

terça-feira, outubro 27th, 2009

ANA ISABEL MARTINEZ

CARACAS – A Venezuela disse nesta terça-feira que capturou agentes de segurança colombianos que planejavam desestabilizar o governo, aumentando a tensão entre as nações andinas.

O vice-chanceler venezuelano, Francisco Arias Cardenas, confirmou que houve prisões, mas não forneceu detalhes nem disse quantos colombianos estavam detidos.

“Não subestime a importância de um evento tão sério e tão grave como a captura de agentes de segurança colombianos da DAS (Departamento Administrativo de Segurança), cometendo atos de espionagem”, disse Cardenas a jornalistas.

Ele disse que a Venezuela iria apresentar provas para apoiar a acusação nas próximas horas.

Os laços diplomáticos e comerciais entre os vizinhos sul-americanos já se esgarçaram antes. No início deste ano, o presidente Hugo Chávez suspendeu as relações e reduziu o comércio por causa um plano do governo de Bogotá de permitir que soldados norte-americanos usassem sete bases em território colombiano.

A tensão entre Caracas e Bogotá aumentou no fim de semana depois do assassinato de oito colombianos na fronteira com a Venezuela, um incidente que o governo venezuelano disse que iria investigar.

A Colômbia se recusou a responder às acusações de espionagem na Venezuela.

“Não serei provocado. Acho que é importante não perder de vista o ponto central que é o fato de que 10 pessoas, incluindo oito colombianos, foram mortos em um massacre”, disse Maria Luisa Chiape, embaixador colombiano na Venezuela.

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