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Veja a lista de comissionados de Fernando Collor

quarta-feira, março 10th, 2010

O blog Rede na Lagoa junto com o portal Tudo Global, publica nesta quarta-feira (10), a lista de funcionários em cargos comissionados do senador da República Fernando Collor.

Breve histórico

Fernando Affonso Collor de Mello nasceu no no Rio de Janeiro, mas viveu a infância e juventude entre as cidades de Maceió, Rio de Janeiro e Brasília em razão da carreira política do pai, Arnon de Mello.

Formado em Ciências Econômicas pela UPIS (União Pioneira de Integração Social). Antes de voltar ao Nordeste foi estagiário no Jornal do Brasil e corretor de valores.

O hoje senador por Alagoas já foi presidente de um clube de futebol (CSA), prefeito, deputado federal e governador. Se tornou, aos 40 anos, o mais jovem Presidente do Brasil e, durante o seu tempo, o mais jovem das Américas. Dos recentes chefes de Estado daquele País, foi o de mais clara e modernizante concepção estrutural. Seu programa de governo foi marcado pela recuperação da estabilidade e pelo desenvolvimento sustentado.

Seu O avô materno, Lindolfo Collor, foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul nos anos de 1923 e 1927 e foi um dos líderes da Revolução de 1930 sendo nomeado por Getúlio Vargas o primeiro titular do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, de onde se afastou em 1932 ao romper com o presidente, tendo participado da Revolução Constitucionalista daquele ano. O pai foi eleito deputado federal em 1950, governou Alagoas entre 1951 e 1956 e foi eleito senador em 1962, 1970 e 1978, falecendo no exercício do mandato.

O caçador de Marajás

Durante a gestão como governador de Alagoas, empreendeu estrategicamente um combate a alguns funcionários públicos que recebiam salários altos e desproporcionais. A imprensa da época o tornou conhecido nacionalmente como “Caçador de Marajás”. Ele anunciou a cobrança de 140 milhões de dólares dos usineiros do estado para com o Banco do Estado de Alagoas, tendo repercussões positivas na imprensa. Entre uma disputa e outra teve o mandato ameaçado ora por uma ameaça de intervenção federal no estado (fruto da recusa em pagar os altos salários aos “marajás” após a vitória destes em julgamento do Supremo Tribunal Federal) ora por um pedido de impeachment devido ao programa de enxugamento da máquina administrativa alagoana, feito à base de demissões de funcionários públicos e extinção de cargos, órgãos e empresas públicas.

A presidência

Em 1989, o país votou em Fernando Collor. Ele venceu em todos os estados com exceção de Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Seu governo teria uma duração de dois anos e meio sendo que seu titular assumiu a presidência aos quarenta anos e sete meses de idade, o mais jovem político a assumir esse cargo na história brasileira e em todas as Américas. Collor foi sucedido pelo vice-presidente Itamar Franco que exercia o cargo interinamente desde o afastamento em 2 de outubro.

Em entrevista coletiva, Collor, declarou que o ato, a tentativa de renúncia, se devia ao apreço pela democracia, ameaçada, segundo ele, por uma “elite política avessa a necessidade de modernização do país” e de poderio tão avassalador que teria levado Getúlio Vargas ao suicídio em 1954 e Jânio Quadros à renúncia em 1961.

Depois ingressou no Superior Tribunal de Justiça visando reaver os direitos políticos, preservados, conforme disse, pelo fato de que sua renúncia ocorreu antes de aberta a sessão que decidiu pela condenação, mas em dezembro de 1993 o STJ manteve-o inelegível e inapto ao exercício de cargos e funções públicas por entender que a renúncia apresentada à undécima hora não passou de um “ardil jurídico”. Entretanto em julgamento realizado um ano depois o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo contra Collor e Paulo César Farias,[3] acusados do crime de corrupção passiva (placar de 5 a 3).

A carreira política pós-presidência

O hoje senador por Alagoas tentou uma candidatura a prefeito de São Paulo, mas ele ainda tinha seus direitos políticos cassados.

De volta a Alagoas disputou o governo do estado em 2002 sendo derrotado em primeiro turno pelo governador Ronaldo Lessa, reeleito pelo PSB, hoje seu aliado no “Chapão” que está sendo formado visando as eleições deste ano.

Quatro anos mais tarde foi eleito senador por Alagoas, tendo derrotado Lessa. Assim conquistou um mandato de oito anos iniciado em 1 de fevereiro de 2007.

Os processos

O senador Fernando Collor responde a dois processo no STF. São eles:

STF Ação Penal Nº451/2007 – Falta de recolhimento de imposto de renda.

STF Ação Penal Nº465/2008 – Falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, tráfico de influência e corrupção ativa.

Confira a lista de comissionados no gabinete de Fernando Collor

Ponto Nome Cargo Atribuição Data de Publicação do Ato
204370/1 ACEMILTON GONÇALVES SILVA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
161977/6 ACLAIR ALVES COMISSIONADO ANALISTA DE SUPORTE 01/02/2003
203893/1 ALCIDES MUNIZ FALCÃO JÚNIOR COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 09/03/2007
221792/1 ANDERSON DA SILVA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 20/05/2009
214570/1 ANDERSON MOREIRA XAVIER COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 15/05/2008
205294/1 ANTÔNIO MAURÍCIO DE MAYA PEDROSA MOREIRA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
203261/1 CARLOS FERNANDO RODRIGUES SANTOS BARBOSA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 06/03/2007
201586/1 CARLOS MURILO FRADE NOGUEIRA COMISSIONADO ASSESSOR TÉCNICO 07/02/2007
193176/2 CARMEN VALÉRIA SOARES ROCHA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 30/10/2008
204460/1 CLEVERTON MELO DA COSTA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
203637/1 EDUARDO SOARES LEITE LIRA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
206353/1 EMERSON RIBEIRO OLIVEIRA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 11/04/2007
202803/1 FERNANDO ANTONIO SILVA TIAGO COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
201460/1 FREDERICO GUILHERME CAPUTE DE OLIVEIRA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
220908/1 GUILHERME COSTA CAYRES COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 27/04/2009
204423/1 GUILHERME HENRIQUE PEREIRA LIMA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/03/2007
204691/1 HENRIQUE TEIXEIRA MONTEIRO COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
204496/1 ISMERY BEATRICIA ALBUQUERQUE CAVALCANTE COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
148973/2 IVANEDNA VELLOSO MEIRA LIMA COMISSIONADO ASSESSOR TÉCNICO 16/05/2007
202335/1 JOSE ANTONIO MACIEL DE BARROS COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 08/02/2007
228038/1 JOSÉ CARLOS GOMES DA SILVA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 05/02/2010
206365/1 JOSÉ FÁBIO DA SILVA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 04/2007
202943/1 JOSÉ MARIA JUSTA GURGEL JUNIOR COMISSIONADO ASSESSOR TÉCNICO 07/02/2007
206596/2 LUANA MARIA CORREIA MARQUES LUZ COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 26/01/2009
179805/2 LUCIANA TALISZ LEIVAS COMISSIONADO SECRETÁRIO PARLAMENTAR 05/04/2004
201598/1 LUCIANO JUNKER MARCELINO COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
216668/1 LUIS THIAGO LEÃO AMORIM COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 12/09/2008
176439/2 MARISE DUTRA SOARES PENA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 06/10/2003
206687/1 MÁRCIO DAMIÃO LIMA SOUZA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 17/04/2007
203900/1 MÁRCIO JOSÉ NERI DONATO COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
212547/1 NATAL RIETH COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 04/12/2007
207084/1 PACÍFICO CARDOSO DE MACEDO FILHO COMISSIONADO MOTORISTA 13/04/2007
185593/2 PAULA CRISTINA CORREIA LIMA DE CARVALHO COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 11/11/2009
211294/1 PEDRO NUNO DE LEMOS TORRES COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 05/10/2007
209214/2 QUELMA CRISTINA SUTERO FRANÇA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/08/2008
210794/1 REINALDO SOUZA CAVALCANTE COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 06/09/2007
208763/1 RENATA LAURENTINA OLIVEIRA PEREIRA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 30/05/2007
217200/1 SANDRA REGINA SASAKI COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 06/11/2008
203625/1 TARSO DE LIMA SARMENTO COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
207527/1 VALÉRIA HORA BARROS COMISSIONADO SECRETÁRIO PARLAMENTAR 24/04/2007
202773/1 VANUSKA SHEYLA LIMA DE OLIVEIRA COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 07/02/2007
9900/3 VICENTE LIMONGI NETTO COMISSIONADO ASSISTENTE PARLAMENTAR 13/02/2009

*Com informações de Wikipédia, site Elegendo.blogspot, Agência Senado e site www.collor.com

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Nota sobre saúde de Sarney foi divulgada

quinta-feira, novembro 26th, 2009

O Serviço de Assistência Médica do Senado acaba de emitir nota sobre a situação de saúde do presidente do Senado, José Sarney:

NOTA À IMPRENSA

O presidente do Senado, José Sarney, foi acometido, nesta manhã, de GASTROENTERITE, encontrando-se em observação clínica pós uso de medicação específica.

Brasília 26/11/2009

Dr. Paulo Roberto Rodrigues Ramalho

Diretor da Secretaria de Assistência Médica e Social

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Preço alto impede acesso a banda larga

terça-feira, novembro 24th, 2009

“O preço tem sido a barreira mais severa para impedir a ampliação da banda larga no Brasil.” A constatação foi feita pelo diretor-geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões, durante painel sobre banda larga e acessibilidade nos serviços de telecomunicações realizado ontem pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). Ele baseou sua informação em pesquisa feita pelo Comitê Gestor da Internet.

O comitê constatou que o alto custo impede 75% dos entrevistados de usarem computadores e 54% de se conectarem à internet. Nelson Simões, ainda citando dados da pesquisa, informou que 35% da população estaria disposta a pagar por uma conexão à rede de banda larga se seu valor fosse de até R$ 50.

O diretor de Estudos Setoriais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Wohlers de Almeida, estimou que, se o custo médio do fornecimento do serviço de banda larga no Brasil caísse dos atuais R$ 162 para algo em torno de R$ 81, o número de domicílios que acessam a internet via banda larga mais que dobraria. Se houvesse um acordo nesse sentido entre empresas e governo, com a possibilidade até de uma desoneração tributária, o lucro provavelmente seria maior e o preço cairia pela metade.

A terceira debatedora, a conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Emília Maria Silva Ribeiro Curi, declarou que massificar o acesso a banda larga é uma decisão já tomada pelo governo federal e também uma meta da própria agência, que vem trabalhando nesse sentido. Ela destacou que, além de ampliar a oferta do serviço, a Anatel tem se preocupado com a qualidade do acesso à internet que vem sendo oferecido no Brasil.

Durante o debate com os palestrantes, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) reclamou que o Norte está atrás das outras regiões no que diz respeito à oferta do serviço de acesso à internet. Ele citou o caso de Santarém, um dos principais municípios do Pará, que somente dispõe do acesso discado.

Reserva de mercado

Já o presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Fernando Collor (PTB-AL), lembrou que, se há 20 anos o Senado agendasse reunião semelhante para discutir qualquer assunto ligado à informática, seria obrigado a convocar integrantes da Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil (Cacex) para tratar de temas como atraso nas guias de importação.

É que, naquela época, o país tratava a informática como reserva de mercado. Essa política engessou o desenvolvimento tecnológico. O senador lembrou que o Brasil chegou a usar computadores quatro gerações atrasadas com relação aos disponíveis nos Estados Unidos. Fernando Collor, quando presidiu o Brasil, acabou com a reserva de mercado não só no setor de informática, mas também no automobilístico.

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Dilma e Lobão falam de apagão

terça-feira, novembro 17th, 2009

A Comissão de Assuntos Econômicos aprovou nesta terça-feira (17) mais um requerimento convidando os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Dilma Rousseff (Casa Civil) para debater na Casa o apagão que atingiu 18 estados na terça-feira da semana passada (10). A audiência, que será realizada junto com a comissão de Infraestrutura, não tem data para acontecer e eles não são obrigados a comparecer.

O requerimento aprovado foi de autoria dos senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Eduardo Suplicy (PT-SP). Ele propôs que a comissão realizasse conjuntamente as audiências com a comissão de Infraestrutura. Além de Lobão e Dilma, foram chamadas outras 18 pessoas ligadas ao setor elétrico, entre autoridades como o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, e professores de universidades, como Luiz Pinguelli Rosa (UFRJ).

Dentro da estratégia da base, o debate começará sem os ministros. De acordo com o cronograma, no dia 26 de novembro seria realizada uma audiência com Hubner e professores especialistas na área. Somente depois dessa sessão seria debatida uma data para Dilma e Lobão.

A oposição protestou contra a estratégia. Para PSDB e DEM o debate deveria começar com os ministros. “Temos que começar ouvindo os dois ministros que são os responsáveis pela questão. O técnico pode opinar, mas a posição do governo é a dos ministros Dilma e Lobão. Não ouvir de imediato é jogar a poeira para debaixo do tapete”, disse ACM Júnior (DEM-BA).

Delcídio defendeu a estratégia da base. “Não podemos perguntar para o ministro porque desligou? São os técnicos que vão dizer o que aconteceu. Aqui ninguém quer esconder nada.”

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TV Senado apresenta série sobre câncer

sexta-feira, outubro 30th, 2009

A TV Senado passa a exibir a partir deste fim de semana uma série de reportagens sobre câncer infantil. Com o objetivo de chamar a atenção para a doença responsável pelo maior número de óbitos entre crianças e jovens na faixa de 1 a 19 anos no país, o programa Inclusão alerta pais e profissionais de saúde para a importância do diagnóstico precoce do câncer infantil.

O programa também chama a atenção para o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, em 23 de novembro. Em entrevistas, médicos oncologistas, pediatras, hematologistas e psicólogos apresentam os tipos de câncer mais frequentes em crianças e jovens e as principais formas de tratamento. O Inclusão – Câncer Infantil: Caminhos da cura vai ao ar neste sábado (31), às 2h30, às 11h30 e às 22h30; e no domingo (1º), às 9h e às 17h.

Já o programa EcoSenado apresenta a atuação do Centro Regional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), criado em agosto deste ano no estado que registra o maior índice de conflitos fundiários e de ocupação por atividades agropecuárias. O órgão monitora o desmatamento da Amazônia e realiza pesquisas sobre a Região Norte. O EcoSenado vai ao ar no domingo, às 2h15, às 11h15 e às 19h45.

O professor Dércio Garcia Munhoz, da Universidade de Brasília (UnB), é o entrevistado do programa Agenda Econômica. Ele faz uma análise do período pós-crise econômica e afirma que o capitalismo moderno não vai se tornar mais seguro nos próximos anos. Segundo ele, enquanto não houver uma proximidade do giro financeiro da economia real, sempre haverá a possibilidade de ocorrerem novas crises. A entrevista vai ao ar no sábado, às 16h30 e às 21h30; e no domingo, às 2h30, às 11h30 e às 22h.

O programa Leituras recebe Rogerio Menezes, que apresenta o seu mais novo romance Um Náufrago que Ri. A obra é uma irreverente narrativa de um gato que analisa a realidade que se passa ao seu redor durante os meses finais de vida. Com tons filosóficos, o animal observa e narra o que apreende do comportamento humano. Rogerio Menezes dosa surrealismo e fábula com o que seria o realismo da geração atual. O Leituras vai ao ar no domingo, às 4h, às 8h e às 20h30.

A TV Senado pode ser sintonizada nos canais UHF 36, no gama (DF); 40, em João Pessoa (PB); 43, em Fortaleza (CE); 51, em Brasília (DF); 52, em Natal (RN); 53, em Salvador (BA); 55, em Recife (PE); e 57, em Manaus (AM); pelos canais de assinatura 7, da Net Brasília; 17, da Tecsat; 118, da Sky; e 217, da DirectTV; ou ainda ser acompanhada ao vivo pelo site www.senado.gov.br/tv.

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Comissão aprova Venezuela no Mercosul

quinta-feira, outubro 29th, 2009

A Venezuela ficou mais perto de ser admitida no Mercosul nesta quinta-feira (29), dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará a Caracas para encontros com o presidente Hugo Chávez. A CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) aprovou o protocolo de adesão assinado em Caracas em julho de 2006 e encaminhado pelo Executivo ao Congresso no início de 2007. A matéria ainda precisa ser votada no plenário do Senado, o que deverá ocorrer na próxima semana.

A questão da entrada da Venezuela no bloco econômico fará parte das conversas entre Lula e Chávez, de acordo com informação do porta-voz da Presidência da República. Na quarta-feira, Marcelo Baumbach disse ainda que o presidente brasileiro estava “confiante” na aprovação do protocolo tanto na CRE como no plenário.

A primeira etapa foi superada nesta quinta, com a aprovação do protocolo por 12 votos a 5. Os senadores acataram um voto em separado apresentado pelo líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), depois que o relatório do tucano Tasso Jereissati (CE), contrário à adesão, foi rejeitado.

O parecer de Jereissati dizia que o presidente Chávez “tem demonstrado pouca consideração a acordos e contratos” e que, por isso, o governo brasileiro poderia enfrentar situações “difíceis e complicadas” no futuro. O texto foi rejeitado com 11 votos ‘não’, três votos ‘sim’ e uma abstenção.

No início desta semana, contudo, o senador admitiu que poderia mudar sua posição, caso o governo Hugo Chávez se comprometesse a respeitar a democracia. A possibilidade de acordo foi levantada durante audiência pública em que o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, criticou as restrições à liberdade em seu país, mas defendeu a entrada da Venezuela no bloco, com ressalvas.

À essa altura, governistas já se mobilizavam pela aprovação do protocolo. O voto paralelo de Jucá tinha o apoio de vários integrantes da base, mas alguns ainda se manifestavam contrários à aprovação, como Fernando Collor (PTB-AL). Um dos maiores críticos à adesão da Venezuela, o senador não compareceu à reunião desta quinta.

Em seu parecer, Jucá argumentou que um veto à entrada da Venezuela no Mercosul “representaria um ato de hostilidade do Estado brasileiro contra um país amigo”. Afirmou ainda que um veto iria contra a Constituição brasileira, no que se refere à construção do espaço latino-americano de integração e “acarretaria graves consequências para os interesses comerciais, industriais, políticos e estratégicos” do Brasil no bloco econômico.

Jucá ressaltou ainda os prejuízos econômicos da rejeição do protocolo. Segundo o relatório, não aprovar a adesão venezuelana corresponderia a incentivar o sexto maior cliente mundial do Brasil a procurar outros parceiros. “As primeiras vítimas serão nossas exportações, hoje da ordem de US$ 5 bilhões (…) além dos nossos contratos, hoje da ordem de US$ 15 bilhões”, afirma o texto.

A mensagem do governo sobre o protocolo também destaca os números que a Venezuela acrescentaria ao Mercado Comum do Sul, que passaria a constituir um bloco com mais de 250 milhões de habitantes, área de 12,7 milhões de km2, PIB (produto interno bruto) superior a US$ 1 trilhão – montante equivalente a cerca de 76% do PIB da América do Sul – e comércio global superior a US$ 300 bilhões.

Jereissati ainda defendeu a não entrada da Venezuela no Mercosul, dizendo que aquele país tem ficado contra os interesses do Brasil em assuntos da região, como durante a crise do gás com a Bolívia. Ressaltou ainda a violação da democracia no país vizinho, com prisão de jornalistas, como fato que contribuiria para a não aceitação.

No início desta semana, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reiterou sua posição contrária à adesão venezuelana, por considerar que ela quebra a cláusula democrática do Mercosul.

Estabelecida por meio do protocolo de Ushuaia, assinado em 1998, a cláusula estabelece “a plena vigência das instituições democráticas” como condição “essencial” para o desenvolvimento do processo de integração entre os Estados parte.

O protocolo de Ushuaia foi citado em voto paralelo apresentado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) que condicionava a aprovação à adequação venezuelana aos princípios do Mercosul. “Ficamos entre aquela música da novela recente que diz ‘você não vale nada, mas eu gosto de você’ ou a música do Chico Buarque que diz ‘apesar de você, amanhã há de ser outro dia’. Por isso eu voto pela aprovação, mas com ressalvas”, defendeu.

Contudo, seu relatório foi rejeitado, assim como o de Jereissati, para aprovação do parecer de Romero Jucá. Na Câmara dos Deputados, o protocolo foi aprovado em dezembro do ano passado, tendo como único partido contrário o PSDB. Outros dois países do Mercosul já aprovaram a entrada da Venezuela no bloco: Uruguai e Argentina. O Paraguai ainda analisa a questão.

Se for aceita por todos os integrantes do bloco, a Venezuela terá de adotar a tarifa externa comum sobre os produtos comercializados. Também terá de aceitar as condições de negociações com países de fora do Mercosul.

Viagem negada

A reunião da CRE começou com um debate acirrado sobre requerimento apresentado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) para que um grupo de parlamentares fizesse uma viagem a Caracas. Na viagem, seriam averiguadas denúncias de violações aos direitos humanos.

“Uma coisa é discutir o ingresso da Venezuela no Mercosul, outra coisa é saber se tem preso político, gerar toda uma mídia interna em torno disso. Entraremos na briga”, afirmou Jucá.

Jereissati manifestou-se a favor da viagem, dizendo que não era possível considerar “irrelevante” uma viagem para “ver o que acontece na Venezuela”.

O peemedebista Pedro Simon (RS) disse que a visita deveria ser feita depois da aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul, uma vez que a viagem “não traria novidades”. “Eu acredito que quase tudo o que o prefeito de Caracas disse aqui é verdade”.

O requerimento foi rejeitado com placar de 10 votos a 8.

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