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Pesquisa investiga formação de nuvens quentes em Alagoas

quinta-feira, janeiro 6th, 2011

Pesquisa investiga formação de nuvens quentes

Campanhas científicas serão realizadas em diferentes regiões do País. Medidas serão feitas do solo e de avião

Os processos físicos relacionados à evolução de nuvens de tempestade são ainda desconhecidos e ainda poucos descritos com precisão pelos modelos numéricos de previsão de tempo e clima. Com a melhor capacidade de processamento do novo supercomputador do INPE, que irá rodar modelos de maior resolução espacial, o desenvolvimento de algoritmos para tais processos meteorológicos, que evoluem em escalas de alguns quilômetros, passam a ser de interesse às previsões de tempo e clima e às pesquisas em mudanças climáticas.

O projeto temático Chuva, aprovado recentemente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), irá se concentrar nos diferentes processos que ocorrem no interior de nuvens quentes. Estas nuvens, típicas de regiões tropicais, principalmente em regiões costeiras, e nas quais não se observam partículas de gelo, estão associadas às fortes chuvas que caracterizam eventos meteorológicos extremos. Elas foram responsáveis, por exemplo, pelas chuvas contínuas que provocaram enchentes, em anos anteriores, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e em 2010 no Rio de Janeiro e nos estados de Alagoas e Pernambuco.

As chuvas provocadas por essas nuvens não são consideradas nas estimativas de precipitação dos atuais satélites em órbita, uma das principais preocupações do projeto de acordo com o pesquisador do CPTEC/INPE Luiz Augusto Machado, coordenador principal do Chuva. As contribuições nesta área serão incorporadas ao satélite brasileiro, a ser lançado em 2015, como parte da constelação de satélites do programa GPM (Global Precipitation Measurement), liderado pelas agências espaciais dos Estados Unidos (NASA) e do Japão (JAXA).

Os resultados da pesquisa deverão ser aplicados também à área de mudanças climáticas, em análises dos efeitos dos aerossóis (partículas de queimadas) na formação de nuvens de chuva e na modelagem de alta resolução espacial que deverá detalhar melhor estes processos.

Cinco grupos de trabalho criados dentro do projeto irão atuar de forma interativa a partir das seguintes áreas de pesquisa: 1. Características e ciclo de vida de sistemas de precipitação por região; 2. Estimativa de Precipitação – desenvolvimento e algoritmo de validação; 3. Processos de eletrificação: das nuvens às tempestades; 4. Características das camadas limites para diferentes processos de evolução das nuvens e de regimes de precipitação; e 5. Modelo de aprimoramento e validação, com ênfase na microfísica de nuvens e interações de aerossol, para estimativas de precipitação por satélite no Brasil.

Sete regiões com diferentes regimes de chuva e padrões climáticos foram escolhidas para a realização das campanhas científicas que contarão com a participação da NOAA, NASA, universidades dos Estados Unidos e européias. Neste ano, três experimentos estão programados: o primeiro, em Fortaleza (CE), no mês de abril; depois, em Belém (PA), em junho; e, por último, em São Luiz do Paraitinga (SP), no final do ano. Para as medidas, serão utilizados radar polarimétrico, lidar, radiômetro de microonda, disdrômetros, radiossondas, entre outros instrumentos.

Experimento em Alcântara – o programa internacional Global Precipitation Measurement (GPM) ou Medidas Globais de Precipitação, liderado pela Nasa e Jaxa, que inspirou o projeto Chuva, também vem estimulando outras iniciativas científicas. Durante o mês de março do ano passado foi realizada a campanha “GPM 2010 Chuva”, que utilizou o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, como base para a realização dos experimentos. O objetivo foi estudar a formação das gotas de chuva de nuvens quentes e aperfeiçoar modelos de previsão de tempo e a estimativa da precipitação a partir de dados de satélites meteorológicos.

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Pesquisa revela que muitos eleitores esqueceram em quem votaram

segunda-feira, novembro 29th, 2010

Pesquisa revela que muitos eleitores esqueceram em quem votaram

Uma pesquisa sobre a Campanha de Esclarecimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as Eleições 2010 revela que boa parte dos eleitores brasileiros já não se lembra mais em quem votou nas eleições deste ano.

O esquecimento é maior em relação aos cargos de deputado estadual, no qual 23% dos eleitores entrevistados não lembraram o candidato escolhido na hora do voto. Em segundo lugar com maior grau de esquecimento foram os votos dados para deputado federal, onde 21,7% afirmaram que não se lembram em quem votou. No caso de senador, o esquecimento ficou em torno de 20,6% dos entrevistados.

A pesquisa foi realizada por meio de duas mil entrevistas divididas nas cinco regiões do país e em 24 estados. Um sorteio aleatório selecionou 136 municípios dentro desse universo para entrevistar as pessoas logo após o segundo turno das eleições.

O estudo ocorreu entre os dias 3 e 7 de novembro e tem margem de erro de 2,2% para mais ou para menos. Os entrevistados tinham entre 16 e 70 anos com variação de escolaridade entre a 4ª séria do ensino fundamental e o ensino superior completo. A maioria dos entrevistados – 32% – declarou ter o ensino médio completo.

Meios de informação

A pesquisa também perguntou aos entrevistados qual o principal meio de comunicação utilizado para se informar sobre política e eleições. O resultado mostrou que 56,6% se informam principalmente pela televisão e 18,4% por meio de conversa com amigos e parentes. A internet apareceu em terceiro lugar com 9,9% a frente do jornal impresso; do rádio e de revistas.

Ainda sobre os meios de informação, 79% responderam que assistem com freqüência a TV Globo. Em seguida aparece a TV Record com 60,4%; SBT, com 37,8% e TV Bandeirantes, com 25,6%.

Debates e pronunciamento

Questionados especificamente sobre a fonte de informação utilizada para se decidir quanto ao segundo turno, a maioria – 44,2% – afirmou que já estava decidido pessoalmente. Outros 18,8% afirmaram que debates entre os candidatos na televisão e no rádio contribuíram para a decisão. Em terceiro lugar apareceram os programas de candidatos na TV, com 15,5%.

Sobre o pronunciamento do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, 30,3% declarou que viu ou ouviu a mensagem na televisão ou no rádio sobre o voto consciente.

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Famílias de Alagoas ocupam o 4º no país que gastam mais com alimentos

quarta-feira, junho 23rd, 2010

A família brasileira gasta, em média, R$ 2.626,31 por mês: as do Sudeste gastam mais (R$ 3.135,80), quase o dobro do que gastam as do Nordeste, que têm a menor despesa (R$ 1.700,26).

No Sul e no Sudeste, as famílias de menor rendimento (até R$ 830) gastam, em média, mais do que recebem (R$ 929,75 e R$ 831,67, respectivamente)

Para 51% das famílias do país e 74% das rurais, o tipo de alimento consumido nem sempre ou raramente era o preferido. Declararam sempre consumir alimentos do tipo preferido 27,7% das famílias do Norte, 25,7% do Nordeste, 44% do Sul, 37,9%, do Sudeste e 40,6% do Centro-Oeste. Maranhão e Piauí (21%) tinham os menores percentuais, e Santa Catarina (47%) o maior, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Distrito Federal tinha a maior despesa média total, R$ 3.963,99, que está 50,9% acima da média nacional (R$ 2.626,31). Em seguida, vinham Santa Catarina (R$ 3.509,58) e Rio de Janeiro (R$ 3.386,78). Alagoas (R$ 1.223,94), Ceará (R$ 1.431,96) e Maranhão (R$ 1.466,96) tinham as menores despesas.

A despesa média total é 8,6% menor que a urbana (2.853,13) e 46,8% maior que a rural (1.397,29).

As despesas correntes representavam 92,1% da despesa média mensal familiar (R$ 2.626,31) do Brasil, sendo 81,3% referentes às despesas de consumo e 10,9% referentes às outras despesas correntes. O aumento de ativos correspondia a 5,8%, e a diminuição do passivo, a 2,1%.

A região Sul tinha a maior participação no aumento de ativos (8,3% frente a uma média de 5,8%).

As despesas monetárias e não monetárias representavam, respectivamente, 4,8% e 15,2% do total na média do país. A despesa não monetária urbana tinha participação média de 14,7% e a rural, 20,8%.

A participação das despesas correntes teve ligeira redução entre a POF 2002/03 (93,3%) e a de 2008/09 (92,1%). Em relação ao Endef (79,9%), houve aumento de 12,2 pontos percentuais. As despesas de consumo tiveram mudanças semelhantes (tabela 5, abaixo) assim como as outras despesas correntes (crescimento de 5,3% para 10,9% em relação ao Endef), o aumento do ativo e a diminuição do passivo.

DESPESAS DE CONSUMO

As despesas de consumo são o mais importante componente das despesas das famílias: 81,3% para o Brasil, ou R$ 2 134,77. O valor médio das despesas de consumo rurais (R$ 1.220,14) correspondeu a 57,2% da média nacional e a 53% da urbana (R$ 2.303,56).

As despesas de alimentação, habitação e transporte corresponderam a 75,3% da despesa de consumo médio mensal das famílias brasileiras, ou a 61,3% da despesa total. Na Alimentação (19,8%) a proporção rural (27,6%) superou a urbana (19%). Na Habitação (35,9%) deu-se o inverso: urbana (36,4%) e rural (30,6%).

Na tabela abaixo, comparações entre as despesas das famílias das classes de rendimentos de até R$ 830,00 e de R$ 10.375,00. Um destaque são as despesas com Assistência à Saúde: para classe até R$ 830,00, os remédios pesam 4,2%, ou 76,4% do dispêndio com saúde, contra 1,9% na classe oposta. Já a participação de plano/seguro de saúde foi de 2,4% na classe com os maiores rendimentos, contra 0,3% na classe oposta.

SÉRIE HISTÓRICA DE 73/74 A 2008/09

As participações dos grupos de consumo (inclusive urbano e rural) tiveram alterações expressivas na série. Dois exemplos: Alimentação – queda acentuada entre ENDEF (33,9%) e a POF 2008/09 (19,8%). Habitação – crescimentos significativos entre o ENDEF (30,4%) e a POF 2008/09 (35,9%), sendo que evolução rural foi mais significativa, desde o ENDEF (17,8%) às POF 2002/03 (28,66%) e 2008/09 (30,6%).

DESPESA E ALGUNS INDICADORES SOCIOECONÔMICOS

Despesa média per capita dos 40% das famílias com menores rendimentos e 10 % das famílias maiores rendimentos

No Brasil, os 40 % de famílias com menores rendimentos possuíam despesa total per capita de R$ 296,35, e os 10% com maiores rendimentos, de R$ 2 844,56. No País a distância média da despesa per capita desses dois grupos foi de 9,6 vezes. Na área rural, a disparidade é acima de 10 X 1. Em 2002-2003, a disparidade no País era de 10,1 vezes e, portanto, reduziu-se em 0,5 pp.

Gráfico xx – Distância média per capita dos 40% das famílias com menores rendimentos e 10% das famílias com maiores rendimentos, por região geográfica –2002/03 e 2008/09

Entre as regiões, a maior despesa média familiar per capita, tanto entre os 40% com menores rendimentos quanto entre os 10% com maiores rendimentos foi do Sul (R$ 406,00 e R$2.799,00, respectivamente) e a menor, no grupo com menores rendimentos, do Nordeste (R$233,00). Ainda no grupo com menores rendimentos, a despesa per capita do Sul era 74% maior que a do Nordeste.

Entre as famílias com maiores rendimentos, o Norte tinha a menor despesa média per capita (R$2.094,00) e o Sul, a maior (R$2.799,00). Nesse grupo, a despesa per capita do Sul era 33% maior que a do Norte.

A região mais desigual foi a Nordeste (distância de 11,3 vezes entre despesas médias per capita das duas classes de rendimento), enquanto a menos desigual foi a Sul (6,9 vezes). Entre as POF 2002/03 e 2008/09, essa desigualdade reduziu-se no Sul, Centro-Oeste e Nordeste, e ficou quase estável nas demais regiões.

ASPECTOS DA EDUCAÇÃO

Anos de estudo da pessoa de referência: para famílias em que a pessoa de referência possuía menos de um ano de estudo, o total da despesa média mensal foi de R$ 1 403,42. Nas famílias com pessoa de referência com 11 anos ou mais de estudo, esse total foi de R$ 4 314,92, ou seja, quase 207% maior. Mas em relação à POF 2002-2003 houve expressiva redução da diferença, que era cerca de 400%.

Pessoas com nível superior completo ou incompleto no interior da família, mesmo não sendo a pessoa de referência, produziram efeitos semelhantes: nas famílias em que não havia pessoa com nível superior completo ou incompleto, a despesa total média mensal era de R$ 1.659,99. Já naquelas com uma pessoa com nível superior completo ou incompleto, a despesa subia para R$ 4.296,05 (mais 160%); e nas famílias com mais de uma pessoa, subia para R$ 8 117,27 (390% maior que o primeiro extrato). Embora persistam, essas acentuadas diferenças estão menores, em relação a 2002/03 (190% e 430% respectivamente).

SEXO E COR OU RAÇA DA PESSOA DE REFERÊNCIA

As famílias com pessoas de referência do sexo masculino tinham despesa média mensal (R$ 2 800,16) em torno de 7% acima da média nacional (R$ 2.626,31) enquanto a despesa média das famílias com pessoa de referência do sexo feminino (R$ 2 237,14) era 15% menor. A diferença entre os dois estratos aumentou: era de 15% na POF 2002/03 e foi para 20% na POF 2008/09.

A despesa de famílias com a pessoa de referência de cor branca estava 28% acima da média nacional, e 89% acima das despesas das famílias com a pessoa de referência de cor preta, além de 79% acima das famílias com pessoa de referência de cor parda. Em relação à POF 2002/03, as diferenças percentuais entre famílias com pessoa de referência branca e preta cresceram (de 82% para 89%). Já a diferença entre famílias com pessoa de referência branca e parda teve redução (de 84% para 79%).

DESPESAS COM ALIMENTAÇÃO

As despesas com alimentação representam 16,1 % da despesa total e 19,8% das despesas de consumo das famílias brasileiras. A despesa total com alimentação nas famílias com rendimentos mais altos (acima de R$ 10.375) foi quase seis vezes maior do que nas com rendimentos mais baixos (até R$ 830).

A despesa média mensal familiar com alimentação foi de R$ 421,72, sendo R$ 290,39 gastos com alimentação no domicílio e R$ 131,33, na alimentação fora do domicílio.

Na área urbana, a alimentação fora do domicílio representa cerca de um terço dos gastos com alimentação (33,1%), enquanto na área rural a participação da alimentação fora de casa é de 17,5%. Em 2002/03, a alimentação fora do domicílio representava 25,7% (urbana) e 13,1% (rural) das despesas com alimentação.

O Sudeste tinha maior percentual de gastos com alimentação fora do domicílio (37,2%) e Norte (21,4%) e Nordeste (23,5%), os menores.

Nas famílias com rendimentos mais altos (acima de R$ 10.375), a proporção da despesa com alimentação fora do domicílio (49,3%) é praticamente igual à despesa com alimentação no domicílio (50,7%).

O grupo de alimentos carnes, vísceras e pescados lidera os gastos com alimentação, tanto na média do País (21,9%) quanto nas áreas urbana (21,3%) e rural (25,2%). A seguir, na área urbana, vêm Leites e derivados (11,9%), Panificados (11,0%) e Bebidas e infusões (10,0%). Na área rural, vêm Cereais, leguminosas e oleaginosas (13,1%), Leites e derivados (8,7%) e Aves e ovos (8,5%) (ver tabela 4 da publicação).

RENDIMENTO

O rendimento médio mensal familiar no Brasil era R$ 2.641,63. Somada a variação patrimonial, a quantia subia para R$ 2.763,47. E o rendimento do trabalho foi responsável por 61% desses valores (R$ 1.688).

A segunda maior participação no rendimento era das transferências (18,5%), com destaque para as aposentadorias e pensões governamentais: em 2008/09, elas representaram mais de 80% das transferências, sendo 55% provenientes do INSS. Já os programas sociais federais representaram 3%.

Nas famílias com recebimentos até R$ 830,00 (cerca de 12,5 milhões), a maior parte dos rendimentos (46,3%) era proveniente do trabalho. Nas famílias com recebimentos superiores a R$ 10.375 (cerca de 4% do total), a maior participação dos rendimentos também era proveniente do trabalho (60,5%). As transferências vinham em segundo lugar (17,5%), com destaque para as aposentadorias e pensões da previdência pública (9,1%).

Já nas famílias com recebimentos até R$ 830, a maior participação dos rendimentos também era proveniente do trabalho (47,0%). As transferências vinham em segundo lugar (26,7%), quase a mesma taxa do rendimento não-monetário (25,2%) com destaque para as aposentadorias e pensões do INSS (15,8%).

No gráfico 2, abaixo, os percentuais das transferências nas duas faixas de renda, mostrando a predominância do INSS (58,3%) no primeiro grupo, e a dos programas sociais federais (52,1%) no segundo.

Gráfico 2–Distribuição dos componentes das Transferências por classes de rendimento – Brasil – 2008/09

Nas áreas rurais, a participação dos rendimentos de transferências (20,5%) se assemelhava a dos não-monetários (18,7%). Já a soma do rendimento total e da variação patrimonial rural equivalia a 49% da mesma soma urbana. A região com o menor rendimento total e variação patrimonial foi o Nordeste (R$ 1.764, ou cerca de 63,5% da média nacional), seguido pelo Norte (76% da média).

QUESTIONÃRIO SUBJETIVO – CONDIÇÕES DE VIDA

A Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 investigou a percepção da população sobre alguns aspectos da qualidade de vida através de um questionário específico e com respostas subjetivas aplicado no último dia de entrevista em cada domicílio. As famílias indicaram um de seus membros para responder as perguntas subjetivas sobre condições de moradia, facilidade para chegar ao final do mês com os rendimentos familiares e a avaliação da suficiência e do tipo do alimento consumido. Esta foi a segunda vez em que o questionário subjetivo foi apresentado, a primeira foi na POF 2002/03.

Em 2008/09, 64,5% das famílias declararam ter alimentos suficiente para chegar ao fim do mês, contra 53% em 2002/03. A POF também investigou se as famílias consumiam (sempre, nem sempre ou raramente) seu alimento preferido: em 2002/03, 73,2% declararam alguma insatisfação, contra 65% em 2008/09.

75% das famílias têm algum grau dificuldade para chegar ao fim do mês com seus rendimentos. Na classe com rendimentos até R$ 830, cerca de 88% indicaram algum grau de dificuldade e 31,1%, muita dificuldade. Na classe com mais de R$10.375, só 2,6% tinham algum grau de dificuldade e 72%, facilidade.

As percepções da quantidade de alimentos são mais favoráveis que em 2002/03, mas as desigualdades regionais são marcantes. No Norte e Nordeste, cerca de 50% das famílias referiram insuficiência na quantidade de alimentos consumidos, contra cerca de 60% em 2002/03. Para os mesmos períodos: no Sul, cerca de 23%, ante 30%; no Sudeste, cerca de 29% contra 43%. No Centro-Oeste, 32% contra 39%. Rio Grande do Sul (80,7%) e Santa Catarina (78,1%) tiveram as maiores proporções da resposta “quantidade sempre suficienteâ€, e Rorâima (41,6%0 e Sergipe (40,6%), as menores.

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Pesquisa revela que 88% dos jovens já viram pessoas assassinadas

terça-feira, novembro 24th, 2009

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, em parceria com o Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que 88% dos jovens brasileiros já viram pessoas assassinadas. O levantamento, divulgado na manhã desta terça-feira (24) em São Paulo, foi realizado com 5.182 jovens de 12 a 29 anos, de ambos os sexos, em 31 municípios de 13 Estados brasileiros.

Quase um terço dos entrevistados afirmou que a violência é presença constante em seu cotidiano e 31% disseram ter facilidade para obter armas de fogo. Metade dos jovens afirmou presenciar violência policial, fato que para 11% dos entrevistados é algo comum. Além disso, 64% dos entrevistados costumam ver pessoas não-policiais com arma de fogo.

Dentre os municípios pesquisados, os que foram considerados mais perigosos para os jovens são, nessa ordem, Itabuna (BA), Marabá (PA), Foz do Iguaçu (PR), Camaçari (BA), Governador Valadares (MG), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Jaboatão dos Guararapes (PE).

Já as cidades menos perigosas são São Carlos (SP), São Caetano do Sul (SP), Franca (SP), Juiz de Fora (MG), Poços de Caldas (MG) e Bento Gonçalves (RS).

O ranking das cidades foi elaborado a partir do cruzamento de dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados de São Paulo) com metodologias criadas pelo Laboratório de Análises da Violência da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

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Ãlcool reduz risco de doença cardíaca

quinta-feira, novembro 19th, 2009

A Espanha tem, relativamente, altas taxas de consumo de bebidas alcoólicas e baixas taxas de doenças do coração.

A pesquisa envolveu mais de 15,5 mil homens e 26 mulheres e concluiu que o consumo de grandes quantidades de bebidas tem impacto diferente para o sexo feminino – as mulheres não se beneficiaram da mesma forma que os homens.

As idades dos pesquisados variava entre 29 e 69 anos, e os autores do estudo pediram que os participantes documentassem seus hábitos de bebida durante toda a vida. Os resultados foram acompanhados pelos pesquisadores durante dez anos.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Heart.

Quantidades

Os pesquisadores espanhóis separaram os participantes em seis categorias que variavam desde aqueles que nunca beberam até os que consumiam mais de 90g de álcool por dia – isso seria o equivalente a consumir cerca de oito garrafas de vinho por semana.

Para aqueles que bebiam pouco, menos que uma dose de vodca por dia, por exemplo, o risco de doença cardíaca foi reduzido em 35%.

Entre aqueles que bebiam entre três doses e mais de 11 doses por dia o risco diminuiu em média 50%.

Mas não foram observados os mesmos benefícios entre as mulheres, que sofrem menos problemas cardíacos do que os homens.

Os pesquisadores avaliam que a diferença pode ocorrer pelo fato de mulheres processarem bebidas alcoólicas de uma forma diferente dos homens. E os hormônios femininos protegem contra a doença em grupos mais jovens.

O tipo de bebida consumida parece não ter feito diferença, mas a proteção foi maior para aqueles que beberam quantidades moderadas a altas de bebidas variadas.

A forma exata com que a bebida alcoólica protege o coração em homens ainda não foi esclarecida, mas se sabe que a bebida ajuda a aumentar as lipoproteínas de alta densidade, também conhecidas como bom colesterol, que impedem que o chamado mau colesterol se acumule nas artérias.

Outras doenças

Apesar dos resultados da pesquisa, especialistas recomendam cautela e alertam que o excesso de bebidas alcoólicas pode aumentar o risco de outras doenças e que o álcool é responsável por 1,8 milhão de mortes por ano em todo o mundo.

“O coração é apenas um dos muitos órgãos no corpo. As bebidas alcoólicas podem oferecer proteção limitada para um órgão, mas o excesso pode danificar o coração e outros órgãos como fígado, pâncreas e cérebro”, afirma Cathy Ross, da instituição de caridade britânica para doenças cardíacas British Heart Foundation.

Para o professor Martin McKee, da Escola de Higiene e Medicina Tropical, a relação entre bebidas alcoólicas e doenças cardíacas é “polêmica”.

“Existem provas de que o consumo moderado protege pessoas que tem risco de doença cardíaca, o que exclui a maioria das pessoas abaixo dos 40 anos, mas também sabemos que a maioria das pessoas subestima o quanto bebe”, diz McKee. “Esta pesquisa é mais uma, mas não deve ser considerada definitiva.”

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Drogas: vício começa com 7 anos

segunda-feira, novembro 16th, 2009

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Secretaria de Saúde de São Paulo aponta que 40% dos jovens atendidos pelo Centro de Referência em Ãlcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) começaram a usar drogas entre 7 e 11 anos. A primeira substância consumida por 57% deles foi o cigarro. Maconha e álcool também aparecem no topo da lista, sendo consumidos por 51% e 38% dos jovens, respectivamente.

Depois vem os inalantes, com 18%, a cocaína, com 17% e, por último, o crack, com 10%.

Segundo o autor da pesquisa e coordenador do Programa de Adolescentes do Cratod, o psicólogo Wagner Abril Souto, nota-se que os jovens optam primeiramente pelas drogas consideradas lícitas, como cigarro e álcool, que embora sejam proibidas para menores de 18 anos, são de fácil acesso na sociedade.

“Normalmente, o primeiro contato acaba ocorrendo dentro da própria casa, por meio de familiares ou amigos próximos. Muitas vezes, os jovens em recuperação têm outras pessoas da família também em tratamento de combate à dependência”, afirma Souto.

O levantamento, realizado entre 2007 e 2009, foi feito com 112 dependentes de 12 a 18 anos do centro. Ele mostra ainda que um terço das crianças de 11 anos disse estar fora de escola e 91% dos alunos do último ano no ensino médio apresentam defasagem escolar.

“Quanto mais cedo os jovens passam a consumir drogas, maiores as chances de adquirirem dependência química. A falta de interesse na escola, o absenteísmo e os comportamentos disfuncionais, como agressividade e isolamento, são inerentes ao envolvimento com essas substâncias”, analisou o psicólogo.

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