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Obama dá ordens às tropas

terça-feira, dezembro 1st, 2009

A Casa Branca disse na segunda-feira que o presidente Barack Obama emitiu ordens de envio de milhares de soldados adicionais ao Afeganistão, transmitindo sua decisão aos líderes militares no final da tarde de domingo, durante uma reunião no Escritório Oval.

Obama passou a segunda-feira telefonando aos seus pares estrangeiros -incluindo os líderes do Reino Unido, França e Rússia- os informando sobre os detalhes do que anunciará em um discurso que será feito na Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, Nova York, e transmitido pela televisão na noite de terça-feira.

Robert Gibbs, o secretário de imprensa da Casa Branca, se recusou a dizer quantos soldados americanos adicionais Obama aprovou, mas altos funcionários do governo disseram que cerca de 30 mil seriam enviados em etapas ao longo dos próximos 12 a 18 meses, elevando o total da presença americana no Afeganistão para cerca de 100 mil.

Gibbs disse aos repórteres na Casa Branca que Obama discutiria no discurso como pretende pagar pelo plano – uma grande preocupação entre sua base democrata – e deixará claro que ele tem um prazo para reduzir o envolvimento americano na guerra de oito anos. “Esse não é um compromisso ilimitado”, disse Gibbs.

O governo enviará na terça-feira seu representante especial para Afeganistão e Paquistão, Richard C. Holbrooke, para Bruxelas, para informar os aliados da Otan e europeus a respeito da política. Ele estará acompanhado na Otan, na sexta-feira, pela secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, e pelo general Stanley A. McChrystal, que informará os ministros da Otan na sua capacidade de alto comandante das forças aliadas. Apesar de um funcionário do governo ter dito que Holbrooke discutirá os pedidos de tropas adicionais, ele não deverá fazer pedidos específicos de ajuda não-militar.

Obama passou grande parte da segunda-feira telefonando para os líderes aliados. Ele falou por 40 minutos com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que sinalizou que a França não está em posição de enviar tropas adicionais. “Ele disse que a França manterá o nível atual de tropas enquanto for necessário para estabilizar o Afeganistão”, disse um funcionário informado sobre a conversa, que falou sob a condição de anonimato para descrever a conversa diplomática privada. Em vez de tropas, Sarkozy disse a Obama que a França está se concentrando na conferência em Londres, patrocinada pela Alemanha e pelo Reino Unido, para obter apoio ao Afeganistão, disseram funcionários americanas e franceses.

O jornal francês “Le Monde”, citando fontes diplomáticas, informou na segunda-feira que Clinton pediu a Sarkozy na semana passada o envio de 1.500 soldados adicionais ao Afeganistão, para complementarem os 3.750 soldados e os 150 policiais franceses que atualmente estão lá.

Mas o ministro da Defesa francês, Hervé Morin, confirmou publicamente a posição francesa na segunda-feira, dizendo que “por ora não se pensa em um aumento dos números”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse na segunda-feira que seu país enviaria 500 soldados adicionais ao Afeganistão no início de dezembro, aumentando o número de soldados britânicos ali para 10 mil. O anúncio foi estreitamente coordenado entre os governos em Londres e Washington, os dois maiores fornecedores de tropas na coalizão de 43 países que luta no Afeganistão. Brown falou com Obama por um link de vídeo após seu anúncio na Câmara dos Comuns.

Obama também conversou com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e se encontrou na Casa Branca na segunda-feira com Kevin Rudd, o primeiro-ministro da Austrália.

Funcionários do governo disseram que Obama reduzirá em seu discurso as ambições americanas para a taxa de treinamento de soldados e policiais afegãos, uma posição que poderá colocá-lo em atrito com alguns importantes legisladores, que têm pressionado por uma expansão e aceleração do treinamento das forças afegãs, para que possam assumir os deveres de segurança e assim permitir a retirada das tropas americanas.

Em seu levantamento estratégico, McChrystal pediu por um aumento do exército e da polícia nacional afegã para 400 mil homens somados.

Mas após apoiar inicialmente esta abordagem, os funcionários do governo pensaram melhor e temeram que a busca desta meta apenas resultaria em milhares de recrutas abaixo do padrão. Um funcionário do governo disse que o foco agora será produzir um número significativamente menor de soldados, mas melhor treinados, o mais rápido possível. A mudança foi noticiada na segunda-feira pelo “The Wall Street Journal”.

Esta abordagem reflete as sérias dúvidas levantadas por várias análises internas do governo de que o plano original do governo, de dobrar rapidamente as forças de segurança do Afeganistão, não era realista. As análises descreviam um programa de treinamento saturado lutando para criar forças afegãs mal lideradas, altamente iletradas e frequentemente corruptas.

Segundo o novo plano, as forças afegãs recém-treinadas terão como parceiras as forças americanas ou de outros aliados em todos os níveis. McChrystal recomendou esta exigência em sua avaliação para aumentar a qualidade das forças afegãs e “acelerar a transferência para elas da segurança do Afeganistão”.

Um alto funcionário do Departamento de Defesa, falando sob a condição de anonimato para descrever um plano que ainda não foi formalmente anunciado, disse na segunda-feira que as primeiras tropas adicionais enviadas serão de milhares de marines para a província de Helmand, rica em ópio, uma fortaleza do Taleban no sul do Afeganistão. Os marines começarão a chegar na região em janeiro, disse o funcionário, e seriam seguidos por um fluxo constante de dezenas de milhares de soldados adicionais ao longo dos próximos 12 a 18 meses.

Um grande motivo para a chegada gradual, disse o funcionário, é a falta de infraestrutura no Afeganistão, onde dormitórios e instalações terão que ser construídos para a maioria dos soldados adicionais. “Não há onde colocar todo mundo”, disse o funcionário. “Tudo o que temos no Afeganistão está ocupado.”

Grande parte das forças adicionais no sul irá para a província de Kandahar, o coração do território do Taleban, onde os Estados Unidos contam com forças insuficientes e muito poucas dentro da maior cidade da província, que também se chama Kandahar. O Taleban atualmente controla grande parte da província e está disputando o controle da cidade.

O funcionário do Departamento de Defesa disse que as tropas americanas adicionais seriam usadas para tentar assumir o controle da cidade e depois da região. “Com mais forças nós poderemos assegurar a segurança da Kandahar e das áreas que a cercam”, disse o funcionário.

O funcionário disse que após o discurso do presidente, que ocorrerá às 5h30 da manhã de quarta-feira no Afeganistão, McChrystal, o mais alto oficial da Otan e dos Estados Unidos no país, informaria seus comandantes e então embarcaria para um dia inteiro de visitas às instalações militares da Otan no país – em Kandahar no sul, Mazar-i-Sharif no norte, a Base Ãrea de Bagram no leste e Herat no oeste.

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Venezuela vai liquidar dois bancos

segunda-feira, novembro 30th, 2009

O ministro de Finanças da Venezuela, Ali Rodriguez, afirmou que os quatro bancos que sofreram intervenção do governo no dia 20 fecharão as portas e dois deles serão liquidados. O governo vai liquidar o Banco Canárias de Venezuela e o Banco Provivienda. A intervenção revelou que as duas instituições eram insolventes e tinham sido “severamente comprometidas”, disse Rodriguez.

O Banco Confederado e o Bolivar Banco, os outros dois bancos que passaram a ser operados pelo governo venezuelano na semana passada, ficarão com as portas fechadas durante a intervenção. Quando ordenou a intervenção, o governo afirmou que os quatro bancos continuariam operando normalmente. As informações são da Dow Jones.

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'Homem-pássaro' tenta voo intercontinental

quarta-feira, novembro 25th, 2009

Yves Rossy pretende atravessar 38 km sobre o Canal de Gibraltar, partindo de um ponto próximo a Tânger, no Marrocos, e aterrissando em Tarifa, na Espanha.

No ano passado, Rossy, que se autointitula “Jetman” ou “Fusionman”, entrou para o Guinness World Records ao ser o primeiro a atravessar o Canal da Mancha com o mesmo tipo de equipamento.

Sem instrumentos

Rossy, que já foi piloto de caça e hoje é comandante de voos comerciais da companhia aérea Swiss, diz que seu sonho sempre foi “voar como um pássaro”.
Ao longo de sua carreira amadora, ele desenvolveu 15 asas.

O modelo que usa atualmente possui quatro turbinas movidas a querosene. A asa tem uma envergadura de 2,5 metros e pesa cerca de 55 kg quando carregada de combustível.

“Eu navego apenas pela minha própria visão e manobro usando os movimentos do meu corpo, principalmente cabeça, ombros e braços. O único instrumento que uso é o medidor de combustível”, explica Rossy em seu site.

Após completar este desafio, ele espera um dia poder sobrevoar o Grand Canyon, nos Estados Unidos.

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Queda de avião militar mata cinco na Itália

segunda-feira, novembro 23rd, 2009

ROMA, Itália — Um avião militar C130 caiu nesta segunda-feira durante um voo de treinamento perto do aeroporto de Pisa, na Toscana, matando seus cinco ocupantes, anunciou a assessoria de imprensa da aeronáutica italiana.

O aparelho caiu às 11H10 de Brasília logo após a decolagem, segundo a mesma fonte.

O avião pegou fogo na hora do choque, e destroços foram projetados em um raio de 150 metros.

O aeroporto civil, que fica ao lado da base militar, foi fechado depois do acidente.

Segundo testemunhas citadas pelo prefeito de Pisa, Marco Filippeschi, o avião perdeu o controle logo depois de decolar.

Este não é o primeiro acidente envolvendo aparelhos militares italianos. Há pouco mais de um ano, um helicóptero caiu em território francês, matando oito soldados.

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EUA temem ajuda no Iraque

segunda-feira, novembro 23rd, 2009

Em seu maior esforço de reconstrução desde o Plano Marshall, o governo dos EUA gastou US$ 53 bilhões (R$ 91,8 bilhões) no Iraque desde a invasão em 2003, construindo hospitais, estações de tratamento de água, subestações de energia elétrica, escolas e pontes.

Mas há uma preocupação cada vez maior por parte de funcionários norte-americanos de que o Iraque não seja capaz de manter adequadamente essas instalações depois que os EUA saírem, desperdiçando potencialmente milhões de dólares e prejudicando a capacidade de o país fornecer serviços básicos para sua população.

Os projetos são de todos os tipos – desde uma inovadora estação de tratamento de água de US$ 270 milhões (R$ 467 milhões) em Nasiriya, que funciona a uma fração de sua capacidade total porque é muito sofisticada para os trabalhadores iraquianos operarem, passando por um mercado para produtores agrícolas em que os mesmos não foram capazes de decidir como dividir o espaço, até um grande hospital fechado logo depois de ter sido entregue porque o governo não foi capaz de fornecer equipamentos, equipe médica ou eletricidade.

A preocupação quanto à sustentabilidade dos projetos surge à medida que o Iraque se prepara para eleições nacionais cruciais em janeiro e à medida que a reconstrução emerge como um imperativo político no país, sobrepujando a segurança em algumas partes como principal preocupação de um eleitorado frustrado com a falta de progresso social, econômico e político. As forças dos EUA devem começar a se retirar em grande número no ano que vem.

Em centenas de casos durante os últimos dois anos, o governo iraquiano recusou ou postergou a transferência dos projetos realizados pelos EUA porque não foi capaz de fornecer pessoal capacitado para geri-los, dizem funcionários do governo iraquiano e norte-americano.

Outros projetos, incluindo hospitais, escolas e prisões construídas com fundos dos EUA, continuaram vazios muito tempo depois de sua conclusão porque não havia iraquianos suficientemente treinados para tocá-los.

“À medida que projetos de construção de grande escala foram concluídos – estações de energia, sistemas de tratamento de água e indústrias de petróleo -, cresceu a preocupação quanto à habilidade dos iraquianos para mantê-los e como será financiado seu funcionamento quando eles forem entregues às autoridades iraquianas”, informou uma análise recente preparada pelo Serviço de Pesquisa do Congresso.

O escritório de Responsabilidade do governo e o inspetor-geral para a reconstrução do Iraque também divulgaram relatórios nos últimos meses sobre o potencial fracasso dos projetos financiados pelos EUA uma vez que estes forem transferidos para o Iraque.

Stuart W. Bowen Jr., inspetor-geral para a reconstrução do Iraque, disse que sua agência havia “regularmente levantado questões sobre o potencial desperdício de dinheiro dos contribuintes norte-americanos resultante dos projetos de reconstrução que foram mal planejados, mal transferidos, ou insuficientemente sustentados pelo governo iraquiano”.

A culpa é de ambos os países, dizem os oficiais. Enquanto o Iraque tem sido frequentemente culpado pelo mau gerenciamento, as autoridades norte-americanas falharam repetidamente em perguntar aos iraquianos que tipo de projetos eles precisavam e não deram seguimento ao treinamento adequado. E quer os centros de saúde e estações de energia construídas pelos EUA sejam ou não utilizados como o previsto, as companhias dos EUA que ficaram com a maior parte dos contratos de reconstrução do governo federal foram pagas.

O governo iraquiano, pressionado por autoridades norte-americanas, prometeu começar a gastar mais de seu próprio dinheiro na reconstrução, mas o país está enfrentando um déficit orçamentário substancial por causa da queda nos preços internacionais do petróleo.

O primeiro-ministro Nouri Kamal al-Maliki insistiu que a reconstrução é a próxima tarefa. O que não está claro é de onde virão os US$ 400 bilhões (R$ 693 bilhões) que o governo diz que precisa.

“Usaremos os rendimentos que temos com o petróleo, mas o governo sente que precisa fazer mais do que isso para reconstruir o país”, disse Ali al-Alak, conselheiro de al-Maliki.

No meio tempo, os norte-americanos – especialistas civis e militares em reconstrução – continuam a deixar o país em grandes números, levando com eles seu dinheiro, equipamento e conhecimento.

Apesar dos US$ 53 bilhões (R$ 91,8 bilhões) gastos pelos Estados Unidos, muitos iraquianos consideram o esforço de reconstrução um desperdício. Ali Ghalib Baban, ministro iraquiano do planejamento, disse que ele não teve um impacto discernível. “Talvez eles tenham investido”, disse, “mas o Iraque não percebe”.

Os iraquianos, para quem os edifícios bombardeados são parte corriqueira da vida urbana, também dizem que viram poucas provas da reconstrução.

“Onde está a reconstrução?”, perguntou Sahar Kadhum, morador de Kut, a cerca de 160 quilômetros a sudeste de Bagdá. “A cidade está descansando sobre montanhas de lixo.”

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China e EUA devem rejeitar protecionismo

terça-feira, novembro 17th, 2009

Pequim, 17 nov – O presidente da China, Hu Jintao, afirmou hoje que tanto seu país como os EUA devem rejeitar o protecionismo “em todas suas formas”, depois de se reunir com seu colega americano, Barack Obama.

Segundo o líder chinês, os dois mantiveram um “diálogo excelente” no qual chegaram a um acordo para continuar sua cooperação e diálogo em assuntos macroeconômicos “em um plano de igualdade” para resolver os “atritos comerciais e financeiros”.

A economia foi tema de boa parte da conversa de duas horas que mantiveram os líderes, inicialmente com um grupo reduzido de funcionários e depois com sua equipe de assessores em plenário.

Segundo indicou o presidente americano, abordaram o assunto da cotação da moeda chinesa, um dos temas mais espinhosos em sua relação econômica.

Obama expressou sua satisfação pelo “compromisso da China de fazer a cotação de sua moeda mais orientada aos mercados gradualmente”, algo que considerou que contribuirá para fazer mais “equilibrada” a economia mundial.

Em sua declaração, Obama assegurou que sua aliança com a China contribuiu para que seu país tenha podido sair da recessão em que se encontrava imerso e declarou que a colaboração entre os dois países permitirá aumentar as exportações e os empregos nos EUA, enquanto elevará a qualidade de vida na República Popular.

Obama ressaltou seu compromisso para reduzir o gasto público e economizar mais.

O déficit fiscal americano alcança já os US$1,42 trilhões e a China, que é o principal comprador de bônus americanos, expressou sua preocupação pela depreciação do dólar.

Os dois países registraram também atritos na área comercial.

Os EUA impuseram tarifas aos pneus chineses em setembro e recentemente anunciaram também medidas contra os dutos originários desse país.

Neste sentido, Hu indicou que “ambos os países devem renunciar ao protecionismo em todas suas formas”.

O líder chinês também expressou sua satisfação pelos “sinais positivos” de uma recuperação econômica global mas advertiu que “os alicerces da recuperação ainda não estão firmemente assentados”.

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Seguidor de Zelaya desiste de reeleição

sexta-feira, novembro 13th, 2009

O prefeito de San Pedro Sula, a segunda cidade em importância de Honduras, Rodolfo Padilla, seguidor do presidente deposto, Manuel Zelaya, renunciou à reeleição por considerar que não há condições de legitimar o processo eleitoral, marcado para 29 de novembro.

Um advogado de Padilla, Justo Isaula, apresentou a renúncia ao Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) em Tegucigalpa, mas o secretário do organismo, Alejandro Martínez, advertiu que a lei eleitoral estabelece que o prefeito deverá entregar a renúncia pessoalmente. O presidente do TSE, Saúl Escobar, disse à imprensa local que a direção da instituição resolverá o caso “no momento oportuno”.

Padilla, do governante Partido Liberal (ao qual pertencem tanto Zelaya como o presidente golpista, Roberto Micheletti), está fora de Honduras desde 28 de junho, quando Zelaya foi expulso do país, e enfrenta um processo por falsificação de documentos e malversação de bens públicos.

Isaula não especificou em qual país se encontra o prefeito e afirmou que há “perseguições infundadas contra ele”.

Em sua declaração de renúncia, Padilla disse que em Honduras não foi reestabelecida “a ordem constitucional como única via para garantir um processo eleitoral transparente e legítimo como pede o povo hondurenho e a comunidade internacional”. “É contrário a meus princípios, convicções, valores e ideais legitimar processos eleitorais que pretendam consolidar os abusos, crimes e atropelos perpretados por aqueles responsáveis pelo golpe de Estado”, acrescentou.

A gestão de Padilla se caracterizou por suas relações conflitivas com os regidores (vereadores) e empregados da municipalidade de San Pedro Sula. Quando deixou o país, a prefeitura devia vários meses de salário aos funcionários.

O candidato presidencial independente Carlos Reyes, tambem seguidor de Zelaya, desistiu recentemente de participar das eleições de novembro alegando que o presidente deposto não havia sido restituído.

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EUA tem permissão para matar na Colômbia

sexta-feira, novembro 13th, 2009

CARACAS, Venezuela, 13 Nov 2009 (AFP) – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos atuarão, a partir do acordo militar que assinaram com a Colômbia, como o personagem de ficção britânico James Bond, “agente 007″, com permissão para “matar quem quiser, aonde quiser”.

“Assim, teremos um ’007′ ali mesmo na Colômbia: os Estados Unidos, no papel do agente secreto de sua majestade britânica”, destacou Chávez em ato público transmitido pelo canal VTV.

Chávez também rejeitou nesta sexta-feira o sistema de vigilância conjunta da fronteira com a Colômbia proposta recentemente pelo Brasil, e destacou que seu governo não permitirá a presença de nenhuma força extra na zona.

“Nós cuidados de nossa fronteira, como o Brasil cuida da do Brasil”, disse Chávez, lembrando sua resposta a Marco Aurelio García, assessor do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa recente em Caracas.

“Nós não vamos aceitar uma força multinacional cuidando de nossa fronteira; que a Colômbia cuide da sua”, disse, durante o ato.

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Com Google, pai encontra filha

sexta-feira, novembro 13th, 2009

Uma busca no Google fez com que o pai encontrasse a filha, após três décadas de separação, nos Estados Unidos.

April Antoniou, 30, morava no Estado da Geórgia, e seu pai, Scott Becker, no Kansas. Eles se reencontraram neste mês e, desde então, têm sido assediados por emissoras de TV norte-americanas.

Antoniou disse que frequentemente buscava o nome do pai no Google, mas que não tinha muita sorte porque o nome do pai era relativamente comum –além do fato dela saber muito pouco sobre ele.

Mas então ela digitou “Scott Robert Becker procurando por April” na caixa de buscas do Google há poucos dias, e descobriu um site criado pelo pai sete anos atrás, cujo endereço é www.aprilbecker.com, e no qual ele redigiu a seguinte mensagem:

“Querida April,

Quando você ler isto, por favor, envie um e-mail para: april@aprilbecker.com

Eu sou seu pai e realmente gostaria de falar com você.

Quando eu receber seu e-mail, eu vou lhe fazer duas perguntas que apenas você saberia, então eu posso filtrar os loucos para fora.

De qualquer forma, você tem uma irmã caçula que realmente quer falar com você :-)

Seu pai Scott Robert Becker”

Becker disse a uma TV norte-americana que ele tem procurado por April desde que se divorciou da sua mãe, poucos meses depois do aniversário de um ano da filha, e que gastou US$ 10 mil em detetives com o intuito de procurá-la.

“Eu não conseguia encontrá-la. Não conseguia encontrar sua mãe. Não conseguia encontrar April e procurei muito”, disse o pai.

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"Bird" economia enfrentará obstáculos

sexta-feira, novembro 13th, 2009

CINGAPURA, 13 Nov 2009 – O Banco Mundial (Bird) advertiu nesta sexta-feira em Cingapura que a economia mundial enfrentará sérios obstáculos em 2010, incluindo o desemprego em grande escala nos países desenvolvidos, bolhas de ativos e um retorno do protecionismo.

Em uma apresentação durante a reunião anual do Fórum de Cooperação Econômica Ãsia-Pacífico (Apec), que acontece em Cingapura, o presidente do Bird, Robert Zoellick, apresentou uma lista de potenciais problemas para a economia mundial, que tenta sair da pior recessão desde 1930.

“A razão pela qual estou falando desta questão é porque estamos em um ponto da recuperação no qual a confiança é muito importante”, disse Zoellick.

“Se restarem bolhas de ativos que não forem solucionadas corretamente, a confiança pode ser minada em 2010, que é o ano que mais preocupa”, afirmou o ex-representante americano do Comércio.

Zoellick afirmou que os altos níveis de desemprego, em particular nos países mais ricos do mundo, podem criar uma “segunda onda” de crise bancária com a interrupção de pagamentos de empréstimos, cartões de crédito e hipotecas.

Ele disse ainda que o consumo nos Estados Unidos, que levou a economia mundial para frente em outras crises, não pode ser esperado agora.

Zoellick também apontou para os sinais de que os países afetados pela crise estão tentando recuperar suas economias com o retorno do protecionismo.

“Por enquanto é uma febre pequena e não se trata de uma gripe. Mas se tivermos desemprego em grande escala, é preciso ser cuidadoso, porque os líderes políticos estarão sob pressão e, infelizmente, uma das coisas que geralmente mais os deixa tentados é elevar as barreiras comerciais”, explicou.

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