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Justiça e segurança pública são temas de seminário em Alagoas

sexta-feira, julho 22nd, 2011

Justiça e segurança pública são temas de seminário em Alagoas

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove, em parceria com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o seminário Poder Judiciário e Segurança Pública. O evento acontecerá em Maceió, na próxima segunda-feira (25/7). De acordo com o conselheiro e organizador do evento, Paulo Tamburini, o principal objetivo “é oferecer à sociedade uma oportunidade de debate sobre o cenário da segurança pública e a relação desta com o Poder Judiciário.â€
O seminário contará com a participação de diversas autoridades do Poder Judiciário, das Forças Armadas e da segurança pública. Entre elas, a ministra do Supremo Tribunal Federal e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carmem Lúcia Antunes Rocha; o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp; o ministro da Defesa, Nelson Jobim; o secretário estadual de segurança pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame e a conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público, juiza Tais Ferraz. Além do chefe do estado-maior das Forças Armadas, do comandante Militar do Leste; e de presidentes de associações dos magistrados.

No evento, serão debatidos temas como “A garantia da lei e da ordem no processo eleitoralâ€, “A participação das forças armadas na garantia da lei e da ordemâ€, “A garantia da lei e da ordem por forças federais – casos dos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiroâ€, “O Judiciário, as Organizações Criminosas e a cooperação Internacional†e “A estratégia nacional de segurança pública e a investigação de homicidios”.

Outro tema também a ser debatido é a segurança dos membros do Poder Judiciário. A questão será discutida no painel “A segurança institucional do Poder Judiciárioâ€, que contará com a participação de representantes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação Nacional dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

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Prefeito alagoano acusado de assassinato alega incompetência de juízo em que ação foi iniciada

terça-feira, junho 28th, 2011

Prefeito alagoano acusado de assassinato alega incompetência de juízo em que ação foi iniciada

Acusado de ser um dos supostos mandantes do assassinato do então vereador Fernando Aldo Gomes Brandão, de Delmiro Gouveia (AL), ocorrido em 2007, o prefeito daquela cidade, Luiz Carlos Costa impetrou no Supremo Tribunal Federal (STF) o Habeas Corpus (HC) 109041, em que pede a anulação de todos os atos praticados pela 17ª Vara Criminal Especializada de Alagoas, sediada em Maceió, alegando incompetência daquele juízo, especializado em crime organizado.

Segundo ele, o encaminhamento do processo ao juízo da 17ª Vara viola o artigo 5º, inciso XXXVIII, que atribui ao Tribunal do Júri a competência para julgar homicídios. Além disso, conforme alega, o crime ocorreu em Delmiro Gouveia. Portanto, estaria sendo violado, também, o princípio do juiz natural, já que caberia a juízo daquela cidade julgar o feito.

Embora, em virtude de sua eleição para prefeito, o processo tenha sido transferido para o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), a defesa alega que esse fato não produz o saneamento do processo, viciado pela tramitação, desde o início, na 17ª Vara.

E tal tramitação, observa, decorreu da Lei alagoana nº 6.806/2007, que, entre outros, define o que é “organização criminosaâ€, cria normas de regramento de processamento e afasta a aplicação dos procedimentos de competência em relação ao Tribunal do Júri.

Lembra, a propósito, que, por ter invadido competência privativa da União, esta norma está sendo contestada no STF pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4414, que tem como relator o ministro Luiz Fux.

No HC impetrado no STF, a defesa pede que seja determinado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que aprecie fundamentos não analisados em habeas lá impetrado. Aquela Corte suspendeu a prisão preventiva em que Luiz Carlos Costa se encontrava, mas não se pronunciou sobre a alegação de incompetência do juízo da 17ª Vara de Maceió, embora a Subprocuradoria-Geral da República se manifestasse pela incompetência daquele juízo.

O caso

Acusado do assassinato do vereador Fernando Aldo, Luiz Carlos Costa teve decretada sua prisão preventiva pelo juízo da 17ª Vara Criminal Especializada de Alagoas. Deste ato e da aceitação da denúncia contra ele, a defesa recorreu ao TJ-AL, que manteve a denúncia e a prisão preventiva.

Contra essa decisão, a defesa impetrou HC no Superior Tribunal de Justiça, que revogou a ordem de prisão, mas não declarou a incompetência do juízo da 17ª Vara para processar e julgar o feito. No curso do processo, Luiz Carlos Costa foi eleito prefeito, e o STJ foi informado do fato.

O Tribunal Superior, entretanto, declarou perda deste objeto, por estar o processo originário em tramitação no TJ-AL em razão de foro privilegiado do prefeito. Mas a defesa quer que esta situação seja enfrentada, alegando que a transferência do processo para a corte alagoana não tem o condão de validar os atos anteriormente praticados por juízo incompetente.

A relatora do HC é a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha.

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Ministra nega HC para acusado de homicídio em Alagoas

terça-feira, maio 31st, 2011

Ministra nega HC para acusado de homicídio em Alagoas

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu liminar em Habeas Corpus (HC 107346) para E.A.B., acusado de suposta prática de formação de quadrilha e homicídio duplamente qualificado em Alagoas. Ele pretendia aguardar em liberdade o julgamento de seu caso. Mas, para a ministra, o rol das matérias suscitadas pela defesa é extenso, algumas de grande complexidade, o que impõe exame aprofundado dos diversos pontos arguidos.

De acordo com a defesa, a ação penal contra E.A. seria nula, por violar o princípio constitucional do promotor natural. Isso porque o Grupo Estadual de Combate à Organização Criminosa, criado pelo procurador-geral do estado, não poderia, sem concurso do promotor de Justiça titular, oferecer denúncia contra qualquer cidadão.

Além disso, sustenta que o juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió seria incompetente para processar e julgar o réu, quer porque o crime não se passou nos limites territoriais da comarca, quer porque a lei que criou essa vara estaria eivada de inconstitucionalidade, o que já teria sido reconhecido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas.

Por fim, a defesa sustenta que a denúncia não teria demonstrado, a contento, os elementos constitutivos do fato típico, e que seu cliente estaria recluso por mais de dois anos, não sabendo até agora quando será concluído o processo penal a que responde. E que o réu estaria preso desde dezembro de 2008, o que configuraria excesso de prazo na prisão cautelar.

A ministra considerou extenso e de grande complexidade o rol de matérias trazidas pela defesa de E.A. De acordo com Cármen Lúcia, “não é possível antecipar pronunciamento – ainda que a título precário – sobre o conteúdo da impetração, havendo necessidade de se concluir sobre a viabilidade do enfrentamento de alguns de seus temas na acanhada via do habeas corpusâ€.

Além disso, ao negar a liminar, a ministra frisou que os acórdãos questionados nesse HC – tanto do Tribunal de Justiça de Alagoas quanto do Superior Tribunal de Justiça –, que negaram pedidos idênticos feitos naquelas instâncias, estariam formalmente motivados.

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Sessão do CNJ discute trancamento de processo contra juiz de Maceió

segunda-feira, abril 11th, 2011

Sessão do CNJ discute trancamento de processo contra juiz de Maceió

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realiza, nesta terça-feira (12/04), sua 124ª sessão ordinária, com 43 itens na pauta. Entre os itens mais importantes, está a Reclamação Disciplinar nº 0007997-15.2010.2.00.0000, que analisa decisão da juíza Vera Araújo de Souza, titular da 5ª Vara Cível de Belém (PA), de afirmar a existência e determinar o bloqueio de R$ 2,3 bi no Banco do Brasil. A Reclamação é relatada pela corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, mas o presidente do STF, ministro Cezar Peluso pediu vista na sessão de 26 de janeiro.
Em dezembro de 2010, após o Banco do Brasil recorrer ao CNJ contra a decisão da juíza, a corregedora Eliana Calmon concedeu liminar suspendendo o bloqueio, com base em documentos que apontavam indícios de que o possível saque ou transferência da quantia bilionária favoreceria uma quadrilha interestadual especializada em golpes contra instituições bancárias. Em fevereiro deste ano, Francisco foi preso junto com outros acusados de fraude.

Na sessão desta terça, os conselheiros julgarão, também, o Pedido de Providências nº 0007844-79.2010.2.00.0000, relatado pelo conselheiro Walter Nunes da Silva Junior. O pedido é de suspensão das obras do Fórum Clóvis Beviláqua, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), e apuração de responsabilidades por supostas irregularidades.

Relatado pelo mesmo conselheiro, também está na pauta da sessão o Procedimento de Controle Administrativo nº 0006665-13.2010.2.00.0000, que avalia pedido de trancamento de Processo Administrativo Disciplinar contra juiz de vara de Maceió (AL). Instaurado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o processo foi instaurado e, posteriormente, a decisão do plenário foi considerada nula pelo próprio foro e arquivado.

Outro item em destaque é a Consulta nº 0006700-70.2010.2.00.0000, na qual se questiona a utilização do sistema de Informações ao Judiciário (nfojud) para obtenção de dados fiscais dos agentes públicos. O relator é o conselheiro Jorge Hélio Chaves de Oliveira. Há também a consulta nº 0002583-36.2010.2.00.0000, que questiona a possibilidade de o poder Judiciário utilizar o instrumento da parceria público-privada. O conselheiro Paulo Tamburini é o relator do processo.

Na pauta, há ainda o Processo de Revisão Disciplinar nº 0007652-49.2010.2.00.0000 que pede a revisão de pena de aposentadoria compulsória aplicada a uma magistrada do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS). José Adônis Callou é o conselheiro relator do caso.

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Justiça e juiz de Alagoas são selecionados para prêmio por conciliação

sexta-feira, outubro 29th, 2010

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) selecionou, na última semana, os projetos de boas práticas de conciliação executados por magistrados e tribunais brasileiros que estão disputando como finalistas o prêmio Conciliar é Legal. O prêmio tem a proposta de homenagear boas experiências na resolução de conflitos judiciais, por meio dessa prática. No total, foram inscritos cerca de cem projetos (dos quais, foram escolhidos 30). Nesta segunda etapa, uma equipe de juízes e magistrados indicados pelo Conselho percorrerá os estados onde estão sendo executados os projetos finalistas, para avaliar pessoalmente os trabalhos e comprovar a eficácia de cada um. Na prática, as premiações serão feitas por tribunais de Justiça, tribunais regionais do Trabalho e tribunais regionais Federais. Na categoria individual, da mesma forma, estão sendo selecionadas as melhores práticas dos juízes de Direito, juízes trabalhistas e juízes federais. Tribunais – Em relação aos tribunais de Justiça, concorrem projetos dos tribunais do Rio Grande do Norte (TJRN), Amazonas (TJAM), Pernambuco (TJPE), Santa Catarina (TJSC), Alagoas (TJAL), Espírito Santo (TJES) e Goiás (TJGO). Já no tocante aos tribunais regionais do Trabalho (TRTs), estão concorrendo ao prêmio o TRT 16 (do Maranhão), TRT 8 (que compreende os estados do Pará e Amapá) e TRT 11 (cuja abrangência compreende Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima). Quanto aos tribunais regionais federais (TRFs) foram selecionados entre os finalistas, o TRF da 3ª Região (TRF 3) – que compreende São Paulo e Mato Grosso do Sul e o TRF da 4ª. Região (TRF 4), cuja abrangência pega os estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Magistrados – A equipe responsável pela seleção também escolheu, dentre as iniciativas individuais, trabalhos dos seguintes juízes de Direito e magistrados de tribunais de Justiça: José Sebastião Fagundes Cunha, do Paraná (TJPR); juiz Ferdinando Scremin Neto, de Alagoas (TJAL); desembargadora Maria Zeneide Bezerra, do Rio Grande do Norte (TJRN); juíza Sulamita Bezerra Pacheco de Carvalho, também do TJRN; juíza Sueli Pereira Pini, do Amapá (TJAP) e juiz João Rolim Sampaio, de Rondônia (TJRO). Foram selecionados ainda, os juízes Humberto Moglio Dutra, Roberto Coutinho Borba e Rodrigo Granato Rodrigues, do Rio Grande do Sul (TJRS); juiz Adalberto Carim Antonio, do Amazonas (TJAM); juíza Tânia Maria Vasconcelos Dias, de Roraima (TJRR) e juiz Bruno César Azevedo Isidro, da Paraíba (TJPB). Categoria Individual- Já na categoria dos juízes trabalhistas, dentre os nomes que já foram selecionados como finalistas estão o juiz Manoel Lopes Veloso Sobrinho, do TRT 16; juiz José Geraldo da Fonseca, do TRT 1 e juiz Roberto Vieira de Almeida, do TRT 2. Dentre os juízes federais, concorrem ao prêmio magistrados de Santa Catarina, São Paulo, Paraíba e Paraná. A lista completa, com o nome de todos os magistrados e dos projetos selecionados como finalistas será divulgada pelo CNJ na próxima quarta-feira (3/11). Hylda

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Sistema Infovia é implantado no Poder Judiciário alagoano

domingo, abril 11th, 2010

Sistema Infovia é implantado no Poder Judiciário alagoano

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) implantou na última segunda-feira (5/04) o Sistema Infovia, um serviço de comunicação que será responsável por interligar via telefone sedes dos tribunais e outros órgãos jurídicos como Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunais de Regionais Federais (TRFs). A partir de agora, as ligações feitas entre esses órgãos serão gratuitas.

José Baptista, integrante da Diretoria de Adjunta de Tecnologia da Informação (Diati) do TJAL, afirma que, entre os benefícios, estão a redução do custo nas ligações e a diminuição da quantidade de ramais externos, visto que a maior parte dessas ligações são para outros tribunais e outros órgãos do Judiciário. “A intenção é que todos os orgãos judiciários do país tenham esse sistema implantado. Hoje faltam apenas sete TJs para receber o Infovia em todo Brasil”, afirma.

A implementação técnica atende à meta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que se refere à infraestrutura e tecnologia necessárias à modernização do Poder Judiciário. Depois do Judiciário alagoano, os próximos tribunais que receberão o sistema Infovia serão os TJs de Aracaju, Bahia e Ceará.

Sistema Infovia – As Infovias diferem das redes de comunicações atuais pelo seu caráter universalizante e por ser uma rede multiserviço, que possibilitaria a distribuição de todos os serviços oferecidos separadamente pelos sistemas atuais. Isso significa que ela é capaz de tratar com igual eficiência tanto o tráfego de dados como os de telefonia, vídeo e áudio.

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Começou o julgamento de Marcola

quarta-feira, novembro 11th, 2009

Começou por volta das 14h10 desta quarta-feira (11) o júri popular de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, pela morte do juiz corregedor Antonio José Machado Dias, 47, dos Presídios e da Vara de Execuções Criminais de Presidente Prudente, interior paulista, assassinado com dois tiros no dia 14 de março de 2003, na saída do fórum da cidade.

O julgamento acontece sem a presença do réu, na 1ª Vara do Júri de SP, no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Os jurados já foram sorteados e serão seis homens e uma mulher.

Outro suposto líder da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, foi condenado pelo mesmo crime a 29 anos de prisão. Ambos são acusados de serem mandantes do assassinato do magistrado e estão presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, a oeste do Estado.

Os réus seriam julgados juntos no dia 1º de outubro, mas o advogado de Marcola deixou o plenário do Tribunal do Júri da Barra Funda minutos após o início da sessão alegando cerceamento de defesa. O advogado Roberto Parentoni questionou a negativa do juiz Alberto Anderson, que presidia o júri, a pedidos para adiar o julgamento. Marcola não compareceu ao julgamento. Então, serão ouvidas três testemunhas de acusação e uma da defesa.

Com o adiamento do júri de Marcola, Carambola foi condenado em um julgamento que durou mais de 14 horas. Quase sete anos depois do crime, seis das sete pessoas do júri decidiram que ele era culpado pelo assassinato, cometido com motivo torpe e com o uso de emboscada, qualificadoras que aumentaram a pena. A defesa recorreu da sentença.

As investigações
Cerca de duas semanas após o assassinato, a polícia concluiu que a ordem partiu de Marcola, tido como principal líder do PCC, de dentro da Penitenciária 1 de Avaré (262 km de São Paulo). Três dias depois da morte, um bilhete foi apreendido na prisão.

A mensagem dizia: “se realmente foi isso, hoje virá algum salve para você. A caminhada é a seguinte: o Machado foi nesta. Passou em todo o jornal lá da cidade e de São Paulo. Esse salve veio hoje pelo pessoal. Foi a Fia [suposta mensageira do PCC] que passou. Acredito eu que é a caminhada do câncer, pois a operação que faltava foi marcada e o paciente operado. Ela pediu para dizer que tinham matado o Machado”.

Marcola nega ter ligação com o homicídio. Três de outros quatro acusados já foram condenados pelo crime. João Carlos Rangel Luisi, o Jonny, pegou 19 anos de reclusão em regime fechado; Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal, 30 anos de reclusão em regime fechado e Ronaldo Dias, o Chocolate, 16 anos e oito meses de prisão. Adilson Daghia, o Ferrugem, ainda não foi julgado.

Em maio do ano passado, o juiz Valter Alexandre Mena, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, condenou o Estado a indenizar os dois filhos do juiz, em 150 salários mínimos cada, sustentando que o governo foi “inerte” e falhou no dever de proteger o magistrado. A Procuradoria Geral do Estado recorreu.

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Governadora do RS fez lobby, diz PF

sexta-feira, novembro 6th, 2009

Conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal indicam que políticos investigados por suspeita de integrar um esquema de corrupção no Rio Grande do Sul fizeram lobby para que a governadora Yeda Crusius (PSDB) nomeasse um desembargador para o TJ-RS (Tribunal de Justiça). Links Patrocinados A nomeação acabou ocorrendo, mas o governo gaúcho diz que não houve irregularidade e nega influência do lobby. Em telefonema do dia 29 de dezembro de 2007, o então prefeito de Canoas (região metropolitana de Porto Alegre), o também tucano Marcos Ronchetti, pediu à governadora que nomeasse o advogado Gelson Stocker para uma vaga de desembargador do TJ-RS. O grampo integra a chamada Operação Solidária, investigação da PF sobre uma suposta organização criminosa responsável por fraudar licitações, superfaturar preços e desviar recursos da merenda escolar em Canoas e obras públicas no município e no Estado. Ronchetti, que administrou Canoas entre 2001 e 2008, é suspeito de participar da fraude. Na conversa em dezembro de 2007, o prefeito diz a Yeda que, além de possuir “altíssima competência”, Stocker era fundador do PSDB e tinha “compromisso” com o governo. No telefonema, a governadora sinaliza positivamente ao pedido: “Eu aprendi durante esse ano, viu, Ronchetti, que vou só usar a caneta para nomear quem tenha compromisso com o governo”. No dia 16 de janeiro de 2008, Stocker foi nomeado por Yeda para a vaga. O advogado tornou-se desembargador pela regra do chamado quinto constitucional, que destina uma parcela das vagas em tribunais para indicados da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e do Ministério Público. Yeda o escolheu na lista tríplice que passou pela OAB e pelo TJ. A conversa entre Ronchetti e Yeda foi interceptada pela Polícia Federal porque o prefeito usou um celular de Francisco Fraga, então secretário de Governo de Canoas e o suposto operador do esquema de desvio, segundo a PF. Fraga também é réu na ação criminal da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) gaúcho entre 2003 e 2007. Ele responde por suposto crime de extorsão. Logo após a nomeação de Stocker, Fraga e a assessora pessoal de Yeda, Walna Vilarins de Menezes, combinaram em telefonema de 18 de janeiro uma visita de Stocker para agradecer Yeda pela indicação. Na conversa, Fraga se refere a um suposto pedido que a governadora teria a fazer a Stocker e se prontifica a ser o emissário. “Eu comentei com ele [Stocker] que ela [Yeda] tem um pedido, eu não disse o que era. E ele disse ‘não tem problema, atendo qualquer pedido’. Quer dizer, já se comprometeu”, diz Fraga a Walna. Walna foi indiciada em agosto pela Polícia Federal sob acusação de corrupção passiva e formação de quadrilha. Outro lado Por meio de assessoria, a governadora Yeda Crusius negou que a escolha do advogado Gelson Stocker para ocupar vaga de desembargador do TJ-RS Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul tenha se dado por critérios partidários. De acordo com o chefe da Casa Civil do governo, Otomar Vivian, a escolha não tem relação com o fato de Stocker ser tucano, mas com as credenciais profissionais do desembargador, que passou por listas elaboradas pela seção gaúcha da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelo TJ. Vivian disse que pedidos de nomeação, como o feito pelo ex-prefeito de Canoas Marcos Ronchetti (PSDB) para escolher Stocker, são comuns. Ronchetti é investigado pela Operação Solidária, da Polícia Federal, que apura um esquema de desvio de dinheiro público. A reportagem não conseguiu encontrá-lo ontem. O desembargador Gelson Stocker disse à Folha que não exerce militância partidária no PSDB há 15 anos e que, desde que foi empossado no Tribunal de Justiça em fevereiro de 2008, não julgou casos envolvendo o governo ou políticos. Ele disse que, no momento em que Ronchetti intercedeu por sua escolha, o prefeito ainda não era suspeito de desvios nem réu em processos. “Estão dando uma conotação pejorativa ao fato de terem chegado informações sobre minha qualificação pessoal e profissional à governadora, o que é natural”, disse Stocker. Stocker esteve com a governadora em janeiro de 2008 para agradecê-la pela escolha –”uma praxe nestas situações”, segundo ele– mas negou que tenha recebido qualquer pedido feito pela governadora ou pelo ex-secretário de Canoas Francisco Fraga. A reportagem não conseguiu localizar Walna Vilarins Menezes e com Fraga ontem. Em ocasiões anteriores, Walna havia negado qualquer ligação com irregularidades investigadas pela Polícia Federal. A defesa de Fraga também já negou as acusações. Compartilhe twitter delicious Windows Live MySpace facebook Google digg Leia mais sobre Yeda Crusius Leia outras notícias de política.

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CCJ deve votar PEC dos municípios

sexta-feira, outubro 30th, 2009

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) pode votar na quarta-feira (4) a proposta de emenda à Constituição (PEC 13/03) que devolve aos estados a autonomia para criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios.

A PEC estabelece que “a continuidade e a unidade histórico-cultural do ambiente urbano” deve ser respeitada no caso de desmembramento, fusão, incorporação ou criação de municípios, o que deve ser feito por meio de lei estadual, até 12 meses antes das eleições municipais, obedecidos os requisitos estabelecidos em lei complementar estadual.

A população do município que terá perda de território deverá opinar, por meio de plebiscito, se concorda ou não com a criação do novo município. A Assembleia Legislativa do respectivo estado terá competência para verificar o preenchimento dos requisitos exigidos, a veracidade de seu conteúdo e sua aprovação.

A matéria, de autoria do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), está em reexame na CCJ, e o relator, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), incorporou, em seu relatório, sugestões do ex-senador Luiz Otávio, relator da proposta na primeira vez que tramitou no colegiado.

No relatório, Azeredo assinala que, em todas as oportunidades em que reexaminou a PEC, a CCJ manteve procedimentos e requisitos que refletem a preocupação em limitar a criação desordenada de novos municípios. Azeredo informa também que a PEC continua recebendo manifestações de apoio de representantes de Assembleias Legislativa e Câmaras Municipais de praticamente todas as regiões do país, “o que vem reforçar os argumentos em favor de sua aprovação”.

Merenda escolar

A CCJ também pode aprovar o projeto de lei do Senado (PLS 182/05) que determina a punição dos prefeitos que deixarem alunos sem merenda escolar. A proposta estabelece que o prefeito que deixar de aplicar ou aplicar indevidamente recursos provenientes do Programa de Alimentação Escolar (PNAE), comprometendo o oferecimento de merenda escolar, poderá responder por crime de responsabilidade.

Já aprovado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), o projeto, que altera o Decreto-Lei 201/67, que trata da responsabilidade de prefeitos e vereadores, estabelece que também poderão responder por crime de responsabilidade os prefeitos que deixarem de prestar contas dos recursos do PNAE, no prazo e forma definidos pelas normas do programa.

O autor do projeto, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), argumenta que o PNAE é um programa de grande relevância social, pois garante a alimentação escolar dos alunos da educação infantil e do ensino fundamental, durante a permanência em sala de aula. Seu projeto, explica, visa impedir a suspensão da distribuição da merenda nos casos em que o prefeito deixar de atender as exigências de prestação de contas, evitando-se, dessa forma, o sacrifício das crianças em nome da moralidade.

Para o relator da matéria, senador Almeida Lima (PMDB-SE), a proposta é “conveniente e oportuna, não somente porque pune o desvio de conduta da autoridade municipal que faz uso indevido de verba federal, mas principalmente pela necessidade de boa aplicação dos recursos do PNAE, fator de fundamental importância na eficácia da política educacional do país”.

A reunião da CCJ tem início às 10h, na sala 3 da Ala Alexandre Costa do Senado Federal.

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"Brasil está travado", diz Lula em discurso

sexta-feira, outubro 23rd, 2009

“Quero dizer a vocês que o Brasil está travado. Não é fácil governar um País, um Estado, uma cidade com a poderosa máquina de fiscalização que nós temos e a pequena máquina de execuçãoâ€, afirmou durante cerimônia de posse do novo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.

O presidente disse que o tribunal deveria partir do pressuposto que todas as obras estão adequadas até que se prove o contrário. Assim, seria evitada a interrupção apenas por causa de indícios de irregularidades.

“Os entraves são demais. [São demais] porque se parte do pressuposto que todo mundo é desonesto até que se prove o contrário, quando o pressuposto deveria ser que todo mundo é honesto até que se prove o contrárioâ€.

Punição aos agentes

Lula defendeu ainda que os agentes de fiscalização sejam punidos, quando comprovado que não há irregularidades no projeto.

“Estou tentando fazer um relatório das coisas consideradas absurdas, para que vocês tenham a noção do que estamos falando. Obras paralisadas durante dez meses, oito meses, cinco meses, um ano e depois essas obras são autorizadas, sem que as pessoas que a paralisaram tenham qualquer indício de punição. Ou seja, quem dá a ordem para fazer está subordinado a todas as leis, e quem dá a ordem para parar não está [subordinado] a nenhumaâ€.

O TCU divulgou um relatório no mês passado em que aponta irregularidades em 41 obras do governo federal, sendo 15 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Olimpíadas e Copa

De olho nos Jogos Olímpicos de 2016 e da Copa do Mundo, o governo estaria estudando uma maneira de reduzir as amarras legais dos projetos de infraestrutura, de forma que grandes obras rodoviárias, ferroviárias e de intervenção urbana, além das relativas ao pré-sal, possam ser tocadas sem paralisações.

“Quero deixar como legado, para quem vier depois de mim, uma harmonização melhor entre essas dezenas das instituições. (…) Com que direito alguém para uma obra por nove meses? Qual é o custo para a União? Qual é o custo para País? Qual é o custo para o povo brasileiro?â€, questionou.

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