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Irã enriquecerá urânio em grau elevado

quarta-feira, dezembro 2nd, 2009

TEERÃ – O Irã enriquecerá urânio a um grau de pureza de até 20% e o utilizará como combustível em suas usinas nucleares, afirmou o presidente da República Islâmica, Mahmoud Ahmadinejad.

“A nação iraniana fará sozinha o combustível (nuclear enriquecido) a 20% e o que mais precisar”, assegurou Ahmadinejad em discurso proferido hoje em Isfahan, na região central do Irã, e transmitido ao vivo pela televisão estatal. O chefe de governo iraniano também reiterou que, para Teerã, a questão nuclear “está encerrada”.

A promessa de enriquecer urânio a um grau mais elevado de pureza contraria a pressão internacional para que o Irã paralise a atividade. Ahmadinejad declarou-se frustrado com as negociações em torno de um acordo apoiado pela ONU, por meio do qual o Irã enviaria urânio ao exterior para receber de volta a substância enriquecida num grau mais elevado do que o país é capaz de produzir no momento.

O enriquecimento de urânio é um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas.

Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário. As informações são da Dow Jones.

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Obama dá ordens às tropas

terça-feira, dezembro 1st, 2009

A Casa Branca disse na segunda-feira que o presidente Barack Obama emitiu ordens de envio de milhares de soldados adicionais ao Afeganistão, transmitindo sua decisão aos líderes militares no final da tarde de domingo, durante uma reunião no Escritório Oval.

Obama passou a segunda-feira telefonando aos seus pares estrangeiros -incluindo os líderes do Reino Unido, França e Rússia- os informando sobre os detalhes do que anunciará em um discurso que será feito na Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, Nova York, e transmitido pela televisão na noite de terça-feira.

Robert Gibbs, o secretário de imprensa da Casa Branca, se recusou a dizer quantos soldados americanos adicionais Obama aprovou, mas altos funcionários do governo disseram que cerca de 30 mil seriam enviados em etapas ao longo dos próximos 12 a 18 meses, elevando o total da presença americana no Afeganistão para cerca de 100 mil.

Gibbs disse aos repórteres na Casa Branca que Obama discutiria no discurso como pretende pagar pelo plano – uma grande preocupação entre sua base democrata – e deixará claro que ele tem um prazo para reduzir o envolvimento americano na guerra de oito anos. “Esse não é um compromisso ilimitado”, disse Gibbs.

O governo enviará na terça-feira seu representante especial para Afeganistão e Paquistão, Richard C. Holbrooke, para Bruxelas, para informar os aliados da Otan e europeus a respeito da política. Ele estará acompanhado na Otan, na sexta-feira, pela secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, e pelo general Stanley A. McChrystal, que informará os ministros da Otan na sua capacidade de alto comandante das forças aliadas. Apesar de um funcionário do governo ter dito que Holbrooke discutirá os pedidos de tropas adicionais, ele não deverá fazer pedidos específicos de ajuda não-militar.

Obama passou grande parte da segunda-feira telefonando para os líderes aliados. Ele falou por 40 minutos com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que sinalizou que a França não está em posição de enviar tropas adicionais. “Ele disse que a França manterá o nível atual de tropas enquanto for necessário para estabilizar o Afeganistão”, disse um funcionário informado sobre a conversa, que falou sob a condição de anonimato para descrever a conversa diplomática privada. Em vez de tropas, Sarkozy disse a Obama que a França está se concentrando na conferência em Londres, patrocinada pela Alemanha e pelo Reino Unido, para obter apoio ao Afeganistão, disseram funcionários americanas e franceses.

O jornal francês “Le Monde”, citando fontes diplomáticas, informou na segunda-feira que Clinton pediu a Sarkozy na semana passada o envio de 1.500 soldados adicionais ao Afeganistão, para complementarem os 3.750 soldados e os 150 policiais franceses que atualmente estão lá.

Mas o ministro da Defesa francês, Hervé Morin, confirmou publicamente a posição francesa na segunda-feira, dizendo que “por ora não se pensa em um aumento dos números”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse na segunda-feira que seu país enviaria 500 soldados adicionais ao Afeganistão no início de dezembro, aumentando o número de soldados britânicos ali para 10 mil. O anúncio foi estreitamente coordenado entre os governos em Londres e Washington, os dois maiores fornecedores de tropas na coalizão de 43 países que luta no Afeganistão. Brown falou com Obama por um link de vídeo após seu anúncio na Câmara dos Comuns.

Obama também conversou com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e se encontrou na Casa Branca na segunda-feira com Kevin Rudd, o primeiro-ministro da Austrália.

Funcionários do governo disseram que Obama reduzirá em seu discurso as ambições americanas para a taxa de treinamento de soldados e policiais afegãos, uma posição que poderá colocá-lo em atrito com alguns importantes legisladores, que têm pressionado por uma expansão e aceleração do treinamento das forças afegãs, para que possam assumir os deveres de segurança e assim permitir a retirada das tropas americanas.

Em seu levantamento estratégico, McChrystal pediu por um aumento do exército e da polícia nacional afegã para 400 mil homens somados.

Mas após apoiar inicialmente esta abordagem, os funcionários do governo pensaram melhor e temeram que a busca desta meta apenas resultaria em milhares de recrutas abaixo do padrão. Um funcionário do governo disse que o foco agora será produzir um número significativamente menor de soldados, mas melhor treinados, o mais rápido possível. A mudança foi noticiada na segunda-feira pelo “The Wall Street Journal”.

Esta abordagem reflete as sérias dúvidas levantadas por várias análises internas do governo de que o plano original do governo, de dobrar rapidamente as forças de segurança do Afeganistão, não era realista. As análises descreviam um programa de treinamento saturado lutando para criar forças afegãs mal lideradas, altamente iletradas e frequentemente corruptas.

Segundo o novo plano, as forças afegãs recém-treinadas terão como parceiras as forças americanas ou de outros aliados em todos os níveis. McChrystal recomendou esta exigência em sua avaliação para aumentar a qualidade das forças afegãs e “acelerar a transferência para elas da segurança do Afeganistão”.

Um alto funcionário do Departamento de Defesa, falando sob a condição de anonimato para descrever um plano que ainda não foi formalmente anunciado, disse na segunda-feira que as primeiras tropas adicionais enviadas serão de milhares de marines para a província de Helmand, rica em ópio, uma fortaleza do Taleban no sul do Afeganistão. Os marines começarão a chegar na região em janeiro, disse o funcionário, e seriam seguidos por um fluxo constante de dezenas de milhares de soldados adicionais ao longo dos próximos 12 a 18 meses.

Um grande motivo para a chegada gradual, disse o funcionário, é a falta de infraestrutura no Afeganistão, onde dormitórios e instalações terão que ser construídos para a maioria dos soldados adicionais. “Não há onde colocar todo mundo”, disse o funcionário. “Tudo o que temos no Afeganistão está ocupado.”

Grande parte das forças adicionais no sul irá para a província de Kandahar, o coração do território do Taleban, onde os Estados Unidos contam com forças insuficientes e muito poucas dentro da maior cidade da província, que também se chama Kandahar. O Taleban atualmente controla grande parte da província e está disputando o controle da cidade.

O funcionário do Departamento de Defesa disse que as tropas americanas adicionais seriam usadas para tentar assumir o controle da cidade e depois da região. “Com mais forças nós poderemos assegurar a segurança da Kandahar e das áreas que a cercam”, disse o funcionário.

O funcionário disse que após o discurso do presidente, que ocorrerá às 5h30 da manhã de quarta-feira no Afeganistão, McChrystal, o mais alto oficial da Otan e dos Estados Unidos no país, informaria seus comandantes e então embarcaria para um dia inteiro de visitas às instalações militares da Otan no país – em Kandahar no sul, Mazar-i-Sharif no norte, a Base Ãrea de Bagram no leste e Herat no oeste.

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Otan defende envio de mais tropas

quinta-feira, novembro 12th, 2009

LONDRES – O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, disse nesta quinta-feira que apoia o envio de mais tropas ao Afeganistão, apesar das reservas do embaixador americano nesse país, Karl Eikenberry.

Depois de se reunir hoje com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, na residência oficial de Downing Street, Rasmussen disse que apoia a estratégia do general Stanley McChrystal, comandante das forças internacionais no Afeganistão, de enviar mais tropas.

“Agora, estamos em uma fase intensa de consulta entre os aliados e espero que seja tomada uma decisão sobre o número de tropas em poucas semanas, portanto, é um pouco cedo para fazer uma análise definitiva”, disse o secretário-geral da Otan à imprensa britânica.

“Basicamente, compartilho o ponto de vista do general McChrystal, sua análise, sua recomendação sobre uma ampla estratégia contra os insurgentes. Mas não tomei uma decisão final sobre o número exato de tropas”, acrescentou Rasmussen.

Acrescentou que apoia a necessidade de treinar os soldados afegãos e concordou com Brown na importância de entregar gradualmente a responsabilidade da segurança às forças do Afeganistão.

O responsável da Aliança Atlântica fez estas declarações apesar de Eikenberry ter pedido cautela e recomendado que não se aumente o número de forças militares no Afeganistão.

Em outubro, Brown decidiu aumentar de 9 mil a 9,5 mil o número de militares de seu país no Afeganistão, mas o reforço estará condicionado a que haja uma mobilização equitativa entre os aliados.

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Israel se prepara contra o Irã

terça-feira, novembro 10th, 2009

Israel está preparando todas as opções para tentar forçar o Irã a interromper seu programa atômico, disse o principal general israelense a um painel parlamentar nesta terça-feira, segundo uma autoridade.

Ele disse esperar que líderes mundiais decidam até o final deste ano o que deve ser feito para tentar interromper o programa iraniano, disse a autoridade israelense a repórteres.

“Estamos preparando todas as opções e os tomadores de decisão terão que considerar quais caminhos seguir” para interromper o desenvolvimento nuclear do Irã, disse o chefe do estado-maior das Forças Armadas de Israel, Gabi Ashkenazi, ao Comitê de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento.

Sugerindo que Israel ainda pensa em uma opção militar para interromper o que vê como um plano iraniano para a produção de armas nucleares, acusação negada pela República Islâmica, Ashkenazi sugeriu que sanções diplomáticas e econômicas também podem ajudar.

“Se os iranianos entendem que terão que pagar um preço alto, não seria ilógico dizer que eles podem mudar sua atual direção”, disse Ashkenazi, segundo a autoridade.

Israel recusa-se a comentar avaliações internacionais de que possui o único arsenal nuclear da região, de mais de 100 ogivas nucleares.

Ashkenazi disse que o Irã desempenha um papel ativo no que chamou de “batalha travada entre radicais e moderados pela hegemonia do Oriente Médio”, e é um dos principais fornecedores de armas para os dois maiores inimigos de Israel — o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, em Gaza.

Israel cita os repetidos pedidos do presidente iraniano Mahmoud Ahamadinejad pela destruição do Estado judeu como um sinal claro de que as armas nucleares do Irã, se forem produzidas, ameaçarão a existência do país.

“Não podemos proteger o país inteiro com uma cúpula de ferro”, disse, usando o nome de um sistema interceptador de mísseis de curto alcance que Israel planeja instalar em dois anos.

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Venezuela ameaça Colombia

segunda-feira, novembro 9th, 2009

BOGOTà – O governo da Colômbia informou no domingo que não fará “nenhum gesto” hostil contra seus países vizinhos, e que recorrerá à Organização dos Estados Americanos (OEA) e às Nações Unidas após a declaração do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que conclamou seus compatriotas a se prepararem “para a guerra”.

“Diantes destas ameaças de guerra pronunciadas pelo governo da Venezuela, o governo da Colômbia se propõe a ir à OEA e ao Conselho de Segurança da ONU”, indicou o secretário de imprensa do presidente Ãlvaro Uribe, César Mauricio Velásquez.

Velásquez disse que “a Colômbia não fez nem fará nenhum gesto de guerra contra a comunidade internacional e menos ainda contra países irmãos, e o único interesse que nos move é a superação do narcoterrorismo que durante tantos anos maltratou os colombianos”.

“A Colômbia mantém sua disposição ao diálogo franco, às vias do entendimento e às normas do direito internacional”, destacou o comunicado presidencial.

Ameaças da Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou no domingo que os líderes militares devem estar preparados “para a guerra” e pediu aos cidadãos que “defendam a pátria” contra futuros ataques que poderiam ser orquestrados pelos Estados Unidos através da Colômbia.

“Senhor comandante da guarnição militar, batalhões da milícia, treinemos. Estudantes revolucionários, trabalhadores, mulheres: todos prontos para defender esta terra sagrada chamada Venezuela”, acrescentou.

Chávez, criticando novamente o acordo militar assinado nos últimos dias entre os EUA e a Colômbia, pediu o seu colega americano Barack Obama que evite cair na tentação de uma agressão contra a Venezuela.

“Senhor presidente Obama, não vá cometer o erro de realizar uma agressão contra a Venezuela através da Colômbia (…) Porque nós estamos prontos para qualquer coisa e a Venezuela não é nem nunca vai ser uma colônia ianque”.

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Israel intercepta navio do Irã

quarta-feira, novembro 4th, 2009

JERUSALÉM – Israel informou nesta quarta-feira que a Marinha do país interceptou um navio de contêineres no Mediterrâneo que levava foguetes destinados ao grupo libanês Hezbollah.

A embarcação foi levada para um porto israelense. Informações divulgadas pela mídia de Israel afirmaram que o armamento foi fornecido pelo Irã.

“Havia (foguetes) Katyusha, cujo propósito é atingir civis”, disse o vice-ministro da Defesa Matan Vilnai à Rádio do Exército.

Ele não deu detalhes sobre a quantidade de armamento existente no navio e expressou dúvidas sobre se a tripulação sabia que as armas estavam a bordo.

Questionado se o carregamento tinha como destino o Hezbollah, Vilnai disse: “Sim. Isso fortalece (o grupo) e aumenta a capacidade dele de atingir a longo alcance dentro de Israel”.

O Hezbollah disparou quase 4 mil foguetes contra Israel numa guerra em 2006 e autoridades israelenses afirmam que o grupo vem se rearmando desde o conflito de 34 dias.

Uma porta-voz militar israelense disse que a Marinha “avistou, durante checagens de rotina, um navio cargueiro levando a bandeira de Antígua a 100 milhas (160 quilômetros) da costa israelense”, disse uma porta-voz militar.

“Eles suspeitaram que ele carregava armas e, depois de uma inspeção inicial, munições foram encontradas. O navio foi levado ao litoral”, disse a porta-voz.

O correspondente para assuntos militares da Rádio Israel identificou o navio como o Francop, uma embarcação de 137 metros que transporta contêineres, e afirmou que ele está agora atracado no porto de Ashdod, ao sul de Tel Aviv

A emissora de TV israelense Channel 10 disse que Israel tinha informações antecipadas sobre o navio. Fontes militares afirmaram que comandos navais abordaram a embarcação em águas internacionais.

O Ministério da Defesa israelense disse que o navio foi abordado próximo do Chipre.

Em comunicado oficial, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse que o armamento tinha como destino “a arena terrorista no norte”, numa aparente referência ao Hezbollah.

Em outra nota, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as armas encontradas poderiam ter “atingido cidades israelenses”.

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Venezuela diz que capturou espiões

terça-feira, outubro 27th, 2009

ANA ISABEL MARTINEZ

CARACAS – A Venezuela disse nesta terça-feira que capturou agentes de segurança colombianos que planejavam desestabilizar o governo, aumentando a tensão entre as nações andinas.

O vice-chanceler venezuelano, Francisco Arias Cardenas, confirmou que houve prisões, mas não forneceu detalhes nem disse quantos colombianos estavam detidos.

“Não subestime a importância de um evento tão sério e tão grave como a captura de agentes de segurança colombianos da DAS (Departamento Administrativo de Segurança), cometendo atos de espionagem”, disse Cardenas a jornalistas.

Ele disse que a Venezuela iria apresentar provas para apoiar a acusação nas próximas horas.

Os laços diplomáticos e comerciais entre os vizinhos sul-americanos já se esgarçaram antes. No início deste ano, o presidente Hugo Chávez suspendeu as relações e reduziu o comércio por causa um plano do governo de Bogotá de permitir que soldados norte-americanos usassem sete bases em território colombiano.

A tensão entre Caracas e Bogotá aumentou no fim de semana depois do assassinato de oito colombianos na fronteira com a Venezuela, um incidente que o governo venezuelano disse que iria investigar.

A Colômbia se recusou a responder às acusações de espionagem na Venezuela.

“Não serei provocado. Acho que é importante não perder de vista o ponto central que é o fato de que 10 pessoas, incluindo oito colombianos, foram mortos em um massacre”, disse Maria Luisa Chiape, embaixador colombiano na Venezuela.

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Presidente afegão admite pressão

sábado, outubro 24th, 2009

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, declarou neste sábado que o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e outros dirigentes mundiais lhe pressionaram diretamente para que aceitasse a realização de um segundo turno nas contestadas eleições presidenciais de seu país.

Anunciado como o vencedor das eleições de 20 de agosto passado, Karzai teve sua maioria reduzida a pouco menos de 50% de votos, depois da recontagem de milhões de cédulas. O presidente afegão afirmou à rede CNN que aceitou a realização de um segundo turno devido às suas preocupações com a segurança e a seu compromisso com as “tradições democráticas”.

“Houve um esforço amistoso de alguns governos, que me pediram para aceitar o resultado da Comissão de Queixas Eleitorais, apoiada pelas Nações Unidas”, explicou Karzai, numa entrevista que será divulgada na íntegra domingo.

O presidente afegão revelou ter recebido telefonemas de Brown, mas também dos presidentes da Turquia, Abdullah Gul, e do Paquistão, Asif Ali Zardari. Ele não mencionou a Casa Branca.

Após forte pressão internacional, Karzai e seu adversário Abdullah Abdullah aceitaram a realização de um segundo turno, no dia 7 de novembro.

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