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Alagoas tem o 4° em crescimento do varejo, diz IBGE

terça-feira, fevereiro 23rd, 2010

Todas as 27 Unidades da Federação obtiveram resultados positivos no volume de vendas na comparação dezembro de 2009 com dezembro de 2008, com as variações de maior magnitude se estabelecendo em Acre (23,4%); Piauí (18,9%); Sergipe (18,7%); Alagoas (17,5%); Rondônia (16,4%) e Roraima (16,3%). Quanto à participação na composição da taxa do Comércio varejista, os destaques, pela ordem, foram São Paulo (8,4%); Minas Gerais (10,0%); Rio Grande do Sul (11,6%); Rio de Janeiro (6,2%) e Bahia (12,6%).

Ainda na análise da série ajustada, das oito atividades que compõem o varejo, quatro tiveram variações negativas: -3,4% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico; -3,3% em Móveis e eletrodomésticos; -0,8% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e -0,8% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. As variações positivas foram: 1,6% em Livros, jornais, revistas e papelaria; 0,7% em Combustíveis e lubrificantes; 0,2% para Tecidos vestuário e calçados; e 0,2% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação.

Já na relação dezembro 09/dezembro 08, todas as oito atividades obtiveram aumento no volume de vendas. As taxas, por ordem de importância no resultado global, se estabeleceram em 9,7% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 13,2% em Móveis e eletrodomésticos; 6,8% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 5,8% em Tecidos, vestuário e calçados; 10,7% em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos;5,3%para Combustíveis e lubrificantes; 3,7% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e 9,3% para Livros, jornais, revistas e papelaria.
O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2009 de 8,3% em relação ao ano anterior, resultado que o levou a responder por um 67,8% da taxa anual do varejo (Tabela 3). Este desempenho reflete, principalmente, o aumento do poder de compra da população decorrente do aumento da massa de salário da economia (obtida pela melhora da renda e do emprego) e da expansão do crédito, conforme revelado pelos dados da Pesquisa Mensal de Emprego – (PME do IBGE) e Relatório do Banco Central do Brasil, respectivamente.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico exerceu, em 2009, o segundo maior impacto no resultado anual do Comércio varejista, sendo responsável por 11,9% da magnitude da taxa global, ao registrar variação no volume de vendas de 8,4% no ano, comparativamente ao ano de 2008. Englobando segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, entre outros, esta atividade teve seu desempenho também influenciado pela evolução positiva da massa de salários e pela retomada gradual do crédito.

A terceira maior contribuição positiva para o resultado global no ano de 2009 coube ao segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que registrou crescimento de 11,8%, em relação ao ano anterior. A expansão da massa de salários, a venda dos medicamentos “genéricos” e o envelhecimento da população1 formam a base de sustentação do desempenho positivo do segmento pelo sexto ano consecutivo.
A atividade de Móveis e eletrodomésticos exerceu, em 2009, o quarto maior impacto no resultado anual do Comércio varejista, sendo responsável por 5,1% da magnitude da taxa global, ao registrar variação de 2,1% no volume de vendas em relação ao ano anterior. A retomada gradual do crédito, melhoria do rendimento real e estabilidade do emprego2 e incentivos governamentais (redução do IPI para a chamada linha branca), foram os principais fatores de sustentação do resultado positivo da atividade, que completa também seis anos de crescimento consecutivo.

Exercendo o quinto maior impacto positivo no resultado do varejo no ano, a atividade de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação obteve acréscimo no volume de vendas de 10,6% sobre o ano de 2008. Dentre os fatores que determinaram este desempenho, vale destacar a expressiva queda de preços dos produtos de informática (-7,5% em 2009 para o subitem Microcomputadores, segundo IPCA) proporcionada pelas medidas fiscais do Governo para reduzir a exclusão digital.

A sexta maior contribuição à taxa global foi da atividade de Combustíveis e lubrificantes, que apresenta resultado positivo no volume de vendas, ao registrar variação acumulada de 0,8% em 2009, com relação ao ano anterior. Apesar do aumento da frota de carros particulares, devido ao incentivo dado pelo governo através da redução do IPI para automóveis novos, este resultado reflete os sintomas da crise financeira que aportou no Brasil no último trimestre de 2008, reduzindo a atividade industrial do país e, por conseqüência, o fluxo do transporte de carga nas rodovias.
Com uma performance relativa melhor do que a do ano anterior (oitava maior contribuição) o segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria apresenta a sétima maior contribuição à taxa global, registrando variação de 9,6% em relação a 2008. Esse desempenho reflete a recuperação da economia principalmente a partir do segundo semestre de 2009, quando a atividade começa a crescer à taxa de dois dígitos, respaldada pelo fortalecimento do mercado interno.

A atividade de Tecidos, vestuário e calçados, com a oitava participação na taxa global do varejo, em 2009, apresentou resultado negativo no volume de vendas de -2,8% quando comparado com o ano de 2008. Este resultado é explicado pela alta dos preços do setor em função, basicamente, da desvalorização do real ao longo de 2009. O grupo Vestuário do IPCA teve uma variação acumulada em 2009 de 6,4%, enquanto a inflação média foi de 4,2% no mesmo ano.

Para o Comércio varejista ampliado, composto do varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, as variações observadas em relação ao mês de novembro/09, com ajustamento sazonal, foram de 0,6% para o volume de vendas e de -0,2% na receita nominal de vendas. Já para os indicadores sem ajustamento, as variações ocorridas foram as seguintes: para o volume de vendas 14,3% na relação dez09/dez08 e 6,9% no acumulado do ano, e de 15,3% e 7,8% para a receita nominal, respectivamente.

Em relação à atividade de Veículos, motos, partes e peças, os resultados para o volume de vendas foram os seguintes: 1,6% sobre o mês anterior, ajustado sazonalmente, 28,2% na comparação dez09/dez08 e 11,1% no acumulado do ano de 2009. O incentivo governamental através da redução do IPI para os automóveis novos ao longo do ano, tornou-se o principal fator para o crescimento da atividade.

O segmento de Material de construção obteve variação de 3,3% na comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal, de 16,8% sobre dezembro de 2008 e taxa negativa de -5,9% no acumulado do ano. O contexto macroeconômico que, basicamente, influenciou esses resultado foram: a crise financeira, que reduziu a atividade industrial, refletindo na indústria da construção civil, e a redução do IPI para um rol de materiais de construção.

Por Unidades da Federação, os resultados com ajuste sazonal para o volume de vendas apontam, na comparação mês/mês anterior, 13 estados com variações positivas e 14 com queda. Os principais acréscimos ocorreram em Tocantins (6,1%); Amapá (5,8%) e Rio Grande do Sul (2,6%). Já as principais quedas se estabeleceram no Mato Grosso do Sul (-3,9%) Amazonas (-3,6%); Espírito Santo (-2,1%); Paraná (-1,8%); Maranhão (-1,6%) e Paraíba (-1,6%).

Para o Comércio varejista ampliado, as maiores taxas mensais de desempenho no volume de vendas ocorreram em Mato Grosso (24,1%); Goiás (21,9%); Espírito Santo (21,6%) e Tocantins (19,7%). Em termos de impacto no resultado global do setor, os destaques foram São Paulo (15,0%); Rio Grande do Sul (17,3%); Minas Gerais (13,1%); Paraná (17,2%) e Rio de Janeiro (8,8%).

Em termos de resultados acumulados para o ano de 2009, os maiores acréscimos no volume de venda do Varejo ocorreram em Sergipe (13,3%); Piauí (13,3%); Roraima (11,3%); Rondônia (10,7%) e Ceará (9,5%). Somente dois estados registraram variações negativas: Espírito Santo (-1,1%) e Tocantins (-1,7%). Para o Comércio varejista ampliado apenas o Amazonas teve resultado negativo de -0,6%. As maiores taxas assinaladas foram de 15,8% para Piauí; 15,6% para Sergipe; 10,7% para Roraima e 9,9% em Tocantins.

Em termos de resultados trimestrais, houve significativa aceleração no ritmo de crescimento do volume de vendas, na passagem do terceiro para o quarto trimestre do ano, no que diz respeito ao Varejo, com aumento da taxa de 5,3% para 8,8%. Quanto ao Comércio varejista ampliado, a aceleração foi mais acentuada, passando de 5,2% para 13,9% de variação.

Das dez atividades pesquisadas, oito revelaram aumento de ritmo de crescimento no quarto trimestre do ano, sendo os três principais destaques: Veículos e motos, partes e peças cuja taxa passou de 7,7% no terceiro trimestre para 27,9%; Material de construção (de -9,0% para 4,7%) e Tecidos, vestuário e calçados (de -4,8% para 5,1%). Estes foram seguidos de Móveis e eletrodomésticos (de 1,0% para 10,4%); Combustíveis e lubrificantes (de -4,1% para 3,2%); Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação (de 4,0% para 7,6%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo (de 4,8% para 5,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 7,2% para 7,7%).

Com movimento oposto, isto é, diminuindo o ritmo de crescimento do volume de vendas, figuram as atividades de: Livros, jornais, revistas e papelaria (de 11,1% para 10,3%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (de 12,1% para 11,4%).

O segundo semestre do ano de 2009 apresentou um crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, resultado este superior ao do primeiro semestre que alcançou taxa de 4,4%, mostrando uma recuperação do setor diante da crise financeira que se iniciou na economia brasileira a partir do quarto trimestre de 2008.

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Oposição quer governo nas mãos do TJ

segunda-feira, novembro 30th, 2009

Líderes que fazem oposição ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, vão se reunir nesta segunda-feira (30) para defender o afastamento não apenas do principal ocupante do Palácio do Buriti, mas também o vice-governador Paulo Octávio e o presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente. Os três políticos do DEM estão envolvidos em um escândalo de compra de apoio político denunciado pela Polícia Federal. Todos eles negam ter cometido irregularidades.

O presidente do PT local, Chico Vigilante, já defendeu que assuma o governo o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Níveo Geraldo Gonçalves. Parlamentares do DEM na Câmara Legislativa já disseram à direção nacional do partido que têm dúvidas sobre se essa é a melhor saída a um ano das eleições.

De acordo com interlocutores do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ) no caso de afastamento dos três políticos afetados pelas denúncias também há a possibilidade de realizar novas eleições na Assembleia Legislativa, embora vários parlamentares da casa tenham sido afetados pela Operação Caixa de Pandora. O PT-DF já afirmou ser contra essa manobra.

Vários membros do DEM já pressionam pela expulsão de Arruda da legenda caso ele não dê “explicações convincentes” na segunda-feira, de acordo com o líder da sigla no Senado, José Agripino Maia (RN).

O governador nega as acusações, disse no domingo ser vítima de manipulação política e alega que o dinheiro que recebe no vídeo divulgado na imprensa serviria para pagar panetones para doar aos pobres. Arruda vai se explicar amanhã, às 14h, à cúpula de seu partido sobre as denúncias. Ele passou este domingo telefonando para os colegas.

Denúncia

Arruda, Octávio, assessores do governo do DF, deputados distritais e empresários estão no centro das denúncias que apontam um suposto esquema de corrupção com superfaturamento de contratos, irregularidades em licitações e pagamentos de propinas. Segundo a Polícia Federal, cerca de R$ 600 mil foram arrecadados de empresas privadas que mantêm contratos com o governo do Distrito Federal.

Arruda afirmou que as imagens são do período da sua campanha de 2006, quando recebia recursos para repassar aos que trabalhavam com ele. De acordo com as explicações do governador, tudo foi relatado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e também ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No microblog Twitter, o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), avisou que se for constatada irregularidade, haverá punição. “O Democratas não vai se portar como o PT. Se houve erro, haverá punição de acordo com o que uma democracia prevê. O Democratas exige seriedade sempre. Não vamos empurrar nada para baixo do tapete. São denúncias graves”.

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Mantega diz: crise não afetará Brasil

sexta-feira, novembro 27th, 2009

Os três maiores bancos do Brasil disseram nesta sexta-feira que não têm exposição a ativos no conglomerado Dubai World, reforçando os comentários feitos ontem à noite pelo ministro das Finanças, Guido Mantega. Durante jantar com investidores, Mantega disse que “não acredita que o problema em Dubai terá qualquer impacto nos bancos brasileiros”.

Contactados pela agência Dow Jones, o Banco do Brasil, o Itaú Unibanco e o Bradesco disseram que não têm exposição a qualquer ativo.

O Dubai World, conglomerado controlado pelo governo de Dubai com investimentos em propriedades e serviços financeiros, disse na quarta-feira que ia pedir aos credores uma paralisação de seis meses no pagamento de dívidas. O conglomerado tem cerca de US$ 60 bilhões em ativos e investidores estão preocupados com o que isso pode significar para detentores de bônus e credores, na maioria bancos europeus. As informações são da Dow Jones.

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Sistema antiapagão custaria R$ 600 mi

quinta-feira, novembro 26th, 2009

Um sistema de segurança para garantir que não aconteçam novos apagões como o ocorrido no último dia 10 de novembro em 18 Estados custaria R$ 600 milhões mensalmente, segundo Hermes Chipp, diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). O diretor fez as afirmações nesta quinta-feira (26) no Senado Federal, onde participa de audiência pública das comissões de Assuntos Econômicos e Infraestrutura.

Um sistema para garantir o fornecimento no caso de uma pane na usina de Itaipu teria de gerar 4.000 megawatts de energia com usinas térmicas. Essa quantidade é equivalente a que chega na subestação de Tijuco Preto (Mogi das Cruzes, SP), uma das atingidas durante o apagão. Para o diretor do ONS, o sistema é inviável economicamente.

“Imagine o que é gerar R$ 600 milhões de custo para prover um sistema de segurança de uma situação que nunca aconteceu. Isso é antieconômico”, disse o diretor. “Para evitar essa contingência de probabilidade remotíssima, não se espera que você gere um custo desses.”

Chipp afirmou que para implantar esse sistema o custo seria repassado ao consumidor, que pagaria uma tarifa muito cara.

Para Luiz Pinguelli Rosa, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-presidente da Eletrobrás, que também está presente na audiência, a tarifa brasileira já é muito cara. Segundo Pinguelli, o consumidor brasileiro paga mais do que o japonês para ter energia em sua casa.

“Eu acho que essa tarifa é cara. O papel [do governo] era reduzir a tarifa e dar mais consistência ao sistema”, disse.

Apesar de afirmar que um sistema para impedir um novo apagão não é viável, Chipp disse que não ficou satisfeito com o tempo de recomposição das linhas e deve trabalhar para aprimorar esse sistema. Foram mais de quatro horas para que a energia elétrica fosse restabelecida completamente no país.

A audiência pública sobre o apagão foi esvaziada. Com a presença de sete senadores no início da sessão, somente três deles, todos da base governista, estavam presentes duas horas depois.

Convidado para a audiência, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) não compareceu pois está em viagem a Suécia, onde visita projetos de energia renovável. Está presente o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman.

Causa “inédita”

Hermes Chipp disse que os investimentos feitos no setor elétrico nos últimos anos evitaram um apagão como os de 1999 e 2002. Chipp também afirmou que as causas do último apagão são inéditas.

“Os investimentos evitaram que se propagasse como 1999 e 2002, quando as contingências foram menos severas e os efeitos mais severos”, disse o diretor.

Segundo Chipp, o evento deste ano não é comparável ao anterior, pois este ano menos regiões foram afetadas.

“Naquelas ocasiões [1999 e 2002] desligou-se com impacto significativo em todas as regiões do país e desta vez Sul, Norte, Nordeste e boa parte do Sudeste foram preservados”, diz Chipp.

Chipp reafirmou a posição do governo de que não haveria como ter um sistema mais seguro sem um aumento muito grande na conta de luz.

“[Aconteceu uma] contingência que eu com 40 anos de profissão nunca vi igual”, disse Chip. O diretor-geral afirmou que o relatório final do apagão será concluído em 4 de dezembro, e, então, encaminhado ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Legalmente, o documento por ser entregue até 15 de dezembro.

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Lula provocou milagre econômico no Brasil

quarta-feira, novembro 25th, 2009

O Brasil é visto como uma história de sucesso econômico e sua população reverencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um astro. Ele está na missão de transformar o país em uma das cinco maiores economias do mundo por meio de reformas, projetos gigantes de infraestrutura e explorando vastas reservas de petróleo. Mas ele enfrenta obstáculos.

Elizete Piauí aguarda pacientemente por horas à sombra de uma mangueira. Ela calça sandálias de plástico e veste um short largo sobre suas pernas finas. A 40ºC, o ar tremula neste dia incomumente quente na Barra, uma pequena cidade no sertão, o coração do Nordeste brasileiro. Mas Elizete não se queixa, porque hoje é seu grande dia, o dia em que se encontrará com o presidente, que está trabalhando para fornecer água encanada para sua casa.

O barulho de um helicóptero sinaliza sua chegada. A aeronave branca sobrevoa a multidão antes de pousar. Uma escolta de batedores acompanha o presidente até a cerimônia.

Lula sai da limusine vestindo uma camisa branca de linho e um chapéu militar verde. Ignorando os dignitários locais em seus ternos pretos, Lula segue direto para a multidão atrás de uma barreira de segurança. “Lula, Papai!”, chama Elizete. Ele a puxa até seu peito e aperta a mão de outros na multidão, permitindo que as pessoas o toquem, façam carinho e o abracem. Gotas de suor correm pelo seu rosto corado enquanto pessoas o puxam pela camisa, mas Lula se deixa embeber na atenção. Ele se sente em casa aqui, em uma das regiões mais pobres do Brasil.

O presidente passa três dias viajando pelo sertão. Ele conhece a rota. Ele veio à região pela primeira vez há 15 anos, em campanha, viajando de ônibus e ficando hospedado em locais baratos. Ele fazia paradas em todas as praças, sete ou oito vezes por dia, geralmente realizando seus discursos na traseira de um caminhão. Sua voz geralmente ficava rouca e fraca à noite e ele tinha que trocar sua camisa suada até 10 vezes por dia.

‘Ele ainda é um de nós’

Agora ele viaja de helicóptero e carros blindados, com os carros da polícia, com suas luzes piscando, abrindo o caminho ao longo das estradas. Voluntários montam aparelhos de ar condicionado e bufês nos aposentos de Lula, às vezes até mesmo estendem um tapete vermelho. A imprensa critica as despesas, mas isso não incomoda a maioria dos brasileiros, porque eles têm orgulho de seu presidente. Ele chegou ao topo, eles argumentam, então por que não desfrutar de seu sucesso? “Ele ainda é um de nós”, diz Elizete, “porque ele é o pai dos pobres”.

Lula está familiarizado com o destino dos nordestinos pobres do Brasil. Ele nasceu no sertão, mas sua mãe colocou seus filhos na traseira de um caminhão e os levou para São Paulo, 2 mil quilômetros ao sul. A posterior ascensão de Lula ao poder começou nos subúrbios industriais de São Paulo. Sua mãe foi uma das centenas de milhares de pessoas carentes que deixaram o sertão atormentado pela seca, com seus campos ressecados e animais morrendo de sede, e migraram para o sul mais rico, para trabalhar como porteiros, garçons, operários de construção ou empregados domésticos.

Em um plano para tornar verde esta região árida, Lula está explorando as águas dos 2.700 quilômetros do Rio São Francisco, um rio vital para grandes partes do Brasil. O rio fornece água para cinco Estados, mas ele faz contorna o Sertão. Segundo o plano de Lula, dois canais desviarão água do rio por 600 quilômetros até as áreas atingidas pela seca. “É o mínimo que posso fazer por vocês”, Lula diz às pessoas na Barra.

Projeto controverso

O megaprojeto, que exige a superação de uma diferença de altitude de 200 metros, tem um custo estimado de R$ 6,6 bilhões. Lula posicionou soldados na região para escavar os canais. Oito mil trabalhadores labutam nos canteiros de obras enquanto tratores e escavadeiras movem a terra pela estepe. Se tudo correr bem, 12 milhões de brasileiros se beneficiarão com o projeto de transposição de águas, que deverá ser concluído em 2025. É o maior e mais caro projeto de Lula, assim como provavelmente seu mais controverso.

Aqueles que o apoiam comparam Lula ao presidente americano Franklin D. Roosevelt, que represou o Rio Tennessee nos anos 30, para fornecer eletricidade à região, e que lançou o New Deal, um imenso programa de investimento para superar a Grande Depressão. Mas os críticos veem a obra como um imenso desperdício de dinheiro. O projeto também atraiu a ira dos ambientalistas e até mesmo o bispo da Barra já fez duas greves de fome contra ele. Ele teme que o projeto de transposição das águas secará ainda mais o rio, alegando que a irrigação beneficiaria principalmente o setor agrícola.

O bispo não está presente. Dizem que ele está participando de reuniões fora da cidade. Na verdade, o religioso está mantendo discrição. As críticas ao presidente são desaprovadas por sua congregação. Lula fala a linguagem das pessoas comuns, contando histórias de sua juventude aos seus simpatizantes, histórias dos tempos em que sua mãe o enviava para buscar água e ele voltava para casa equilibrando um balde pesado sobre sua cabeça. Ele tinha cinco anos na época.

O Brasil já foi chamado de “Belíndia”, um termo cunhado por um empresário que via o vasto país como uma mistura entre a Bélgica e a Índia, um lugar com riqueza europeia e pobreza asiática, onde o abismo entre ricos e pobres parecia intransponível. Lula foi o primeiro a construir uma ponte entre os dois Brasis.

Agora ele é tanto o queridinho dos banqueiros quanto ídolo dos pobres. Com o chamado presidente operário no comando, o Brasil está atraindo investidores de todas as partes do mundo. Jim O’Neill, o economista chefe do Goldman Sachs, inventou a sigla Bric para as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia e China, prevendo um futuro brilhante para o gigante sul-americano. Mas seus colegas zombaram dele. A China e a Índia certamente tinham perspectivas, mas o Brasil? Por décadas o país era visto como um gigante acorrentado, atormentado por crises infindáveis e inflação.

Potência econômica ascendente

Mas hoje o “B” é a estrela entre os países Bric, com os especialistas prevendo um crescimento de até 5% para a economia brasileira em 2010. O Brasil está atualmente crescendo mais rápido do que a Rússia e, diferente da Índia, não sofre de conflitos étnicos ou disputas de fronteira. O país de 192 milhões de habitantes possui um mercado doméstico estável, com as exportações – carros e aeronaves, soja e minério de ferro, petróleo e celulose, açúcar, café e carne bovina – correspondendo a apenas 13% do produto interno bruto.

E como a China substituiu os Estados Unidos como maior parceira comercial do Brasil no início deste ano, o país não foi severamente afetado pela recessão no mercado americano como poderia ter sido. Os bancos do Brasil são fortes, estáveis e não encontraram grandes dificuldades durante a crise. Mais importante, entretanto, é o fato do Brasil ser uma democracia estável, ao estilo ocidental.

O país pagou sua dívida externa e até mesmo passou a emprestar ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo acumulou mais de US$ 200 bilhões em reservas e o real é considerado uma das moedas mais fortes do mundo. Especialistas internacionais preveem uma década de prosperidade e crescimento para o país. Lula prevê que o Brasil será uma das cinco maiores economias do planeta em 2016, o ano em que o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Olímpicos. O país será sede da Copa do Mundo de 2014.

E ainda há os recursos naturais aparentemente ilimitados do Brasil, vastas reservas de água doce e petróleo. O Brasil exporta mais carne do que os Estados Unidos. E a China estaria em dificuldades sem a soja brasileira. Nos hangares da fabricante de aviões, a Embraer, perto de São Paulo, engenheiros brasileiros constroem aviões para companhias aéreas de todo o mundo, incluindo aviões para trajetos menores para a Lufthansa.

Um patriarca extremamente popular

Em outras palavras, o presidente Lula tem bons motivos para estar repleto de autoconfiança. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o estão cortejando, enquanto Wall Street praticamente o venera. Ele é até mesmo tema de um novo filme, “Lula, o Filho do Brasil”, que descreve a saga de sua ascensão de engraxate a presidente.

Todo o Brasil desfruta da fama de seu presidente que, há menos de sete anos no poder, atualmente conta com um índice de aprovação acima de 80%. A oposição praticamente desapareceu e o Congresso se tornou submisso. Lula dirige o país como um patriarca, tanto que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, o está acusando de “autoritarismo” e alertando que o Brasil está no caminho de um capitalismo estatal.

Há um quê de verdade nas alegações de Fernando Henrique. Lula nunca teve confiança na capacidade do mercado de curar a si mesmo e considera que o Estado deve moldar uma nova ordem social. Ele adora projetos impressionantes e gestos nacionalistas. Ele é pragmático, mas despreza especuladores. “Brancos com olhos azuis” levaram o mundo à beira da ruína financeira, ele disse recentemente. Ele falava dos banqueiros.

A crise financeira apenas confirmou o ceticismo de Lula em relação ao capitalismo. Lula acredita que o Brasil lidou melhor com a crise do que outros países porque o governo adotou medidas corretivas desde cedo. Segundo Lula, o combate à pobreza e a distribuição justa de renda não podem ficar aos cuidados do mercado.

Classe média crescente

Sob sua liderança, milhões de brasileiros ingressaram na classe média. A evidência dessa transformação social está por toda a parte: nos shopping centers do Rio e São Paulo, lotados de famílias barulhentas da periferia, ou nos aeroportos, onde mães jovens ficam na fila do balcão de check-in, aguardando para embarcar em um avião pela primeira vez em suas vidas. “A desigualdade entre ricos e pobres está começando a diminuir”, diz o economista e especialista em estudos sobre a pobreza, Ricardo Paes de Barros.

A chave para aquela que provavelmente é a maior redistribuição de riqueza na história brasileira é o programa social Bolsa Família, sob o qual uma mãe carente que possa comprovar que seus filhos estão frequentando a escola recebe até R$ 200 por mês do governo. A primeira vista pode não parecer muito, mas este subsídio do governo ajuda milhões de pessoas a sobreviverem no Nordeste brasileiro.

Especialistas inicialmente criticaram o programa como sendo apenas uma esmola, mas agora ele é visto como um modelo mundial. Mais de 12 milhões de lares recebem os subsídios, com grande parte do dinheiro indo para o Nordeste. Graças ao programa Bolsa Família, a região antes atingida pela pobreza começou a prosperar. Muitos nordestinos abriram pequenas empresas ou lojas e a indústria descobriu o Nordeste como mercado. “Agora a região está crescendo por conta própria”, diz Paes de Barros.

Lula foi abençoado pela sorte. Seu antecessor, Fernando Henrique, já tinha estabilizado a economia, que sofria com a hiperinflação, quando foi ministro da Fazenda em 1994. Ele impôs uma reforma da moeda ao país e implantou leis que forçaram o governo a adotar políticas com responsabilidade fiscal. Lula não mudou nada disso.

Não havia necessidade de Lula reinventar a política econômica e social do Brasil. O país tem uma tradição de controle total da economia pelo governo que remonta aos anos 30.

O plano Marshall próprio do Brasil

Os centros nervosos da política econômica do país ficam abrigados em dois imponentes arranha-céus no centro do Rio. O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que conta com seus escritórios em uma torre de aço e vidro, foi criado com a ajuda americana e usando o KFW Banking Group da Alemanha como modelo. Ele financiou uma versão brasileira do Plano Marshall.

Nos anos 90, o BNDES administrou com sucesso a privatização de muitas estatais brasileiras. Hoje, ele fornece assistência a fusões e aquisições corporativas, ajuda empresas em dificuldades e financia os investimentos estratégicos do governo.

O BNDES é altamente respeitado. Acredita-se que seja em grande parte livre de corrupção e ele paga os mais altos salários do país. “Há um ano, os bancos estrangeiros batiam à minha porta perguntando se o Brasil estava preparado para a crise financeira”, diz Ernani Teixeira, um dos diretores financeiros do banco. Teixeira conseguiu tranquilizá-los, notando que o BNDES tinha separado R$ 100 bilhões em reservas adicionais. No ano passado, o banco emitiu mais empréstimos e garantias de empréstimos do que o Banco Mundial – e até apresentou um lucro respeitável.

O segundo pilar do milagre econômico brasileiro fica diagonalmente no outro lado da rua: um bloco de concreto, iluminado à noite com as cores nacionais, verde e amarelo, é a sede do grupo de energia semiestatal Petrobras. A empresa planeja investir US$ 174 bilhões nos próximos quatro anos em plataformas de perfuração, navios e outros equipamentos para explorar as grandes reservas de petróleo além da costa do Brasil.

Há um ano e meio, a Petrobras descobriu novas reservas de petróleo sob o leito do oceano. Mas o petróleo será difícil de extrair, por estar situado abaixo de uma camada de sal em profundidades de pelo menos 6 mil metros. A expectativa é de que os poços comecem a produzir daqui pelo menos seis anos. A receita desse petróleo será depositada em um fundo que o governo usará principalmente para financiar novas escolas e universidades.

Lula apresentou recentemente uma legislação que regulamentaria a exploração das reservas de petróleo submarinas, fortalecendo assim o monopólio da Petrobras. Especialistas temem que Lula esteja criando um monstro corporativo poderoso e corruptível.

Obstáculos burocráticos

O imenso apagão que ocorreu simultaneamente em grandes partes do país, há duas semanas, teria sido um sinal de alerta de que o governo está indo além de sua capacidade? A modernização da infraestrutura decrépita do Brasil está avançando, mas lentamente. Bilhões de dólares em investimentos em portos, construção de estradas e no setor de energia existem apenas no papel, com a implantação atrapalhada por uma burocracia kafkaniana e um Judiciário moroso. Além disso, o país também não teve muito sucesso no combate à criminalidade.

Lula tem mais um ano no poder, após ter resistido à tentação de manipular a Constituição para garantir sua reeleição para um terceiro mandato. Ávido em preservar seu legado, ele tem buscado a indicação de sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora, apesar da resistência dentro do próprio Partido dos Trabalhadores.

Rousseff, que foi integrante dos grupos guerrilheiros de esquerda após o golpe militar de 1964 e que posteriormente passou anos presa, tem uma reputação de tecnocrata competente, mas é vista como inacessível e autoritária. Ela está acompanhando o presidente em suas viagens pelo país, inaugurando novas estradas e usinas elétricas. Lula a apoia de modo tão determinado que até parece estar fazendo campanha para si mesmo.

Ela também está com ele em seu giro pelo Nordeste, apesar dos médicos terem removido um tumor de sua axila há poucos meses. Acredita-se que ela esteja curada e ela atualmente usa uma peruca após a quimioterapia. Seu rosto é pálido e seu sorriso parece congelado. O presidente a puxa para o seu lado quando ele caminha até o microfone, e ele menciona o nome dela repetidas vezes.

Elizete Piauí, ainda completamente embriagada pelo seu encontro com Lula, a viu pela televisão. Ela sabe que Dilma é a candidata de Lula e ela fará campanha pela ministra, apesar de que preferiria que Lula permanecesse no poder. “Eu votarei em qualquer pessoa que ele indicar”, ela diz.

Lula também prometeu retornar. Antes do fim de sua presidência, ele planeja fazer outra viagem ao Nordeste para ver o quanto progrediram as obras no Rio São Francisco. Talvez, espera Elizete, ele terá atendido seu maior desejo até lá e ela poderá servir a ele um copo de água – de sua própria torneira, em sua própria casa.

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Brasil terá novos casos de câncer em 2010

terça-feira, novembro 24th, 2009

O país terá mais de 489 mil novos casos de câncer em 2010, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) nesta terça-feira (24), no Rio de Janeiro. Os tipos de câncer mais frequentes na população serão o de pele não melanoma, o de próstata e o de mama feminina.

O levantamento mostra que o câncer será mais prevalente nas mulheres (52%) do que nos homens (48%). Apesar de homens adoecerem e morrerem mais do que as mulheres, a população feminina é mais numerosa, especialmente nas faixas etárias mais avançadas, o que explica o resultado.

O tipo de câncer mais comum, em ambos os sexos, é o de pele não melanoma, que soma aproximadamente 114 mil casos novos, ou 23% do total de casos estimados para 2010. Esse levantamento é separado dos outros, na estimativa, por se tratar de uma doença com bom prognóstico e que implica baixíssimo risco de morte.

Sem considerar o câncer de pele não melanoma, o tipo mais comum de tumor nos homens é o de próstata, seguido de pulmão, cólon e reto, estômago, oral, esôfago, leucemias e pele melanoma. Entre as mulheres, os cânceres mais frequentes são os de mama, colo de útero, cólon e reto, pulmão, estômago, leucemias, oral, pele melanoma e esôfago.

Os dados utilizados para o cálculo têm como base o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e os Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP). O Inca esclarece que a estimativa atual não pode ser comparada com as anteriores, porque reflete um contexto que se modifica ao longo do tempo.

Diferenças entre regiões

Exceto no caso do câncer de próstata, que é o mais comum em homens em todas as regiões do país, cada região possui perfil diferente em relação à prevalência de câncer masculino. Nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, o tumor mais comum é o de pulmão. Já no Norte e no Nordeste, é o de estômago.

O câncer de pulmão será mais frequente nas mulheres do Rio Grande do Sul (21 para cada 100 mil mulheres). É lá, também, que estará o maior número de casos de câncer de próstata (80 para cada 100 mil homens) e de pulmão (48 para cada 100 mil). Já o câncer de estômago será mais incidente entre os homens e mulheres do Ceará (17 para cada 100 mil homens e 10 para cada 100 mil mulheres, respectivamente).

Prevenção

O Inca explica que o envelhecimento é a principal causa de câncer em todo o mundo. A esperança de vida da população brasileira, que era de 62 anos em 1980, será de 76 anos em 2020, o que traz como consequência mais casos da doença. Outros fatores de risco são o tabagismo, o consumo de álcool, o sedentarismo, a ingestão de comidas gordurosas e a exposição ao sol sem proteção.

Estima-se que 30% dos novos casos de câncer previstos para 2010 (exceto os de pele não melanoma) poderiam ser evitados com o combate ao tabagismo. E uma alimentação rica em frutas, verduras e fibras, além de pobre em gorduras, poderia prevenir 35% deles.

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Brasil irá aplicar sanções contra os EUA

quinta-feira, novembro 19th, 2009

A OMC (Organização Mundial do Comércio) autorizou nesta quinta-feira (19) o Brasil a começar a aplicar sanções contra os Estados Unidos pelos subsídios ilegais concedidos pelo governo americano aos produtores de algodão, informaram fontes ligadas à entidade.

O governo brasileiro recebeu a autorização para tomar medidas de represália. Em 31 de agosto passado, a OMC decidiu impor sanções aos Estados Unidos a favor do Brasil em seu litígio sobre as subvenções que Washington concede a seus produtores de algodão e que poderão chegar US$ 800 milhões (R$ 1,36 bilhão) este ano.

Em setembro de 2002, o Brasil apresentou uma queixa contra os subsídios americanos ao algodão para a OMC. Um painel de resolução de conflitos e outros de apelação deram razão sucessivamente aos brasileiros.

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Liberada consulta de Imposto de Renda

quarta-feira, novembro 18th, 2009

Brasília – A Receita Federal liberou da malha fina um lote de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física de 2005. A consulta poderá ser feita a partir das 9h de hoje (18) na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou pelo ReceitaFone, no número 146. Os valores estarão disponíveis para saque a partir do dia 24 deste mês e terão correção de 58,33%.

Do total de 33.824 contribuintes do lote, 13.751 têm imposto a pagar, o que corresponde a R$ 30.808.912,46. Terão direito à restituição 17.088 contribuintes, que receberão o total de R$ 13.291.338,17. Também estão no lote 2.985 contribuintes que não têm imposto a pagar nem a restituir.

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Lula compara apagão a acidente da TAM

sexta-feira, novembro 13th, 2009

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta sexta-feira (13) de “achistas” as opiniões de especialistas até o momento sobre o apagão que atingiu 18 Estados na terça-feira. Segundo Lula, existem críticos aparentemente satisfeitos com o incidente, assim como na tragédia com um avião da TAM em São Paulo, que matou 199 pessoas no aeroporto de Congonhas em 2007.

O presidente disse que vai aguardar mais investigações sobre o incidente e criticou os “achistas”. “Tenho notado algumas pessoas falando do apagão com o mesmo prazer que falavam culpando o governo quando o avião da TAM teve o acidente em Congonhas. Disseram que o governo ia carregar 200 mortos nas costas. Depois, disseram que era a Infraero. Até que a verdade foi aparecendo e prevaleceu que foi falha humana, que pode ter sido problema técnico”, afirmou o presidente a jornalistas, após abertura de um congresso em uma faculdade de São Paulo.

Na quinta-feira (12), o governo deu por encerrado o assunto e atribuiu a falta de energia elétrica a “raios, ventos e chuva”, nas palavras da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. “O sistema é robusto, bem estruturado. Agora nada neste mundo pode ser tão estruturado que possa suplantar alguma coisa que foi causada por intempéries ou por falha humana que não sabemos ainda”, afirmou Lula.

Questionado sobre se as críticas se destinam à oposição, Lula negou. “São esses especialistas que vão à mídia. Vocês é que conhecem”, completou. “Esse não é assunto de análise política, é de análise técnica. Estamos na fase do ‘achismo’, mas depois vamos entrar na fase dos resultados mais objetivos.”

O presidente também disse que existe uma “deformação” nas comparações da falta de energia no Brasil em 2001 com a de agora. Ele descartou as hipóteses de sabotagem e afirmou que não se pronunciou logo após o incidente “porque tinha que ouvir antes de falar”.

“O que eu quero é um resultado final depois de uma apuração correta para que a opinião pública brasileira fique sabendo o que aconteceu”, disse Lula.

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IBGE realiza concurso para 350 vagas

quinta-feira, novembro 12th, 2009

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) abre nesta quinta-feira as inscrições para concurso público destinado a preencher 350 vagas de nível superior para seu quadro permanente.

Há vagas em todos os Estados e no Distrito Federal, divididas entre 278 para analistas e 72 para tecnologistas. Em São Paulo, são 12 postos. Os salários variam de R$ 5.909,63 a R$ 7.409,29.

A organização do concurso ficará a cargo da Fundação Cesgranrio e os interessados podem se candidatar pelo site www.cesgranrio.org.br até o dia 6 de dezembro. A taxa de inscrição é de R$ 110,00.

A aplicação das provas está prevista para o dia 10 de janeiro de 2010. O edital do concurso, contendo as informações completas sobre o processo seletivo e a relação das vagas.

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