Agência Alagoas
Numa ação inovadora, o Corpo de Bombeiro Militar de Arapiraca realiza o primeiro Curso de Captura de Animas Agressivos para operadores em segurança pública da localidade e do município de Craíbas. Com aulas teóricas e práticas, o projeto apoiado pela Secretaria de Estado da Defesa Social e a Mineração Vale Verde tem como objetivo proporcionar atividade de trabalho e renda com a apicultura e também evitar o extermínio de abelhas na região.
De acordo com o cabo CB Ilson Barbosa, o Corpo de Bombeiros tem recebido uma média de três chamados por dia, para atendimento de vítimas de ataques de abelhas. Segundo ele, já há até mesmo registro de morte em decorrência das picadas do inseto.
“Com o desmatamento nas áreas rurais, as abelhas cada vez mais se aproximam das cidades e isso tem provocado um grande número de acidentes. Antes, nós queimávamos os enxames, mas esta atitude também poderia provocar desequilíbrio ambiental. Por este motivo, estamos treinando o pessoal, para que aprendam a capturar e a cultivar a abelha”, destacou o bombeiro militar.
O curso teve início na segunda-feira e foi encerrado nesta sexta-feira, 26, com aula prática de captura na zona rural de Craíbas. As aulas teóricas e também alguns exercícios sobre como manusear equipamentos e preparar a cera para a captura aconteceram no quartel, em Arapiraca.
Além dos conhecimentos transmitidos pelo sargento Félix, os participantes ainda visitaram um apiário, onde conheceram de perto a atividade, que tem gerado ocupação e renda principalmente para famílias do Agreste e Sertão de Alagoas.
Para garantir o fortalecimento da apicultura em Alagoas, o Governo instituiu o Arranjo Produtivo Local (APL) Apicultura no Sertão. Conforme dados do Sebrae Alagoas, que integra este movimento, aproximadamente 90% dos apicultores profissionais já receberam treinamento teórico e prático, e a maioria deles tem afirmado que a atividade vem contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e o aumento da renda familiar, evitando também o êxodo rural
Dados da Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal) indicam que, somente na região do Sertão, tem sido produzido aproximadamente 80 mil toneladas de mel por ano.


