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Um dedinho de prosa sobre autoconhecimento

domingo, novembro 1st, 2009

Escrevi com a pretensão de tocar um coração, de criar vínculo com pessoas que em algum instante me acessariam e eu poderia dulcificar quem sabe um momento ou talvez sanar uma dúvida. De verdade, cri que poderia oferecer algo e pasmem: desde o dia 22/10 que só tenho recebido carinho e gentilezas, que por mais que eu queira retribuir não sei.

Quanta coisa linda! Quantas declarações generosas! Quis tocar e estou sendo tocada a cada frase que recebo, pois o encanto do Brasil hoje está no psicologando, por cada comentário carinhoso, amoroso, encorajador que chega de Maceió, Brasília, Rio, São Paulo e sabe Deus o que me aguarda.

E tanta delicadeza me fez pensar na sintonia do autoconhecimento, na grandiosidade da vida, na generosidade das pessoas. E sentindo-me grata e abastecida por esse abraço cósmico, fiquei pensando em nossa integralidade. É verdade! Somos integrais (matéria, mente, emoção e transcendência), capazes de transformar histórias. Dentro de nós há mundos incontáveis, dos quais nem sempre suspeitamos. Permanecemos um segredo para nós mesmos. Somos capazes de desvendar grandes mistérios fora, mas evitamos nos desvendar, por dentro. Somos capazes de olhar o outro com carinho, mas quando se trata de nos olharmos com carinho, de nos tratarmos com carinho… Que luta! Quanta dificuldade!

Somos críticos, ácidos, verdadeiros algozes conosco! E nem sabemos com quem realmente estamos falando! Porque somos afinal de contas um ilustre desconhecido à nossa própria consciência.

Descobrimos no outro o jardim que não ousamos deixar fluir em nós mesmos, mas temos! Porque não nos enganemos: a beleza, a doçura, capacidade que vemos nos outros são nossas, não que o outro também não as tenha, mas é bom entender que nós só reconhecemos o que já temos em nós.

Nas palavras de Thomas Dreier :

“O mundo é um grande espelho. Ele reflete de volta o que você é. Se você é carinhoso, se você é bondoso, se você é prestativo, o mundo se mostrará carinhoso, bondoso e prestativo para você. O mundo é o que você é.”

Portanto só podemos reconhecer o que já conhecemos. Daí, a importância do autoconhecimento. De qualquer ângulo que observemos, para que nosso olhar seja fidedigno, precisamos saber quem somos e só assim poderemos nos aperfeiçoar.

O pensamento encontrado em Delfos e atribuído a Sócrates continua sendo um portal para a liberdade; “Conhece-te a ti mesmoâ€. Se não nos conhecemos como progredir? Como transformar? Para mudarmos precisamos identificar o que? Precisamos saber onde estamos e para onde queremos ir. E caminhar em sintonia com o nosso sentido de vida faz toda a diferença!

E você, qual é o seu sentido de vida?

Por hoje dedico a gentileza que já há em mim a todos que tão generosamente me presentearam com a jóia da atenção delicada, que em nosso jardim continue fluindo abundantemente essa flor.

Deus os abençoem pela alegria que fortaleceu amorosamente meu coração.

Carinho sempre,

Sandra

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Sobre felicidade e autoconhecimento

quinta-feira, outubro 22nd, 2009

Desde pequena tive sempre a mais exata certeza de que queria/quero e vou querer sempre ser feliz! E cresci certa que chegaria o dia que aconteceria… O tempo foi passando e nenhum manual de acesso à felicidade, nenhum atalho de conexão, nenhuma palavra mágica… Nada! E nem sabia por onde começar. Comecei a fazer perguntas: E se? Por quê? Quando? Onde? E daí vocês imaginam onde fui parar…

Pois é! Estudar psicologia não me respondeu todas as perguntas, mas me possibilitou alternativas. Então me interessei pelo tema que me leva à felicidade possível (num planeta onde habitam pessoas que ainda acham que vizinhos não ouvem, que a natureza não depende de cuidado, que apenas o outro precisa fazer a sua parte, enfim…), isto é, o autoconhecimento. Conhecer a si mesmo. Se me conheço, compreendo porque determinadas situações acontecem comigo e posso transformá-las, ampliá-las ou anulá-las.

Quando entendi que não sou um joguete nas mãos do universo, se é que universo tem mãos, que ser vítima ou protagonista da minha história é uma questão de decisão e escolha, descobri então as palavras mágicas: sou responsável pela minha vida, construo meu futuro agora, através das atitudes que tomo e isso pode ser fortalecedor ou enfraquecedor. Sou eu quem determino como será meu dia, se bom ou não, minha semana, minha vida!

Saber-se responsável pelos resultados que a vida oferece dá poder, e poder incomoda, porque cai a história de: foi fulano, a culpa é de sicrano. Assumir-se como ser pleno de responsabilidades pela própria vida é fonte de felicidade, mas tem preço: não posso mais acusar “os velhos†porque não fiz isso ou aquilo, nem o empregador porque não tenho o cargo X, nem o marido, o filho, o irmão, o gato, o periquito, o papagaio… A vida está como está porque faço do mesmo, porque não me atualizo, porque quero que os outros mudem para que eu fique bem!

Albert Einstein definiu a insanidade como “ fazer a mesma coisa repetidamente esperando alcançar resultados diferentesâ€.

Quer ser feliz? Conheça-se! Analise suas ações. Pergunte-se: Estou vivendo como gostaria? Estou satisfeito(a)? Se a resposta for não, transforme seus hábitos e tenha certeza: a felicidade depende de você.

Carinho sempre, Sandra.

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