Depois de “encher a pança” com dinheiro público e meter-se nas mais escandalosas falcatruas (em muitos casos envolvendo até assassinatos), não são poucos os políticos que se candidatam à reeleição tendo como foco principal livrar-se da cadeia. Sem imunidade parlamentar, elementos desse tipo temem – uma vez “pessoas comuns” – ficar vulneráveis às punições pelos crimes cometidos.
A imunidade parlamentar – assim como os cargos vitalícios de profissionais da área jurídica – alimenta nos debilitados em formação e educação a sensação de estar acima do bem e do mal. Assim como Calígula e outros déspotas históricos, esses imunizados “chacais” disfarçados de bons – geralmente sem amigos verdadeiros e cercados de puxa-sacos – pensam que são “deuses poderosos” credenciados a usar o que é público em benefício próprio e até a eliminar vidas humanas.
Enquanto faltam giz e merenda nas escolas, os “homens públicos” que se arvoram a ser Deus desviam dinheiro para comprar para si vinhos caríssimos, fazer bacanais em hotéis de luxo de outras cidades, viajar ao exterior ou pelo Brasil mesmo, a pretexto de trabalho, mas como turistas – e até com a família.
Quem consegue mover os neurônios para refletir (infelizmente a minoria), pode distinguir quem é quem entre os candidatos das campanhas. Os falastrões prometem o impossível para ganhar imunidade e, assim respaldados, prosseguir com seus crimes tão lucrativos.
Para alcançar esse duplo propósito (imunidade e saldo maior na conta bancária), usam a seu favor as falhas da lei, a desinformação da mídia aliada, o analfabetismo, a crescente degenerescência moral e as ameaças coronelistas características dos currais eleitorais.
A cada campanha eleitoral, as mesmas “caras carimbadas” voltam aos palanques, aos cartazes afixados nas paredes, às musiquinhas dos carros-de-som e aos falsos “tapinhas nas costas”. Fartamente denunciados como corruptos e parasitas, buscam impunidade na reeleição. E o que é pior: conseguem se reeleger! Para infelicidade de todos nós, inclusive de seus iludidos e desinformados eleitores!



