Posts para a tag ‘ressaca de carnaval’

Brincar o carnaval e depois curar a ressaca

terça-feira, fevereiro 9th, 2010

ressacaBeber, beber…pular, pular… e vem a ressaca. É inevitável… Mas há meios de combatê-la. Beber muita água ajuda muito, pois o álcool é um diurético que pode “secar†o organismo. O melhor então é beber bastante água na manhã seguinte para compensar a desidratação. Além disso, a água dilui os componentes da bebida alcoólica no estômago e melhora os sintomas de mal-estar abdominal.

Outro truque para “driblar†a ressaca é apelar para a torrada queimada na manhã seguinte. A parte tostada filtra as impurezas da bebida alcoólica e contribui para eliminar a intoxicação.

Comer gorduras ao beber é outro preventivo eficiente contra a ressaca. Afinal, alimentos gordurosos, se ingeridos antes da bebida alcoólica, “engraxam” a camada interna dos intestinos, fazendo com que o álcool leve mais muito tempo para ser absorvido pelo organismo. Tomar uma colher de azeite de oliva antes de beber produz efeito semelhante.

Na manhã seguinte, alimentar-se bem ajudará a aliviar a ressaca. Uma refeição leve, com frutas e sucos, pode ajudar bastante.

Cuidado com esse negócio de “rebater†a bebida com outra bebida na manhã seguinte. Tomar uma pequena dose e elevar o nível de álcool no sangue poderá até fazê-lo sentir-se bem por um pequeno período. No entanto, isso não é recomendável porque o nível de álcool sanguíneo mais elevado terá que ser diminuído eventualmente, além de ser um hábito que pode conduzi-lo ao alcoolismo.

Apesar de todos esses truques, é bom saber que não existe “fórmula mágica†que evite completamente a ressaca. Quem beber muito terá que pagar por isso no dia seguinte.

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

Carnaval é festa do povo e ninguém tasca!

sábado, janeiro 2nd, 2010

entrudo1Natal passou, Ano Novo passou, agora vem Carnaval! Corações e mentes voltam-se para a folia do Rei Momo, enquanto candidatos e partidários direcionam as atenções para as eleições. E ainda tem Copa do Mundo no meio do caminho! Haja ventos, eventos e acontecimentos neste 2010!

Samba no Sul, axé e frevo no Nordeste, carimbó e bumba-meu-boi no Norte. O Continente Brasil já está com suas orquestras prontas para disparar os acordes e ritmos que vão animar multidões nas diferentes regiões. Nada há no mundo que se compare a essa rica e saudável multiplicidade cultural.

Há fortes indícios de que o Carnaval (nome derivado do latim que significa “abstenção da carne†para anunciar a chegada da Quaresma) começou com as brincadeiras violentas do entrudo português ( foto), quando uns jogavam nos outros ovos podres, fuligem, água e farinha. Essa manifestação chegou ao Brasil nos anos 1600.

As arruaças que tinham bumbos e tambores como “pano de fundo†vieram com o “Bloco do Zé Pereiraâ€, em meados dos anos 1800. Só depois os foliões passaram a incorporar tradições européias como máscaras, adereços e fantasias que resultaram no Pierrô, na Colombina, no Rei Momo e nos bailes de mascarados das ruas e salões.

Até chegar à forma atual, o carnaval brasileiro passou pelos corsos e pelos cordões. A primeira Escola de Samba, a “Deixa falarâ€, foi criada pelo sambista Ismael Silva em 1928. As marchinhas pontuaram a festa em meados do século passado. Algumas são muito conhecidas no mundo inteiro, a exemplo de “Mamãe eu queroâ€, do alagoano Jararaca (a composição brasileira mais conhecida no planeta).

As gigantescas dimensões de hoje manifestam-se de maneira diversa nas diferentes regiões do Brasil: Rio e São Paulo com desfiles das escolas de samba; Bahia com blocos uniformizados para dançar os axés dos trio-elétricos; Pernambuco com o frevo e os bonecos gigantes; Amazonas com o azul e o vermelho dos bois Caprichoso e Garantido; Maranhão com o bumba-meu-boi; e por aí vai…

Uma mina de dinheiro que envolve multidões nos quatro cantos do país, o Carnaval veio sendo alterado para novas feições ao longo dos anos. Na ânsia de faturar cada vez mais, espertos empresários investem alto para elitizar a festa popular, criando modismos e vendendo normas para “forçar†a massa a gastar para optar por este ou aquele bloco, por um lugar em sambódromos, entre outras manipulações que discriminam, até mesmo nas ruas, aqueles que, financeiramente, podem menos. Ou seja: a maioria, em sua imensidão.

Mas a festa é do povo e ninguém tasca! Afinal, o Carnaval, no dizer de Chico Buarque, é “…uma canção, um só cordão e uma vontade de tomar a mão de cada irmão pela cidade…â€

PDF Printer    Enviar artigo em PDF