Porque paÃses detentores de tecnologia avançada – como os Estados Unidos, terra do Bill Gates – preferem continuar com o voto em papel em vez de fazer como o Brasil e adotar a urna eletrônica?
Também os holandeses compareceram recentemente à s urnas com caneta para marcar um X na cédula e escolher o candidato. A Holanda é o primeiro paÃs que volta à cédula de papel depois de ter feito a transição para computadores. Outros paÃses estão considerando se deveriam seguir esse exemplo, apesar da lentidão do processo não informatizado.
São vários os motivos que levam os eleitores a considerar inseguro o voto eletrônico, entre eles a cada vez mais sofisticada ação de hackers e a fragilidade das instituições, incapazes de conter a corrupção nas diferentes instâncias. Porém, por cultivar a cultura de confiar em computadores e achar que eles não erram, o brasileiro, de maneira geral, é levado a acreditar que o voto eletrônico é o mais seguro do mundo.
Ao contrário dos norte-americanos, dos europeus e dos japoneses, os brasileiros são submetidos à ousadia do voto eletrônico, apesar de tantas inconfiabilidades. A apuração é muito mais rápida, mas, por outro lado, a possibilidade de fraude torna-se gigantesca e difÃcil de ser desmascarada porque o voto do brasileiro fica reduzido a um mero registro na memória do computador impossÃvel de ser recontado no caso de uma auditoria. Já as cédulas – que são algo fÃsico para se conferir – costumavam deixar vestÃgios reparáveis.
Enquanto especialistas em informática apontam para a insegurança das eleições eletrônicas, o TSE propaga que elas são totalmente seguras. Porém, com um simples radinho de pilhas um hacker conseguiu, em novembro do ano passado, quebrar o sigilo da urna eletrônica brasileira, vencendo assim um concurso sobre a segurança do sistema promovido pelo própio Tribunal Eleitoral. Ficou, com isso, comprovada a extrema vulnerabilidade do sistema. Outro hacker advertiu ser fácil programar a urna: basta inserir um gatilho que, a cada dois votos ao candidato “Aâ€, um seja convertido para o candidato “Bâ€.
Alagoas (sempre Alagoas!) se encarregou de “quebrar o encanto†do voto eletrônico seguro nas eleições de 2006, a partir de um laudo do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) que concluiu que as urnas apresentaram no Estado “resultados suspeitosâ€. Proporcionalmente, Alagoas vence o “campeonato†de fraude eleitoral no paÃs. Os casos mais gritantes foram registrados nos municÃpios de Minador do Negrão, Porto Real do Colégio, Estrela de Alagoas, São José da Laje e Porto de Pedras.
Eitcha Brasil! Eitcha Alagoas!


