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O crime compensa em Alagoas?

quinta-feira, agosto 5th, 2010

Essa pergunta estará respondida após a apuração das urnas em outubro próximo.
As pessoas de bom senso alimentam a esperança de que a maioria do eleitorado alagoano derrote nas urnas os “taturanasâ€, “gabirus†e demais candidatos denunciados por envolvimento em falcatruas. Assim procedendo, darão continuidade ao bom trabalho do Ministério Público e da Polícia Federal.
Caso isso não aconteça, a pobre Alagoas continuará – mais do que nunca – refém da miséria e da corrupção, condições humilhantes que estarão reforçadas pelo aval do voto popular.
O histórico de desonestidade e crueldade desses candidatos não os credencia como merecedores do voto das pessoas que querem um mundo melhor, um futuro feliz. Reeleger essa gente é contribuir para perpetuar a triste realidade da falta de oportunidades de estudo e de trabalho, é manter a juventude à mercê dos aliciadores do crack e outras drogas que, como ratos de esgoto, infestam Maceió e interior. A juventude está sendo assassinada em Alagoas, vítima do desprezo e da negligência dos maus políticos.
Os menos formados e informados intimidam-se com ameaças e deixam-se seduzir pelos abraços, promessas e doações de pequena monta. Colocam o Estado nas mãos de quem lhes dá as costas após as eleições. Sacrificam o conjunto da sociedade ao dar poder de mando a quem desmoraliza Alagoas por ocupar o noticiário policial sob acusações de crimes e roubo do dinheiro público.
Após o voto, já será tarde para se arrepender. Restará ao eleitor traído e também ao esclarecido aturar por mais 4 anos a humilhação proporcionada pelos desabonados representantes eleitos e sofrer as consequências do atraso que relega Alagoas aos piores índices sociais.
O alagoano que eleger candidatos como esses estará dizendo ao Brasil: Em Alagoas, o crime compensa!

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Não se anule! Vote!

segunda-feira, maio 10th, 2010

Ditadura é uma porcaria! Submete você a regras aviltantes. Sua opinião não vale nada e sua contestação é punida com chibata, tortura e morte.

Votar – certo ou errado – é exercer o direito de dizer sim ou não! É ser gente! É uma arma que valoriza sua opinião, obtida com suor, lágrimas e sangue ao longo de muitas lutas.

Candidatos corruptos e elitistas existem – e em grande número. Resultam da omissão, dos anos sem democracia e da despolitização. São elites acostumadas a manipular com mentiras e migalhas para fazer prevalecer o que lhes interessa. É um grande erro achar que votar nulo é protestar contra essa corja!

Voto é uma arma que, para funcionar bem, precisa de munição. Uma delas é o esclarecimento, a educação. Confrontando com os avanços tecnológicos desta era, o “voto de cabresto†ainda dita regras para milhões de brasileiros, principalmente nas regiões Nordeste e Norte do país.

Sem discernimento e submetidos a ameaças e pressões de toda ordem, eleitores analfabetos e desinformados colocam nos poderes Executivo e Legislativo verdadeiros ladrões e até assassinos.

Esse é outro drama social que para ser superado exige que também seja assegurado o voto do analfabeto e desinformado que elege o coronel do interior e o candidato corrupto da capital. Não há fórmula mágica que impeça a democracia de passar por essa fase, seja ela longa ou não. O tempo aprimora a democracia – e tudo o mais, com avanços e recuos.

É equivocada a campanha – fartamente difundida – que apregoa que 51% de votos nulos culminam na anulação das eleições, estabelecendo a convocação de novo pleito com outros candidatos. A decisão do Superior Tribunal Eleitoral é diferente: anular o voto não acarreta na anulação das eleições. O artigo 222 do Código Eleitoral prevê, isto sim, anulação dos votos obtidos através de fraudes, coações, abuso do poder econômico ou interferência do poder político ou de autoridade.

No caso de nulidade em decorrência de ilícitos eleitorais que atinjam mais da metade dos votos do Município, o Tribunal Regional Eleitoral marcará nova eleição no prazo máximo de 40 dias.

Portanto, com o voto nulo o eleitor, além de favorecer a vitória de um candidato ruim, estará jogando fora a saudável oportunidade de participar do processo eleitoral e escolher conscientemente o seu candidato. Estará abrindo mão de usar uma arma tão arduamente conquistada nas batalhas pela democracia travadas ao longo da história.

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