Posts para a tag ‘Alagoas’

Solidariedade: Não deixar morrer esse gesto humano!

domingo, julho 4th, 2010

Em meio à escuridão dos escombros empilhados nas cidades devastadas pelas enchentes em Alagoas e em Pernambuco, as vítimas vislumbram uma luz: a solidariedade. Essa qualidade – a melhor do ser humano – consolida-se através de donativos e outras formas de ajuda.

Pessoas que em muitos casos não conhecem ninguém entre os atingidos “arregaçam as mangas†espontaneamente para atuar no sentido de amenizar o sofrimento de quem perdeu entes queridos e bens. Há até quem se faça presente nas regiões destruídas para entregar remédios, roupas e alimentos e prestar socorro médico. Orgulham a raça humana!

Na contramão, “bandidécos†enfiam-se entre as ruínas para saquear bens alheios e “bandidões†engravatados – é indispensável citá-los – ficam de olho no dinheiro público. Denigrem a raça humana!

Solidariedade é, para o ser humano, o principal diferenciador em relação às demais espécies animais. O traço solidário aumenta substancialmente de valor por vivermos uma era de banalização da violência, de subemprego, de desemprego, de especulação financeira e de cruel distribuição de riqueza.

Nesta época, em que a solidariedade está cada vez mais distante do ser humano, as pessoas que agem com altruísmo em favor das vítimas das enchentes revelam-se ainda mais raras e especiais. Independente de credos e religiões, essas pessoas lançam mão de conforto e de interesses próprios para externar a grandeza do gesto solidário.

Vale uma conclamação: vamos crescer enquanto seres humanos e erguer mais alto a bandeira da solidariedade!

 CONFIRA ONDE FAZER DOAÇÕES:

 Caixa Econômica Federal, C/C 955-6 – Agência 2735- Operação 006;

Banco do Brasil – C/C 5241-8 – Agência 3557-2.

ALAGOAS

POSTOS DE ARRECADAÇÃO EM MACEIÓ

1º GBM (1º Grupamento de Bombeiros Militar) – Rodovia 316, Km 14, Tabuleiro dos Martins, próximo a Policia Rodoviária Federal;

GSE (Grupamento de Socorros de Emergência) – Conjunto Senador Rui Palmeira, S/N;

SGIA (Subgrupamento Independente Ambiental) – Av. Dr. Antônio Gouveia, S/A, Pajuçara, próximo ao Iate Clube Pajuçara;

QCG (Quartel do Comando Geral) – Av. Siqueira Campos, S/N, Trapiche da Barra, próximo a Pecuária;

Cedec (Defesa Civil Estadual) - Rua Lanevere Machado n.º 80, Trapiche da Barra, próximo a Pecuária;

GSA (Grupamento de Salvamento Aquático) – Av. Assis Chateaubriand, S/N, Pontal, próximo a Braskem;

POSTOS DE ARRECADAÇÃO NO INTERIOR DE ALAGOAS

2º Grupamento de Bombeiros Militar – Maragogi, tel: (82) 3296-2026 / 3296-2270.

6º Grupamento de Bombeiros Militar – Penedo, tel: (82) 3551-7622 / (82) 3551-5358.

7º Grupamento de Bombeiros Militar – Arapiraca e Palmeira dos Ãndios, tel: (82) 3522-2377, (82) 34212695.

9° Grupamento de Bombeiros Militar – Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia, tel: (82) 3621-1491 / (82) 3621-1223.

PERNAMBUCO

Em Recife, o Comando Geral da Polícia Militar, localizado no Derby, E o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, na Avenida João de Barros, são os principais pontos de arrecadação, mas todas as unidades desses órgãos também estão recebendo os donativos.

A CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente) também instituiu na sua sede um local para arrecadação de donativos, de acordo com o site do governo de Pernambuco. Quem quiser ajudar pode fazer sua doação na sede da agência, localizada na rua Santana, 367, Casa Forte, nas proximidades do Parque Santana.

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A aflição do desemprego em Alagoas

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

desemprego-para-os-jovensEntre os incontáveis problemas sociais que afligem Alagoas, o desemprego é um dos mais aflitivos. Embora amenizado nos períodos natalinos, assume proporções dramáticas nas demais épocas do ano.
Ao chegarem à idade de ingressar no mercado de trabalho, os jovens alagoanos se vêem acuados diante da falta de opções tanto no comércio quanto na indústria, onde o monopólio das usinas de açúcar limita a diversificação industrial.
Dados do Ministério do Trabalho divulgados em abril revelaram Alagoas como líder no ranking de desemprego no Nordeste. No setor da agroindústria da cana-de-açúcar o número de desempregados sempre aumenta substancialmente nos períodos de entressafra, jogando na desocupação milhares de trabalhadores sem qualificação, que passam a depender basicamente de benefícios do governo federal.
O baixo nível do ensino e a falta de alternativas para qualificar a mão-de-obra e direcioná-la para diferentes especializações contribuem para agigantar o drama. Como resultado, aqueles que evitam a opção de sucumbir para a criminalidade e para as drogas incham o chamado “trabalho informalâ€, ocupando as ruas centrais de Maceió e cidades do interior para vender produtos piratas, roupas populares e alimentos. Infelizmente, não são poucos os que optam pelo crime e pelo vício, fazendo com que Alagoas seja também “campeã†nacional em assassinatos de jovens e outros tipos de violência.
Entra governo, sai governo e indústrias de grande e médio portes deixam de ser instaladas no Estado por diferentes motivos, entre eles a ausência de atrativos fiscais eficazes e a falta de interesse em tirar da penúria uma sofrida população que há quatro séculos amarga a desassistência na qualificação profissional, na educação, na saúde e nos etecéteras.
Permanece o desafio para quem administra Alagoas: educar, qualificar e criar diferentes alternativas de emprego com dimensões de competir com o monopólio sucroalcooleiro.

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Indústria de multas enche cofres em Maceió

sexta-feira, dezembro 18th, 2009

charge-multaCom um dos menores parques industriais produtivos de todo o país, Maceió abriga uma “indústria de multas” muito eficiente, que produz incansavelmente. O “esforço” das equipes de guardas da SMTT (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito) na aplicação de penalidades em toda a cidade é recompensado pelo enchimento dos cofres da Prefeitura (através da SMTT) e do Estado (através do Detran). E de nada adianta à vítima tentar justificar: a orientação é multar mesmo, implacavelmente, sem piedade.

A ação dos agentes da SMTT tem sido intensa principalmente na orla marítima. A exemplo dos outros dias, quinta-feira última (10) uma viatura da SMTT percorreu a Pajuçara, a Ponta Verde e a Jatiuca para produzir multas. Nas imediações do Iate Clube Pajussara, pouco antes das 18 horas dezenas de veículos foram multados de uma só vez.

A legislação determina que os guardas de trânsito devem emitir dois silvos de advertência antes de aplicar a multa, providência não adotada na Pajuçara, segundo uma das vítimas. “Havia muitos carros estacionados naquele local sem placa anunciando proibições e, achando que era permitido, também estacionei o meu. Estava com minha esposa no restaurante Parmegiana e, quando percebi, os guardas já tinham produzido muitas multas. Corri para lá e tentei argumentar com um deles, chamando a atenção para a ausência de placas nas proximidades e para a falta dos dois silvos. Mas ele se manteve irredutível disse que a ordem era multar mesmoâ€.

Além da ação frenética dos guardas, que ficam em locais estratégicos com o objetivo exclusivo de multar – e não orientar-, a “indústria†é alimentada pelos radares e lombadas eletrônicas instalados em diferentes pontos de Maceió. A investida de todo esse arsenal atingiu grande parte dos veículos que transitam pela cidade.

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Cores vivas em mãos desbotadas

terça-feira, dezembro 15th, 2009

coqueirosO verão aquece e enfeita de cores vivas a orla marítima alagoana, para deleite de nativos e turistas. O brilho do sol que reflete no mar de Alagoas revela um verde-azul que contrasta com o cinza-escuro das nuvens que cobrem o céu em outros Estados, a exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro, onde neste período chuvas intermináveis e inundações atormentam a vida de paulistas e cariocas.

A natureza ainda bela deste pequeno pedaço do Brasil pode ser comparada com uma galinha dos ovos de ouro que tenta sobreviver aos tiros disparados pela corrupção, pela incompetência e pelos interesses mesquinhos de grupos políticos e econômicos que há muito tempo determinam o destino do Estado.

É inacreditável, mas há pouco mais de duas décadas imensos coqueirais enfeitavam toda a orla de Maceió, principalmente Cruz das Almas e Jatiuca. Na época era possível deitar-se nas areias da Pajuçara ou da Ponta Verde para apreciar os golfinhos que, em grande quantidade, emergiam e submergiam das águas próximas às praias para fazer piruetas.

A inexistência de zelo e planejamento resultou na gradativa destruição – que ainda continua – de um dos mais belos cartões-postais do país. Os magníficos coqueirais cederam e continuam cedendo lugar a uma invasão desordenada de edifícios que despejam esgotos e dejetos nas águas antes invejadas pela pureza e beleza, quando eram plenamente próprias para os banhistas. Hoje os coqueiros estão escassos à beira-mar (foto), para tristeza e revolta das pessoas bem intencionadas que assistem a dirigida agressão contra a natureza.

A sina de estar nas mãos de elites políticas e econômicas voltadas exclusivamente para seus próprios umbigos sufoca Alagoas nas profundezas do desprezo ao meio-ambiente e da miséria de seus habitantes, em sua imensa maioria.
Afinal, interessa mais a quem quer preservar privilégios desconectados com o bem-estar social manter os seus currais eleitorais e a ignorância coletiva, sob pena de serem questionados por essa imensa legião sobre os danos que causam à natureza e à qualidade de vida – tão sofrível – de milhares de alagoanos. A conduta dessas elites explica a ausência de iniciativas ousadas em prol da educação. Sabem que o esclarecimento da população mais humilde despertaria a consciência de que suas vidas estão em mãos erradas.

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Baixa auto-estima presente em Alagoas

terça-feira, novembro 24th, 2009

estimaPraias belíssimas, paisagens afrodisíacas, céu de azul ofuscante confundindo-se com o mar degradê e com o verde dos coqueirais. Nem mesmo cenários como esses, de causar inveja, são suficientes para conter a veloz descida dos alagoanos nos degraus da baixa auto-estima.

Alvo de notícias negativas na mídia nacional, detentor dos piores índices em praticamente todos os setores sociais e decadente também nos campeonatos de futebol, o Estado de Alagoas não tem dado motivos para elevar a auto-estima do seu povo. Assaltos e assassinatos impunes, infância abandonada nas ruas, baixo poder aquisitivo de quase todos e falta de oportunidades de emprego para a juventude são problemas que parecem longe das soluções num Estado onde o que prospera mais e mais é a concentração de renda, a incompetência administrativa e a corrupção.

No campo da cultura, a falta de iniciativas oficiais mantém no anonimato a arte de músicos, atores e artesãos cuja beleza, caso não estivesse tão desprezada, contribuiria para que fossem dados largos passos no rumo contrário da baixa auto-estima.

Falando em futebol, é muito difícil ver alguém pelas ruas de Maceió e de cidades interioranas vestindo a camisa do CRB, do CSA, do ASA e de outros times do Estado. Mas é comum nos depararmos com homens, mulheres e crianças trajando camisas do Flamengo, do Corinthians, do Fluminense e de outras equipes de Estados que nem são do Nordeste. O maltratado futebol Alagoano, mergulhado na incompetência e no descaso, empurra torcidas cada vez mais numerosas para os clubes do eixo Rio-São Paulo, para uma paixão perniciosa para os clubes da terra. Lamentável!

A baixa auto-estima é também forte estimulante para a violência. A ausência de medidas voltadas para a melhoria na qualidade do ensino no Estado impede que conceitos de cidadania sejam incutidos nas crianças e adolescentes, inércia e descaso que repercutem na formação de uma juventude socialmente deformada. Caberia às instituições escolares priorizar reflexões e debates sobre temas que afligem a humanidade em seu cotidiano, entre elas a violência.

A tragédia das drogas em Alagoas alcançou status de destaque nacional. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Gilberto Irineu, revelou que 90% dos casos de violência no Estado estão ligados ao tráfico de drogas. “O Governo precisa assumir sua responsabilidadeâ€, recomendou, observando que “tivemos acesso a um retrato triste do que sofrem muitas crianças, muitas vezes por ausência de políticas públicasâ€.

A ciência indica que a auto-estima de uma pessoa ou até de uma comunidade passa por questões, entre outras, como medo, insegurança, frustração, carência, humilhação, raiva, perdas e dependência (financeira e emocional). Portanto, a superação desse grave problema tão presente em Alagoas deve passar necessariamente por atitudes que conduzam à confiança, segurança, amor próprio, cidadania e valores que mereçam a cobrança de que sejam respeitados.

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