Nosso planeta está derretendo em ritmo galopante. Apesar da urgência, as pessoas, em sua imensa maioria, continuam encarando com descaso esse drama. Parece que preferem manter os olhos fechados talvez por temerem constatar que tudo pode estar irreversível, que o precipício se aproxima e estamos sem freios para evitar a queda.
O imediatismo do dia-a-dia envolve governos e comunidades num casulo alienante. A busca pelos lucros e as tarefas do cotidiano cegam e ensurdecem. Vozes mais conscientes gritam para tentar despertar as atenções para tumores malignos como desertificação, degelo, efeito estufa, poluição, desmatamento…
Mais da metade do território alagoano é susceptível à desertificação (52,4%). O problema é mais grave na região do alto sertão. O caos piora a olhos vistos diante da ineficácia das ações de combate à desertificação, que estão sob a responsabilidade dos poderes públicos Federal, Estadual e Municipais, em conjunto com a ASA (Articulação do Semi-Árido).
No Nordeste brasileiro, a desertificação já ameaça áreas urbanas. A paisagem original nordestina, que antes lembrava a savana, deve ficar cada vez mais parecida com um deserto. Todo o semi-árido brasileiro já foi alcançado pela desertificação. A terra é cada vez mais imprestável e as plantas estão sumindo.
Na região Norte, partes da Amazônia estão sendo transformadas em desertos pela erosão da terra e pelo assoreamento dos rios. A causa é o aquecimento global estão transformando.
Na Bolívia, o gelo que se acumulou em um milênio derreteu em apenas dez anos. Onde antes se via só gelo hoje se vê só rocha. Outro exemplo dramático é a constatação de que a neve do Monte Kilimanjaro, o ponto mais alto do continente africano, não é eterna: ela deverá desaparecer em apenas 20 anos. Na África as savanas estão secando, os animais estão morrendo em abundância por não mais encontrarem água e vegetação nos terrenos secos. No Ártico, o derretimento das geleiras está matando os ursos polares, que quase não conseguem mais encontrar alimentos.
O que fazer diante de situação tão alarmante?
Uma resposta para essa pergunta precisa ser encontrada logo.
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