Depois de “encher a pança†com dinheiro público e meter-se nas mais escandalosas falcatruas (em muitos casos envolvendo até assassinatos), não são poucos os polÃticos que se candidatam à reeleição tendo como foco principal livrar-se da cadeia. Sem imunidade parlamentar, elementos desse tipo temem – uma vez “pessoas comuns†– ficar vulneráveis à s punições pelos crimes cometidos.
A imunidade parlamentar – assim como os cargos vitalÃcios de profissionais da área jurÃdica – alimenta nos debilitados em formação e educação a sensação de estar acima do bem e do mal. Assim como CalÃgula e outros déspotas históricos, esses imunizados “chacais†disfarçados de bons – geralmente sem amigos verdadeiros e cercados de puxa-sacos – pensam que são “deuses poderosos†credenciados a usar o que é público em benefÃcio próprio e até a eliminar vidas humanas.
Enquanto faltam giz e merenda nas escolas, os “homens públicos†que se arvoram a ser Deus desviam dinheiro para comprar para si vinhos carÃssimos, fazer bacanais em hotéis de luxo de outras cidades, viajar ao exterior ou pelo Brasil mesmo, a pretexto de trabalho, mas como turistas – e até com a famÃlia.
Quem consegue mover os neurônios para refletir (infelizmente a minoria), pode distinguir quem é quem entre os candidatos das campanhas. Os falastrões prometem o impossÃvel para ganhar imunidade e, assim respaldados, prosseguir com seus crimes tão lucrativos.
Para alcançar esse duplo propósito (imunidade e saldo maior na conta bancária), usam a seu favor as falhas da lei, a desinformação da mÃdia aliada, o analfabetismo, a crescente degenerescência moral e as ameaças coronelistas caracterÃsticas dos currais eleitorais.
A cada campanha eleitoral, as mesmas “caras carimbadas†voltam aos palanques, aos cartazes afixados nas paredes, à s musiquinhas dos carros-de-som e aos falsos “tapinhas nas costasâ€. Fartamente denunciados como corruptos e parasitas, buscam impunidade na reeleição. E o que é pior: conseguem se reeleger! Para infelicidade de todos nós, inclusive de seus iludidos e desinformados eleitores!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010 às 13:17
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come! Onde é que vamos parar?
Coitada das Alagoas, uma ilha de gente boa rodeada por um mar de ignorantes e truculentos eleitores mal informados, corruptos, oportunistas e farofeiros.
É isto aà Pompe!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010 às 14:13
Cada eleição que passa me faz reforçar a convicção de que temos os candidatos que merecemos. Tenho conversado com muitos eleitores, ou seja pessoas comuns, e concluo que não são melhores que os polÃticos mencionados em seu texto. Precisamos investir em educação para tentar recuperar essa grande fatia corrupta de nossa população brasileira.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010 às 15:20
É verdade, meu jovem!
Abraços!
domingo, 15 de agosto de 2010 às 21:56
Pompe! Vc. traça o real perfil de como é o cenário destes \"artistas\" que dirigem o destino de nossa pátria. Infelizmente, os homens de bem não se motivam (os obstáculos são imensos) a entrar na polÃtica e ,assim, esses delinquentes assumem o poder, protegidos pela impunidade. Gostei muito e parabéns, como sempre tenho constatado em seus excelentes textos.Abraços.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010 às 18:58
Candidatos honestos e desonestos existirão sempre! Cabe a cada um de nós, eleitores e/ou candidatos escolher-mos entre o que presta e o que é reprovável! No mais das vezes basta observar-mos as páginas policiais dos \"grandes jornais\" acerca das \’ilustres candidaturas\’… A escolha é sua!!!
sábado, 21 de agosto de 2010 às 22:12
Pelo menos somos campeões em tudo no Brasil. Mais em tudo que não presta.
Temos a melhor faculdade de pistoleiros do Brasil, campeão em fichas sujas, em violência, analfabetismo, mortalidade infatil ou seja já podemos comemorar por todos esses tÃtulos em todo Brasil.